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AMOR & POESIA (soneto)
Cuidei que o afeto voasse
Pelo céu do cerrado afora
E para versar então agora
Inundei o senso de enlace
Perdido no diluvio da hora
E para que tudo não passe
De uma ilusão sem classe
Trovei paixão para aurora
Porém, insoniava, malfada
A vil opressão que só trazia
Incerteza no peito sufocada
E, assim, que alvorou o dia
Afago embalou a madrugada:
E aninei com amor a poesia!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/04/2020, 04’15” – Cerrado goiano
Seja como os pássaros que voam alto, mais tão
Alto, porque só o céu é o limite, é azul e infinito e
O mundo não tem fim, assim como o oceano, se
Eu não me engano, é que tem muitos pra querer
Saber seus planos.
Vai na fé, só olha pra frente, não olha pra trás
E nem pros lados, segue a tua direção, escuta
A voz da tua alma e o teu coração.
Vai na reta, porque eu sei que as ondas do mar
Vai chegar, tu só não pode navegar contra à maré
Ou quer ser como caranguejo, que só anda pra trás
De lado, dando marcha ré.
Eu não sei se é uma música, eu não sei se é uma história
Tá parecendo até que é um Rap da hora, é que tem
Versos e poemas, rimas e poesias, cada palavra
Cada coisa que eu falo, vem da minha ideologia.
Eu tento entender, mas na verdade eu não entendo
Uma coisa que eu sei, é que envolve sentimentos, então
Tente compreender todo esse meu pensamento.
Aqui não é nada esquematizado, é tudo gravado o que
Sai da mente, é que tem muita gente incompetente, pra
Querer saber o que se passa ai dentro de você, é que
Tem muita gente incompetente, querendo saber o que
Rola ai, dentro de você!
Então, tente me entender, assim que seja, que seja assim
Vai ficar só me olhando ou vai querer me aplaudir.
Desperto tranquilo e abro a janela do meu quarto
Ao longe vejo uma linha horizontal de cor dourada e sem ruídos
No céu, um rosa púrpura desbrava corajosamente a imensidão do azul
quase negro da madrugada.
Uns chamam de autora, eu chamo de você.
mercado versos corona
Acelera-se o tempo.
Reordena-se o isolamento.
Intensifica o digital.
Previne-se nova forma de interagir.
Registros arquivados.
Conhecimentos para futuro.
Novos tempos. Novos modos. Nova Vida.
Mercado se alinha, e seus soldados se
Alinha ao combate, feito formigas atacando,
O seu oponente. A linha da Corona invade,
Todos o cantos. Geométricos, herméticos, circular,
Em todos os cantos do mercado.
Que luta, com baixas para manter-se em pé.
Redistribuindo rendas, que estavam bloqueando,
A circulação da Vida. Para purgar os erros da acumulação.
Exagerada pelo medo extintivo da falta.
Que muitos não enxergavam.
E a sim. Todos em trincheiras para acalmar
A corona. A linha divisória do mercado,
Que só sobrevive, com todos.
Lição antiga, que de tempo em tempos.
O mundo se esquece.
Novo organizar.
Mas antes, o aplacar o antagonista.
E reequilibrar com todas as forças e
Conhecimento do mercado.
Para prosseguir novas alianças com
A Vida. E merecimento para todos os
Povos, no transbordar das trocas justas,
Entre os seres da terra.
Marcos fereS
(Em tempo de corona vírus)
A natureza do poeta
Sentimental.
Profundo e criminoso.
Atinge o coração.
Inspira a mente.
Sacia a alma.
Perde e pede calma.
Poeta é dor.
Amor.
Exala paixão.
Um cronista sensato.
Um encantador barato.
Da cara emoção.
O Equilíbrio é um traço.
De cada embaraço.
Nas letras da canção.
Titubeia.
Prisioneiro e cadeia.
De seu próprio ato.
Diante de uma sociedade que reprime.
Pois o sistema dita regras.
Mas a fertilidade da mente.
Vai tecendo o presente.
Seu próprio Jornal.
Canal.
Um carnaval idiota é verdade.
Mas é nesse pulo que se encontra liberdade.
Giovane Silva Santos
O mundo do poeta
Imagino eu essas mentes variadas.
Timidez.
Embriagues.
Gosto pelas palavras.
Muito mais que escrever.
Pensar para desenvolver.
Sentimentos em vulcão.
Anseio de vida.
Desejo que finda.
Nessa multidão.
Poeta e poetisa.
Amante do amor.
Expele a dor.
De tanto entender.
Venha a tecer.
A sua ignorância.
De fato seu mundo ganha vida.
Expectativa.
Fruto e frustração.
Pois o tempo é ladrão.
Sonhos que se vão.
O tempo também se arrepende.
E devolve para cada mente.
A herança que fica.
Poeta e poetisa.
Somos mente inquieta.
A esperança que flerta.
O mundo do poeta.
Giovane Silva Santos
Revinda
Vim morrer em Araguari
Cidade sorriso, eterna
Que a mocidade é daqui
E o meu berço governa
Em uma banda a revinda
Na outra a fonte fraterna
Entre ambas a falta ainda
De a história que hiberna
E sinto, sinto: ganas nuas
O sentimento na berlinda
A ternura vagar pelas ruas
E rir. Antes que tudo finda
Vim morrer, no aceitar vim
Cá para as bandas das gerais
Vim. Outrora chama por mim
E, e por fim, não chama mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/04/2020, 08’01” – Cerrado mineiro
SONETO OCULTO
Tua poesia veio a mim. Donde viera?
Que canto? Que harmonia? Encanto
Rima doce: - tão sossegada quimera
De leve compasso verso sacrossanto
Inspiração de furiosa paixão sincera
Magnetizando os meus olhos, tanto
Em cada estrofe, que o ledor espera
A todo a leitura, e a todo o recanto
Ai! eu nunca mais consegui esquecer
A fleuma das trovas que ali exalava
E em cada linha o sentimento eleito
E a emoção subiu ao peito sem conter
Os suspiros, que cada verso provocava
Ah! versar: terno, amoroso e perfeito!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/04/2020, 22’32” – Cerrado mineiro
Não quero só sonhar
nem quero ser sonhador
Não quero só amar
nem quero ser amador
nesta mixórdia:
- O que quero está ao alcance do olhar, simples, encantador. Misericórdia.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/04/2016
Paráfrase Manoel Bandeira
Embate
À volta de incerta inspiração
Ocupei as minhas mãos.
.... e foi a poesia sua combinação!
Brinquei de poetar a vida
Só por tê-la.
Ai! como é incontida
Misteriosa e bela
Cheia de medida!
Em rima discreta, branda
Fui poetando, fui poetando
O que a emoção manda...
E, o que o fado me foi dando
Talvez fiquei devendo à poesia
Um canto de delírio, trovando
Ou talvez mais alegria!
Quiçá! Uns versos amando.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/04/2020, 17’52” – Cerrado goiano
SONETO INDOMÁVEL
Ó pranto! À dor, quando, entranho
Fico sem rumo certo pelo cerrado
O anoitecer, quando, chega calado
Tudo é solidão, e em nada é ganho
Tristura, fria, que pesa no passado
O vento é poeira de ardor estranho
E a hora lenta e tão sem tamanho
Que o olhar vazio, alheia, fissurado
No meu alvo silêncio, rude insônia
Clamo por todo o arrimo, em vão
Nada escuta, indigente cerimonia
Invento um verso, tento, e tento
E rasgo-o, continuas sem demão
Tudo é indomável no sentimento
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 de março de 2020 – Cerrado goiano
COBRA CEGA (soneto)
Era a saudade, saudade crua que vela
A solidão. Com a impostura do pranto
Que sente falta, partida em um canto
Do coração, que se veste da dor dela
Era a lembrança! Curvada na janela
A esperar que se quebre o encanto
E no horizonte desanuvie do manto
Da noite vazia, e se torne leve e bela
Era a angústia com a sua tristura cada
Era o seu silêncio e o seu tempo lasso
O desespero na negrura da madrugada
Que brincam, com o desanimo crasso
De olhos vendados, e a ventura atada
De cobra cega com o prazer escasso...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05/04/2020, 15’11” – Cerrado goiano
A melhor façanha do viver é ter a capacidade de olhar para a vida a partir do próximo, uma vez que a partir de nós mesmos é muito fácil. (Léo Poeta)
O reequilíbrio da balança
Nunca, como antes.
A natureza achou uma
Entrada espiritual para
Combater os nossos corpos.
Pensa você. É físico.
Até , todas as células de
Nossos corpos, mudam
Duas vezes por ano.
O formato viral constatado.
É a parte material do espírito
Invasor.
Os princípios ativos são materiais.
Mas a força que sustenta é espiritual.
Da forma mais democrática,
antes conhecidas na terra.
O que nos tornou vulneráveis,
Perante a natureza, como um todo...
Já refizemos a histórias dos dinossauros.
E outros habitantes desse planeta.
Porque; com o homem , poderia ser
Diferente....
Quais as mentes, e quais as mãos que,
Irão materializar o espirito salvador,
Dos seres humanos, evitando ainda,
Uma nova continuidade dessa pandemia...
Observa-se que houve o desequilíbrio das
Forças que mantem a Vida nesse planeta.
O fiel da balança, pesou ao contrário da
Vida humana. Desmatamento, poluição nos
Mares, lixo no meio ambiente, fumaça
na atmosferas. e bombas intermináveis.
Merece o homem. Continuar a ocupar
Esses espaços...
Resta saber, se apenas, mais um aviso da
Natureza. Cadê as grandes potencias.....
Cadê o Super Homem, Vingadores,
E Diabo a quatro.
Se não cuidar, vai faltar.
Agora não é questão de ser corajoso,
Forte, superior, estampa fina, ou gênios.
É questão, de fechar esse portal espiritual,
Se assim deseja definir. Para que a natureza,
Reequilibre, as interações com justiça.
E Recompense, as forças para equilibrar
A Balança da Vida. Para continuarmos
Neste mundo.
Nem que seja para reorganizarmos,
Potencializando o braço misericordioso
Do criador. Pelos nossos pensamentos.
O Que nesta hora já está Acontecendo,
com nossos espíritos.
Que apareça a solução.
Que apareça a mudança do pensar,
E agir neste mundo respeitando
A natureza e todos os seus seres.
Ao invés de intervenções para
Satisfazer aos caprichos dos
Homo sapiens , que crucificados
Em conhecimentos mentirosos.
Vivem sobre a curatela de deuses.
Ou a irresponsabilidade, de nada
Crer. Desta forma. Houver nova
Chance. Não menos por medo.
Que todos os povos desse mundo.
Passe a respeitar mais a natureza,
Criadora de todas essas coisas.
Marcos fereS
(em tempo de corona vírus)
Quem dera Drummond ter me escutado
O nosso coração é sim maior que todo esse mundo
muito maior que todo esse universo
A diferença é como nós tratamos os sentimentos
amamos as nossa diferenças
cantamos poemas
que contam, que cantam e que confessam
amar de mais não explode corações
apenas cria versos.
Pensamentos
Madrugada sórdida, eólica e pródiga,
que me vejo sem paz.
Canção melancólica, alcoólica,
e sempre tão sem graça,
que cada lembrança traz.
Mas quem pudera um canto garrido,
que traga o sorriso, isento de,
machismo, feminismo, eufemismo,
livre até mesmo do “ismo”,
inventado por idealismo,
tais “sapiens evoluídos”,
que o canto não os toca mais.
Tenho mais perguntas do que respostas,
um questionador repleto de propostas.
Guardando para si, por não haver debate,
apenas lados e falta de honestidade.
É evolução ou retrógrado,
é idiotice ou monólogo,
todos esses pensamentos,
que me privam de sentir do ar.
Apesar de sem sentido,
não deixa de ser eólico,
o vento traz males e bens,
carregando as energias,
no desequilíbrio do vai e vem.
Amei e fui amado
Cantei os mares dotados
de rios não tão grandes quanto o nosso amor
e lá vivi encantos
doce beijos santos
entres luzes que se apagam
em doce lembranças
nós amaríamos sermos amados, mas não podemos
Superar (verbo)
é entender que a emoção não faz sentido.
é entender que o pão não vai estar quentinho.
é entender que o tênis branco em dia de chuva era problema.
é saber que nem tudo é como se espera, dilema.
Viajei em todos os universos e em nenhum deles eu te encontrei.
Creio que seja assim que funciona: a estrela cadente passa e se não a percebemos nessa pode ser que nunca mais a veremos.
