Textos de Chuva
Olhando pela janela do meu quarto, vejo cada pingo da chuva cair e se juntar a todas as outras que já estavam juntas ao chão. Queria que você olhasse essa mesma imagem, e percebe - se que cada gota de água dessas é como se fosse, uma lágrima que escorreu sobre a minha face, e o motivo? Você. O meu maior sonho, seria olhar para o deserto e ver cada grão de areia encontrados por lá, como se fosse um sorriso meu, pelo mesmo motivo. Mas infelizmente, se nós formos realistas e pensássemos dessa maneira, hoje o deserto estaria sem nenhum sinal de areia.
As estradas, as montanhas, os mares, a chuva, o frio, o calor, o medo, as dificuldades impostas pela vida, toda distância estendida em minha frente... Tudo isto não é nada, nada diante da sua imagem que faz você se impor presente e tão perto de mim, mesmo que seja apenas assim, quieta, única dona absoluta do meu pensamento comprido.
A chuva molha minha face e se mistura com as minhas lagrimas, você se foi sem mim. Ouve momentos de alegria e paz quando você estava comigo! Mais você se foi.! Seu amor e seu corpo me aquecia, tinhamos um ao outro e agora não tenho nada. O frio me domina, minhas lagrimas me fazem companhia e a chuva que molha a minha face me lembra que estou viva e só, sem você. É o nosso fim!
Lá fora a chuva não parava de cair e isso me fazia pensar em nós dois. A música passeava por meu corpo, me invadindo pouco a pouco. As batidas do meu coração iam aumentando a medida que as lembranças surgiam. Eu pensava em tudo; quando te vi a primeira vez, a certeza que nós ficaríamos naquela noite, o seu sorriso me envolvendo tão rapidamente e o seu olhar. Aquele olhar penetrante e ao mesmo tempo protetor, um olhar que mais parecia um abraço. O vento levou tudo isso, mas eu sei que na hora certa uma brisa leve vai trazer cada momento de volta. O que me da essa certeza? As suas palavras que todos os dias ecoam na minha cabeça: "Você ainda será parte permanente na minha vida! Não sei quando, nem onde, só sei que será".
Agora a chuva engrossou, e a cada minuto ela fica mais forte. Algo me diz pra ir lá fora e contemplar a chuva, mas eu quero ficar aqui deitada na cama escrevendo. Minha escrita é que nem esses pingos de chuva lá fora, ás vezes fina, pouca e suave. Por vezes, grossa, e cheia de emoção e mistérios.
São 2:47 da manhã, dia 19/12/2020. Lá fora ouço o barulho da chuva cair na calha de lata, e um pingo mais alto se destaca! Acordei que nesse friozinho da uma vontade de ir ao banheiro ( que raiva rsrsrs) Do lado da minha cama na sua cestinha dorme a minha gatinha. A Luna, uma gata preta que agora de madrugada resolveu se lamber, tomando seu banho chek hahaha. Mas não foi pra isso que resolvi escrever, foi para detalhar o momento, o ambiente, o barulho da chuva.... E isso tudo me fez lembrar de vc, das sensações, do frio na barriga, da paixão. Engraçado, eu sabia que ia terminar um dia, mas eu não sabia que seria o último beijo intenso, o último cheiro, (ainda sinto seu cheiro aqui na minha memória, Llily do Boticário rsrs) o último frio na barriga. A minha última paixão... Sensação boa, que faz falta, que acredito que nunca mais vou sentir. Engraçado que quando temos não damos valor, mas quando perdemos faz uma diferença enorme em nossas vidas. Lembrei do Roberto rsrs. Vc foi o maior dos meus casos, de todos os abraços o que nunca esqueci, das lembranças que eu trago na vida vc é a saudade que eu gosto de ter....
Aquele cheiro de terra molhada a brisa fresca da chuva, um olhar solitário olhando a rua, vejo tantas coisas importantes mas, sem importância no momento, a chuva sempre trás o vento, o vento sempre trás o frio, bom o frio já sabe e eu aqui sozinho já viu, pensamentos embaçam minha mente como a chuva nas vidraças, o vento sussurra um nome, suave como as águas que escorre pelas calçadas...
7 de setembro, ou tem muito sol, ou muito frio, ou muita chuva. Dia em que as crianças são submetidas às longas filas e a cantar um hino que jamais entenderão. Francisco Manoel não provocou tédio pela letra, porém pela inversão causa euforia em cada brasileiro patriota vítima dos discursos hipócritas e falácias palacianas. Quem dera uma manhã nostálgica de cantares de pássaros e sons de água de cachoeiras às margens do Ipiranga desatreladas de gritos por liberdade.
Aqui fica um sentimento, abandonado dentre as cinzas de um dia frio. Um bjo na chuva, um delírio entre risos, sentimentos diversos e adversos, coragem foragida, medo evidente, pensamentos incertos. Quantos passam pela mesma situação, quantos querem ter-te. Oh! Me indaga está realidade, me entala essa vontade. Sem mais explicação, pois nunk se explica um coração....
Esse tempinho chuvoso, friozinho gostoso, combina com bolinhos de chuva. Saudades da minha mãe, saudades da dona Amélia e dona Inhana. Hoje, lavando a louça, olhando pelo vitro, vendo a chuva caindo, as lágrimas escorrendo pelo rosto, uma dor no peito e um nó na garganta. Voltei ao passado, senti a presença espiritual, e recordei os melhores momentos da minha infância e da minha vida.
No universo contemporâneo, o guarda chuva do diagnostico cresceu muito em toda sociedade, e com isto vários comportamentos diferentes nas crianças, jovens e adolescentes são erroneamente vistos e taxados como sinais de bipolaridade e autismo. Mas na verdade não são, são apenas defesas e desvios comuns da personalidade que ainda responde perguntas.
Na estrada da vida, sob o sol e a chuva, caminhamos com passos incertos, sem trégua. Altos e baixos, curvas e retas, nossos corações, às vezes, em apuros e dilemas. Mas não desistimos, não nos rendemos, pois sabemos que a jornada é o que vivemos. Recomeçamos a cada amanhecer, mesmo quando a dor parece prevalecer. Nos momentos de perda e desalento, encontramos força para seguir adiante. Como uma fênix renascendo das cinzas, nossa resiliência nos guia, sem pressa. E quando nos sentimos perdidos e feridos, lembramos que a esperança não está vencida. A vida é uma dança, um eterno movimento, e sempre podemos recomeçar, a qualquer momento.
Não culpe os ventos; são eles que possibilitam a contínua dança das flores. A chuva, além de lavar o ar e reviver o chão, é água que conta história. O escoamento das águas, sempre ignorado, é como o leito de um rio que sonha. E o luar, esse é o poeta dos mares, que escreve versos nas marés e determina suas próprias beiras e bordas. A natureza é fúria e afeto, início e fim. Importante para nós é aprender a viver em harmonia com os segredos das árvores e das pedras, pois quando o assunto é o meio ambiente, a única opção além de coexistir é desaparecer.
Talvez toda essa melancolia talhada em meus pensamentos seja como as gotas de chuva que caem livremente sobre o vasto colchão de terra, talvez até as folhas que voam pouco a pouco ao soprar do vento estejam dando os passos que eu imaginei para mim no dia seguinte, será que a canção que o silêncio canta ecoa no brilho dos olhos daquele menino que brinca em baixo da árvore mirado por aquela frecha de luz, porque minhas mãos tremem até mesmo quando sei o que fazer, minhas costas doem de ficar sentado todo esse tempo, minha visão já está embaçada, eu não queria dormir mas vou aproveitar pra sonhar.
Flôr DelicadaQuem me dera poder proteger suas pétalas,da chuva amarga que cai sobre elas,do vento tórrido que te abrasa fortemente,da solidão que sempre se faz presente. É maravilhosa a sua delicadeza,seus traços finos exibem a beleza,de uma flor frágil e delicada,uma menina que anseia ser amada. Tua bondade é tua fragrância,teu amor resplandece qual chama divina,se destacando diante de tudo em sua volta,como uma flor única e graciosa. Quero soprar contra os ventos que te assolam,regar tuas pétalas com amor e ternura,pisar sem piedade sobre aqueles que te pisam,e não deixar cair sobre ti a chuva amarga. Fostes plantada num mundo cruel e ingrato,aonde o mais forte oprime o mais fraco,plantada sob o Sol abrasador e tórrido,e diante das intempéries do tempo perverso. Continuarás a exibir-se exuberante,suas cores serão vistas eternamente,seu perfume continuará encantando,mesmo diante de qualquer pesadelo. Teu amor conquistará pequeninos e a grandes,apaziguará suas dores e seus temores,que serão apenas,lembranças …
não quero não existir? Ao fazer esse pedido é saber que não haverá sol amanhã,tão pouco a chuva que a vida se renova,ou não ter a primavera,e tão pouco a lua no seu explendor se fazendo em noites de luar. Sua existência se dá para sorrisos conquistar, corações a pulsar pela beleza de tu mulher que única és. Há menina moça,que muitas vezes lhe fiz em versos e poemas,pois de mim as palavras mais belas consegues retirar da minha existência de ser poeta;ou mesmo um ser apaixonado por uma mulher ou talvez sejas um anjo enviado dos céus, para a vida de poucos corações que nunca se permitiram amar verdadeiramente um dia sofrer por amor,amor que decidi um dia entregar.
Não permito que a distância seja maior que o amor. A chuva veio e se foi.. O sol se levantou, e se deitou no horizonte...a noite chegou e o vazio tomou conta. Guardei meu silêncio, no tempo da incerteza do medo. A insegurança e o medo não consegue dominar minha mente fazendo a coragem ficar em silêncio.
Mais uma vez a chuva se apresenta com as suas gotas agrupadas, voltadas para um único propósito, mas algumas sempre se destacam mais que do que outras num lindo espetáculo de águas, proveniente de um céu grandioso, banho de força, de avivamento, som que transforma, tom de renascimento, movimentos profusamente expressivos em um momento evanescente ou durante um tempo demorado, apresentação incrível, emocionante, facilmente, notável.
Em certas tardes chuvosas com a chuva que cai dos meus olhos por olhar em volta e receber a visita da grande saudade que sinto de ti e dos momentos valorosos que vivenciamos juntos, os quais não voltarão, eram repletos de simplicidade, felicidades momentâneas, porém, marcantes, confortos em meio às adverdades, o amor entre nós era uma constância, uma notória preciosidade, agora, só consigo revivê-los em algumas das minhas melhores lembranças, uma forma de trazer-te para perto, de acalmar meu coração, assim, para de chover, seco meu choro e relembro que foi uma dádiva de Deus ter tido a tua presença no meu mundo e que se fosse possível e ficasse pelo menos por uma instante na tua frente, diria que ainda continuo amando-te constantemente e que ficaria extremamente feliz se um dia nos encontrássemos novamente.
Desde a minha infância, que eu tenho o gosto peculiar de admirar os relâmpagos das noites de chuva, grandes flashes de luz na imensidão celeste, brilhando entre as nuvens, preso a uma satisfação momentânea, a qual fica ainda mais intensa quando os fortes trovões também se apresentam com a sua poderosa sonoridade e o que outrora era apenas um regalo divino aos meus olhos, hoje desperta por incrível que pareça algumas reflexões, emoções de tranquilidade, um pouco de estabilidade para minha mente agitada, às vezes, dispersa, nem sempre compreendida, trazendo ricas inspirações, as essencialidades que dão vida a certas palavras, poesia claramente expressiva, que possui sua alma poética, consistência significativa, que cativa e se liberta.
