Textos de Chuva
Via detalhadamente as gotas de chuva caindo e entrando em contato com o vidro rígido da janela. O som continuava a se repetir, atingindo o telhado. De repente, de uma maneira peculiar, sentia as lágrimas de solidão descendo pelo meu rosto; como se tivesse feito túmulo das mesma dentro de mim há tempos. Ela veio como monstro repleto de cicatrizes, parecia que estava pedindo desculpas por escorrer como a a chuva daquele fim de tarde. Viver fora desse mundo parecia melhor escolha. Talvez fosse estupidez pensar daquela forma - dizia eu. No entanto, quando me perdia nos livros, lembrava-me que escrever sempre me esclareceu está completa;e é exatamente o que sinto quando faço o mesmo. Embora, para mim, não significava está salva ao escrever. Mas verdadeiramente me fazia me sentir inteira.
Escrever simplesmente me eterniza!
E isso que traz de volta o ar que mundo me roubou. Isso me torna cada vez mais clara naquilo que me deixa livre. Meu refúgio ou até mesmo um pedido de socorro.
E ao repousar a cabeça no travesseiro, e ao fechar os olhos ela ouvia a chuva, os trovões, o sopro do vento e a montanha desabar, ouvia pedra por pedra descer e cair ao seu lado, sem que a atingisse...
Respirava ofegante, pairava, abria os olhos e dizia: é só um sonho! Antes fosse, mas os barulhos voltam, os sons não param, as pedras caem cada vez mais perto... Antes fosse um sonho, mas esse dejavu ja não tem fim
Na vidraça embaçada, em dia de chuva.
Dia de chuva intensa. Acordei cedo, como sempre, preparei o café. O pessoal aqui saiu cedo para o trabalho, meu expediente é a tarde. Aproveito para um momento de oração. Em tudo demos graças! Que delícia ficar a olhar pela janela de vidro quando chove. A chuva embaça a vidraça, mas clareia as ideias. Vem as lembranças, nos faz refletir, nos trazem nostalgia, saudades. Em casa seguro, enquanto a chuva cai, Deus vai lavando nosso coração, e despertando o espírito fraterno, bondoso, que nos faz lembrar dos que não tem casa, moradores de rua, e os que até as tinham, mas o temporal desabrigou. Meu Deus, quanta gente perdeu tudo o que tinha com esse temporal.
Na solidão e no silencio da manhã cinzenta, não escuto pássaros, nem os vejo entrar pela janela como sempre fazem aqui. Os cães não ladram, nem ousam sair para virar latas e cheirar os postes. Nem vizinha nem galo quer cantar, ninguém telefona. Não ouço a vibração, nem o choro das crianças, pela vidraça embaçada, não as vejo na rua. Ligo a TV, percorro os canais e vejo os lamentos: “Choveu nesses dias o que seria para o mês. Os noticiários dão ênfase e parecem competir entre si quem reporta melhor as tragédias. Ruas alagadas, carros com defeitos, muros e casas desabaram. Na TV e na Internet, assunto de chuva só não supera o transbordar de denúncias de corrupção e o jorrar contínuo de desvio de dinheiro público, que se repetem todos os dias.
Minha paciência também transbordou. Volto para minha janela embaçada. Destarte as tragédias e perdas, vejo como consolo e proveito os benefícios da chuva: ela lubrifica a engrenagem da produção da natureza, rega a terra seca para receber a semente, que doravante nos será por mantimento. Reabastece os reservatórios esgotados pelo consumo e desperdício nos dias secos, recupera os lençóis freáticos, renova os rios e nascentes.
Deixo a vidraça embaçada para sair. Bem agasalhado saio me abrigando até o meu destino, para voltar a noite debaixo de chuva. Logo nesse dia, o carro também foi se abrigar numa oficina mecânica.
Parece um trocadilho, mas nos dias de chuvas prefiro as noites. Bom para ouvir a melodia dos telhados, da agua escorrendo e dormir profundamente. Noite de chuvas é especial para um jantar. Me surpreende o meu apetite, mesmo tendo visitado sucessivamente e compulsivamente a geladeira de hora em hora. A mulher fez um saboroso jantar. Fim do dia de chuva, puxo a cortina vedando a vidraça embaçada. Agora são os olhos e a mente que começam a embaçar. Início do sono reparador. Não podemos reclamar e nem culpar ninguém pelas calamidades. Resta-nos pedir a Deus pelos que sofreram perdas, como também agradecer pela vida e pelos benefícios da chuva.
Joel N. Freire
CASA ABANDONADA
Corre a chuva intensa lá fora,
Mas o telhado já cedeu,
Não há janela, nem porta,
É uma casa morta. Dentro dela tudo pereceu!
Quem diria que nessa casa,
Um dia a felicidade morou,
Hoje não resta quase nada,
É uma casa abandonada. Por ali tudo mudou!
Ninguém sabe, mas essa casa...
Já guardou um grande amor,
Os azulejos quebrados e as paredes mal pintadas,
Guardam segredos que o tempo não apagou!
Nessa casa havia tanta cumplicidade,
Companheirismo que o vento nao levou,
Ali também morava a felicidade,
Impulsionada pelo mais puro e belo amor!
Hoje vejo pedaços de madeira,
Soltos pela grama que ainda teima crescer,
Vidraças quebradas e tomadas pela poeira,
Pilares que se arrastam querendo ceder.
Como queria esquecer essa terra,
Não lembrar dessa casa e jamais voltar a este lugar,
No parapeito da janela, vejo você à minha espera,
Saudade de um tempo que jamais voltará!
Rodivaldo Brito Em 08.10.1982
Pássaro formoso que cai do céu a rodopiar,
Suas Penas tocam as gotas de chuva com leveza,
Gotas cristalinas que refletem seu passado,
Misturadas em gotas carmesins que refletem seu futuro trágico,
E o fazem pensar em seu atual estado,
Que mesmo sendo uma formosura no mundo,
Ainda foi alvejado ao invés de ser preservado.
Nem toda chuva é uma tempestade
Nem toda chuva tem raios
Assim como nem toda tempestade causa estrago.
Não importa quando vai chover
Não importa quanto vai chover
O que verdadeiramente importa
É saber que depois de tudo, o sol renasce
O importante é saber que tudo vai passar
E se estiver alguém a quem se agarrar
Valorize essa âncora, porque ele será
Quem irá te ajudar a superar toda e qualquer
Chuva ou tempestade
Independente de como ela vier e quais estragos ela for causar.
Você nunca estará sozinha
Basta fechar os olhos e ver
Quem está em sua mente e no seu coração
Dessa forma saberá onde estará sua âncora.
Não tem pára-brisas com sensor de chuva,
nem tão pouco volante com regulagem de altura.
Os faróis não ascende automático
e o retrovisor, tem que esticar o braço.
Não tem chave inteligente
e também não tem ar quente.
Não tem sensor de ré
e GPS ... nem sabe o que é.
Não tem central multimídia
e o som é um radinho de pilha.
Mas tem nela um grande coração
e leva consigo alegria e satisfação!
ALVORADA CHUVOSA
Fulge em nebuloso dia, o cerrado. O céu delira
As nuvens rugem, chora chuva rojando ao chão
Há torrentes de pujança, suprema é a renovação
De gota em gota, banham as folhas da sucupira
Bulcões pintam a paisagem na sua vastidão
O sol miúdo no horizonte quer arder em pira
O bem ti vi na carnaúba saúda com a sua lira
A alvorada, raiando a vida em doce gratidão
E o vento emborcando os galhos da paineira
Rolam no ar, andorinhas, gritam as maritacas
Clangorrando... - e avigora o sertão molhado
Novembro, é o mês das chuvaradas primeira
No tropel alinhado das barulhentas curicacas
Em cinza, em glória, o céu chuvoso no cerrado...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
[...] te confundi hoje com outra pessoa na rua, com uma sombrinha discreta, no meio da chuva. Não era nem um pouco parecida contigo quando cheguei perto, mas de longe, bem que lembrava você. Não tinha como ser você eu sabia, mas foi bom sentir meu coração pular por alguns segundos, imaginando que fosse.
Ricardo F.
E se?
Eu olho para fora e vejo a chuva cair trazendo aquele frio que te abraça e faz você relembrar das probabilidades e possibilidades, mas só que eu só posso pensar no que poderia ser.
E se eu tivesse tentando?
E se eu tivesse falado?
E se eu tivesse saído correndo aos seus braços?
E se ao invés de segurar meu orgulho eu tivesse pedido desculpas?
E se eu tivesse saído para jantar com ele e não ter ficado em casa com raiva?
E se ao invés de buscar lágrimas, eu tivesse contado o que estava acontecendo?
E se eu não tivesse me isolado ao invés de me abrir?
E se eu tivesse dito "fica aqui" ao invés de "vá embora"?
Eu sei que eu te amo e que eu nunca vou superar ter ti perdido, mas só que eu vou aprender a conviver com toda essa dor, vou suporta lá e tentarei me alegrar quando eu souber que você está feliz com outra pessoa.
Pela família que vão formar, pelas viagens juntos e por toda felicidade que eu não soube lhe dar.
Então eu retorno para minha realidade e descubro que o "E se..." Vai sempre ficar só em minha cabeça.
Então eu queria gritar, mas não posso! Tem algo que impede e me faz se engasgar com as palavras.
Porém eu digo ao vazio dentro de mim e aos pensamentos que apesar de tudo, do tempo, das circunstâncias, da dor e do medo. Eu vou inteiramente, sem dúvidas alguma e se dificuldade de falar que eu te amo...
A chuva que rega a terra seca,
O céu nublado que esconde o sol,
O vento que refresca os tórridos dias de verão, ...
O Senhor está no controle das estações do tempo, assim como de cada um dos nossos dias.
Que sua semana seja cuidada nos mínimos detalhes pelo Autor e Deus de toda criação, regada de fé e da certeza de que Ele tem cuidado de ti.
Você não precisa do brilho do sol para ser feliz, a chuva também traz alegria...
Às vezes só depende de você para tornar os seus dias bons ou ruins.
Altos e baixos na vida faz parte da construção de caráter ou complementação para um já formado.
Nem sempre um dia triste termina em TRISTEZA.
Quase sempre há brechas para um recomeço, ou um fim que se resultará em
algo melhor.
Tente me Amar
Tente me amar
Enquanto a chuva não vem
Depois que o leite derramar
Ame como nunca amou ninguém
Tente me amar
Sem pensar em voltar
No balanço do trem
Esperando a hora certa
De fazer um neném
Tente me amar
Sem desculpas pra me deixar
De anel no dedo
Ame completamente sem medo
Tente me amar
Sem me confundir com ninguém
Enquanto seu lobo não vem
Tente me amar
E consiga.
Estou cansado, chefe. Cansado de estar na estrada, solitário como um pardal na chuva.
Cansado de nunca ter um amigo para me dizer aonde vai, de onde vem ou por quê.
Principalmente, estou cansado de às pessoas serem ruins.
Estou cansado da dor que sinto e ouço no mundo todo dia.
É muita dor!
São pedaços de vidro na minha cabeça o tempo todo...
De algum forma todos nos queimamos algum dia;
de alguma forma mesmo sem fogo sob o frio sob a chuva
que não passa o calor é terrível
no Rio de Janeiro, quem diria,
quando morei aqui na tua idade
não era assim, agora todos sofrem,
todos dizem que calor infernal
que calor dizem todos e é tudo
muito estranho tudo...
Sou um canteiro onde floresces
e nem sabes, sou o caule
indeciso do teu intenso modo de querer,
a linha reta que jamais se alcança,
a hipotenusa de um triângulo qualquer,
o bule sobre a mesa, a música de Bach,
o pássaro pousada no videira
do fundo de um quintal ou de um jardim
onde ninguém sabe, ninguém jamais ficou sabendo,
que este canteiro existe,
que este canteiro não obstante existe.
Me faz querer beber da chuva em um sábado à noite, deixando o peito aberto pro resfriado que vem quando sua existência evapora e sou obrigada a fechar os olhos novamente, procurando te reencontrar.
Me faz querer escrever sobre o desconhecido dos seus olhos e tocar seu peito que diz ter muito amor.
Me faz querer descobrir as estrelas roxas que compõem sua cabeça e as placas tectônicas que adornam seu coração.
Me faz querer debruçar sob a cama quente, envolvida em seu corpo ao olhar o branco desse céu humano, capaz de ser tanto vazio quanto cheio.
Me faz querer criar milhares de histórias em um papel nu pronto para ser preenchido por pedaços de você mesmo sendo impossível te desenhar por completo.
É uma curiosidade e desejo que lutam entre si e o sangue que escorre eu uso de tinta, pinto seu corpo sob a real solidão em que desperto.
Se os lábios se tocarem durante essa madrugada, seria declarada a vitória do desejo ou isso apenas me tornaria escrava da curiosidade pelo seu mistério?
Logo eu?
Fria como o dia de hoje e tão chuvosa quanto essa noite.
Tão louca quanto palhaço de circo e tão livre de coração.
Tocada pelo pecado em sua melhor versão
E sendo obrigada a passar mais um dia sem o toque de sua mão
Se cada parte do seu corpo fosse um instrumento
E toca-ló fizesse de mim uma artista
No meu maior desejo
Meu nome seria elevado
E eu descansaria ao lado de Beethoven
"A terra seca anseia pela chuva
Chamando a garota para a dança das gotas
Haja felicidade, comtemple o vôo das águas
Una-se ao magnífico homem! e
Venha apenas apreciar a garota dançando
Assim como a água
Evoque sua criança,
Alivie o que ela pensa a respeito do seu ser.
Gruniu o céu com luz empoderando a beleza
Aprisionada de uma mulher, quebrou-se a
Restrição que abita teu corpo?
Ouve as gotas
Tocando o rosto dela? Olhe o seu sorriso, vai
Abraçar-la, se sentires que o cheiro da chuva salta daquele corpo parabéns, tu amas de verdade."
Em dias como esse, penso muito em minha vida
Eu olho pela janela e vejo a chuva cair.
Fico pensando nas minhas despedidas, nas pessoas que deixei
para hoje eu estar aqui.
Eu poderia sim, ir embora e abandonar tudo , mas não tenho para onde voltar
Parece absurdo mas eu fiz de Deus, meu lar.
São tantos sentimento que não consigo entender , mas entendo que
são essenciais para a gente viver.
As vezes sinto vontade de chorar, mas nem chorar
eu consigo
Sinto medo de perder o senso e tirar das coisas
seus reais sentidos
Porém, de uma coisa eu sei e aprendi com o tempo, a nossa
mente precisa de um descanso
Está tudo tão corrido que procuramos felicidade em qualquer
canto
Pare um pouco para refletir, se precisar, tire uma pilha
Ande um pouco mais devagar, que até em uma chuva...
Verá alegria.
"Obra de Deus"
Hoje o dia está cinza…
… e com gotas de chuva.
Mas nem por isso…
… ele deixa de ser brilhante.
E sabe porquê?
É porquê Deus…
… sempre o mantém repleto de luz.
E olhando para o horizonte!
Eu vejo o mar…
… eu sinto o vento…
… e respiro a brisa.
Essa natureza que encanta…
… com toda a sua beleza.
E quer saber?
É obra de Deus.
Hoje o dia está lindo…
… como tantos outros…
… sempre estiveram.
Portanto!
Que possamos abraçá-lo .
Tal quanto o nosso Deus...
… sempre nos abraça.
Então!
Que saibamos apreciar…
… agradecer…
… e engrandecer o nosso Criador.
Pois nós somos movidos…
… conforme à Tua vontade.
Admilson
25/01/2020
Em uma noite linda
Começou uma chuva fina
Cruzamos nossos olhares
Um sentimento não decifrado
Sua boca juntou na minha
Um belo sonho adocicado
Cheirosas brisas e lindas ventanias
Nesse amor que inicia
Deixou de ser fantasia
Juntando nos dois de fato
Com os mesmos pensamentos
Nasceu um lindo relacionamento
Que jamais será quebrado.
