Textos de Lição de Moral
Inadequação Moral
É o pensar e o agir humano conflituante e contrário ao seu propósito ( ser para com) e destino (ponto de chegada). Tudo se Inicia no pensamento. O propósito existencial fica latente enquanto a vontade desnorteada vagueia sem rumo. Por muito vaguear perde-se em si mesmo, pois está desprovida de bússola. Então, surgem os frutos, fruto de escolhas sem escolha, insaciáveis desejos sem vontade, mares sem norte e destinos sem pontos de chegada.
Sempre que ouço falar de qualquer desvio ético/moral, por parte dos mesmos; isto penso:
Os líderes das religiões…
Por tanto delas terem estudado;
Neles não se admite a mínima falha;
Tenhamos dos que em tais falham, cuidado;
Pois não há entre nós pior escumalha!
Escumalha, por saberem melhor;
Que qualquer um de nós, ‘que é pecar!...
Tanto ferindo O nosso Criador;
Sempre que do bem, tenham desviar.
Desviar, por terem tanta maldade;
Que a todos engana, a torto e a direito;
Sem escrúpulos, por em tais não terem!...
O que andaram a aprender, sem vontade;
Que nada mais foi que o terem respeito;
Por o pecado, tão bem; conhecerem!!!
Com profunda mágoa;
Amanhecer sonho vagabundo
Desleixado com essa moral...
Burgueses que trolados sejam
Nas serpentes da realidade,
Somos a sobriedade de alguns segundos
Maltratados pelo simples ato ser
Não nascer no berço de ouro...
Sempre foi e será o apogeu,
Como tantos somos muitos abandonados...
Viver um momento simplesmente
por mais um tempo, sorrir e ate chorar...
Entres magoas do mundo...puro,
Fruto do destino perdido...
Na imensidão de tantos desejos...
Seja o desespero de minha alma...
No desperdício da fome que...
Nunca se cala diante tantas coisas belas
Se encontra no profundo do teu coração.
Porque não é possível encontrar facilmente...
No momento que começa não tem fim....
Com uma dor que deseja e assim lhe
Da prazer no meio do tempo que tudo parou.
Adoradores do sangue
famintos por uma alma mortal,
dejetos da sociedade,
aonde esta moral?
se a conhece a despreza!
no fardo dessa vida momentânea
de senso critico é apenas parte da carne...
do desejo inflamado,
na língua da besta que nos consome,
as virtudes que tanto afloram,
na sobriedade dessas pobres almas...
espíritos vendidos pela vaidade
dos pecados mais profanos...
condenados para sempre.
Às vezes, temos a “obrigação moral” de ter que continuar a manter contato com aqueles parentes que nos ferem, incomodam, penalizam.
Eles são família, sem dúvida, mas devemos considerar que o que realmente importa nesta vida é ser feliz e ter um equilíbrio interno. Uma paz interior.
Se aquele ou aqueles familiares violarem os nossos direitos, devemos estabelecer certa distância. A maior virtude de uma família é aceitar uns aos outros como são, em harmonia, com amor e respeito.
O insano
Junte o útil ao agradável,
O infiel e o profano,
A moral e a ética,
O amor e o humano.
Se fosse simples não mais seria bonito,
O amor mensurável não serve,
Não eleva nem agrada ao espírito.
Não peço-te permissão,
Nem te digo que foi escolha.
É mais uma imposição do destino que nos entreolha.
Sinto-te distante,
Como um grito no vazio.
Vozes oscilantes, de uma mente inerte em meio ao frio.
Se sob a penumbra cinzenta recai a noite,
Me faria eu desnecessária.
Colmada por súplicas infiéis e de glória empavesada.
Num sóbrio recanto me conduz
A paisagem já atravessada.
Gestos secos e sem luz.
Alma distante, intocada.
O contraste ideal existente.
Olhos negros estes teus,
Fariam estrelas terem inveja deste tal brilho fosco.
Apenas sigo a linha do horizonte, ignorando vertentes.
Meras súplicas abandonadas,
Pudor inexistente,
Vidas separadas.
Colecionador de amor tu és.
Obra de vidas passadas.
Colecionador de dor tu és.
Portador de histórias equivocadas.
Afundo-me em teus males, mergulho em teus receios,
Bebo da fonte dos teus medos.
Jogo-me por inteiro.
Ainda que louca, desvairada,
Entendo-te um pouco.
Vives para os outros,
Pensas nos outros.
Ah meu bem, pense em mim!
ÉTICA E MORAL
Tão concomitantemente, podemos observar a evolução humana crescendo de forma alarmante no mundo atual. E com isso, é possível também constatar meios errôneos e condutas totalmente divergentes que podem acarretar em conflitos individuais e/ou grupos de uma sociedade, nação e principalmente universal. Sendo assim, precisamos a cada dia encontrar soluções significativas para nos adaptarmos a tamanha mudança de nossa contemporaneidade e no pós-modernismo. Destarte, o ser humano precisa encontra o ser do “EU”, ou seja, a potência do existir como destacou "Michel Onfray, em seu manifesto hedonista. Além de desenvolver métodos eficazes de atribuir melhorias ética a priori e colocar em prática com a moral a posteriori.
Quando se fala de ética, estamos tratando de um prisma de paixões, emoções e sensações que podem persistir na mente do indivíduo como dilemas existenciais e mediante a isto; observamos o duelo entre esperança e temor. O que quero dizer com isso, é: Continuamente temos a esperança de auferir bons resultados a até mesmo, minimizar os custos e esforços com isso. De um lado, a esperança passa a ser um ganho de potência imensurável a partir de uma situação imaginada que é vantajosa, prazerosa, etc. De outro, temos o temor, que é justamente o inverso, ou seja, o indivíduo se apequena ainda mais diante de uma situação imaginada, diante de uma consequência nefasta que possa lhe acontecer. Por fim, muitas atitudes indignas e desonrosas que observamos acabam sendo vitória da esperança sobre o temor.
Seguindo estes pressupostos, dou-lhe um exemplo que me emociono sempre ao assistir. Um fato que ocorreu no final de 2012, em Navarra, Espanha, e que chegou a tomar proporções extremamente significativas em sua divulgação. Em uma corrida de cross-country, o queniano Abel Mutai, medalha de outro nos três mil metros com obstáculos em Londres, estava a pouca distância da linha de chegada e, confuso com a sinalização, parou para posar para fotos pensando que já havia cumprido a prova. Logo atrás vinha o outro corredor, o espanhol Iván Fernández Anaya. E o que ele fez? Começou a gritar para o queniano ficar atento, mas este não entendia que não havia ainda cruzado a linha de chegada. O espanhol, então, o empurrou em direção à vitória.
Diante de tudo isso, a imprensa toda correu até o corredor espanhol, e um jornalista, perguntou: “Por que o senhor fez isso?”. O espanhol replicou: “Isso o que?”. Ele não havia entendido a pergunta. O jornalista insistiu: “Mas Por que o senhor fez isso? Por que o senhor deixou o queniano ganhar?”. “Eu não o deixei ganhar. Ele ia ganhar”. Sendo sucinto, o jornalista disse que ele poderia ainda ter sido o vencedor, mas o espanhol ainda disse: “Mas qual seria o mérito da minha vitória, qual seria a honra do meu título se eu deixasse que ele perdesse?”. E ainda finalizou: “Se eu ganhasse desse jeito, o que ia falar para minha mãe?”.
Portanto, podemos nos sensibilizar com atos nobres e deveres que deveríamos ter sem nos aproveitar de situações que mesmo nos favorecendo, precisamos ter em mente, que isso pode afetar o outro. E devemos nos ajudar para podermos construir uma sociedade digna de respeito, admiração, amizade e parceria sem tirar vantagem no que não nos pertence.
Diante deste exemplo e complementações, me recordo de uma grande mensagem dita pelo Professor e Filósofo “Mario Sérgio Cortella” em resumo do verdadeiro significado de ética. Para Cortella:
Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: (1) quero;(2) devo; (3) posso. Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve.
Assim, a moral seria a práxis a posteriori da ética. Temos a ética a priori dos valores e costumes que são criados por uma família, sociedade e nação que entendem por correto e bom. Não obstante, a moral se baseia por tais princípios descritos na premissa e são totalmente embasados pelas Leis Constitucionais do Estado e dos Países que são unânimes em algumas regras estabelecidas no convívio e interesses universais.
com o infinito ao redor
sem saber da chuva que chovia
nem ligar para a moral
dos grandes homens
dormia na rede.
e o dia passava lá fora
sem lembrança
porque o sono não era vida
nem formava história.
sonhava barulho dos sapos
passarinhos e água que caía.
sonhava com uma baía
e uma ilha
com grama do continente
e uma chaminé que soluçava
fumaça azul.
e no sonho ouvia
um galo chorando
o latido longe de um cachorro velho
e os primeiros grilos do mundo.
sonhava com brisa fresca
com sol que não existia
e risadas de meninas.
sonhava os prazeres
carne e espírito
cama e mesa
fluidos, toques e versos.
sonhava beijo e anoitecer
gafieira, pastel, cuba-libre.
dormia.
Existe sim, um amor.
Não é quantitativo, nem qualitativo.
Não moral ou imoral.
Amor é simplesmente uma prisão, como a descrição de Kant pra liberdade.
É sujo como Nietzsche e lou.
E Belo como Pessoa e Portugal.
Amor e ânsia de vivência mútua,
É sonho, ataraxia.
Epicuro em visão poética.
Amo-a agora, como a 16 ano e como amarei ao meu último pensamento.
Abençoado amor...
que nos conduz, orienta,sustenta moral e espiritualmente.
Temos a vida vegetativa humana que carece carinho e cuidados próprios pois é nossa imagem que circula neste mundão imenso de meu Deus.
Também temos a vida espiritual que é o sopro de vida que nos acompanha desde os primeiros instantes de vida e nos seguirá eternidade afora.
Nelas o amor atua de forma diferente: a uma acariciando o ego e proporcionando estímulos de continuar caminhando sempre na busca de realizações e objetivos e na outra proporcionando luz e o sentido que norteia nossa existência e missão.
Vida sem amor e vazia e destituída de sensibilidade humana cada um age de acordo com seus instintos e oportunidades.
Vida no amor é constituída de um corpo único e indissolúvel onde a cabeça é o Criador e seus membros a humanidade como um todo. À tudo se respeita e se honra preservando e cuidando do que a humanidade nos dotou:
Os dons, os quais devemos aperfeiçoar, e colocar â serviço de todos.
Banida da sociedade ancestral
Destruída o conceito do que era moral
Cravada na pele com osso e agulhas amoladas
Com desígnio de proteger das criaturas exacerbadas
Cobre-se de pintura ser infame e guerreais
Confrangendo os nervos vitais
A modernidade chegou é a tatuagem do dragão cresceu
Grifou no corpo a pintura que ti forneceu
Osso do albatroz com sangue e dor vai marcar
Sua vida pela eternidade seu indicio maori a destacar
Traga no peito uma águia estilizada, traz no pescoço uma cruz
O grafite abstrato na perna, e uma frase que remete a jesus
Cada um com sua acepção cognitiva é sentimental
Airosidade, sombreada ou colorida ou um traço tribal
Não só no coração pode-se carregar uma paixão
Na pele também pode-se cauterizar nossa fascinação.
Na Moral
Depois de tantas conversas, de tantos comentários sobre quem você era, você me provou ser diferente. Ou pelo menos me mostrou, ou tentou me mostrar, ser diferente do que estavam dizendo sobre você. Mas como eu sou muito cética, eu só acredito no que eu vejo, então a partir do momento que eu vi aquela cena, meu coração rachou, se é que eu ainda tinha coração, eu fiquei triste, ainda estou. Eu me decepcionei pelo homem de não caráter que você é, mas essas coisas é bom para abrir nossa mente, abranger nossos conhecimentos, e nos fazer cair na real. Obrigada por me fazer crescer e evoluir sentimentalmente. E você não sabe as coisas que deixou de ganhar, coisas que iriam lhe fazer evoluir como um homem de verdade, pois a partir do momento que o homem é galinha, ele não é homem...
Posso dar uma dica? ESQUECE.
Esquece essa teoria barata de não dar moral e correr atrás.
Seja você. É esquece.
Se quer ligar, Ligue! Se quer falar de sentimento, fale!
Só não se humilhe, porque ai é foda! kkkk
Tô falando sério, na boa vai lá, se joga, quebre a cara mesmo, tente a sorte, arrisque.
A vida é curta, muito mais curta do que imaginamos.
Não perca a chance de viver um lindo sentimento pelo simples fato de não falar dele, de não demonstrar o que sente. Demonstre hoje, amanhã pode ser tarde demais.
Não deixe o orgulho tomar conta. Sim, eu sei o orgulho protege, mas também pode te fazer perder algo que seria o mais importante de sua vida pelo simples medo de TENTAR.
Nem tudo que é legal é justo. Em outras
palavras, não basta o amparo das Leis, pois
o moral interior também é imprescindível,
quando se decide por este ou aquele caminho.
Na dúvida, um procedimento bastante simples -
basta se colocar no lugar do outro em busca
da resposta para a milenar pergunta: e se fosse
comigo? Por isso, prudente se mostram aqueles
que se empenham no aprendizado cotidiano
do breve existir em termos de ética e gratidão -
esta a chave de todas as portas.
AMARRAS
Queria-saber-fingir...
Seguir-em-frente
Sem-moral-alguma
Levado-pela-corrente
Queria-saber-fingir...
Estar-de-acordo
E-aprender-a-sorrir
Com-a-corda-no-pescoço
Queria-saber-fingir...
Ser-mais-um-careta
Não-sair-da-linha
Andar-em-linha-reta
Queria-saber-fingir...
Estar-de-mãos-atadas
Ser-seu-coligado
Não-ligar-pra-nada
Queria-saber-fingir...
Não-ter-mais-garra
Agarrar-me-às-verdades
E-aceitar-as-amarras
Queria-saber-fingir...
estar-acorrentado
estar-atado
estar-alinhado
estar-ligado
estar-agarrado
Queria-saber-fingir...
Porque-dói desacorrentar-me
Porque-dói desatar-me
Porque-dói desalinhar-me
Porque-dói desligar-me
Porque-dói desgarrar-me
Porque-dói ser eu.
A FALSA MORAL
Escrevo esses versos tristes
Sobre essas linhas tortas
E vejo reinar a tristeza
Num mundo de alegrias mortas
Pessoas vivendo entre vermes
Rastejando de porta em porta
Possuem um mal de nome esperança
Que diz que a felicidade se foi
Mas que ela algum dia volta
Mas você não conhece esse mundo
Por isso é que não se importa
Seu falso otimismo me assusta
Mas não se compara a sua caridade hipócrita
Pois se tu doas a um mendigo
Um sapato sujo e costurado
É só porque não mais te serve
De tão velho e apertado
Porém te sentes um ser bondoso
E se diz até "aliviado"
Pensa ter feito uma boa ação
Mas só tirou o lixo do próprio quarto
Ainda fala que sempre ajuda pois não sabe o dia de amanhã
Sempre esperando um retorno
Essa é a falsa moral
A conciência individual
Que transforma toda bondade em afã
Se os lobos fossem homens.,,
haveria mais civilização,mais moral ??
como seria este país......melhor ou pior,
muitos consideram a nossa humildade com fraqueza.!
Enquanto o nosso país vive num mar de lama...
os senhores da guerra forjaram as suas leis
para escravizar-nos,
somos deixados à sua mercê que nos ameaçam,
despem-nos a alma ,sem dó nem piedade.!
As leis não são mais respeitadas..
o desrespeito é total.!
Esta realidade em que vivemos das muitas..
informações que chegam ate nós são manipuladas,
pelos senhores da guerra sem escrúpulos ,
só pensam no lucro ,desprezam a humanidade,
rasgam a carne de todos aqueles que são escravos ,
dependentes do seu emprego,
sem ele não conseguiam sobreviver,
alimentar a família que tanto depende.
Somos escravos de um sistema,que nos manipula,
escraviza,suga-nos o sangue e parece que gostamos,.....
Se os lobos fossem homens seríamos..
manipulados escravizados ou não..?
Ah! Falsa democracia!
Arte amarrada pelos escravos do pensamento moral
Escola diferenciada?
que nada! a mesma falsa liberdade
Estragam, ferem, matam!
Matam obras primas
Matam artistas
Matam cultura
Matam pensamentos!
Matam,
não sai sangue mas fere profundamente
Descendentes de homo sapiens?
Não, já (des)evoluiram!
Homo dinheirus.
Migalhas da Moral
Estamos vivendo o fim do mundo?
Se estamos vivendo o fim?
Acredito que a todo o momento.
A todo momento algo se vai,
O fim chega para todos, entretanto,
Por que o fim da moral?
Por que o fim dos valores?
Por que o fim de algo que se perpetua?
O fim de geração a geração...
O fim pouco a pouco, gradativo, a prestação, em gotas...
O pai exige do filho...
O filho não exige do filho...
O avô não exige do neto...
E quando tem o seu filho...
O neto não perpetua os valores...
Aliás, neste ponto pouco valem...
Será efeito do tempo?
Serão as migalhas da moral que recebemos,
Fruto da conveniência das gerações passadas?
As incógnitas das equações dos tempos,
Que foram descobertas sem a ajuda de Báscara ou Tales,
Será uma questão matemática a moral?
Será o tempo realmente uma variável, flexível e não constante?
E os valores onde ficam?
Perdem-se quando passados adiante?
Por quê? Se quem conta um conto acrescenta um ponto,
Que pontos não são acrescentados a moral e aos valores?
Serão os pontos invisíveis, ou cegos estamos, ou míopes?
Miopia moral? Será este o diagnóstico?
E se for, a quem procurar?
O oftalmo, o psicólogo, o psicanalista, o matemático?
Os gregos é que não, pois neste momento desejo um pouco de moral,
mas, não sei se as escolas de Platão, Aristóteles e Sócrates,
ainda poderão entender as equações de Keynes,
Economia, ah não... miopia já me basta..
Na miopia ver pouca moral já é demais!
Não quero pensar em pouco dinheiro, já me basta viver.
Marcelo ULisses
Eu escorreguei minhas mãos pela sua coxa respeitando o limite da moral e do medo enquanto acariciava sua pele.
E pedia que o tempo não acabasse com aquele dia tão esperado.
Sim, esperado, desejado, treinado!
Tantas vezes treinei sonhar esse momento enquanto deitava minha cabeça sobre o travesseiro e tantas outras quando fechava meus olhos em comunhão com o meu corpo.
Sentia culpa de te ter em meus desejos, mas sempre sucumbia.
Nada novo. Me acostumei com que não poderia ter.
Olhei seus olhos e meu coração disparou, pois eu sabia que ali tinha algo malicioso, também cauteloso, mas oportuno.
Será? Será que depois de tanto tempo?
Respirei fundo e continuei a falar de um assunto qualquer, mas o meu pensamento só conseguia viajar pelos cachos de seus cabelos, um desenho perfeito com o contorno de seu rosto angelical, sua voz envolvente e sua boca que eu deseja mais que tudo naquele momento.
Foram poucos minutos de conversa aleatórias e interesses secundários, mas que pareceram horas e horas até que nenhum dos dois aguentaram mais o desejo reprimido.
As bocas se encontraram, as mãos não sabiam a direção, respiração ofegante, razão a escanteio e peças de roupas jogadas a esmo.
Meu Deus!
Imagine estar perdido no deserto por dias sob um calor infernal e depois de tanto caminhar e suplicar, encontra finalmente um bica d’água. Você bebe, bebe, bebe e a sede não sacia. E você quer mais, pois tem medo daquela fonte secar e ser ali a sua última oportunidade. Eu bebi, me encharquei com o suor dos nossos desejos, dos nossos quereres. Estava feito!
Já li muitos poetas falarem de paixão de carnaval, mas a eles eu gostaria de gritar que vivi um amor de carnaval. Uma noite apenas que terminou na quarta feira de cinzas, mas era um amor porque estava por anos encubado, oculto, mal julgado.
Esse amor, assim como o carnaval, passou, mas deixou marcas de felicidade tão profundas que cabe o ano inteiro lá.
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