Textos Reflexivos sobre Crianças
Desde criança meus olhos me mostraram o mundo que só eu podia ver, diferente dos normais, pude ver e ouvir mais do que a realidade sufocante que ocupa e prende quem não tem tempo de se conscientizar e ignorar a beleza das coisas mais simples que se revelam apenas para quem tem alma que pode ver e então, desde muito jovem, me dedico a escrever diferentes rimas e poemas, tudo que posso ver, ouvir e tocar com meus sentidos e sentimentos como poetas e poetisas, o que aprendi desde criança, é assim que sou como meus versos de poemas. composições simplistas de palavras que rimam amor e vida...
Meu mundo paralelo
“Nas recentes décadas, as crianças tem sido expostas a conteúdos inadequados que pouco estimulam suas habilidades e deixam de usar a criatividade para o desenvolvimento pessoal, ou seja, a capacidade de criar, imaginar ou produzir algo novo e diferente será comprometida. Os pais cumprem papéis fundamentais em atividades lúdicas, participando e incentivando.
Isso não é generalizado.”
#bysissym
Enquanto o amor pesar
Mais que o mal na balança,
Haverei de renascer
No riso de uma criança!
Enquanto existir bondade,
Fé, amor e temperança
Enquanto Deus nos tocar
Ofertando-nos mudança,
Haverei de renascer
No riso de uma criança!
- Poema da obra Minhas Verdades ISBN 9786598117610
#BALANÇO
Sou uma criança insegura...
Que às vezes anda de balanço...
Se eu caio, eu levanto...
Rindo não me canso...
Não sei o que esperar, e nem me importo...
Preciso acontecer...
Hoje sei que isso é...
Vivo um dia de cada vez...
Feliz sempre quero ser...
Mas fica por saber...
Tudo isso é...
Saber viver...
É proibido chorar sem aprender...
Proibido é não rir dos problemas...
Não transformar sonhos em realidade...
É proibido não ser você...
Cada um tem seu caminho...
A sua sorte...
Não, não sou gentil só para que se lembrem de mim...
Por céus e mares eu andei..
Estou indo...
Em meu balanço...
Outra vez...
Sandro Paschoal Nogueira
www.facebook.com/conservatoria.poemas
#CRIANÇA
Ingrato sinal do tempo que se esvai...
Quando se tem alma de criança...
Essa estranha malícia adquirida...
E essa pressa para tudo causado-me fadiga...
E em um mundo imaginado...
Em que tudo era esperança...
A terra eu podia sentir mover...
Com um sopro criava o vento...
Fazia castelos...
E neles eu morava...
A ingenuidade era minha companhia...
E feliz sempre cantava...
À noite o céu bordado...
Me fazia querer ter...
Um belo par de asas...
Um anjo eu seria...
E ao firmamentos eu voaria...
As flores para mim sorriam...
Brincava de bem-me-quer...
O dia inteiro sobre as árvores...
Por que fui crescer?
Em todos os cantos...
Eu brincava com o mundo...
E o mundo brincava comigo...
Não lembro-me quando tudo acabou...
Diante, agora, do que pouco sinto...
Não sei o que me sobrou...
Se um dia fui criança...
Só a saudade restou...
Ah malvado senhor do tempo...
Por que a ele não parou?
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Noite à fora...
Sobre uma navalha...
Ó divina esperança...
Sonho de criança...
O tempo a criar silêncio...
Tornando o sonho poeira dos tempos...
Poço imenso e fundo...
Que engoliu meus desejos...
A ver no mundo seco a seca realidade...
Dos ébrios jogados à sarjeta...
Das matronas em penunbras das ruas da esquerda...
Dos pederastas em gargalhadas...
Disfarçando as lágrimas não jogadas...
Das mocinhas vendendo favores...
Em troca de licores...
Daqueles que só encontram alegrias...
Quando deixam suas garrafas vazias...
A vã loucura a moda é prima-irmã...
Mas quando vem o senso erguer-lhe os densos véus...
Desse desgosto...
Livrai-me Deus...
Salvo o meu desejar...
Teço beleza em tudo...
No hálito podre de um sugismundo...
No idoso porchetta...
Em quem que com qualquer um se deita...
Nessa langorosa magia...
Sob a lua que irradia...
As torpes paixões...
Sigo para meu descanso...
Aguardando, quiçá ...
Outro dia...
Valei- Deus...
Ou quaisquer outros guias...
Fim de noite...
Madrugada fria...
Eu próprio me interrogo:
– Onde estou? Onde estou?
E procuro nas sombras enganosas...
Sob essas horas mortas...
As mesmas coisas repetidas...
Inúteis os sonhos e as amarras
que nos prendem ao cais...
Mas quem sou eu que não escuto meus próprios ais?
Sandro Paschoal Nogueira
#Defendo #o #que #sou...
E você?
Que fará com a lembrança...
De sonhos perdidos de criança?
Seu futuro será em preto e branco?
O tempo correrá noite e dia ?
Passará por madrugadas frias?
Seu choro será contido?
Amargamente escondido?
O sangue ficará frio ?
Terá um irônico sorriso?
Enfrentará com coragem o seu medo?
A pureza apagará...
E no fundo do olhar...
Algum brilho terá?
Se eu lhe digo essas coisas...
Embora me odeie...
Falo da ternura que você não sabe...
Custa encontrar o amor...
A você entrego esta mensagem...
Sandro Paschoal Nogueira
Um dia fui criança sonhadora...
Muito amado pelos meus pais.
Com irmãos, grandes aprendizados...
Tive mimos e cuidados especiais.
Adolescente aguardando amor...
Invejado, desprezado...
Sem nenhum cuidado...
Enganei e fui enganado.
Fui atendente, pasteleiro, cozinheiro, faxineiro,
cabeleireiro, leão cobrador...
Vaguei nas ruas, madrugadas...
Troquei dias por noitadas...
Estrapolei, fumei... bebi...
Passei fome...
Não roubei, nem me prostituí.
Quis ser padre e templos frequentei...
Conheci párocos, pastores, pais de santo, babalorixás...
Adorei santos católicos...
Muitos oráculos consultei...
Médium, adivinho...
Invoquei demônios...
Servi a deuses esquecidos...
Tornei-me bruxo, feiticeiro, necromante...
Sempre buscando algo...
Ali, lá e acolá.
Cansei de tudo isso...
E resolvi só trabalhar...
Carreguei muito peso...
E de ninguém quis mais ser empregado.
Fui dono de empresa, proprietário de casa noturna,
lanchonete, restaurante, casa de jogo e de bar...
Artista plástico, pintor...
Tudo isso também fui.
Como sátiro insaciável...
Excelente amante...
Com muitos me deitei...
Conta perdi...
Com nenhum adormeci.
Enterrei muitos amigos...
Poucos inimigos...
Deixei família também por lá...
Tão triste ver o cal cair...
Triste ao pó retornar.
Fiz tanta coisa...
Muitas outras ainda por contar...
Algumas...
Muitas...
Melhor esquecer...
Não convém contar...
Nem mesmo lembrar...
Trazem arrependimentos...
Tristezas grandes...
Fazem lágrimas rolar.
Engoli muitos sapos...
Andei em farrapos...
Trabalhei...
Suei...
Me estressei.
Tudo foi minha vida...
Muitos caminhos...
Veredas...
Estradas que engatinhei...
Andei... passei... parei...
Tomei rasteiras...
Caí...
Não desisti nunca...
Não desisto nunca...
Nem é bom nisso pensar.
Hoje dizem que sou...
Hoteleiro... dono de pousada...
Bem vestido, bonito, cheiroso...
Elegante cavalheiro...
Grosso ou fino...
O que importa?
Alguns me chamam de poeta...
Só porque traço algumas linhas...
Poucos rabiscos.
Sem nenhuma ambição...
Por mais um dia vou vivendo...
Para Deus agradecendo...
Até onde Ele queira me levar.
Atenção, crianças! Atenção, juventude! Ouçam com calma, com olhos e ouvidos: cuidado com a tal inteligência artificial! Ela chega bonita, veloz... e seduz.
Ela fala bem, responde ligeiro, mas guarda um perigo que poucos percebem: te leva ao erro, ao atalho mais fácil, e apaga, aos poucos, o que em ti desperta.
Te afasta da dúvida, da busca, do livro; te prende na tela, no clique, no mito. Te faz consumir o que não precisas, enquanto os de cima te vendem o mundo.
Não negues a máquina, mas pensa com calma. Pergunta, investiga, não percas tua alma. Pois mais que o saber que se encontra num toque, vale o saber que cresce na luta... e no estudo.
Não nascemos sabendo o que a vida tem para nós oferecer , quando criança não vemos maldade em nada, olhamos a vida como uma grande brincadeira.
Então vamos crescendo, e junto com ela as obrigações, sem entender vamos acatando o que a vida nós da sem saber ao certo o que seguir, qual caminho trilhar, que profissão escolher, e uma enorme insegurança nos invade, um medo de ter que enfrentar esta grande muralha da vida.
Desejamos o melhor para nós em todos os sentidos, uma bela profissão , casa , um belo carro, passeios , um grande amor, filhos lindos e perfeitos, e tudo logicamente que nós torne realizados .
Dai vem a vida e te mostra uma quantidade enorme de obstáculos, acordamos passamos o dias feitos loucos numa loucura de pessoas, carros, trânsitos, stress, procurando sobreviver apenas.
Procuramos ser sempre melhores, mas as coisas não são tão fáceis quanto imaginávamos, não contávamos com as doenças, os obstáculos, com a concorrência desleal, em um mundo tão competitivo, hoje digo...primordial é ensinar desde pequenos aos nosso filhos, netos a próxima geração, que antes de tudo e necessário ensina-los que precisamos mudar nossos hábitos morais, ética, justiça, coragem, honra, personalidade, caráter, dignidade e índole, coisas simples que dinheiro nenhum do mundo pode comprar, isto faz parte da essência de cada um, plante seu jardim, ensine seus dessedentes, o amor deve residir dentro de você , perdoe sempr
Hoje aos meus 50 e poucos anos ( rs rs ) tenho muito orgulho do que fui, e confesso que a maioria não foi como planejei, mas foram como tinha que ser considero perfeitos, tudo que aprendi e tudo que vivi, e tenho a certeza que colhi muito mais do que plantei, sou amada por muitos, milhões de amigos que me admiram, tenho um filho lindo, que amo, e que me deu um neto maravilhoso, tenho tudo que preciso pra viver, tenho saúde e força de vontade para ir mais mais além, pois tenho muito ainda que aprender nesta vida !
Amo ser eu masma e amo muito mais minha profissão, o que faço me completo por inteiro que não da tempo oara pensar no que não deu certo
O bom educador é para as crianças, como um bom jardineiro é para a flor.
Sem a correção necessária,
Os nutrientes serão escassos,
E a roseira não dará flor.
Assim é o jardineiro
Assim é o professor!
Cultivando afeto e paz,
Disseminando esperança
E proliferando o amor!
031023II
Se o dia não tem sol
Divirto-me com as nuvens
Como brincadeira de criança
Cada formato uma lembrança
E quando vem a chuva redescubro em cada pingo uma pequena porção da minha melhor versão
Assim cresço,
Assim permaneço
Agradeço
E quando o sol voltar cada raio vou
aproveitar
Me abastecendo da luz
Que a vida sabiamente nos dá
“” Embalo-me em seu colo como criança
Em suas mãos meu cafuné
Não quero acordar
Pra sempre irei ficar
Divirto-me com teu desejo
Que não quer ser fluido
Ficará para depois
E vou embora
Deixando sua liberdade vigiar
O marrom barulhento
O jeans que estica
O Adeus que não foi nosso
Mas não te deixarei só
Estarei sempre lá, em teu pensamento
Te esperando voltar...””
" O amor não sente cheiro
Imagina o perfume
Viaja na onda da esperança
É feito criança
Faz festa por nada
Nos acorda de madrugada
Para acordado sonhar
E se alguém disser que ele vai embora
É mentira, ele nunca mais sairá
Poderá até ressonar, dormir
mas morrer, jamais
O amor é louco sim,
Mora em mim
Desde que te conheci...""
.
"" Ah!! como é bom ser criança
brincar de balança
sem ter que pensar
em todos os problemas que homens
sempre tem que arranjar
num tempo de esperança
é bom ver criança alegre a brincar
criança que brinca de roda
que pula a corda
que não quer matar
quer ver as flores nascendo
o sol ascender
o amor começar
criança que brinca de roda
que pula a corda
que não quer matar...""
(1984)
" Te ver tão longe,
desfaz minha esperança
antes criança, agora ancião
mas de tudo, digo que valeu
o que ora me diz saudade
é verdade, tudo se perdeu
soma-se ao dia uma lágrima
mas haverá de brilhar um novo céu
e Deus para conversar
para ele pedirei
que numa outra vida me faça teu
tanto que não possas sobreviver sem mim
e eu capaz de te fazer feliz
tanto quanto o nosso amor merece...
" Na calma da minha casa
não ouço canto de pássaros
nem barulho de crianças
talvez esteja morto e não saiba
mas é uma paz surpreendente
um caos que não sei dizer o quê
fico assim no mundo
num mundo que não fica assim em mim
nos arredores da minha casa
os carros passam
as pessoas riem
o mundo gira
só aqui que tudo fica parado...
Lembra-te do tempo da procura
dos olhares medindo o carinho
Lembra-te da casa cheia
das crianças correndo
e a algazarra no sofá
lembra-te de tudo que sonhamos
Lembra-te do canto escuro, onde juramos amor
onde nossas mãos guerrearam
e venceu a paixão
Lembra-te!
não esqueças nada
porque aqui saudade é o tempo
que acaricia demais o coração...
vida engraçada
a gente leva tanta porrada
e ainda sorri feito criança
quando a lembrança
traz os ventos da felicidade
não tem idade
todos têm um pouco de loucura
uns tanto que não levam a vida muito a sério
outros demais, chatos pra caramba
mas o que vale é a ousadia de viver
querer
tanto que morrer
é a primeira coisa que não queremos
envelhecemos
para partirmos quando não der mais
para sorrir
ai sim...
-Crianças virtualizadas-
"Ali, parado no banco da praça,
Vejo crianças a brincar,
Cabisbaixa elas vão passando.
Não vejo a pipa no ar,
Nem bolinhas de gude a rolar no chão,
Pique esconde não há, será medo da escuridão?
Nem mesmo o ligeiro peão fazem rodar,
Será que ele perdeu a graça em bailar?
Há como isso é estranho e mau!
Amarelinha e corda não querem pular,
A bola, há essa deixaram pra lá,
Só querem brincar no mundo virtual."
