Textos de Chuva

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Compêndio de Chuva


Cai a chuva, melancólica e lenta, como um grito que o tempo inventa.
Em cada gota, um som, um tom, que o vento leva — e traz o teu batom.
O teu rosto vem, em bruma e luz, como se o céu em ti se traduz.


Enquanto o mundo se desfaz em água, o meu peito arde, embora os meus olhosse alaguem em frágua. O teu toque é sinfonia de chuva,
que compõe a minha alma, e acende lua turva . E eu, perdido entre trovões eos relâmpagos do meu silêncio, encontro-te em cada canto da minha pele em compêndio.


Que chova, amor — que o mundo escorra, que o tempo pare, nesta dor de masmorra. Pois se é na chuva que te penso e vejo, então que chova, só para te ter no beijo.Chove, e o meu mundo sopra o teu véu, as ruas das minhas veias choram sob o cinza do céu. No vidro, escorre o teu nome, lento, feito melodia, feito tormento.

⁠Obrigada pai, pela chuva que cai
Um pássaro a planar lindamente pelo ar.
Lá fora, existe um mundo real; e aqui dentro, um surreal.
De repente, uma conexão, projeção, por sob meus olhos e coração.
Como naquele dia em meio aos prantos, o céu estava lá para me confortar, aquelas todas estrelas a me iluminar. E sua presença a chegar.

(Poema para Deus)

GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)

Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.

Lu Lena / 2026

​LÁGRIMAS DE CHUVA
(​Quando o pranto da mãe cai do céu)

​Olhos pesados que pestanejam em cintilações,
decorrentes de uma noite insone
que vejo no olhar de meu filho autista...
Aí percebo que minhas lágrimas
misturam-se à chuva que cai do lado de fora.
​O mundo dorme um sono alheio,
enquanto o nosso tempo é outro, suspenso no escuro.
Como cúmplices, apenas a quietude da madrugada
e os pingos da tempestade que agora caem como orvalho.
​Não há distinção entre a água do céu e o meu pranto;
ambos lavam a alma que, por instantes, levita
e recebe o refrigério divino...
​Ele fecha as pálpebras, finalmente em paz,
sob o som da natureza que nos abraça e nos acalenta...
Eu fecho os olhos e continuo em prece!

​Lu Lena / 2026

⁠Agradeço a Deus por essa chuva,
por esse divino e doce acalento,
que lavou o calor e o pensamento.
Agradeço a água que cai lá fora,
fazendo o tempo parar nessa hora.
Sinto o vento gelado tocar o meu rosto,
levando para longe qualquer desconforto.
A alma se aquieta, o peito relaxa,
na melodia que o céu desencaixa.
É paz que transborda em cada goteira,
limpando a vida de toda poeira.
Agradeço à chuva e a toda essa bênção,
pela calma que habita o meu coração.

QUANDO O TEMPO

Quando o tempo embalar minhas sombras
Entre as madrugadas frias
e chuva fina caindo...
Na memória percorrendo o tempo vivido
Como flash num
circuito muito veloz...
Quando o vento soprar novamente
Meu rosto sombrio, feito estátua
Meus olhos já não vertem lágrimas
Somente o vazio percorrendo o horizonte
Por momentos o coração parece parar
Fixado corpo sem nenhum movimento
Sem emoções que possam me envolver
Somente o vazio pairando no ar
Fecho meus olhos entre paredes vazias
Entrego meu corpo esparramado no chão
Deixando para trás as paixões tão sofridas
E sucumbir por latrinas da própria sorte
Quando o tempo soprar calado ao vento
Eu possa estar flutuando outro espaço
Entre lacunas que já foram transcritas
No destino passado que já fora vivido!

Que todos os meus amigos sejam como o sol depois da chuva —
trazendo alegria e conforto ao meu coração.
E que, se um dia eles se forem,
eu possa ser grato pelos bons momentos
e pelas pequenas coisas
que, no fim, sempre se tornam as mais importantes.
Que um dia eu tenha a certeza
de que as amizades mais sinceras
são as que mais nos transformam,
e que aqueles que são temporários
são justamente os que mais deixam saudade.
Sou grato pelos bons, velhos e rabugentos amigos da vida —
aqueles que ficam, mesmo quando o tempo muda.

RELÓGIO DE DEUS

Quarenta dias...
Tempo de chuva sobre a Terra, tempo de água sobre os erros, tempo de uma arca navegando entre o juízo e a esperança.
Quarenta dias...
O dilúvio cobriu montanhas, mas não afogou a promessa. Quando a pomba voltou com o ramo, a humanidade aprendeu que toda renovação nasce depois de uma tempestade.
Quarenta dias...
No deserto caminhou Moisés, entre o fogo da presença e o peso da missão. A pedra recebeu palavras, e o povo recebeu direção. A aprovação exige disciplina, e a liberdade cobra responsabilidade.
Quarenta dias...
Espias atravessaram Canaã, vendo cachos de abundância e muralhas de temor. Uns enxergaram gigantes, outros enxergaram futuro. A prova revelou o tamanho da fé de cada coração.
Quarenta dias...
Elias caminhou até Horebe, alimentado pela esperança quando a força já faltava. Aprendeu que Deus não mora apenas no trovão e no terremoto, mas também na voz silenciosa que resiste dentro da alma.
Quarenta dias...
No deserto esteve Cristo, entre a fome e a tentação, entre o poder e a renúncia. Ali não venceu pela espada, mas pela fidelidade. A aprovação tornou-se exemplo para todas as gerações.
Quarenta dias...
Após a ressurreição, o Mestre permaneceu entre os seus, ensinando que a morte não possui a última palavra. A renovação caminhava viva entre aqueles que ainda duvidavam.
Quarenta dias...
Punição para os soberbos. Salvação para os justos. Provação para os chamados. Renovação para os que perseveram.
Quarenta dias...
Não são apenas uma medida de tempo. São a forja da humanidade. São o intervalo entre o erro e o perdão, entre a queda e o recomeço, entre a travessia e a chegada.
Se hoje fossem dados quarenta dias à humanidade, não seriam para contar horas, mas para contar escolhas.
Pois quarenta dias, desde os tempos antigos, sempre foram o relógio de Deus marcando a oportunidade de um novo mundo nascer.

Às vezes a vida parece um grande cata-vento girando sem direção certa, enquanto a chuva cai devagar e lava o que não conseguimos ver. No meio dessa confusão, a morte passa quieta, como uma sombra que ninguém convida, mas que sempre chega. Olho ao redor e encontro cacos de espelhos espalhados pelo chão, pedaços de mim refletindo rostos que já não reconheço.
Moro em uma casa sem teto, onde o céu entra sem pedir licença e as estrelas caem dentro da sala. Ao lado, o relógio que marca hora no sentido inverso me lembra que o tempo volta, mas nunca para o mesmo lugar. Meus pés afundam na areia movediça dos dias, puxando devagar para baixo tudo o que tento segurar.
É estranho viver num lugar onde nada parece fazer sentido. As coisas se quebram, se misturam, se perdem. E ainda assim, sendo que tudo em si está no máximo de conexão, sinto que cada pedaço solto faz parte de algo maior. A dor encontra a alegria, o fim encontra o começo, e no silêncio da chuva que não para, descubro que estar perdido é, de alguma forma, estar inteiro.

MINHAS ESCOLHAS!
Algum dia eu possa escolher
Entre brincar no meio da lama
Vendo a chuva galopando meu corpo
E transpor momentos inesquecíveis...
Algum dia eu possa colher
Flores e frutas no meio do mato
E achar que a bicicleta velha
É o melhor transporte do mundo...
Algum dia eu vou sair por ai
Sem escolher nada , sem saber de nada
Os pensamentos irão voando
Por onde quiserem ir
Por onde encontrarem caminhos
Que me levem sem as minhas escolhas!
JOÃO BATISTA BARBOSA.

DESPERTAR

Chuva para refrescar
Sol para esquentar
Alguém para se amar
E a vida assim passar
Buscando paz para acalmar
Faço planos a sonhar
Cada segundo realizar!
Alma pura a brilhar
Chuva e Sol
Noite e dia
Risos e lagrimas
Partes dos momentos
Onde os sentimentos
Rolam nos pensamentos
Nos fazem perder ou ganhar
A formula para encontrar
Partes de uma felicidade
Que existe com certeza
Na vida sempre a despertar !

JOAO BATISTA BARBOSA
POESIAS E PENSAMENTOS

Eu sinto saudade da tua voz
como quem espera chuva
Em um céu que prometia tempestade.
Sinto saudade da cor dos teus olhos,
do jeito que me olhavam
como se eu fosse seu abrigo.
E agora fico aqui,
conversando com nossas lembranças,
tentando entender...
Como alguém que dizia me amar tanto
consegue virar silêncio??
Onde foi parar aquele amor?
Aquele que fazia o meu mundo leve,
que morava nas pequenas palavras,
nos risos bobos,
na presença que acalmava tudo?
Talvez esse amor tenha se perdido no tempo,
ou talvez tenha ficado escondido
em algum lugar onde nunca foi real de verdade.
Mas eu…
ainda guardo você
em cada música triste,
em cada noite silenciosa,
em cada lembrança, sorriso, desejo que dói, em cada saudade que insiste em não ir embora. 😢

A chuva sempre me entendeu.


Talvez porque ela também saiba
o que é cair em silêncio
sem que ninguém perceba a dor.
Eu amo a chuva
porque ela camufla minhas lágrimas,
e no meio das gotas
ninguém consegue distinguir
o que cai em mim.
E o que escorre do meu coração.
Há dias em que a saudade pesa,
em que o peito dói baixinho,
e o mundo parece distante demais.
Então a chuva chega…
mansa, fria, silenciosa,
como quem senta ao meu lado
sem fazer perguntas.
Ela molha a janela,
lava os pensamentos,
carrega tristezas pequenas
e tenta aliviar as que são profundas demais.
Às vezes acho
que a chuva também está cansada,
que ela também conhece perdas,
silêncios e despedidas.
Por isso eu a amo.
Porque enquanto todos fogem dela,
eu encontro um certo abrigo.
Porque enquanto ela cai sobre o mundo,
parece levar embora
um pouco da dor
que não dá para explicar.
E quando o céu finalmente chora,
meu coração consegue respirar. 🌧️🤍

ENTRE RELÂMPAGOS E TROVÕES A CHUVA TRÁS FELICIDADE AOS NOSSOS CORAÇÕES!

Ao abrigar-me da tempestade que caiu aqui, aproveitei o instante para escrever alguma coisa, por ex: Entre relâmpagos e trovões, Deus está mandando muita paz e amor aos nossos corações, abençoando assim o nosso amor. No entanto esta chuva que fortemente cai e rola pelas ruas é o símbolo da nossa felicidade.

SALVE MINHA TERRA!!

Tudo me faz lembrar!
O samba lembra o carnaval;
A chuva repentina, a roupa no varal;
A terra arada e a labuta do capiau.
E jamais hei de olvidar...
A mata e a moto serra;
Da poluição e o planeta Terra;
Nossos mártires ambientais e suas iníquas guerras...
Faço por lembrar!
Chico Mendes pelo Amazonas de meu Brasil;
Zé da Castanha e sua esposa Maria, mulher gentil;
Irmã Dorothy Stang, cheia de fé viril.
Fica para meditar!
O que vem engarrafada vinha da bica;
Do apanhar da árvore, dentro da lata na prateleira fica;
O verde da minha terra, só a bandeira identifica...

Como a Chuva ao Amanhecer
O conforto... O amor...
Onde, no fundo do seu coração, pude escutar as súplicas,
Implorando por alguém que a fizesse voltar a amar.


Será...
Que serei útil?
Que serei capaz de te dar o amor de que tanto necessitas?


As estrelas desenham destinos complexos,
De tão difícil compreensão...
E, ao tentar compreendê-la ao longo de todos estes anos,
Eu me pergunto: serei eu o amor que você tanto busca?


Ou serei apenas como a chuva que cai em meio aos trovões...
E que, quando as nuvens cinzentas se desfazem ao amanhecer,
Desaparece silenciosa, indo embora junto a elas?

chuva


chuva que cai sobre a minha sombra
dando vida e traços ao inanimado
revele as goteiras do meu coração
com todas suas dores e vantagens

chuva que cai em todas as avenidas
estimulando o apresso a companhia
transforme aquela grande caixa vazia
com todos seus defeitos em brasília

chuva que cai sobre as nossas vidas
entre raios luminosos e eternos trovões
traga de volta aquele jardim de flores
com a complexidade da tempestade

chuva que cai sobre as minhas mãos
trazendo a sensação de eterna solidão
me mantenha vivo até o próximo verso
com a sua paixão pelo incompreendido.

Um dia quando a chuva de inverna na estação da tristeza passar
Eu acordar eu com pássaros cantando e o sol radiante como o sorriso que me invadira
Será primavera e as cores com beleza elegância e o perfume que se espelha no ar
E o destino trará dentre o jardim o amor que vira me abraçar,só assim saberei que guando a primavera acabar e o inverno chegar com o frio eu terei o meu amor em seu abraço quente e seguro estarei a amar.

Marcio Melo

O Vilarejo escondido .


Havia uma chuva torrencial lá fora e quase ninguém podia ouvir .

— Um sábio perguntou você sabe por qual motivo aquele vilarejo não consegue ouvir o barulho da chuva .

Por quê com essa insistência em querer saber mais da vida dos outros que as deles mesmo passaram a não perceber o que realmente tem valor no mundo espiritual.


D. A

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Autora : Gislene Pascutti

Dizem que o amor machuca, que ele é uma nuvem carregada pronta para desabar em chuva sobre qualquer coração que não seja feito de pedra. E, honestamente? Talvez eles tenham razão. O amor deixa cicatrizes, ele marca a pele da alma com a ferro e fogo, e nem todo mundo é forte o suficiente para aguentar o peso dessa entrega.
Eu sou jovem, eu sei. Talvez aos olhos do mundo eu ainda não tenha visto nada, mas eu aprendi uma coisa ou duas... e aprendi com você.
Aprendi que o amor não é apenas o frescor de uma brisa, mas também o calor de uma chama. E sim, às vezes essa chama queima quando esquenta demais. Mas é nesse calor, nessa intensidade que consome, que eu descobri o que significa estar verdadeiramente vivo.
Não quero um coração duro ou blindado contra a dor se isso significar não sentir o toque da sua mão. Se o amor é uma nuvem que carrega chuva, prefiro me encharcar ao seu lado do que viver na aridez de uma vida sem nós. Porque, no fim das contas, as feridas e as marcas que o amor deixa são apenas as provas de que fomos corajosos o suficiente para não fugir do fogo.
O amor machuca, é verdade. Mas eu aceitaria cada cicatriz, desde que elas tivessem o seu nome.