Textos de Chuva

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Hoje vejo a chuva em nostalgia
leve, devagar, lavando a terra
e trazendo nas gotas a poesia
que sempre ela nos oferece
Hoje, mas somente hoje,
parece que algo nela não é
e que sua melodia ate carece
daquela força e de fé...
O que acontece, não sei,
algo com ela se deu
parodiando o poeta, pensei,
ela mudou ou mudei eu?

O caminho




A chuva lá fora,


as músicas no tom certo,


duas taças cheias sem o princípio do fim,


são o caminho para uma bela e representativa noite, juntas são uma demonstração de arte viva, de poesia acontecendo a tudo que os olhos podem ver e os corações podem sentir.

⁠Sou estrada, que viu o por do sol
Chuva que molhou o chão
Silencio que formou as horas
Advérbio de intensidade, ação!
*
Lembranças de vidas do solo
Ondas de nuvens pequenas
Átomos em forma visível
Ventos em cor de poemas
*
Sentimentos na porta do ser.
Incertezas em evolução
Pensamento inspirando trisílaba,
O insight trazendo emoção.

AMOR COMERCIAL:

É fria e úmida a chuva que cai
Madrugada adentro.
E eu a senti-la aqui sozinho
Encontro esse poema, meu alento,
Esse poema comercial... Ele versa o amor
Fala do amor? Ou de amor?
Ah! Quem falar do amor seria capaz?
Sobre a vidraça em brumas que nos separa
Eu posso exprimir seu rosto,
Meu sonho é comercial!...
Porque assim são iguais todos os textos,
Todas as cenas, e todos os temas,
De amor... São iguais.
Do amor que se expele que se explicita.
Eterno (...). Que como o ódio, e como a libido,
O homem prova para reprovar
E falar de amor é comercial.
Também é comercial,
A criatura que não é do criador.
Deveras minha poesia é comercial.

Doce é a queda da chuva
Que ajuda a adormecer
À noite
Quando eu durmo
À noite na minha cama
Como eu amo
O som doce
Da chuva
É realmente lindo
Sim, a noite é longa
Foi feita assim
Para eu dormir à noite
Também não devo esquecer
Que a noite tem 24 horas
Eu só espero que
A chuva pare amanhã
E o arco-íris apareça no céu
E também que o arco-íris seja colorido
Fico feliz que o sol tenha saído
Esta manhã
Já está quente demais para mim
Eu preciso tirar minha camiseta
Do meu corpo
E pegar um pouco de sol
No meu peito
Sim, eu sou louco pelo sol
Sim, há muitas pessoas
Por onde eu caminho
E também está lotado
Eu odeio multidões
Com paixão
Todos são estranhos para mim também
Algumas pessoas têm aquele olhar
Que poderia matar
Outras têm um olhar cansado
Outras têm
Um sorriso de boas-vindas
Bonito e caloroso
Eu mesmo gosto disso
Preciso refrescar meu corpo
Tirei meus sapatos
E tirei meus shorts
E mantive a roupa íntima
Eu nadei por algumas horas
Foi muito refrescante
Agora finalmente saí da
Água

Como pode dizer amar o sol
quem nunca se arriscou a andar durante a chuva?
Está chovendo de novo
vamos
ponha a cabeça para fora e a assista cair.

Os cristais em seus olhos
que correm rumo ao chão
você não é melhor que elas.
Tão grande, se ajoelha ao espaço
fugindo do que te faz se sentir tão pequeno.


Está chovendo. Chovendo de novo.

SALVE MINHA TERRA!!

Tudo me faz lembrar!
O samba lembra o carnaval;
A chuva repentina, a roupa no varal;
A terra arada e a labuta do capiau.
E jamais hei de olvidar...
A mata e a moto serra;
Da poluição e o planeta Terra;
Nossos mártires ambientais e suas iníquas guerras...
Faço por lembrar!
Chico Mendes pelo Amazonas de meu Brasil;
Zé da Castanha e sua esposa Maria, mulher gentil;
Irmã Dorothy Stang, cheia de fé viril.
Fica para meditar!
O que vem engarrafada vinha da bica;
Do apanhar da árvore, dentro da lata na prateleira fica;
O verde da minha terra, só a bandeira identifica...

Compêndio de Chuva


Cai a chuva, melancólica e lenta, como um grito que o tempo inventa.
Em cada gota, um som, um tom, que o vento leva — e traz o teu batom.
O teu rosto vem, em bruma e luz, como se o céu em ti se traduz.


Enquanto o mundo se desfaz em água, o meu peito arde, embora os meus olhosse alaguem em frágua. O teu toque é sinfonia de chuva,
que compõe a minha alma, e acende lua turva . E eu, perdido entre trovões eos relâmpagos do meu silêncio, encontro-te em cada canto da minha pele em compêndio.


Que chova, amor — que o mundo escorra, que o tempo pare, nesta dor de masmorra. Pois se é na chuva que te penso e vejo, então que chova, só para te ter no beijo.Chove, e o meu mundo sopra o teu véu, as ruas das minhas veias choram sob o cinza do céu. No vidro, escorre o teu nome, lento, feito melodia, feito tormento.

⁠Agradeço a Deus por essa chuva,
por esse divino e doce acalento,
que lavou o calor e o pensamento.
Agradeço a água que cai lá fora,
fazendo o tempo parar nessa hora.
Sinto o vento gelado tocar o meu rosto,
levando para longe qualquer desconforto.
A alma se aquieta, o peito relaxa,
na melodia que o céu desencaixa.
É paz que transborda em cada goteira,
limpando a vida de toda poeira.
Agradeço à chuva e a toda essa bênção,
pela calma que habita o meu coração.

⁠Obrigada pai, pela chuva que cai
Um pássaro a planar lindamente pelo ar.
Lá fora, existe um mundo real; e aqui dentro, um surreal.
De repente, uma conexão, projeção, por sob meus olhos e coração.
Como naquele dia em meio aos prantos, o céu estava lá para me confortar, aquelas todas estrelas a me iluminar. E sua presença a chegar.

(Poema para Deus)

GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)

Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.

Lu Lena / 2026

​LÁGRIMAS DE CHUVA
(​Quando o pranto da mãe cai do céu)

​Olhos pesados que pestanejam em cintilações,
decorrentes de uma noite insone
que vejo no olhar de meu filho autista...
Aí percebo que minhas lágrimas
misturam-se à chuva que cai do lado de fora.
​O mundo dorme um sono alheio,
enquanto o nosso tempo é outro, suspenso no escuro.
Como cúmplices, apenas a quietude da madrugada
e os pingos da tempestade que agora caem como orvalho.
​Não há distinção entre a água do céu e o meu pranto;
ambos lavam a alma que, por instantes, levita
e recebe o refrigério divino...
​Ele fecha as pálpebras, finalmente em paz,
sob o som da natureza que nos abraça e nos acalenta...
Eu fecho os olhos e continuo em prece!

​Lu Lena / 2026

A chuva sempre me entendeu.


Talvez porque ela também saiba
o que é cair em silêncio
sem que ninguém perceba a dor.
Eu amo a chuva
porque ela camufla minhas lágrimas,
e no meio das gotas
ninguém consegue distinguir
o que cai em mim.
E o que escorre do meu coração.
Há dias em que a saudade pesa,
em que o peito dói baixinho,
e o mundo parece distante demais.
Então a chuva chega…
mansa, fria, silenciosa,
como quem senta ao meu lado
sem fazer perguntas.
Ela molha a janela,
lava os pensamentos,
carrega tristezas pequenas
e tenta aliviar as que são profundas demais.
Às vezes acho
que a chuva também está cansada,
que ela também conhece perdas,
silêncios e despedidas.
Por isso eu a amo.
Porque enquanto todos fogem dela,
eu encontro um certo abrigo.
Porque enquanto ela cai sobre o mundo,
parece levar embora
um pouco da dor
que não dá para explicar.
E quando o céu finalmente chora,
meu coração consegue respirar. 🌧️🤍

Eu sinto saudade da tua voz
como quem espera chuva
Em um céu que prometia tempestade.
Sinto saudade da cor dos teus olhos,
do jeito que me olhavam
como se eu fosse seu abrigo.
E agora fico aqui,
conversando com nossas lembranças,
tentando entender...
Como alguém que dizia me amar tanto
consegue virar silêncio??
Onde foi parar aquele amor?
Aquele que fazia o meu mundo leve,
que morava nas pequenas palavras,
nos risos bobos,
na presença que acalmava tudo?
Talvez esse amor tenha se perdido no tempo,
ou talvez tenha ficado escondido
em algum lugar onde nunca foi real de verdade.
Mas eu…
ainda guardo você
em cada música triste,
em cada noite silenciosa,
em cada lembrança, sorriso, desejo que dói, em cada saudade que insiste em não ir embora. 😢

Ela é Ela


Ela é linda e intensa como a praia, mas calma como o som da chuva.
Ela não é minha, não é de ninguém.
É um pássaro livre, que não pode ser pego. Ela é aventura
E, ao mesmo tempo, é o sono que vem de noite.
Ela é simpática, mas, quando quer, sabe ser grossa.
Ela é animada, mas algo pequeno estraga seu dia.
Ela é linda como o luar.
É apaixonada como o coelho que habita a Lua.
E se agarra à ideia de que existem cores neon, mas também há as neutras.
Ela é feliz e radiante como o sol,
Mas intensa como o rock.
Ela é tudo e nada.

A noite se estende, insônia cruel
A chuva cai mansa, única fiel
Companhia silenciosa, som de paz
Enquanto o mundo dorme, eu sinto a solidão

Gotas no telhado, ritmo lento,
Pensamentos que não cessam.
A escuridão abraça, a chuva sussurra
"Está tudo bem", mas a alma ainda não sacia.
{Saul Beleza)

O Nome


Teu nome chegou devagar no meu peito,
como chuva fina molhando a terra seca,
e desde aquele instante estranho e bonito,
nenhuma outra palavra teve o mesmo peso.
Te chamar virou minha forma favorita de sorrir.


Há nomes que o vento leva embora,
mas o teu ficou gravado em mim,
como canção antiga que nunca envelhece,
como perfume preso numa roupa esquecida,
como promessa feita baixinho ao coração.


Quando a saudade aparece nas madrugadas,
eu repito teu nome em silêncio,
e ele acalma minhas guerras por dentro,
como se tua presença atravessasse a distância
só para segurar minha mão mais uma vez.


Teu nome combina com meus sonhos,
com cartas nunca enviadas,
com poesias que escrevo sem perceber,
porque até meus versos aprenderam
a procurar você em cada linha.


E se um dia perguntarem o motivo
desse amor tão calmo e tão infinito,
talvez eu não saiba explicar direito…
mas basta ouvirem teu nome saindo da minha boca,
para entenderem tudo que sinto.

O domingo é simplicidade o cheiro da terra,
Cheiro da chuva trás doces lembranças,
O canto tímido do pássaros enaltece nossas vidas...
O vento frio diz inverno chega em mais uma frente fria.
A nostalgia é simplicidade num fogão de lenha...
O barulho dos carros passando tem o sussurros dos sentimentos rústicos no espírito mais um final de semana.
Na há pipas no céus mais doçura do gavião voando no céus.
Na imensidão voz que devora alma e espírito no passar do tempo.
O almoço está quase pronto, mas, o sono é gostoso e o pássaros gritam esta frio a água ferve os borbulhas trazem a tona cheiro da lenha queimando. O feijão está ainda duro,
Mais carne chama os vizinhos. Canto junto com pássaros enquanto o gato mia com fome.

⁠Como o vento a entrar pela janela.


"A Beleza da vida
É o Sol lá no céu
Numa noite de chuva
É saber sentir
Quando não houver
Sentido e nem valor
O que vale na vida é o amor
Amar é enxergar a beleza
E sentir o seu sabor
Na água da chuva que cai
Na beleza da noite
É olhar-se no espelho
Poder ver a sorte
Pela imagem refletida
Ser somente uma ilusão
Por mais bela ela seja
Pois a imagem verdadeira
É o Sol no céu
Numa mente que o veja
E que sejam todos nossos sonhos
Bem assim
Como o Sol que brilha
A beleza na vida é o olhar que trilha
Confiante
Encarar de frente a todas as vicissitudes
Como quem sorri perante o espelho
E entender que o velho Sol é também uma ilusão
Como a chuva que se torna tempestade
O que vale na vida é o amor
Que se vai, que voa e que evapora
E que volta maior quando retorna e que te invade
Como o vento pela janela
No momento em que transforma a brasa em chama
E a chama da vela em nada
Nada além de uma vela apagada
E teu quarto em escuro
Era tudo o tempo todo uma questão de proporção
Pense, que o futuro continua a pertencer a Deus
Apesar de tua ilusão ao olhar pro espelho
Pois, em toda tempestade que cair
O Sol vai estar brilhando lá no céu
Talvez leve algum tempo pra entender
Que a beleza mora lá no olhar
Que sorri quando chora e está aqui
Mas que olha e não vê. "

Edson Ricardo Paiva.

Amar, hoje em dia, não tem mais esse glamour todo de novela das nove, com gente correndo na chuva, tropeçando na própria dignidade e chamando isso de intensidade. Eu mesma já fui dessas, dramática profissional, achando que amor de verdade precisava doer um pouquinho, como quem aperta o sapato novo só pra ter certeza que ele é caro. Só que uma hora a gente cansa de sangrar por estilo.


A verdade é que amar virou quase um exercício de resistência emocional, tipo academia, só que sem espelho e sem aplauso. É acordar num dia em que tudo dentro de mim quer silêncio, isolamento e um bom “ninguém me toca”, e ainda assim escolher olhar pro outro e pensar, eu fico. Não porque é fácil. Não porque tá lindo. Mas porque tem algo ali que vale mais do que o conforto de ir embora.


E olha que ir embora, às vezes, parece uma proposta tentadora, quase um convite VIP pra paz imediata. Só que a gente descobre, com o tempo, que paz que vem fácil demais costuma ir embora do mesmo jeito. Permanecer, não. Permanecer é quase uma arte esquecida. É tipo cuidar de planta que insiste em não crescer, mas um dia, do nada, dá flor e você fica ali olhando, meio emocionada, meio besta, pensando, ainda bem que eu não joguei fora.


Amar assim exige uma coragem silenciosa. Não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem ninguém dizendo “nossa, que lindo vocês dois resistindo ao tédio de uma terça-feira qualquer”. Mas tem uma coisa muito maior acontecendo ali, escondida no cotidiano. Tem dois seres imperfeitos, cheios de bagagem, traumas, manias irritantes e fases insuportáveis, decidindo não transformar qualquer desconforto em despedida.


E isso, sinceramente, é revolucionário. Num mundo onde tudo é descartável, inclusive gente, escolher ficar virou quase um ato de rebeldia. É tipo dizer pro universo, eu sei que seria mais fácil recomeçar com alguém novo, mais empolgante, mais leve, mas eu escolho construir, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando dá vontade de sumir.


Porque no fim das contas, amar não é sobre aquele pico de emoção que faz o coração disparar. Isso aí até café resolve. Amar é sobre constância, sobre presença, sobre aquele gesto meio despretensioso de continuar ali, mesmo quando não tem nada de extraordinário acontecendo.


E talvez seja exatamente isso que torna tudo extraordinário.