Textos de Chuva

Cerca de 3332 textos de Chuva

o tempo fechou
escuridão aumentou
barulho de trovoada
tomara não venha
chuva braba


São tentos desastres
A natureza determina
Muita mão assassina
trazendo desequilíbrio
ao planeta


Somos todos prejudicados
é ladeira que desmorona
tantos desabrigados
e outros desalojados


Vigilância é preciso
Já alertava jesus
Sinal do fim dos tempos
A tribulação já começou
Muitos fingem não ver

⁠⁠⁠Sambedo em Dia de Chuva

Eu te dei o meu amor
mas não te culpo
Que você não saiba carregar
oooi....
Quando a gente ama
a gente espera
que o outro saiba aceitar
oooiii...
Mas é tolice é ilusão
É vaidade a pretensão
de querer que outro deixe
a gente lhe amar...
Então vamos seguindo
a vida sempre expandindo
e a gente a encontrar
tanta gente que podia
ser dona da alegria
que a gente mesmo podia se dar
Pense bem meu irmão
minha amiga
Pense nesta solução:
O amor só vale a pena nessa vida
se ele não tiver dono não!
Laiá laiá (bem triste)
Laiá laiá (agora sorrindo)
Laiá laiá ( Reza!)
O Amor tem dono não!!!

⁠QUEM CAMINHA NA TEMPESTADE NÃO TEM MEDO DE CHUVA


Não preciso de uma multidão ao meu lado, apenas de quem soma de verdade.
As batalhas mais difíceis da vida eu enfrentei em silêncio e sozinho. Foi ali que percebi: a opinião dos outros não define quem eu sou.


Parar nunca foi uma opção para mim. Quanto mais forte o vento sopra contra, mais firme eu fico de pé. O destino até tenta me testar, mas ele esquece que quem aprendeu a caminhar na tempestade não se assusta com pouca chuva.


Quem está comigo tem meu respeito. Quem se foi, virou aprendizado. A minha força vem de dentro, e enquanto a minha consciência estiver em paz, o barulho do mundo lá fora não me afeta.

Chuva de cores
irriga os canteiros floridos
da minh’alma...
e versos perfumados de luz
germinam de mim...


Uma chuva de cores me invade,
despeja sementes de poesia
sobre os canteiros secretos
da minh’alma inspirada ..
E então, de um lugar que nem sei nomear...
brotam versos, vivos, intensos
e nutridos do perfume
que só a emoção derramada sabe ter...


Cai sobre mim uma chuva mansa de cores,
tocando, com delicadeza antiga,
os canteiros floridos da minh’alma...
E é nesse gesto sutil do céu
que nascem meus versos:
docemente perfumados,
como flores noturnas
que se abrem ao clarão do luar...
✍©️@MiriamDaCosta

É verão,
mas lá fora
a chuva declama seus versos
com a teimosia
dos que não pedem licença.


Não há trégua.
Ela sequestra o sol e o seu calor,
faz dele refém
entre paisagens cinérias,
onde o verão existe
apenas como promessa suspensa.


Quase como aqui dentro,
no meu âmago,
essa fonte inesgotável
de chuvas e tempestades,
correntes internas
que transbordam palavras,
versos.


E mesmo quando chove
em mim,
há versos solares
insistindo nascer e florescer
em estações que nunca
obedecem ao calendário,
mas ao pulso teimoso da alma.


Sou clima indomável,
ora dilúvio,
ora clarão insistente
rasgando nuvens
para lembrar
que o sol,
mesmo "sequestrado",
nunca deixa de existir,
brilhar e iluminar.
✍©️@MiriamDaCosta

O solo ainda estava úmido e macio,
bendita generosidade recente da chuva.
Afundei as mãos
nesse ventre antigo.
Os dedos se lambuzaram
de barro e promessa.


Semeei mamão papaya,
pimentas biquinho, malagueta
e dedo de moça,
(temperos de ardor e sabor),
alfavaca que reza em perfume e flavor,
abóbora moranga, tomates-cereja,
pequenos sóis
gestados pela paciência.


Cada semente
um juramento mudo.
Um verso sem palavras.
Cada sulco
um poema cavado
no útero da terra.


Manejar a terra
é rito,
é oração feita com o corpo,
é o tato conversando
com forças que não precisam de nome.


Entro nesse chão
como quem adentra
num templo ancestral
e saio marcada,
alma leve,
corpo suado,
mãos, pés e rosto ungidos de lama
(sujeira sagrada)
que purifica a alma.


É um prazer profundo,
diria ancestral.
É a memória do começo,
da origem enigmática
e da infância no quintal.


É poesia primitiva
que ainda pulsa
em quem não desaprendeu
a tocar o solo sagrado da vida
com as mãos operosas.
✍©️@MiriamDaCosta

A chuva 🌧


O céu cinério
derrama sobre a terra
seus versos invernais
lavando da memória
o pó das horas secas
tecendo no barro úmido
o sopro das sementes...


As gotas
bênçãos líquidas
beijam as folhas
com ternura
escorrem como preces
pelas veias verdes
das plantas
até que cada ramo
se curve
em humilde gratidão...


O ar
saturado de frescor
convida à pausa
ao recolhimento sereno
onde o silêncio se aninha
no coração que escuta
o pulsar escondido da chuva...


As gotas da chuva
embalam as folhas
com devoção
cada uma
como um salmo breve
que se dissolve
na penumbra do verde...


Elas deslizam lentas
como se quisessem eternizar
o instante do toque
até se perderem
no ventre da terra
onde a vida adormece
em germinação....


O ar
úmido e denso
inspira o corpo ao silêncio
como se o tempo
tivesse recuado
para que a alma pudesse
respirar consigo mesma...


E, no recolhimento profundo
o mundo parece rezar
com a voz silenciosa
dos versos da chuva...


✍ @MiriamDaCosta

Ode à Chuva


Gotas cristalinas,
gotas benditas,
que caem do céu
como bênção infinita.


Regam a terra,
saciam a sede,
trazem vida nova
onde a aridez se perde.


Cantilena suave
no telhado a soar,
é canto de acalanto,
é promessa no ar.


Chuva que lava,
chuva que cura,
traz no teu ventre
a força da ternura.
✍©️@MiriamDaCosta

Aquele tão sonhado beijo aconteceu debaixo da chuva, que chegou de repente, enquanto eu admirava sua boca e, por um instante, desejei ser o seu batom.
A água escorria pelos nossos rostos. Aproximei-me devagar e pude ouvir sua respiração. Quando nossos lábios se tocaram, o tempo parou, tudo ao redor desapareceu.
O gosto da sua boca parecia de fruta madura, tamanha doçura... Lembrou-me o sabor de uva, daquela uva doce que a gente prova devagar, querendo guardar na boca o sabor por mais tempo.
E a chuva continuava caindo, como se o céu também quisesse testemunhar aquele momento. Nossos olhos se encontraram, e naquele instante não existia mais nada: apenas nós, a chuva e o sabor daquele beijo tão esperado.
Depois, quando nossos lábios se separaram, ficou em mim a vontade de voltar àquele instante. Porque há beijos que terminam na boca, mas permanecem para sempre na memória.
E toda vez que eu ouvir “Sabor da Uva”, talvez meu coração volte para aquela chuva... para o encontro dos nossos lábios... e para o doce sabor da sua boca, que até hoje tem gosto de saudade.

De repente a chuva chegou com tanta fúria , trazendo com ela um furacão derrubando todas as muralhas ao redor e destronou minha paz.
A tempestade tem inveja da felicidade, ela é traiçoeira, é venenosa, não sente, também não gosta do amor nem da luz.Ela chega, matando todo tipo de alegria, ela entra como uma nuvem negra cega e embassa a visão, não nos deixa ver, o sol sugindo além da montanha..
Más a tempestade do jeito que chega vai de repente embora, e vai passar, já passou vamos fazer mudanças vai começar um novo ciclo...de paz..!


Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado

⁠ODE À CHUVA


Deixa eu ver a chuva,
olhar não me satisfaz.


Deixo tudo de lado
para os meus lados
ouvirem essa queda
de água pingada.


Deixa a suspensão do chão
trazer cheiro de infância,
essa dança das folhas
a me abanar a face.


Deixa eu ver a chuva,
que muito tardia
é agora sua vinda.


Deixa.


É rápida
e logo finda.


Téia Alves

⁠Inspiração.
A chuva, o vento, o céu, as estrelas...
O Sol, os sonhos, o firmamento...
O amor, o abraço, o beijo...
O sorriso, a alegria, a felicidade...
Tudo isso é “ inspiração”.
Estar inspirado é ser otimista,
Ser inspirado é ter esperança de que é possível ser e estar feliz.
Os sonhos acabam não quando acordamos,
Mas sim quando desistimos de ter uma vida como sempre quis.
Inspiração nas batidas pulsantes do coração,
Viver a vida com amor e emoção.
Gilberto Braga celebrante.

​A Fonte e a Origem


​No banho, a água murmura
um segredo que a terra guardou.
É a chuva de tempos antigos
na pele que o céu desenhou.
​Os cabelos descem sem pressa,
como rios de pouca vazão,
guardando o mistério da origem,
da força da primeira criação.
​Ela sabe o caminho das flores,
o momento em que a noite se faz;
traz nos fios a sombra da mata
e no peito um bocado de paz.
​Não é de brilho que se mostra,
é encanto que não se mede:
a mulher que conversa com o tempo
e que a água respeita quando pede.

ABISMO DE CHUVA E SILÊNCIO.
A noite escorria pelas vidraças como um lamento antigo. A chuva, paciente e infinita, desenhava caminhos líquidos sobre o mundo adormecido, enquanto o vento carregava murmúrios que pareciam nascer das regiões mais esquecidas da alma.
Havia olhos perdidos diante da tempestade. Olhos que já contemplaram auroras e, ainda assim, encontravam-se aprisionados em crepúsculos intermináveis. Pupilas saturadas de desalento, refletindo relâmpagos distantes como se cada clarão revelasse uma ferida escondida sob camadas de resignação.
A solidão sentava-se ao lado da tristeza como uma companheira inseparável. Não havia vozes. Não havia braços. Apenas o eco de pensamentos vagando por corredores escuros da consciência. Dentro do peito, um precipício. E, no fundo desse precipício, outro abismo ainda mais profundo, onde desciam as esperanças abandonadas, os sonhos desfeitos e as palavras jamais pronunciadas.
Existem momentos em que o ser humano passa a acreditar naquilo que lhe imputam. Chamam-no de fracasso, e ele se vê derrotado. Nomeiam-no insignificante, e ele se sente invisível. Tratam-no como sombra, e ele aprende a caminhar entre as sombras. Aos poucos, a identidade torna-se uma veste costurada pelas opiniões alheias, até que resta apenas a sensação de ser nada.
Nada diante dos julgamentos.
Nada perante as expectativas.
Nada sob o peso das comparações.
E então surge a impressão de que o vazio venceu.
Mas o vazio mente.
Porque mesmo nas profundezas onde a luz parece impossível, permanece uma centelha indestrutível. Ela não grita. Não exige atenção. Não se impõe. Apenas resiste.
A chuva continua caindo.
Os olhos continuam chorando.
A noite continua extensa.
Contudo, nenhuma tempestade possui autoridade sobre a eternidade do amanhecer.
O abismo pode parecer infinito para quem está à sua margem, porém nenhum desfiladeiro é capaz de devorar aquilo que nasceu para ascender. A dor ensina permanência, mas a essência ensina transcendência.
Talvez hoje você caminhe entre ruínas.
Talvez carregue ausências.
Talvez sinta o coração cercado por névoas.
Ainda assim, existe algo em você que não foi derrotado.
Algo que sobreviveu a todas as quedas.
Algo que atravessou todas as noites.
Algo que permaneceu vivo quando tudo parecia perdido.
E é justamente esse fragmento luminoso que conduzirá seus passos para fora da escuridão.
Quando a chuva cessar, você perceberá que nunca foi o nada que disseram.
Era apenas uma estrela esquecida sob nuvens densas, aguardando o instante de voltar a brilhar.
Mensagem final
Nem toda tristeza anuncia um fim; muitas vezes ela prepara uma transformação. Os abismos que hoje parecem definitivos podem tornar-se as profundezas de onde nascerá sua maior força. Continue. Há auroras que somente os que atravessam a noite conseguem contemplar.

⁠Como o vento a entrar pela janela.


"A Beleza da vida
É o Sol lá no céu
Numa noite de chuva
É saber sentir
Quando não houver
Sentido e nem valor
O que vale na vida é o amor
Amar é enxergar a beleza
E sentir o seu sabor
Na água da chuva que cai
Na beleza da noite
É olhar-se no espelho
Poder ver a sorte
Pela imagem refletida
Ser somente uma ilusão
Por mais bela ela seja
Pois a imagem verdadeira
É o Sol no céu
Numa mente que o veja
E que sejam todos nossos sonhos
Bem assim
Como o Sol que brilha
A beleza na vida é o olhar que trilha
Confiante
Encarar de frente a todas as vicissitudes
Como quem sorri perante o espelho
E entender que o velho Sol é também uma ilusão
Como a chuva que se torna tempestade
O que vale na vida é o amor
Que se vai, que voa e que evapora
E que volta maior quando retorna e que te invade
Como o vento pela janela
No momento em que transforma a brasa em chama
E a chama da vela em nada
Nada além de uma vela apagada
E teu quarto em escuro
Era tudo o tempo todo uma questão de proporção
Pense, que o futuro continua a pertencer a Deus
Apesar de tua ilusão ao olhar pro espelho
Pois, em toda tempestade que cair
O Sol vai estar brilhando lá no céu
Talvez leve algum tempo pra entender
Que a beleza mora lá no olhar
Que sorri quando chora e está aqui
Mas que olha e não vê. "

Edson Ricardo Paiva.

Dizem que o amor machuca, que ele é uma nuvem carregada pronta para desabar em chuva sobre qualquer coração que não seja feito de pedra. E, honestamente? Talvez eles tenham razão. O amor deixa cicatrizes, ele marca a pele da alma com a ferro e fogo, e nem todo mundo é forte o suficiente para aguentar o peso dessa entrega.
Eu sou jovem, eu sei. Talvez aos olhos do mundo eu ainda não tenha visto nada, mas eu aprendi uma coisa ou duas... e aprendi com você.
Aprendi que o amor não é apenas o frescor de uma brisa, mas também o calor de uma chama. E sim, às vezes essa chama queima quando esquenta demais. Mas é nesse calor, nessa intensidade que consome, que eu descobri o que significa estar verdadeiramente vivo.
Não quero um coração duro ou blindado contra a dor se isso significar não sentir o toque da sua mão. Se o amor é uma nuvem que carrega chuva, prefiro me encharcar ao seu lado do que viver na aridez de uma vida sem nós. Porque, no fim das contas, as feridas e as marcas que o amor deixa são apenas as provas de que fomos corajosos o suficiente para não fugir do fogo.
O amor machuca, é verdade. Mas eu aceitaria cada cicatriz, desde que elas tivessem o seu nome.

" Inteiro em Mim para Transbordar em Nós "


No silêncio frio desse dia de chuva, aprendi a abraçar a minha própria solidão.


Sei que não me falta nada, a alma está madura, sou um ser completo, dono do meu coração.


Não busco uma metade para preencher vazios, pois em mim já transita a paz de quem se achou.


Quero alguém que chegue como as águas dos rios, para transbordar tudo de bom que em mim restou.


Minha intenção é ser feliz e te fazer feliz,
em um encontro leve, sem amarras ou cobrança.


Que você venha para ser a flor e a raiz,
e lapidar em mim o que ainda é imperfeição.


Que no teu abraço eu aprenda a me controlar, aperfeiçoar as falhas que trago no meu ser,
para que, lado a lado,
a gente possa caminhar,
e um ser humano melhor eu consiga florescer.


E se for da vontade de Deus, o Criador, que escreveu que o homem não deve viver só, esse nosso laço há de se transformar em flor, tecendo a nossa vida em um sagrado nó.


Pois aprendi que quando o amor é grande demais,
e já não cabe inteiro em apenas dois corações, ele transborda, quebra as barreiras literais,
e se transforma na mais linda das criações.


Ganha corpo,
ganha vida, um novo amanhecer, um milagre que a própria alma desenha e trilha.


Aquele amor que em nós dois não pôde conter, ao qual, sorrindo, chamaremos de filho ou filha.


Seguiremos assim, vivendo o que a vida der,aproveitando cada dia sob o sol ou o luar, sendo felizes enquanto o nosso sopro couber, para sempre... Enquanto a vida durar!

⁠Essa chuvinha gostosa, refrescando o ambiente e me fazendo lembrar de vários banhos de chuva que alegraram a minha infância e adolescência.
Hoje curti mais uma vez essa experiência, como faz bem ser criança e aproveitar os momentos.
Delicia de vida que tanto faz bem!
Por um momento esqueci que sou adulta e das responsabilidades que tenho.
Vida de gente grande é chata!
São tantos compromissos que a vida passa sem perceber, quando a gente se dá conta o melhor já se foi sem perceber.
Fazemos tanta questão de crescer, mas se pudéssemos voltar no tempo é criança que gostaríamos de ser.
Não deixe morrer a criança em você
Por mais adulto que seja , a alegria precisa permanecer.
A vida é só uma, é necessário viver!
Viver os momentos que te fazem bem
e não se arrepender.
Ser sincero consigo mesmo, não precisar se esconder.
Tire essa carranca do rosto e sorria mais, deixe fluir a esperança nesse coração que só deseja viver.


Poesia de Islene Souza

Atravesso um campo de lama sob uma neblina espessa e uma chuva fina, fria e incessante. Pelo caminho, criaturas de asas, escamas e dentes enormes observam minha passagem. No entanto, nenhuma delas me causa medo. O verdadeiro horror não habita nesses monstros, mas na certeza de que, ao alcançar o fim do lamaçal, descubro que ele era apenas o início. E, condenado ao mesmo percurso, recomeço infinitamente uma jornada da qual jamais consigo partir.


- Tiago Scheimann

Compêndio de Chuva


Cai a chuva, melancólica e lenta, como um grito que o tempo inventa.
Em cada gota, um som, um tom, que o vento leva — e traz o teu batom.
O teu rosto vem, em bruma e luz, como se o céu em ti se traduz.


Enquanto o mundo se desfaz em água, o meu peito arde, embora os meus olhosse alaguem em frágua. O teu toque é sinfonia de chuva,
que compõe a minha alma, e acende lua turva . E eu, perdido entre trovões eos relâmpagos do meu silêncio, encontro-te em cada canto da minha pele em compêndio.


Que chova, amor — que o mundo escorra, que o tempo pare, nesta dor de masmorra. Pois se é na chuva que te penso e vejo, então que chova, só para te ter no beijo.Chove, e o meu mundo sopra o teu véu, as ruas das minhas veias choram sob o cinza do céu. No vidro, escorre o teu nome, lento, feito melodia, feito tormento.