Textos de Chuva
Perceba a delicada simplicidade de tonalidade intensa com algumas gotas de chuva, uma soma de muita graciosidade, resultando em uma bela arte sem molduras, um florescer simples e admirável de detalhes apaixonantes que deslumbram olhares, banhada pelas águas que vêm das nuvens, uma preciosidade que agrada com sua presença ilustre.
Selva de pedras, iluminada por luzes artificiais, mas banhada por uma vida pulsante, a chuva emocionante que cai sobre ela, na preciosa serenidade da noite, trazendo-lhe uma personalidade mais equilibrada, causando um frescor à rotina, um rico afago à alma, um ponto de vista benquisto, que afasta o desânimo com um encanto simples e muito significativo.
Chuva e flores, gotas e pétalas, cores enaltecidas, combinação perfeita, vida que deságua ricamente do céu e aviva gentilmente a terrena no encontro das águas celestes com a flora da terra, no qual, a sapiência divina se mostra presente, linda arte singela que conquista, amor em evidência, natureza resiliente, decerto, uma bênção.
A chuva companheira se anuncia e gotas finas caem sem pejo sobre a paisagem e sobre os que estão desprevenidos. Junto à brisa as gotas dançam e se acomodam onde são empurradas, tecem colares nas flores e as enfeitam ainda mais. A chuva calma traz só benefícios à natureza em geral e às pessoas.
A chuva torrencial tinha notas em graves e agudos molhados e saltitantes pelos caminhos que percorria sem parar. Era uma desvairada vontade de vencer obstáculos e chegar ao destino, mesmo sem saber onde este seria. Essa chuva repentina veio acordar o coração que dormitava, embalado por sonhos de verão, pés na areia, brisa marinha e gosto de sal nos lábios. Depois de abrir os olhos, senti-la e vê-la, vieram as lembranças de dias assim, cortinas fechadas, ausências e frio, quando outrora houve o adeus. Enquanto uma chuva assim caía, houve a partida, portas bateram sob o vento arrasador e que gemia junto às lágrimas do momento derradeiro. Não foi a chuva que provocou isso, foi a vida e junto às nuvens do tempo, em outro plano estás ainda a dizer: amo você e cada gotinha que caia, trazia o recado - a nostalgia do não mais...
No lar dos poetas da música, caía a chuva da angústia. Saudosa Lapa, de histórias incontáveis, a espreita, pronta pra escrever mais uma. Entre os pesares de Cartola e humor negro de Bezerra, uma à uma, tocavam os sambas que serviam como trilha sonora de sua vida. A cada gole de cerveja, ele pensava profundamente na inexpressiva forma da vida de agir para com ele. Até que entre "Não deixe o samba morrer" e outro gole profundo, ouviu uma chamada, quase que uma convocação: "tem samba que se dança juntinho. Tá afim?" Chegou a moça, certeira, sabia o que dizer e o que queria dele. A tão inexpressiva vida mudou seu tom, prometendo que o samba não morreria, assim como na música. Era samba pra gente sambar, juntos, por que não?
"Pensei que fosse tempestade, ventania, pensei que fosse intesidade, chuva forte... você chegou trazendo calmaria... Pensei que fosse inverno, que fosse solidão, pensei em outono, pensei em sentimentos quebrados pelo chão... mas você veio radiante, feito primavera, trouxe perfume, trouxe flores nas mãos... Por fim, pensei que fosse noite, saudade, mentiras, pensei em promessas vazias, que sonhava, que escrevia em vão... então, feito composição, melodia, materializado, tão iluminado quanto o dia, trouxe flores, trouxe Paz, para meu coração..."
O mundo é um guarda chuva aberto, por isso a humanidade está fechada e não enxerga o que tem além daquela haste quebrada, com isso a Terra está em declínio e pende toda a força enfraquecida nela... Larguem a haste quebrada antes que as demais quebrem e o guarda chuva feche definitivamente e expurgue por si só toda o lamaçal da ganância e prepotência sugando energias fluídicas que se esparrama do umbral e pairam no ar, terra e mar onde se aglomeram nuvens densas de tempestade...
As vezes desabamos numa tempestiva chuva de lágrimas internas, onde o coração flutua como um barquinho de papel minúsculo sem rumo e sem direção, então Deus o segura cuidadosamente e sopra as ondas (lágrimas) desse gigantesco mar vermelho de sentimentos e emoções e nos diz: - Estarei no comando sempre!
Nesta manhã que se revela restrita e do céu eu imagino minhas lágrimas de chuva. O que tenho é apenas um teto de nuvens e um chão de terra que habito sem conhecer, apenas caminho nos meus sonhos de suspiros líricos onde existe a esperança e vejo muito além do meu arco íris interno que talvez esse amanhã dentro de mim não chova mais e o sol fulgente resplandeça de vez, enquanto isso a vida passa e tudo que penso que tenho me faz falta...Mas aí eu finjo que me basta!
"Quem aviso amigo é! Atentar a um bom conselho pode poupar uma vida: Com a chuva branda e areia na pista é um chamamento para derrapar com a MOTO, foi isto que presenciei. Não vou te contar o final para não te impressionar. Comigo ocorreu 1 vez, no dia seguinte eu a vendi. Se você a utiliza para ganhar o pão é mais difícil abrir mão da moto, mas há AQUELES QUE DIZEM QUE QUEREM ECONOMIZAR E GANHAR TEMPO, QUANTO AO TEMPO, GANHARAM MESMO, SUBIRAM MAIS CEDO OU ESTÃO NA CADEIRA DE RODA OU NUMA CAMA, LAMENTANDO PORQUE NÃO SEGUIRAM O MEU CONSELHO"
Me molho na chuva pra depois me secar no sol, passo pelas fortes tormentas da chuva, pra depois descansar no mormaço do sol, a caminhar, pelos dias de chuva, dias de sol. O céu pode deixar o dia fechado com a cara nublada, pra correr para praia e ver as milhares de caras ensolaradas. Mas nem só cara se faz o dia-a-dia, se a maior parte do tempo for nublada, ou se os dias só forem ensolarados. É preciso de chuva pra se refrescar e de sol para esquentar, o caminho, pelos dias de chuva, dias de sol.
Mas o mais curioso naquela viela, não era a chuva que nunca cessava, nem os hábitos e costumes pouco convencionais, demasiadamente estranhos e inapropriados de seus habitantes. E sim um personagem, talvez o mais antigo daquele local, talvez o mais antigo de qualquer localidade entre a latitude, a longitude e a altitude. O fundador da Viela de Badacosh, um visionário misantropo com a idade de 320 primaveras.
Um dia descobri que a vida é um vento que passa, é a chuva que cai lavando o que encontra em sua frente, mas é nos dias de sol que encontramos a luz que precisamos para seguir o nosso caminho. O ciclo da vida é viver evoluir e retornar a vida, somos energia renovável, nunca apagamos sempre seremos luz.
Olho pela janela e vejo a chuva cair. Olho e a rua e observo o quarto que um dia já foi meu lar. Agora, é apenas um lugar de passagem. Em breve vou embora, voltar para o lugar que escolhi viver e que abriu as portas para que eu pudesse viver novos caminhos. Não foi fácil voltar e reviver tantas memórias. Vejo as pessoas passando na rua com pressa para voltar para casa nesse dia tão frio e melancólico. É difícil não refletir sobre tudo que eu vivi nesse lugar. Tantas pessoas e lugares que deixaram marcas eterna no meu coração, mas que agora, não passam de velhas lembranças, que aos poucos, vão se apagando. Os anos passaram e eu fui me acostumando, mas nem tudo a gente pode esquecer. O tempo corre contra mim e eu já não tenho tanto tempo assim.
Olho pela janela do quarto que um dia foi meu lar e porto seguro e vejo a chuva cair. Agora, é apenas um lugar de passagem. Em breve vou embora, voltar para o lugar que escolhi viver, que abriu as portas para que eu pudesse trilhar novos caminhos. Não foi fácil voltar e reencontrar tantas memórias perdidas. Vejo as pessoas passando na rua, apressadas para voltar para casa nesse dia tão frio e melancólico. É difícil não refletir sobre tudo o que vivi nesse lugar. Tantas pessoas e lugares deixaram marcas eternas no meu coração, mas que agora não passam de velhas lembranças, que aos poucos vão se apagando. Os anos passaram, e eu fui me acostumando, mas nem tudo se pode esquecer. O tempo corre contra mim, e eu sinto que já não tenho tanto tempo assim. Muitas histórias mal resolvidas, muitos despedidas dolorosas. Mas o que posso fazer, se não seguir em frente?
Lá fora a chuva cai molhando toda a terra, mas em meu peito o sol queima em chamas sem arder; os pássaro procuram por um abrigo seguro, tentando da chuva se esconder; Bem aventurado foi o meu amor, que em seu coração abrigo seguro encontrou, e por causa da chuva as abelhas não colherás o mel das rosas, mal sabem elas que o mais doce néctar se encontra escondido em seus beijos.
“Ame a Chuva, ela nunca vai te abandonar, Ame o Sol, ele nunca vai deixar de lhe aquecer, Ame a Lua, ela nunca vai deixar de iluminar suas noites, Ame o Mar, ele nunca vai deixar de lhe surpreender, Ame as Estrelas, elas nunca vão deixar de lhe dar esperança para brilhar. Mas não desista de encontrar alguém que tem um universo no coração só para você.”
Eu amo a vida, Amo o céu quando muda de cor, amo o cheiro da chuva, amo as pequenas coisas que quase ninguém percebe, eu sou grato por tudo o que vivi, pelas risadas que dei, pelos abraços que recebi, pelos momentos que me fizeram sentir inteiro, mas ultimamente… tudo dói, dói acordar e sentir um peso que eu não sei explicar, dói sorrir por fora enquanto por dentro algo está quebrado, dói carregar lágrimas que não caem, palavras que não saem, sentimentos que ninguém vê. Eu não culpo ninguém, a culpa não é do mundo, nem das pessoas, nem de quem ficou, nem de quem foi embora, a dor simplesmente está aqui, e às vezes ela é tão grande que parece ocupar todo o espaço dentro de mim, eu estou cansado de ser forte o tempo todo, cansado de fingir que está tudo bem, cansado de lutar batalhas que ninguém sabe que eu enfrento, tem dias em que a solidão ecoa mais alto que qualquer voz, dias em que o silêncio pesa, dias em que parece que minha alma está pedindo descanso, mas, mesmo assim, eu ainda amo a vida e talvez seja isso que mais doa, amar algo e, ao mesmo tempo, não saber como continuar carregando o peso de existir. Se um dia eu me perder dentro dessa tristeza, que saibam, eu fui grato, eu senti, eu amei do jeito que consegui, eu tentei. Hoje eu só precisava dizer que está doendo, que eu não sou feito de ferro, que eu também quebro, que também tenho sentimentos, que sofro muitas e muitas vezes em silêncio pois não quero incomodar ninguém, e que, no fundo, tudo o que eu queria…era um pouco de paz dentro de mim, uma paz que talvez só venha quando enfim as luzes se apagarem.
Sempre contei com um sorriso em meus lábios, paz em meus olhos e um coração sereno. Sempre estou atenta às mudanças que a vida impõe a mim e, sem temer a chuva, ajoelho-me e agradeço pelo sol que me faz esticar as curvas do meu caminho, eliminando os asfaltos íngremes causados pelas tempestades. Abraçar o instante é saborear a passagem do agora, condição que se faz em prover a vida no presente. Tristeza muita vezes é inevitável, mas a felicidade é a imperativa necessidade de se viver em harmonia com o cosmo, com a natureza, com as pessoas e, sobretudo, comigo mesma. Nem sempre estou feliz, porém quase sempre busco trazer a todo custo sorriso em meus lábios, paz em meus olhos e um coração sereno. Acho que isso já é um bom começo de vida e um excelente “pé de meia”.
