Ruas
Desejo silêncio
Silêncio do mundo
silêncio dos palcos
silêncio da noite
silêncio das ruas
silêncio dos bares
silêncio do campo
silêncio dos mares
silêncio profundo.
Silêncio ao meio dia
silêncio ao amanhecer
silêncio da virtude
silêncio de escutar
silêncio da saúde
silêncio pra sonhar
silêncio do que canta
silêncio pra criar.
silêncio pra ouvir
o que Deus quer falar.
Silêncio para todos
silêncio para mim
silêncio das flores
silêncio do jardim
silêncio dos pássaros
silêncio dos poetas
silêncio dos meninos
silêncio dos profetas
silêncio das mulheres
silêncio da comeia
silêncio dos atores
silêncio da plateia.
Silêncio dos que plantam
silêncio dos que colhem
silêncio dos que vivem
silêncio dos que morrem.
DA JANELA
Tive olhando hoje
pela manhã,
pela janela
do mundo
as pessoas,
as ruas
os postes
as calçadas...
Tudo me pareceu
concreto..
não havia flores
nem jardim
nem animais
nem crianças
coisa abstrata indefinida
tudo muito frágil.
Dia chuvoso
no hemisfério sul
sem névoa ou neve
também sem sol
tudo na rua
parecia morte e medo
de tanta calma
vida concreta
gente sem alma.
Canto de um Mundo Silenciado
Nas ruas, ecoa um canto, suave e profundo,
Por praças e becos, voa ao vento seu som.
Nos bares, na torre do mundo, um hino imundo,
Ninguém para, ninguém ouve, enquanto o caos toma a razão.
Sua voz, um fio de ouro, se perde no ar,
Melodia de sonhos que se desfaz em guerra.
Nos acordes, a dor de um tempo a desmoronar,
A beleza se desintegra, como um lamento que se enterra.
Os muros, cúmplices silenciosos, não lhe prestam ouvidos,
Seus versos são vapores, dissolvidos na bruma da noite.
No mundo se espalha a discórdia, os gritos, os ruídos,
Enquanto sua canção é um sussurro que se esconde da luz.
No palco dos bares, o eco é um triste refrain,
No silêncio das praças, um lamento esquecido.
O canto se mistura à grita, um trágico desdém,
E o mundo em sua dança de caos, ignora o gemido.
No cume da torre, um eco sem destino,
Enquanto o mundo se parte, ela canta e se desfaz.
Mas sua voz, como um farol, brilha em desatino,
Esperando, talvez um dia, um coração que a abrace em paz.
O povo esquece dos seus propósitos e da sua educação quando está nas ruas para fazer baderna e agir por impulso.
Há doentes no espírito nos hospitais, nas ruas, nos lares e nas igrejas, porque seguem o curso do pecado da carne.
Cristãos não promovem impeachment nas ruas, porque as suas orações são ferramentas poderosas para mudar uma nação.
É fácil demais ser cristão dentro do prédio da igreja; o difícil é cada um viver nas ruas da vida, testemunhando o que aprendeu quando disseram: Amém.
Vida cristã sem propósitos é o mesmo que parar nas esquinas de ruas, pedindo o arco dos outros, usando a sua flecha pessoal e mirar ainda os alvos errados do mundo.
Cristãos não vão às ruas para protestar em prol da política ou lutar pelos seus direitos; mas, para buscar almas na era paleolítica das trevas e trazê-la para a luz de Deus.
Líderes de igrejas que saem às ruas para ser promotores da anarquia e da massa ofensiva contra governos e autoridades, agitando protestos contra partidos políticos, são dignos das nossas orações para mudarem suas condutas repreensíveis perante Deus.
Muitos brasileiros saem às ruas para protestar contra políticos e corruptos, mas nunca entraram em uma igreja para pedir a Deus que apague sempre os seus pecados de corrupção.
O povo sai às ruas quando seus votos são manipulados por um governo corrupto e deveria sair também dos pecados das ruas, quando for manipulado pelas corrupções dominadas por Satanás.
As obras de salvação de Jesus eram realizadas nas ruas e Seus ensinos nas sinagogas: assim deve ser a vida daqueles que querem imitar o Mestre em Seu ministério.
Os incircuncisos ainda existem: basta ouvi-los em todas as esquinas das ruas das cidades, fazendo aliança com o diabo.
Aqueles que não têm nada para preencher a suas mentes vão às ruas para esvaziar outros pensadores de suas dignas pretensões.
Nenhum motorista deveria sair de casa com seu veículo barulhento pelas ruas, pois estaria espalhando o ódio na audição de todos aqueles que trabalharam à noite, se recuperam nos leitos hospitalares, amamentam crianças de colo em casa e esperam o silêncio para descansar na terceira idade.
