Texto Sobre Silêncio
Esculpidos no silêncio dos Andes, os ângulos perfeitos e blocos megalíticos de Puma Punku nos lembram que a eternidade não guarda a memória das mãos que a moldaram, mas o eco de um conhecimento que o tempo tentou apagar — a prova pétrea de que as estrelas sempre vigiaram nossos passos e de que, no cosmos ou na Terra, nunca estivemos sozinhos.
Reno Fioraso
O silêncio do mundo
talvez seja uma forma de adaptação.
O que está fora da simulação...?
Como reconhecer o que está fora,
usando ferramentas que pertencem
ao lado de dentro?
E se tudo que conhecemos como realidade
for apenas a interface.
Isso me lembra a Caverna.
E se o instrumento que me guia
pertence àquilo, que estou a questionar.
Prefiro o conforto da minha caverna
mesmo sendo feita de escuridão.
Lembrei de uma frase do metrô:
"A gente se acostuma mas não devia"
Marina Colasanti
é obedecer tanto que deixamos
de estranhar aquilo que deveria nos revoltar.
Andréa
Alí declarara meu amor
Sob a luz da Lua
debaixo de uma janela,
no silêncio daquela rua pouco
movimentada e sem fim
alí declarara meu amor,
dois apaixonados sentados
a beira da calçada admirando a bela Lua
traçando planos para um futuro incerto,
oque importava é que
alí declarara meu amor,
as mãos em toques sutis se tocando
os olhos envergonhados se olhando
na sitonia que é o amor
a Lua era quem tocava a melodia e
alí declarara meu amor.
Em silencio.. no meu quarto..
Alma desalmada...
Inconformado..
Eu rezo.. eu choro.. imploro..
Sua volta...
Sera que e isso que eu mereco?
Desprezo... silencio..
Tudo era tao perfeito...
Ahhhh como me roubam por dentro..
Nem cantando essa cancao eu me alegro..
Pois me falta tudo.. me falta vc..
E tao estranho ... e tudo tao estranho..
Num dia tenho o mundo..
No outro me falta tudo..
Sem chao.. sem vc ..
E eu fecho meus olhos..
Vejo nos dois nos amando..
Sinto o calor do teu corpo..
Teu cheiro ainda esta aqui..
Como pode? Vida injusta ....
Me tirar assim de vc..
Eu respiro.. eu tento..
Compreender.. mas nao compreendo..
Sem chao.. sem vc..
E como me sinto...
Meu silencio diz tantas coisas..
Eu queria te dizer tantas coisas..
Mas somos tao diferentes..
Somos tao impossiveis...
Eu sou uma poesia inacabada.. sou letra, sou rima, sou triste... sou inverno..
E vc .. é primavera ..simplesmente alegria...
A gente nao combina... a gente nao se completa..somos tao diferentes..mas é isso que te atrai em mim.. esse querer e não poder..esse imaginar e não ter.. esse beijo que nunca acontece...mas que fecho os olhos e o imagino.. e assim vamos levando a vida..seguindo em silencio... eu daqui..vc dai ... nos amando em pensamento...
Aprendi a ser eu e a solidão ...
Minha única companhia..
Aprendi a amar o silêncio , a viver o caos dos meus pensamentos e a viver o vazio de uma vida sem ti...
Depois que você foi embora eu me fechei tanto..que quando precisei abrir a porta da minha alma denovo eu já tinha perdido as chaves....
M.I.R.L Maria Isabel Ribeiro Lopes
Eu preferi o silêncio..
Eu preferi me calar ...
Sair de cena ... silenciar ,
Eu preferi dar um tempo...
Me fechar ... refletir , pensar ..
Eu preferi me escutar ... e estou feliz com o resultado..nunca me compreendi tanto .. olhando pra dentro de mim ... esquecendo um pouco desse mundo louco ...conturbado...
O amor no silêncio é nacauteado pela rejeição e realidade... Quantas vezes já amei em silêncio, reparando nas pequenas atitudes e nos pequenos gestos, Na maneira de sorrir... Ao longe eu admiro com o amor preso no peito...
Mas o medo fala mais alto...
Então amar em silêncio é mais doloroso...
Você observa com o carinho, enquanto quem você tanto quer não te enxerga da mesma forma...
Então seguimos em frente aceitando que existem pessoas que amam muito e que acabam sozinhas.
Do Silêncio Não Compreendido
Eis que o bom rapaz foi ao encontro da moça,
levando consigo não só um presente,
mas o que havia de mais sincero em seu peito.
Chamou ao portão.
E não foi ela quem surgiu,
mas outra presença,
silenciosa… e suficiente para que ele entendesse.
E então soube.
Não por palavras,
pois nenhuma lhe foi dada,
mas por aquela dor que fala sem voz.
Baixou a cabeça.
Recolheu o gesto.
Guardou o presente que já tinha destino.
E partiu.
Na praça, sentou-se em silêncio.
E, dentro de si, perguntou:
“Por que aquilo que é verdadeiro não encontra lugar?”
E o mundo… nada respondeu.
Os dias passaram,
e ainda assim seus olhares se cruzavam.
Mas onde antes havia leveza,
agora havia silêncio.
A moça, em sua própria confusão,
não entendia o que se passava.
E, sem saber, afastou o que não soube ver.
Perdeu… sem perceber.
E o rapaz, mesmo ferido, voltou.
Não por orgulho,
nem por certeza,
mas porque o amor ainda vivia nele.
Aproximou-se mais uma vez.
E encontrou… silêncio.
Então compreendeu.
Que o amor não se força.
Não se explica.
Não se pede.
Se não é visto, pesa.
Se não é sentido, se apaga.
E se não é recebido… se vai.
E assim, o rapaz partiu.
Não destruído,
mas mudado.
Pois há dores que não quebram ,
apenas mostram ao homem
o que ele não queria ver:
Que nem todo amor permanece.
E que, às vezes… amar
é saber ir embora.
A HUMANIDADE MORRE EM SILÊNCIO
O bar estava quase vazio naquela quarta-feira.
Aquele tipo de noite em que até os bêbados pareciam cansados de suas próprias histórias.
Havia duas mesas ocupadas. Um homem sozinho perto da janela, mexendo no celular como se esperasse uma mensagem que nunca chegaria. No balcão, três sujeitos discutiam futebol, política e o mundo inteiro com a mesma certeza de quem nunca precisou consertar nada do que destruiu.
A televisão estava ligada sem som alto.
Era mais um noticiário.
Mais uma guerra.
Mais uma cidade destruída.
Mais uma fotografia de pessoas correndo com aquilo que conseguiram salvar da própria vida.
Ninguém levantou a cabeça.
Até que alguém comentou:
— O problema é que esse povo também procura confusão.
Foi dito com a tranquilidade de quem pede outra cerveja.
Outro respondeu:
— Cada um tem o governo que merece.
E todos continuaram bebendo.
Essa é uma das coisas mais estranhas que aprendi depois de certa idade.
O ser humano consegue assistir ao sofrimento de alguém enquanto termina o jantar.
Consegue condenar uma vítima que nunca conheceu.
Consegue transformar uma tragédia em opinião antes mesmo de tentar entender o que aconteceu.
A cidade não fede por causa do esgoto.
Isso seria simples demais.
A cidade fede quando a consciência começa a apodrecer sem fazer barulho.
Depois dos sessenta, você percebe algumas coisas.
Não porque ficou mais sábio.
Mas porque perdeu algumas ilusões.
O espelho começa a cobrar dívidas antigas.
Amigos viram fotografias.
Conversas que pareciam eternas acabam guardadas em algum lugar da memória.
Os cães que acompanhavam seus dias ficam apenas em lembranças.
Os lugares onde você gastou noites inteiras desaparecem, substituídos por farmácias, bancos e lojas iguais a todas as outras.
A vida continua.
Essa talvez seja a maior crueldade dela.
Ela não diminui o passo porque alguém foi embora.
O mundo amanhece no horário marcado.
O café continua quente.
Os boletos continuam chegando.
E nenhuma ausência parece grande o suficiente para interromper a rotina.
Mas naquela noite, olhando aquelas pessoas no bar, pensei que o problema nunca foram apenas os monstros.
Eles são poucos.
O problema sempre foi a multidão de pessoas comuns que olha para tudo e diz:
“Não é comigo.”
Essa frase já construiu mais tragédias do que muitos exércitos.
Porque a violência raramente começa com alguém puxando um gatilho.
Às vezes começa com alguém escolhendo não olhar.
A indiferença é confortável.
Ela senta na poltrona.
Liga a televisão.
Passa o dedo pela tela.
Olha uma criança ferida durante três segundos e depois procura um vídeo engraçado para esquecer.
Não porque seja cruel.
Pior.
Porque aprendeu a não sentir.
A alma não desaparece de uma vez.
Ela vai enferrujando.
Primeiro você deixa de sentir a dor do desconhecido.
Depois do velho abandonado.
Depois da mulher agredida.
Depois da criança que nasceu no lugar errado do mundo.
Até que um dia você percebe que também não sente mais a própria dor.
E chama isso de maturidade.
Como se ficar vazio fosse uma forma de crescer.
Passei muitos anos em bares.
Vi muita gente quebrada.
E aprendi uma coisa estranha.
Alguns bêbados eram mais honestos do que muitos homens respeitáveis.
Pelo menos eles sabiam que estavam perdidos.
Os outros escondiam a própria podridão atrás de roupas caras, frases bonitas e discursos sobre valores.
A verdadeira humanidade nunca apareceu quando alguém falou sobre bondade.
Apareceu quando a dor de um desconhecido tirou seu sono.
Quando uma notícia estragou seu café.
Quando você percebeu que aquela fotografia distante não era sobre “eles”.
Era sobre nós.
Porque essa é a parte que ninguém gosta de aceitar.
Nunca existiram eles.
Sempre fomos nós.
E quando essa verdade aparece, as desculpas acabam.
Não é mais a culpa do governo.
Não é mais a culpa de uma ideologia.
Não é mais a culpa do destino.
Sobra você.
Apenas você.
E uma escolha simples que quase todo mundo tenta evitar:
importar-se.
Não para parecer uma pessoa melhor.
Não para ganhar recompensa.
Não para contar aos outros que possui um coração.
Importar-se porque, no dia em que a dor do outro deixar de atravessar você, talvez continue andando pelas ruas, pagando contas e conversando normalmente...
Mas alguma coisa essencial já terá morrido.
E ninguém perceberá.
Porque a humanidade, diferente do corpo, não morre de uma vez.
Ela morre em silêncio.
Silêncio
O silêncio não é vazio.
É casa cheia de coisa que a gente não fala.
É a noite em Salvador
quando o vento para
e só o mar conversa baixinho.
É o espaço entre uma palavra e outra,
onde a alma respira
e Deus conserta o que quebrou por dentro.
O silêncio cura.
Tira a poeira da mente,
acalma o coração apressado,
ensina a ouvir o que o barulho esconde.
Tem silêncio que pesa,
de solidão.
E tem silêncio que abraça,
de paz.
No silêncio a gente se encontra.
Escuta o próprio pensamento,
escuta o outro sem interromper,
escuta a vida acontecendo mansinha.
Porque às vezes
o que mais precisa ser dito
se diz calado.
Além das aparências
Não me leia pela capa,
pelo silêncio que visto às vezes,
pela risada alta que esconde cansaço,
pelo "tá tudo bem" que treme por dentro.
Sob a pele tem história,
tem noite mal dormida,
tem sonho guardado numa gaveta,
tem cicatriz que virou força.
Me veja além do apressado,
além do julgamento fácil,
além da foto, do título, do medo.
Me veja no gesto pequeno:
na mão que estende, no olhar que fica,
na vontade teimosa de recomeçar.
Porque gente não é vitrine.
Gente é casa.
E casa a gente só entende entrando,
sentando no chão,
ouvindo o barulho que vem de dentro.
E aí sim, além das aparências,
a gente se encontra de verdade.
Viver em paz é difícil.
Não é o silêncio do mundo,
é calar o mundo dentro de nós.
É acordar sabendo da guerra lá fora,
das contas, das notícias, do barulho dos vizinhos,
e ainda assim,
fazer café em paz.
Regar a planta em paz.
Responder com calma em paz.
A paz não é leve.
Ela pesa.
Pesa porque pede escolha todo dia.
É difícil porque não é desistir.
É ficar.
Ficar quando tudo chama pra gritar.
Respirar quando tudo pede pressa.
Perdoar quando o orgulho pede vingança.
Viver em paz não é viver sem luta.
É não deixar a luta morar em você.
É difícil, sim.
Mas é a única dificuldade que,
quando vencemos,
não cansa -
descansa.
O SILÊNCIO
O silêncio beija o tempo
Vezes derramando lágrimas
Outras em pensamentos.
Viajam através das emoções
Sorrisos ou até mesmo ilusões
O silêncio tem o frescor
Quando ameniza a dor
Esvaziando a nossa mente
Para tentar assim realmente
Buscar a pura verdade
Sem medos ,despir da vaidade
Daí surge dentro da gente
Forças pra voar novamente
Daí o silêncio vai embora
Esquece tudo que outrora
Trouxe vazio e sofrimento
E no percurso do momento
Uma voz que vem de dentro
Dizendo você é capaz
De buscar através da paz
Sua harmonia interior
Esta voz que toca e reluz
Sentimos em meio ao silêncio
Nesse momento percebemos
Que estamos nos braços de Jesus!
POESIA
JOAO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
O silêncio oferece palavras
Que são ligadas pelo olhar
Nas expressões valiosas
Mostrando que as emoções
Vão além das expectativas
Pois falam no próprio olhar.
Olhos de crianças inocentes
Pedindo afeto ,pedindo carinho
Olhos de velhinhos carentes
Pedindo consolo pedindo abraço .
Então preste muita atenção
Nos olhos que falam ao coração
Eles revelam os sentimentos
No piscar de uma vida veloz
Que precisamos assim enxergar
O brilho dentro de cada olhar.
E caso ele esteja vazio, triste
Precisamos ao menos tentar
Aliviar o peso dessa dor
Com a força que vem do amor!
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIA
Minha alma grita pela tua.
Existe silêncio no grito?
Nas mais profundas camadas do corpo, meu corpo grita pelo teu.
Em um emaranhado de sentimentos, minha vida grita pela tua.
Grito… existe singeleza no grito?
Vida passada, vida presente, vida futura.
Vida…
O sentido da vida está no grito silencioso do amor?
Salmo da Libertação e da Luz Divina
Senhor, meu Deus e Pai celestial,
No silêncio da minha alma, ergo a Ti a minha voz e entrego o meu ser por inteiro.
Quando me ponho em Tua presença com fé inabalável, sinto o Teu poder agir no mais profundo do meu corpo e do meu espírito.
Senhor, cada respiração profunda, cada sopro e cada bocejo que me acomete enquanto oro,
São testemunhos vivos do Teu amor que limpa, da Tua luz que purifica e da Tua mão que desfaz todo o fardo pesado.
É a Tua energia divina transmutando o cansaço em força, as sombras em luz e a tensão na mais pura paz.
Tu és a minha fortaleza e a minha rocha.
Quando a minha fé vibra alto em Teu nome, o Teu Espírito Santo circula em mim,
Desbloqueando todo o meu ser, renovando as minhas energias e abrindo os meus caminhos.
Sinto as cargas densas se esvaírem e o meu espírito se elevar para mais perto de Ti.
Eu Te agradeço, Pai, pela graça da Tua presença refrescante e libertadora.
Agradeço por ouvir a minha prece, por renovar o meu vigor e por guiar cada um dos meus passos com proteção e vitória.
A Ti dedico toda a minha devoção, toda a minha convicção e o meu louvor, hoje e para sempre.
Amém!
▪︎ Salmo da minha semente.
*Elogio em silêncio*
Não vivo de dizer o quanto és,
eu vivo mostrando.
No cuidado que tenho,
no respeito que guardo,
no olhar que reconhece
mesmo quando a boca se cala.
Não preciso repetir todo dia
o que meu gesto já disse.
Quem ama de verdade
não conta elogios,
vive eles.
Tem gente que precisa ouvir
a cada hora o seu valor.
Eu prefiro provar,
no dia a dia,
que eu sei quem você é.
E se meu silêncio te parece frio,
repara bem:
é que meu elogio não faz barulho.
Ele fica.
Quer sair da matrix coletiva?
Em silêncio, bem sereno
Caminhe para dentro de seu coração
Atravesse esse portal que sempre esteve aberto
Para te libertar dessa ilusão
Fazer você, peregrino
Retornar a sua própria realidade
Viver em paz
Em sua própria dimensão
Penetrando em suas redes internas
Para nunca mais se escravizar.
Fiquem na paz.
O Sofrimento da Paz
No silêncio do mundo, observei algo penoso...
Observei o jovem ir viver sozinho porque entendeu que todos andam armados com facas e com máscaras em um teatro.
O solitário ri com o colega que o chama de amigo, mas ele está presente e nunca será íntimo do solitário.
Esse tipo de pessoa sofreu o suficiente para entender que sua paz e sua vida são apenas dele. Falar de sua fraqueza não vai diminuí-la. Mostrar sua vida não vai melhorá-la.
Ele espera o outro julgá-lo para então ir embora. Espera do outro um olhar ímpio para saber quando se afastar.
Essa pessoa não vê apenas o lado ruim do mundo. Ela não é má. Evitar a decepção é seu único desespero. É sua única certeza.
Por fora, é sereno e amigável, mas distante intimamente.
Alguém no limite, esperando o mundo cair, não para aplaudir, mas para cair com ele também.
O solitário não é triste. Ele entende o sofrimento da paz.
Mas essa é a única frustração que o deixa seguro.
Sabe que, em sua agonia, suas conversas e sua forma de ver o mundo não serão entendidas. Para ele, seria melhor conversar consigo mesmo e com o silêncio.
Já o amor...
Para ele, é a mesma história.
É como encher uma garrafa para o solitário.
Um dia, o coração está cheio; no outro, vazio.
Mas não se preocupa em mantê-lo cheio.
Porque tudo que se enche também se esvazia.
Seria melhor observar o desfecho da causa da vida ao escolher o caminho que parece dolorido aos olhos dos outros.
Mas, para ele, esse caminho é seu refúgio dos monstros que não têm garras nem dentes, não o fazem sangrar...
Mas dos monstros que amam e deixam de amar.
Dos que prometem confiança e, no primeiro ato, fazem o contrário.
Do que diz ser amigo, mas julga seus erros.
Do que mostra um sorriso quando, por dentro, seu coração o repulsa.
Todos são iguais, porque, para o solitário, todos têm máscaras e só mostram aquela que os outros devem ver.
