Texto Sobre Silêncio
Que dezes tu no teu silêncio
Que tanto me faz falar
Sera,se calhar estas a contemplar
A manobra pela obra de te conquistar
Arte em que estas a me formar
Que dezes tu na horas de luar
Noite em que devia me deitar
Mas em ti estou a pensar
Como planta sem raiz sou seu apreendiz
Palavras roubadas no olhar
Distraem o coração
Fiz da sua confusaõ minha manção
No tino da paixãn minha prisão
Que dezes tu de segredo sagrado
Que dezes tu que me fazes prostrado
Que dezes tu que me fazes rei em pele de escravo
Que dezes tu que faz te rosa em alma de cravo
Que dezes tu que não me deixa a salvo
Por que se esconde por detrás do silêncio
que à minh'a alma fere e sangra?
Onde está você agora?
Por que renegas o meu chamado?
O que pensas que fazes com o meu coração?
Acaso, não tens piedade em teu coração?
O que pensas?
Acaso eu o deixei em tuas mãos aos pedaços?
Por que o dilacerastes?
Acaso, é tão impiedoso a ponto de se calar
Diante de tanta dor?
Não te reconheço mais...
Quando fostes que mudasses tanto assim?
Ou será que fostes sempre assim?
Não sei mais o que pensar...
Dilacerado, o meu coração estás
Em que pedacinho do mundo você se esconde agora?
Será que estás a observar-me o quanto sofro pela tua ausência?
Ou será que não sentes mais minha presença?
Onde estás agora?
Por que o silêncio te conduz?
Não vês que sinto tua falta?
Clamo pela tua essência...
Pela tua presença...
Onde está você agora?
SÓ PRA NÃO FICAR ENTRE NÓS!!!!!
Só vou passar por tudo isso em silêncio porque tenho você.
Só farei tudo que terei que fazer em silêncio porque tenho você.
Meu silêncio é mais um protesto do que obediência, mas eu tenho você e assim mau silêncio pode ser uma redenção diante do todo feito e do todo vivido.
Só me dedicarei a ser o que tenho sido e em especial serei o que preciso ser em silêncio porque hoje tenho você e mais ainda, tenho outros motivos.
Só me calarei porque sei o quanto é pesado esse fardo que eu coloquei em suas costas!
Só me calarei diante de algo que julgo intolerância em submissão ao seu bem estar emocional, físico, intelectual e psíquico.
Só permanecerei silenciosamente prostrado diante de algo que fere a minha independência ideológica, por ver que minha rebeldia lhe traria mais desconforto no cotidiano.
Nunca serei escravo ou submisso a algo que julgue distante demais do que tenho em mente, mas nesse caso eu tenho você.
Nada me fará abandonar minhas convicções, porém darei um passo para traz em nome de bem mais do que quem deveria enxergar e apenas ver o próprio pé.
Atrás de cada pé, existe o rastro não importando o tamanho, mesmo parecendo um desabafo de frustração pela incapacidade de uma reação digo que dias mais claros virão.
Quando me propus a ter uma extensão da minha existência, em momento algum houve uma noção do modo como isso se daria, tão pouco que seria divido, mas isso se deu precisamente assim e é assim que terá que ser, nunca em minha existência reneguei algo que seja inerente a mim, unicamente.
Nunca quis ser a salvação da lavoura alheia, mas a minha sempre esteve em minhas mãos!
Agora deixo definitivamente as coisas tomarem o rumo que devem toma, mas dedicarei meu tempo para tornar minha existência melhor, para fazer de mim a bandeira de mim mesmo, e dentro disso colocar apenas o que for conveniente, saudável e vocês estarão sempre comigo! Eu serei eternamente vocês, mesmo quando vocês decidirem ser apenas coces mesmos.
Guardo para o amanhã tudo que eu não puder viver hoje e deixo que o futuro se encarregue de fazer as mudanças necessárias para o bom andamento de tudo aquilo que hoje nos parece equivocado, e ressalto que o que vivemos é uma questão de escolhas que nós mesmos fazemos, portanto somos DIRETAMENTE OS RESPONSAVEIS PELAS CONSEQUENCIAS DE NOSSAS ESCOLHAS. ELAS INTERFEREM DIRETAMENTE EM NÓS E AQUELES QUE NOS CERCAM.
Apenas se sentiam, e no profundo silêncio mergulhavam, pelos olhos podiam ver os mais lindos pensamentos, o tempo voava, tornando-se o maior inimigo deles, que almejavam congelar aquele momento para sempre.
Ela fechava os olhos, sentia-se segura nos braços dele, que se achava bem aventurado.
Assim que trocavam o último beijo, começavam, involuntariamente, a reviver cada momento que passaram juntos, cada beijo, cada olhar, cada suspiro, cada palavra, cada gesto. Fazendo isso, conseguiam aliviar a saudade vindoura.
NÃO DURMAS 🦋
Não durmas por favor
Olha que as dores habitam
Em mim, como o silêncio
Que descansa nos meus olhos
Vê, sente a minha alma
Nesta inquietude que tenta
Adormecer em mim
Como o vento que faz lá fora
Nas soltas palavras entre a brisa
Que se sente em pensamento
Sentinela com asas nas dores
Que tento com fúria minha guardar
Torno os sonhos num orvalho
Nuns sons despedaçados no regresso
Folhas secas que teimam em cair
Não durmas neste deambular meu
Pelas palavras da minha escrita
Letras que escrevo com sentido
Sentimento que tenta voar ao infinito
Agora entendo, que o lugar onde posso te encontrar é aqui dentro de mim.
No silêncio do meu ser, quando me ponho em tua presença, posso encontra um lugar, um lugar onde não há mais nada a não ser eu e você Jesus. Um lugar onde não existe barulhos ou distrações, um lugar onde eu posso vê-lo com teu amor olhando para mim, um lugar onde me deito em seu colo e me aconchego bem perto de ti, um lugar onde eu sempre quero estar aqui, aqui dentro de mim mesmo onde o Senhor habita, aqui onde o Senhor soprou o fôlego de vida que simplesmente é a sua presença. A presença mais real que podemos sentir que é o seu respirar em mim.
VANITAS
Só, em silêncio, a inspiração tímida e fria
Poeta... A prosa sai tremulante e inquieta
Rascunhando a estrofe em uma linha reta
De ilusão secreta, dor e suspiro em agonia
Febril, sua o devaneio, amotina a euforia
Bravia a alma grita, palpita, e então espeta
O nada, por fim, quer ser qual um profeta
Iluminado, falante e de alucinada idolatria
Poeto... cheio da minha imaginação cheia
Nascente do meu mais abismo profundo
E desagregada das paredes da teimosia...
Farto, agora posso descansar a cavalaria:
As mãos nervosas e o coração moribundo.
Arranquei-ti-ei pra vida, vivas tu ó poesia!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Madrugada
Há aqueles que dizem amar o silêncio da madrugada. Com o passar dos dias, notei que de silenciosa a madrugada não tem nada. É um som tanto peculiar. São pessoas com os pensamentos a toda intensidade, são aqueles que dariam tudo para não pensar em nada. São aqueles que calculam suas horas que ainda restam até que tenham que começar um novo dia. São aqueles que morrem de amor, pobres sofredores do amor… São os loucos, são os poetas, são os líricos. São os que sentem demais, e os que não sentem nada. São aqueles com um universo de coisas boas em seu interior, mas que não fazem idéia de como usar isto. São os que carregam mais peso emocional do que qualquer outro. São dos que amam as estrelas, e sua eterna companhia. São dos que amam as luzes e ruas vazias. São dos que amam o som do vento uivando no lado de fora. São dos que não foram esquecidos, mas sentem que como se fosse. E não é nada mais do que uma simples madrugada.
A NOITE
Oh! jornada negra! O silêncio debruçado
Lá fora... um raio rasgando o céu, espia
A minha alma, teimosa, cheia de porfia
Fria, chuva que cai, molhando o cerrado
No horizonte desfalece a luz do fim do dia
No céu tenebrosa, a lua, e o quarto calado
E só, trevoso e largo, o trovão estardalhado
Troando a solidão da chuvosa noite vazia
Devassa... oh! jornada escura de loucura
Que estardalhaça no peito suspiro fundo
E excarcera o medo sem qualquer ternura
Pobre umbroso de arrelia, e moribundo
O sono, pávido e prostrado de amargura
A noite, chuvosa, faz-se lento o segundo.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 25 de outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Dias cinzentos
Exerço o meu descanso
Liderança do meu silêncio
Vida que passa a correr
Anjo que fez pausa
Voando todos os dias
Deixando a sua marca
Recebendo seus recados
Tentando entregar milhões de pedidos
Aqui fecho os olhos e recarrego as baterias
Deixando a noite se envolver e sentir o seu frio me trespassando
Assim irei aglomerando o meu viver
Assim respiro....
(Adonis silva)10-2018)®
Sobrevivendo no Silêncio
Dentro do meu quarto eu choro
Sozinho triste e abandonado
Para você eu imploro
Ajude esse coração apaixonado
Queria ter você ao meu lado
Acordar todos os dias e te ver
Mais vivo sozinho largado
Sem um Amor que sempre quis ter
Cada dia que passa sofro mais
É uma angústia, uma dor
Não sei mais o que fazer
Preciso do seu Amor
Você me pede tempo
Tento viver esperando
Quero chorar todos os dias
Sinto o sofrimento aumentando
Volte para mim eu te imploro
Sem você já não sei viver
Por você eu faço tudo que eu posso
Faço tudo para te ter
Reticentes
-Dois pontos, travessão,
Mas o silêncio era completo.
…
-Dois pontos, travessão
Apenas uma reticências
…
Se todos os magos, cartomantes
Se todos os profetas e gênios
Pudessem ouvir aquela profunda
Pausa…
Não saberiam o que passava
Naqueles pequenos olhos
…
Só Deus poderia dar pistas
Mas, Ele também não quis
Guardou o profundo silêncio
Sigiloso daqueles olhos
…
Daqueles que eram profundos
Serenos… Moles… Lentos… Meigos…
….
Escondiam um universo inteiro!
Deixavam-nos navegar em dúvidas
Com medos, receios…
Mas…
…
Antes aquelas pausas profundas
Que uma boca torta que fala besteiras
…
Antes um segredo bem guardado
Que palavras lisonjeiras
…
Antes a morte da voz caduca
Do que a vida da criança boba
Loquaz, matraqueira
…
Antes a paz dos profundos
Silêncios e reticências.
O silêncio
As vezes o silêncio so precisa de um pouco de espaço pra ficar.
As vezes ele só precisa de um pouco da sua atenção para ensinar...
O silêncio e pai da sabedoria, irmão da sensatez, é o único momento onde se pode refletir realmente sobre o que somos, quem somos e o que seremos. As vezes o silêncio esta aqui e voce nem percebe porque ele chega assim, devagar
...devagarinho ele toma conta de voce, e quando voce ver e sómente o silêncio que ira te satisfazer.
SÓ O TEU AMOR 🌹
Só o teu amor que me olha
Em silêncio num verso
Deserto de ti onde perco-me
Encontro-me para inventar-me
Criar-me nas palavras feridas
Escritas numa mortalha
Entre a despedida da morte
Ferida no peito de uma flor
Numa ilusão que paira no ar
Amordaça a imensidão
Tocando o lindo céu
No sonho do tempo
Amantes de afago no infinito
Escrito num velho mundo perdido
Das noites passadas em claro
Sem ti meu amor
Escrevo que vou ao inferno
Não importa onde eu esteja
Ou o que faça, o meu coração é teu
E eu sempre te amarei
Só o teu olhar me salva
Destas trevas cruéis
Pois este é o meu lamento
Numa jornada final em que me ajoelho
Diante de ti meu amor
Lágrimas de mim para ti
Minhas valsas são no
Silêncio das coisas, nós
Movimentos que pausa
Mais continua os ritmos.
Tem sempre um silêncio
Perdido na troca de olhares,
Um mundo sempre pôr traz
Deles, quais são as tua flores.
Rosa sempre vêm comigo e
Agora também dois botões
Consumi meus silêncio de
Barulhos perdidos na ninha
Cuca nuca louca.
Obrigado senhor!!!
Oraçao em Agradecimento.
Simone Vercosa!!
Senhor,
No silencio desta noite eu me aproximo de ti,com humildade, agradecimento e muito amor.
Venho pedir-te bençaos para tdas as pessoas desprovidas de alimento e de um teto.
Venho pedir-te senhor, por tdas as pessoas infermas,pela cura.
Venho pedir-te pela paz mundial
Venho pedir-te pela uniao de todos os povos.
Venho pedir-te pela consciencia de uma sociedade mais justa e solidaria ,mais fraterna.
Venho pedir -te pela humanidade,pelo amor ao proximo.
Venho pedir-te pela preservaçao dos valores espirituais.
Venho pedir-te senhor, pela uniao de todas as familias.
Venho pedir-te pela preservaçao da natureza e dos animais.
Venho pedir-te pelas criancas, jovens, por essa nova geracao, para que crescam jovens sadios e conscientes jesus.
Venho pedir-te pela tolerancia
Venho pedir-te conforto a todos que estao aflitos e necessitados, e precisando do seu carinho e aconchego neste exato momento.
Venho pedir-te por todos os meus,por todos aqueles que eu amo.
Venho pedir-te luz, brilho, harmonia e serenidade, e muito amor.
Venho pedir-te jesus, com toda a força do meu coraçao, com toda a pureza de uma simples e pobre alma
Obrigado por me ouvir agora
Obrigado senhor,
Amem,
Agradeco-te senhor.
Amem!!!
Simone Vercosa.
A CURA PARA O SILÊNCIO
A conversa se logo dissipa
Os olhares se encontram
E o silêncio é que fica...
Meus lábios logo tremem
E procuram pelos teus
Tua mão sobre meu seio
Atiçando enormes desejos meus
Eu tiro a sua mão
E controlo o incontrolável
Ela desliza suavemente sobre meu corpo
Desce sem pudor sobre o meu vestido
E antes que eu perceba já está em baixo do sedoso tecido...
Sussurro no teu ouvido, um mudo grito cálido
Palavras impróprias, desejos ardentes
Eu já lânguida estremeço
Meu delicado corpo pálido...
Se gostou curta/siga:
Face: Versos Sem Vergonha
Instagram: @versossemvergonha
Fome.
Ah, a trégua do meio-dia!
No silêncio pós-prandial
Saciado, nem cachorro latia
Naquele tempo eu cria
Que haveria paz mundial
Se não existisse barriga vazia
Mal sabia
Que a fome
Até a fé me tiraria
Não por mim, eu comia!
Mas por quem não come
Pela criança que nem sei o nome
Pouco importa como se chama
Comia biscoito de barro
Olha que sarro!
Era manteiga com lama.
Dalí pra frente
Era impossível continuar crente
Não importa o quanto argumente
Nada justifica a ação displicente
De dar o corpo e privá-lo do que o sustente
Não é um ato de amor
Definitivamente!
Poderia julgar indiferença
Ou incompetência
Mas, pra não falar em rancor...
...concluo inexistência.
23/09/15
Pra falar de amor...
Eu não entendia o que ouvia
Até você me apresentar a voz do silêncio
Eu não conseguia expressar o que queria
Até você me ensinar a apenas sentir
Eu não conseguia enxergar
Até você me abrir os olhos
E conectar seus olhos nos meus
E num abraço
Seu cheiro no meu
Seu corpo no meu
Seu coração no meu
E tornar-se
Não apenas um, mas dois
Dois corações que se completam
Se complementam
Se apoiam
E voam juntos
Pra qualquer direção.
Sob declínio da vida
o sentimento empobrecido
sombria voz do silencio
me diga o que ouve?
tantas coisas podem ser ouvidas?
tantos desejos podem ser sentido...
dentro de um mundo ausente,
sempre a palavras de amor e rancor,
denoto sua sede num mar atenuante,
todavia sendo a brisa do sentimento
balbucias entre o descrente por amar,
se abandonou em meros momentos...
tenha si com o destino cruel abrasador,
lamurias que são infâmias do caso,
lhe darás a traição intimo estado de silencio,
absoluto ar de um veneno que mata por dentro,
as entranhas se torcem no aspecto do anoitecer
a vida perde o sentido quando se ama para sempre.
por Celso Roberto Nadilo
Triste destino lamurias que calam.
