Tag poeta
Castelo de Areia
Esquecimento estendido.
O cheiro do sofrível,
Lançados há Natureza.
Batem as porta dos palácios.
E, as pontes elevadiças,
Não contem o cheiro
da humanidade lançadas e
esquecidas a própria sorte.
E, nem todos os tesouros ou
Arsenais.
Contem inimigo em comum,
tão Poderoso.
Que por ironia;
Pequeno e invisível.
Trazendo a luz,
No porão.
Aos tigres de papel
E nem por isso. Menos humano.
Que não escolhe , classe , raça
Ou gênero. E mistura-se,
Para realizar suas atribuições.
Despertando a humanidade adormecida.
Sentimentos de cuidados esquecidos.
Lembranças do que;
O humano não é gasto.
É investimento.
A Vida é mais importante.
Do que qualquer riqueza,
Supremacia de classe.
E direitos de nascimento.
Nenhum privilégio pode ficar,
Contido em fronteiras, casas e muros
De contenção.
Nenhuma conforto.
Justifica ou restitui o equilíbrio
Arrancado a fórcipes da Natureza.
E que; são características inerentes
Da Vida que habita esse planeta.
E que em determinado tempo.
Constituiu-se da ideia de humanidade.
Marcos fereS
(em tempo de corona vírus)
JUVENTUDE (soneto)
Lembras-te, poesia, quando, era só alegria
Ao fim do dia, o pôr do sol mais que luzidio
Era arrepio na alma, e a satisfação persistia
E em teus versos canto de juventude no cio
Tudo era ingênuo, melodioso e de fantasia
Felizes, ambos, íamos trovando o desafio
Fio a fio, nas venturas com a boa teimosia
Ecoando em nós o inato recato de ter brio
Tudo era longo, e o agora mais duradouro
O azul do céu num infinito da imaginação
E o amanhã no amanhã, um novo tesouro
E em nosso olhar, aquela tão mágica visão
De que tudo é possível no sonhar vindouro
E o mundo seguia mundo sem preocupação
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31/03/2020, 14’27” - Cerrado goiano
AMOR DE POETA
De um lado, o sentimento, do outro lado
O fado, pelado, cru, desnudo de fantasia
O sonho no beiral do lampejo debruçado
Na alva, na lua, e no entardecer do dia
Se fala de afetos, lasso fica o seu agrado
É que a paixão o cega, e o pranto o guia
Nas sofrências que tatuam o seu passado
Cada verso dilacerado, senhora a poesia
Intenso. Emoção vaza em cada trova sua
Sem defesa, intacta, e de total entrega
Do silêncio, a ternura no estro profundo
Em frente as sensações, a tua alma nua
Onde a mais ingênua imaginação navega
O árduo amor, dos Poetas deste mundo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/04/2020, 07’12” - Cerrado goiano
BREU PROFUNDO (soneto)
Em cada estrela no céu a palpitar
Na imensidão do breu profundo
Me sinto agora em outro mundo
Quase sem ruído, tudo a silenciar
Noite. De um negror moribundo
O veto proceloso na greta a uivar
E o sonho sem ter como sonhar
As horas mais lentas no segundo
E a voz da solidão no abandono
Que nas sombras se escondem
Azoado, sinto o hálito do sono
Minha alma tal como um refém
Devaneia na saudade sem abono
Na escureza velando por alguém
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/04/2020, 19’29” - Cerrado goiano
Música Fui morar no sertão
Compositor poeta Adailton
Eu estive pensando
Não faço mais parte dos seus planos
Você me expulsou do seu coração
Larguei a faculdade
deixei de morar na cidade
Fui morar no sertão
Fui morar no sertão(Refrão)
Contive meus sentimentos
Vendi o meu apartamento
E fui morar no sertão
Larguei a faculdade
deixei de morar na cidade
Fui morar no sertão
Fui morar no sertão(Refrão)
Deixei de ser engenheiro para ser vaqueiro
E fui morar no sertão
Larguei a faculdade
deixei de morar na cidade
Fui morar no sertão
Fui morar no sertão(Refrão)
poeta Adailton
Se somos grandes nos fazemos pequenos para nos encaixar. Se somos pequenos fazemos os grandes serem igual a nós. Não suportamos diferenças. Queremos igualdade em um mundo que é naturalmente desigual.
Brás
No centrão da terra da garoa
De janelas para a rua
Velhos na praça, atoa
Casarões no tempo tatua
Desta ou aquela pessoa
A história... e a vida continua
Os moleques descalço o pé
De juventude nua
O boteco de seu Josepe
De outrora, tão fugaz!
O ambulante vende leque
A italianada em cartaz
Nas cantinas, nos bares
Aqui é o Brás!
Terra de todos os lugares...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/04/2020, 12’58” – Brás, São Paulo
A confiança é o segredo, a insegurança atrai o
Medo, o terror dos seus sonhos se tornando em
Pesadelo.
Será que nesse filme tu encontra um verdadeiro?
Da até pra contar nos dedos, se eu te falar que só
Existe você mesmo.
AMOR & POESIA (soneto)
Cuidei que o afeto voasse
Pelo céu do cerrado afora
E para versar então agora
Inundei o senso de enlace
Perdido no diluvio da hora
E para que tudo não passe
De uma ilusão sem classe
Trovei paixão para aurora
Porém, insoniava, malfada
A vil opressão que só trazia
Incerteza no peito sufocada
E, assim, que alvorou o dia
Afago embalou a madrugada:
E aninei com amor a poesia!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/04/2020, 04’15” – Cerrado goiano
Seja como os pássaros que voam alto, mais tão
Alto, porque só o céu é o limite, é azul e infinito e
O mundo não tem fim, assim como o oceano, se
Eu não me engano, é que tem muitos pra querer
Saber seus planos.
Vai na fé, só olha pra frente, não olha pra trás
E nem pros lados, segue a tua direção, escuta
A voz da tua alma e o teu coração.
Vai na reta, porque eu sei que as ondas do mar
Vai chegar, tu só não pode navegar contra à maré
Ou quer ser como caranguejo, que só anda pra trás
De lado, dando marcha ré.
Eu não sei se é uma música, eu não sei se é uma história
Tá parecendo até que é um Rap da hora, é que tem
Versos e poemas, rimas e poesias, cada palavra
Cada coisa que eu falo, vem da minha ideologia.
Eu tento entender, mas na verdade eu não entendo
Uma coisa que eu sei, é que envolve sentimentos, então
Tente compreender todo esse meu pensamento.
Aqui não é nada esquematizado, é tudo gravado o que
Sai da mente, é que tem muita gente incompetente, pra
Querer saber o que se passa ai dentro de você, é que
Tem muita gente incompetente, querendo saber o que
Rola ai, dentro de você!
Então, tente me entender, assim que seja, que seja assim
Vai ficar só me olhando ou vai querer me aplaudir.
Desperto tranquilo e abro a janela do meu quarto
Ao longe vejo uma linha horizontal de cor dourada e sem ruídos
No céu, um rosa púrpura desbrava corajosamente a imensidão do azul
quase negro da madrugada.
Uns chamam de autora, eu chamo de você.
mercado versos corona
Acelera-se o tempo.
Reordena-se o isolamento.
Intensifica o digital.
Previne-se nova forma de interagir.
Registros arquivados.
Conhecimentos para futuro.
Novos tempos. Novos modos. Nova Vida.
Mercado se alinha, e seus soldados se
Alinha ao combate, feito formigas atacando,
O seu oponente. A linha da Corona invade,
Todos o cantos. Geométricos, herméticos, circular,
Em todos os cantos do mercado.
Que luta, com baixas para manter-se em pé.
Redistribuindo rendas, que estavam bloqueando,
A circulação da Vida. Para purgar os erros da acumulação.
Exagerada pelo medo extintivo da falta.
Que muitos não enxergavam.
E a sim. Todos em trincheiras para acalmar
A corona. A linha divisória do mercado,
Que só sobrevive, com todos.
Lição antiga, que de tempo em tempos.
O mundo se esquece.
Novo organizar.
Mas antes, o aplacar o antagonista.
E reequilibrar com todas as forças e
Conhecimento do mercado.
Para prosseguir novas alianças com
A Vida. E merecimento para todos os
Povos, no transbordar das trocas justas,
Entre os seres da terra.
Marcos fereS
(Em tempo de corona vírus)
A natureza do poeta
Sentimental.
Profundo e criminoso.
Atinge o coração.
Inspira a mente.
Sacia a alma.
Perde e pede calma.
Poeta é dor.
Amor.
Exala paixão.
Um cronista sensato.
Um encantador barato.
Da cara emoção.
O Equilíbrio é um traço.
De cada embaraço.
Nas letras da canção.
Titubeia.
Prisioneiro e cadeia.
De seu próprio ato.
Diante de uma sociedade que reprime.
Pois o sistema dita regras.
Mas a fertilidade da mente.
Vai tecendo o presente.
Seu próprio Jornal.
Canal.
Um carnaval idiota é verdade.
Mas é nesse pulo que se encontra liberdade.
Giovane Silva Santos
O mundo do poeta
Imagino eu essas mentes variadas.
Timidez.
Embriagues.
Gosto pelas palavras.
Muito mais que escrever.
Pensar para desenvolver.
Sentimentos em vulcão.
Anseio de vida.
Desejo que finda.
Nessa multidão.
Poeta e poetisa.
Amante do amor.
Expele a dor.
De tanto entender.
Venha a tecer.
A sua ignorância.
De fato seu mundo ganha vida.
Expectativa.
Fruto e frustração.
Pois o tempo é ladrão.
Sonhos que se vão.
O tempo também se arrepende.
E devolve para cada mente.
A herança que fica.
Poeta e poetisa.
Somos mente inquieta.
A esperança que flerta.
O mundo do poeta.
Giovane Silva Santos
Revinda
Vim morrer em Araguari
Cidade sorriso, eterna
Que a mocidade é daqui
E o meu berço governa
Em uma banda a revinda
Na outra a fonte fraterna
Entre ambas a falta ainda
De a história que hiberna
E sinto, sinto: ganas nuas
O sentimento na berlinda
A ternura vagar pelas ruas
E rir. Antes que tudo finda
Vim morrer, no aceitar vim
Cá para as bandas das gerais
Vim. Outrora chama por mim
E, e por fim, não chama mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/04/2020, 08’01” – Cerrado mineiro
SONETO OCULTO
Tua poesia veio a mim. Donde viera?
Que canto? Que harmonia? Encanto
Rima doce: - tão sossegada quimera
De leve compasso verso sacrossanto
Inspiração de furiosa paixão sincera
Magnetizando os meus olhos, tanto
Em cada estrofe, que o ledor espera
A todo a leitura, e a todo o recanto
Ai! eu nunca mais consegui esquecer
A fleuma das trovas que ali exalava
E em cada linha o sentimento eleito
E a emoção subiu ao peito sem conter
Os suspiros, que cada verso provocava
Ah! versar: terno, amoroso e perfeito!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/04/2020, 22’32” – Cerrado mineiro
Não quero só sonhar
nem quero ser sonhador
Não quero só amar
nem quero ser amador
nesta mixórdia:
- O que quero está ao alcance do olhar, simples, encantador. Misericórdia.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/04/2016
Paráfrase Manoel Bandeira
