Ruas
Há duas possibilidades para um motoqueiro barulhento aprender a dirigir em silêncio nas ruas da sua cidade: encontrar com uma carreta na curva ou com um evangelista na esquina de sua casa e falar como Jesus andava de moto próprio.
Um povo que não estuda, sai às ruas para revoltar contra a paz, a liberdade, a ordem e o progresso social , destituído de educação cívica e moral, não há como conquistar os seus direitos, as suas colocações profissionais e a sua tranquilidade, porque gostam de viver no fracasso, na miséria, na preguiça, murmurando diante das inúmeras igualdades de esforços mil, sem tirar proveito do apoio governamental quanto aos direitos de sua cidadania, perdendo tempo, amigos, oportunidades e recursos para se destacar como gente inteligente, bem-resolvida, abençoada e feliz.
Cuide do Planeta Terra: pare de fumar, de queimar matas e de jogar lixo nas ruas e nos rios para que vivamos meses, anos e décadas sem murmurações e sem doenças.
Evite que despejem das ruas entulhos das trevas em seus ouvidos, uma vez que depois da permissão, o diabo use sua boca para derramar todo o lixo em sua casa.
Se ontem te respeitava e hoje anda pelas ruas falando mal de ti com os amigos, não precisas te assustar esse é o comportamento de bugigangas. Mesmo fazendo o bem, sempre te rebaixam.
Daniel Perato Furucuto
Eu não queria que houvessem construções...
Casas ou ruas pavimentadas
eu não queria!
Eu queria que fosse tudo árvore
E que morássemos na árvore...
Queria que o mundo fosse mato!
Que só ficassem de pé
os museus
os teatros
as bibliotecas públicas
os templos religiosos que pregassem o amor e a caridade...
E as casas de chocolate!
Quando o Flamengo vence, há mais amor nos morros, mais doçura nos lares, mais vibração nas ruas, a vida canta, os ânimos se roboram, o homem trabalha mais e melhor, os filhos ganham presentes. Há beijos nas praças e nos jardins, porque a alma está em paz, está feliz.
Caminhava eu sem rumo certo pelas ruas.
Pensamentos povoavam minha cabeça.
Quando de repente, o vento soprou e senti o seu perfume.
Fechei os olhos, e te trouxe pra perto de mim.
Pude ouvir nitidamente a sua voz.
Dizer num sussuro bem baixinho, que saudade!
Senti meu coração bater acelerado, e quase soltar um grito, ao reconhecer aquela voz tão amada.
Mas, não abri os olhos, pra não quebrar a magia do momento.
Foi quando senti um beijo doce, em minha boca, o qual nunca esqueci o sabor.
Não era sonho, ou imaginação, era você amor, o meu amor, e que agora disse bem alto, eu voltei, pois amar você é minha missão, nesta e em todas as vidas que existirem, e além delas.
As pessoas andam cheias de vazios e razões, buscando abrigo nas ruas, da solidão que as perseguem de casa.
Olhe bem para os dois lados,ruas paralelas,transversais,podem ser mais interessantes que a rotatória.
Sem rumo
Caminhei pelas ruas desse mundo
Busquei nos caminhos do destino
Dancei nos sonhos de minha loucura
Sustentei-me no ar das asas da imaginação
Desloquei-me de minha órbita
Perdi a bússola do tempo
Tive pretensões descabidas
Ouvi a multidão enlouquecida
Senti o silêncio ensurdecedor
Não notei os carros passando
Gente me espionando
Busco... Vasculho
Não acho
Mudo o rumo
Nada encontro
Será que existe
O que realmente procuro?
As vezes somos como "crianças, precisando de alguém, que nos dê a mão e nos ajude ,nas ruas da vida....atravessar seguros até o outro lado!
Já caminhei por ruas demais
Lugares onde eu sei
Que jamais saberei voltar
Tive todos os problemas
Que a vida nos traz
E confiei demais
Em gente que não merecia
E desmereci ou não fiz por merecer
Muitas coisas boas demais
Daquelas que se vão
Pra nunca mais
Esqueci de verdade
de coisas que não se esquece
Mas a verdade trouxe sempre
Outras quantas eu precisasse
Trouxe tantas
Pra nunca mais eu me esquecer.
Já inspirei tantas estrelas
E suspirei tantos luares
Em todos os lugares onde andei
Que até hoje eu não sei
Como pude me engasgar
Com o ar que me sufocou
A ponto de quase o respirar.
Nesta vida
desenhei muita ilusão
Em folhas de papel
Que outros ventos carregaram
Ilusões demais
Adentraram-me o coração
Foram tantas
Que a simples realidade
Quando de mãos dadas com a verdade
Quase não encontram lugar
Diante dos olhares sonhadores
e das dores que o mundo causou
Pode parecer que não
Mas há dias
Em que o tempo
Nos cede uma pausa
A alma pode a Deus
Que haja
Uma boa causa
Pela qual viver.
Olhos parados no tempo
Enquanto os olhares viajam
Atravessam Mares e Oceanos
Fazem planos
de andar um dia
Por ruas estranhas
Só que dessa vez
Creio que talvez
Eu vá saber sempre voltar.
Edson Ricardo Paiva.
Ruas
Caminhos por onde passei
Lugares
Tristes e alegres lugares
Onde eu vivi
Momentos iguais
Ruas por onde passei
Locais
Onde sei que não sei voltar
Mas sei
Sei que não verei nunca mais
Aquelas ruas
Não me lembro de todas
Alguma esqueci
Uma ou duas, quem sabe
Não me cabe
Sentir tamanha saudade
Nem sei por quê choro
Melhor seria voltar pra casa
Anoitece, talvez esse Céu desabe
E então eu me lembro
Que já faz alguns dezembros
Que moro na rua.
Edson Ricardo Paiva
De tantas ruas quanto atravessei
Quantas mãos eu segurei
Creio sejam tantas quantas me largaram
Quantas delas, ao longo do caminho
A gente pode confiar, não sei
Creio sejam tantas quantas
Hoje eu vejo aqui por perto
Estando assim, sozinho
Quantas pressas eu vivi
Nenhuma dessas eu guardei
Ficaram todas tão perdidas e esquecidas
Quanto os pés que alcançam
O outro lado
Das ruas que a vida atravessa
Cada esquina fria
Cada olhar atrás se esconde
Onde estão tantas cortinas
Vãos, desvãos, janelas e retinas
Todo olhar que nos espia e vê
Cada rotina
Nossas mãos perdidas
Esquecidas e vazias
Quase tão vazias quanto as nossas vidas.
Edson Ricardo Paiva.
