Texto Sobre Silêncio
TÁ NA SALA
Tá na sala o povo chegando,
Pra última despedida,
Uns trazendo no silêncio
As lembranças desta vida.
Eu, deitado, observo tudo,
Sem poder dar mais um pulo,
Pois já terminou minha lida.
Tem gente que fica calada,
Relembrando o que passou,
Revendo antigas histórias,
Tudo aquilo que viveu.
Outros dão boas gargalhadas
Das minhas velhas presepadas,
Das peripécias que aprontou.
Um lamenta a minha perda,
Diz que eu era bom amigo,
Outro fala: “É muito triste,
Nunca pensei nesse perigo.”
E entre um suspiro e outro,
Vão lembrando do meu rosto
E do tempo que esteve comigo.
Tem conversa sobre o presente,
Sobre a vida e a situação,
Enquanto alguém, bem baixinho,
Puxa outra recordação.
“Ele fez isso certa vez...”
E começa outra história
No meio da reunião.
Uns contam contos do falecido,
Que eu jamais pude imaginar;
Cada qual tem sua lembrança,
Cada qual tem seu contar.
E eu escuto em silêncio,
Percebendo que, no tempo,
Já não posso mais falar.
Chegam amigos e parentes,
Para os meus confortar,
Dão abraços apertados,
Tentando amenizar.
Mas, olhando aquela cena,
Descubro, sem mais problema,
Que não posso mais voltar.
Observo todos na sala,
Cada gesto, cada olhar,
E começo a compreender
O que é enfim descansar.
A conversa continua,
Mas minha voz ficou na rua,
Não tenho mais como falar.
Foi então que eu percebi
Que a vida tinha passado;
Eu estava ali presente,
Mas já não era mais lembrado
Como alguém que estava vivo.
Eu era apenas o motivo
De todos terem chegado.
Tá na sala a despedida,
Tá no rosto a emoção,
Tá no canto de um amigo,
Tá no abraço de um irmão.
E entre lágrimas e risadas,
Vão fechando as minhas estradas
Sem nenhuma explicação.
Quando o talude se fecha,
E termina a derradeira passagem,
Pela porta saio sozinho,
Sem bagagem, sem viagem.
Não levo ouro nem dinheiro,
Nem relógio, nem roteiro:
Só aquilo que fui na passagem.
A última porta se fecha,
E o silêncio toma o lugar.
Deixo a sala, deixo a casa,
Deixo o mundo e seu falar.
E sigo, sem mais demora,
Meu destino vida afora,
Para onde ninguém pode voltar.
Tá na sala!
Foi assim que eu compreendi:
Enquanto vocês se despediam,
Eu também me despedia de mim.
Minha pesquisa atua na tensão entre silêncio e forma, onde o íntimo se afirma como presença.
A partir desse território, expande-se para questões coletivas e políticas, atravessando os impactos da colonização, as violências contra povos indígenas e mulheres, e os conflitos ambientais ligados à monocultura do eucalipto, ao uso do mercúrio e à exploração de energia fóssil.
Lilian Morais
Eu me digo o que ninguém ousa
porque o silêncio sempre cobrou caro demais.
Aprendi que não nomear
é permitir que o erro volte
com outro rosto
e a mesma violência.
Eu não fui feita para a paz passiva,
mas para a vigília.
Observar é um gesto ético.
Falar é uma forma de cuidado.
Quando digo o nome das coisas,
não crio conflitos
eu interrompo ciclos.
Não carrego culpa que não é minha.
Carrego palavras.
E palavras, quando ditas no tempo certo,
impedem a repetição do horror.
Eu falo
porque existir em silêncio
nunca me protegeu.
Lilian Morais
O Idioma do Teu Silêncio
Sou a maré calma que deságua nos teus pés,
o sopro suave que devolve ao teu peito o desejo de voar.
Aprendo o idioma em que tua alma sussurra
e sou o abrigo perfeito quando o mundo te cansar.
Toco o teu tempo com a delicadeza do vento,
desarmo tuas certezas e desfacho qualquer solidão.
Sou a luz branda que ilumina os teus escuros
e o mapa secreto que guia o teu coração.
Decifro o mistério que habita a tua pele,
transformo cada instante da tua vida em poesia.
Te amo na fresta mais quieta da noite
e te vejo despontar como o próprio nascer do dia.
Invento para nós um refúgio sem pressa,
onde o medo não ousa entrar e o tempo aprende a parar.
Sou para você o que a lua é para a noite:
a razão mais bonita e serena de se iluminar.
ENTRE A LUA E O SEGREDO
Há quem goste da Lua,
eu gosto do que ela esconde.
Do silêncio que ilumina,
mas nunca revela de onde
vem aquilo que se sente
quando ninguém está olhando.
Há quem prefira o Sol,
eu prefiro o seu calor.
E talvez seja por isso
que eu tenha tanto medo do amor:
porque algumas coisas aquecem
antes mesmo de serem chamadas de amor.
Tem o café,
sempre quente entre as mãos,
e aquele gosto amargo
que guarda doces intenções.
Tem livros abertos sobre a mesa,
páginas cheias de histórias,
enquanto uma coruja observa
como quem conhece todos os mistérios
que eu ainda não tive coragem de contar.
Talvez seja no ensino
que eu tenha aprendido a esconder.
Ensinar palavras,
ensinar caminhos,
ensinar tantas coisas...
menos a mim mesma
a explicar o que sinto.
E existem as crianças,
com seus olhos sinceros,
que ainda não aprenderam
a disfarçar sentimentos.
Talvez por isso eu tenha medo delas:
porque criança pergunta,
percebe,
e às vezes enxerga
o que adulto passa a vida tentando esconder.
Há girassóis,
que insistem em procurar o Sol.
E há orquídeas,
que florescem em silêncio,
como certos sentimentos
que ninguém vê nascer,
mas que, quando percebidos,
já criaram raízes.
E então existe você.
Sem explicação.
Sem aviso.
Sem motivo que eu consiga nomear.
Eu apenas sinto.
E talvez esse seja o meu maior segredo:
não ter medo de sentir,
mas de descobrirem
por quem eu sinto.
Porque se alguém perguntar,
talvez eu fale da Lua.
Do Sol.
Do café.
Dos livros.
Das flores.
Das crianças.
Do ensino.
Da coruja...
Falarei de tudo,
menos de você.
Porque existem sentimentos
que não precisam ser confessados
para serem verdadeiros.
Alguns só precisam
continuar florescendo
onde ninguém consegue ver.
O Silêncio do Tempo e a Ilusão do Mundo
A morte nos revela a face mais realista da nossa passagem por este plano. Quando partimos, os primeiros dias são cheios de lamentações, homenagens e palavras bonitas. No entanto, o tempo é um rio que não para de correr. Passada uma semana, alguns meses ou um ano, o mundo segue o seu curso, os sorrisos voltam e a nossa existência vai sendo lentamente guardada nas gavetas do esquecimento. Quase ninguém mais fala ou lembra que um dia estivemos aqui. As raras exceções são os nossos pais, cujo amor sagrado desafia a própria morte e nos acompanha para sempre. Compreender essa efemeridade é o maior despertador para a alma: se o mundo nos esquece tão rápido, por que passamos a vida inteira abrindo mão de quem somos para tentar agradá-lo? De que adianta viver para os outros, se no final o que resta é apenas a prestação de contas entre a nossa alma e o Criador? Viva para Deus, viva para quem te ama de verdade e pare de se anular por um mundo que amanhã não se lembrará do seu nome.
O silêncio é a maneira mais simples e direta de perceber quem realmente tem sintonia com você. Fique em silêncio na presença de alguém. Se essa pessoa começar a se incomodar, demonstrar impaciência, fazer gestos excessivos, buscar distrações ou inventar desculpas para se afastar, é um sinal claro de que a conexão entre vocês não é espontânea.
Quem realmente combina com você não precisa preencher o silêncio com palavras forçadas. O verdadeiro encaixe acontece quando a presença do outro, mesmo sem dizer nada, é confortável e natural.
O Topo e o Silêncio
Duvido do passo incerto dos homens,
Da palavra que o tempo desfaz.
Duvido de quem sou e de quem somos,
Na busca constante por paz.
Mas nunca, nem por um instante,
Duvidei de Quem tudo refaz.
Quero a fartura do verbo e do verso,
Um mar de palavras para falar ao mundo.
Mas se a voz de Deus ecoar na minha alma,
Quero o silêncio mais puro e profundo.
Que a minha fala se cale no peito,
Diante da Força que rege o segundo.
Tudo o que penso, o que sinto e o que sou,
Minhas emoções e o meu próprio caminhar,
Não nascem de mim, pertencem a Ele,
Que é o topo e a luz a guiar.
Que todo o meu saber se dobre em reverência,
Pois sem a Sua mão, não há onde chegar.
E quando a hora do adeus me chamar,
Partirei leve, de mãos para o ar.
Não levo nada da terra ou do chão,
Mas deixo o que a alma pôde ofertar:
Tudo escrito, gravado no tempo,
Para quem quiser ler e sentir o meu amar.
O poeta incomoda incomoda o silêncio
até que ele sai da frente de frases prontinhas nas coisas que tão...
que são que acontecem...
Incomoda a ausência
de assistência
poética.
O mais do mesmo é vírus malicioso
inimigo da linguagem ele ataca
o pensamento prova falta de
imaginação levando a
repetição que não
cuidada bloqueia
a autenticidade
Cuidado se sentiu vício delinguagem procure um trava-língua
próximo a sua razão
E imagine com mais imagens.
(Leonardo Mesquita)
A experiência do borbulhar de palavras
chamando o olhar ao barulho do silêncio que da mente brota
fluindo frases que leva
o olhar poema afora
com o barulho das palavras
rolando a história
nessa brincadeira agente olha
a água que molha
a garganta da mente
que tagarela corre com a palavra
certa para a frase inquieta
que sem a palavra: puf
Leonardo Mesquita
Gigante: O amigo que mudou tudo.
_“Onde o silêncio encontra o ritmo, nasce a cura.”_
Sinopse
Maria e Pedro não tinham tempo para rótulos. Exaustos pelo trabalho, viam as crises de seu filho Antônio (5 anos) como problemas de disciplina que o afastavam de um diagnóstico que teimavam em ignorar. A negação, porém, é quebrada com um ultimato da escola que os força a encarar a realidade: Antônio tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), Nível de Suporte 2. O diagnóstico é apenas o começo de uma jornada de descobertas.
Sem saber por onde seguir, a família busca refúgio na fazenda do tio Carlos, onde Antônio encontra um elo improvável: o imponente cavalo Gigante. Longe da confusão e da sobrecarga sensorial do dia a dia, Antônio aprende, através do ritmo e da calma de Gigante, a autorregular suas emoções.
Esta é a emocionante história de pais que trocaram a culpa pela aceitação, e de como a conexão silenciosa com um animal abriu o caminho para que uma família inteira encontrasse seu próprio ritmo de apoio e amor.
Gotinhas de Amor que Relatam
Ariana
Quando o Silêncio Também Fala
O Olhar Atento
Durante o período de estágio, a observação diária revelou algo que os registros formais não mostravam. Ariel, uma criança do maternal, era carinhoso, tranquilo e despertava afeto em todos. No entanto, não falava. Seu silêncio não era desinteresse. Seus olhos brilhavam ao observar a lua, como se ali houvesse um lugar seguro para existir.
Ariana, sua irmã mais velha, demonstrava maturidade incomum para a idade. Sua personagem favorita era Alecrina — uma figura forte, determinada, quase protetora. Suas escolhas simbólicas diziam muito sobre o que ela precisava ser naquele momento.
Os Sinais no Desenvolvimento
A ausência da fala em Ariel e a postura defensiva e adulta de Ariana chamavam atenção. Não como diagnóstico, mas como sinais. A observação sensível permitiu compreender que o comportamento das crianças era uma forma de comunicação — uma resposta a vivências que ultrapassavam a infância.
A Rede de Proteção
Com o tempo, a escola tomou conhecimento de que as crianças haviam sido vítimas de violência intrafamiliar. A mãe perdeu a guarda, e Ariel passou a viver sob os cuidados da avó. A atuação da rede de proteção foi fundamental para garantir segurança, estabilidade e acompanhamento.
O Papel da Escola
A instituição não questionou, não expôs, não pressionou. Respeitou o tempo. Criou rotinas previsíveis, ambientes acolhedores e vínculos seguros. A escola foi espaço de reconstrução silenciosa — onde o cuidado veio antes da palavra.
Reflexão ao Educador
Nem toda criança consegue contar o que viveu.
Mas toda criança mostra.
Observar é um ato de proteção.
E, muitas vezes, é o primeiro passo para salvar uma infância.
Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.
"Saudades de um Colo"
Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.
O Bom Dia Durante a Noite
O relógio insiste no escuro,
o silêncio ocupa o corredor,
e o mundo, sob o manto duro,
adormece o medo e o fervor.
Mas quando a tua voz me toca,
ou o brilho desse olhar me invade,
a luz que nasce na tua boca
desmente toda a brevidade.
Não importa o breu da hora,
nem o sol que ainda não vem;
quem traz a aurora do lado de fora
não sabe o sol que o peito tem.
É um despertar no meio do nada,
um café quente em plena solidão:
o bom dia é a mão dada,
enquanto a noite é só uma estação.
O Encontro dos Contrastes.
Ele era o silêncio das bibliotecas antigas, O cheiro de papel velho e o peso do que foi escrito.
Um verso pausado, uma nota que hesita,
Vivendo no rastro do que é finito e restrito.
Ela era o eco das praças lotadas, O vento que bagunça o cabelo e a alma.
Um riso solto em esquinas geladas,
A pressa que ignora o convite da calma.
A Geometria do Destino
Não havia lógica no mapa que os guiava,
Pois um buscava o norte, o outro a imensidão.
Mas o destino, esse artesão que não errava,
Tinha planos traçados na palma da mão.
- Distintas? Como o fogo e o sereno.
- Opostas? Como o abismo e o luar.
- Destinadas? Como o rio, ainda pequeno,
Que não conhece outro caminho senão o mar.
A União dos Avessos
Quando se olharam, o tempo perdeu a medida,
As arestas se moldaram em perfeito encaixe.
Ele deu a ela o porto, a raiz, a guarida;
Ela deu a ele o voo, sem que ele baixasse.
Pois almas diferentes não buscam o igual,
Buscam o que falta, o que completa o desenho.
E no abraço que funde o mortal e o imortal,
Descobrem que o amor é o seu único empenho.
"Duas metades que não se parecem, mas que, ao se tocarem, finalmente se reconhecem."
NOITES E VIDA
Há um silêncio cortante na noite sombria,
súplicas de almas clamam pela luz do dia.
Corações dilacerados, em meio à escuridão,
clamam por socorro, por alívio e salvação.
Até que, de mansinho, o sono chega aos olhos,
levando pouco a pouco os temores e os abrolhos.
E então adormecem, entregues ao descansar,
esperando que a aurora venha tudo renovar.
A certeza que temos, em meio às densas trevas,
é que Deus prepara o amanhecer que nos espera.
Por mais longa que seja a noite em seu pesar,
sempre haverá promessas quando o dia despontar.
Sempre haverá um Deus que vela por seus filhos,
que permanece presente em todos os caminhos.
O socorro vem chegando ao romper da aurora;
Deus enxuga nossas lágrimas e a nossa dor consola.
Que importam as dores que enfrentamos agora?
Se Deus continua sendo Deus, noite afora?
Ele ainda é o mesmo, fiel em Seu favor;
a Ele entrego a vida, minhas lágrimas e minha dor.
Nas noites desta vida, quando tudo parecer findar,
há um Deus que permanece e não deixa de cuidar.
E quando a noite passa e nasce um novo dia,
renasce a esperança, floresce a alegria.
Cícero Marcos
Comece a defender o que é exclusivamente seu —
aquilo que mora no silêncio do peito,
que ninguém pode tomar,
que ninguém pode fingir.
Guarde o que é essência,
proteja o que é verdade.
E então você verá:
a vida se abre como manhã de céu limpo,
o sol não queima — aquece,
o ar não pesa — preenche,
e respirar deixa de ser esforço
para se tornar milagre.
Quando se honra o que é próprio,
o mundo deixa de ser ameaça
e vira casa.
E o sabor da vida —
ah, o sabor da vida —
é simples,
é inteiro,
é bom
e profundamente verdadeiro.
O silêncio não é um privilégio, é um direito constitucional garantido! 🛑🔊
Até quando vamos tolerar a poluição sonora em Cascavel? Entre paredões de som ensurdecedores e motocicletas com descargas adulteradas, parece que a nossa cidade perdeu o direito ao sossego.
Mais do que um incômodo, isso é uma agressão à saúde coletiva e à ordem pública. O barulho desregulado afeta profundamente:
👶 Crianças (especialmente as com TEA, que sofrem crises severas com estímulos intensos);
👴 Idosos, que precisam de tranquilidade;
🐾 Animais domésticos e silvestres.
A sensação que fica é de inércia administrativa. Como as autoridades competentes pretendem fiscalizar e coibir esse abuso? A população não pode continuar refém da impunidade, onde o barulho vale mais que o direito à paz.
Cascavel precisa de pulso firme e fiscalização efetiva JÁ!
As falas do silêncio
O silêncio também fala,
E fala muito mais alto.
Se grita e não se cala
Não pára! Dá um salto.
O silêncio como resposta
Não precisa ser expresso,
É uma forma de proposta
Para algo em excesso.
O silêncio frente ao errado,
Segue livre em seu caminho.
Transita solto no tablado,
Corre muito e não anda sozinho.
Muitos preferem o silêncio
A se envolver com o problema
Pois a força desse incêndio
Consome por trás do esquema.
A tendência é se afastar de conflitos,
Pois são complexos e até destrutivos.
A escolha de não tomar partido
Se deve ao fato de não ser positivo.
Raimundo Nonato Ferreira
Julho/2026
