Ruas
A vida escancara as portas! Saia!
Sair pelas ruas e avenidas é a grande possibilidade de cruzar com sua chance!
Homem que toda mulher sonha,
é aquele que pegue em suas mãos
e saia pelas ruas do bairro com ela.
É aquele que sem nenhuma vergonha,
carregue a sacola dela...
Que a pé,
lado a lado,
mostre a todos a sua mulher,
sem esconde-la em um carro.
Homem assim é raridade,
um homem de qualidade.
Imagem antiga do meu interior
Sossego!
Ruas de terra batida, cheiro da poeira fina, barulho de pés pisando o cascalho.
Sombra fresca do caramanchão.
Descanso da lida após almoço farto. Prosa boa ou cochilo. Tanto faz!
Na vendinha da esquina, fumo, cereais, pinga da boa, chapéus…e a caderneta do fiado.
Mães amorosas, pano branco na cabeça, levando os filhos para a escola.
Pracinha coroada pela pequena matriz de São Bernardo.
Janelas e portas sempre abertas, acolhedoras.
Na torre única, ninhos de andorinhas e o toque do sino que me toca.
Repica alegre anunciando uma boa nova?
Ou tange triste no adeus a alguém que sobe para morada final.
Que fica lá no limite da vista.
Entre a terra e o céu.
Como um aviso: É preciso apreciar, sem limites, o que o olho vê ou o coração sente.
A imagem antiga do meu interior, encanta o meu presente.
Pelas ruas
fios emaranhados.
Obsoletos.
Metal esticado
carreando o nada
poluindo a visão.
A cidade é como a vida
precisa de faxina
para que haja
evolução...
Infância não é um tempo.
É um lugar com ruas de terra, casinhas sem muros, sons, cores, cheiros...
que só visitamos quando envelhecemos.
Desnatado Natal
Vagarosamente os flocos brancos
vestem as árvores e as ruas.
Pulam sorrisos nas mãos das crianças.
Casas adornadas de esperança
com pisca-piscas de mil cores
estampadas em portas coroadas de azevinho.
Fazem-se partir milhões de pedidos
aos confins da Lapónia,
sonhos embrulhados de inocência,
alarvemente aproveitados
pelo incessante consumismo.
À medida que o vento faz o playback da harmonia,
o Mundo fantasia-se de bondade.
A solidariedade incentiva a humanidade
a um consoado cessar-gelo,
comovem-se corações e Invernos
num calor humano que não aquece a verdade.
E a vocês, que fazem da rua a vossa cama,
das estrelas o vosso tecto, não têm sonhos,
[mas sabiamente observam
esses sociais mendigos corações
nos seus costumes no desnatado Natal],
abro as portas da minha casa,
ofereço-vos a minha mesa,
o calor do meu abraço,
e o sentimento deste poema:
o Natal é uma camuflagem
passageira no coração das civilizações.
Évora-me
da infância
à velhice.
Évora-me
das ruas
até às planícies.
Évora-me
vagarosamente
como um poema
de Amor.
Évora -me
da cabeça
aos pés.
Hoje a cidade de São Paulo está fria e molhada.
Há muita gente nas ruas.
Gente que não tem nada.
Há prédios inteiros desocupados.
Há gente usando máscara.
Há povos desesperados.
Enquanto isso, na ciranda, há um grande reboliço...
Estão todos se perguntando: O que Felipe Neto diria disso?!
Desejo silêncio
Silêncio do mundo
silêncio dos palcos
silêncio da noite
silêncio das ruas
silêncio dos bares
silêncio do campo
silêncio dos mares
silêncio profundo.
Silêncio ao meio dia
silêncio ao amanhecer
silêncio da virtude
silêncio de escutar
silêncio da saúde
silêncio pra sonhar
silêncio do que canta
silêncio pra criar.
silêncio pra ouvir
o que Deus quer falar.
Silêncio para todos
silêncio para mim
silêncio das flores
silêncio do jardim
silêncio dos pássaros
silêncio dos poetas
silêncio dos meninos
silêncio dos profetas
silêncio das mulheres
silêncio da comeia
silêncio dos atores
silêncio da plateia.
Silêncio dos que plantam
silêncio dos que colhem
silêncio dos que vivem
silêncio dos que morrem.
DA JANELA
Tive olhando hoje
pela manhã,
pela janela
do mundo
as pessoas,
as ruas
os postes
as calçadas...
Tudo me pareceu
concreto..
não havia flores
nem jardim
nem animais
nem crianças
coisa abstrata indefinida
tudo muito frágil.
Dia chuvoso
no hemisfério sul
sem névoa ou neve
também sem sol
tudo na rua
parecia morte e medo
de tanta calma
vida concreta
gente sem alma.
Canto de um Mundo Silenciado
Nas ruas, ecoa um canto, suave e profundo,
Por praças e becos, voa ao vento seu som.
Nos bares, na torre do mundo, um hino imundo,
Ninguém para, ninguém ouve, enquanto o caos toma a razão.
Sua voz, um fio de ouro, se perde no ar,
Melodia de sonhos que se desfaz em guerra.
Nos acordes, a dor de um tempo a desmoronar,
A beleza se desintegra, como um lamento que se enterra.
Os muros, cúmplices silenciosos, não lhe prestam ouvidos,
Seus versos são vapores, dissolvidos na bruma da noite.
No mundo se espalha a discórdia, os gritos, os ruídos,
Enquanto sua canção é um sussurro que se esconde da luz.
No palco dos bares, o eco é um triste refrain,
No silêncio das praças, um lamento esquecido.
O canto se mistura à grita, um trágico desdém,
E o mundo em sua dança de caos, ignora o gemido.
No cume da torre, um eco sem destino,
Enquanto o mundo se parte, ela canta e se desfaz.
Mas sua voz, como um farol, brilha em desatino,
Esperando, talvez um dia, um coração que a abrace em paz.
Nas ruas vejo que este mundo esta cheio de adulto feliz, passam por mim alegres e sorridentes tão despreocupados que nos arrastam sem perceber que estamos ali se não dermos passagem. Vez ou outra vejo uma criança chorando e tristonha. Na minha humilde visão, ou os adultos estão mais felizes ou as nossas crianças estão mais tristes.
A 7 CHAVES 🔑
Hoje me encontrei nas ruas dos meus pensamentos,
onde, em uma esquina, sempre vejo você passar.
No desencontro dos meus medos,
vivo um dia de cada vez,
um pouco de cada instante,
me revelando através da esperança...
Esperança de encontrar,
em uma parte singela das nossas conversas,
um segredo revelado —
feito de gentilezas, afeto, carícias,
palavras e músicas.
Gosto de você...
mas não como todos gostam.
Gosto de um jeito meu, especial —
guardado a 7 chaves 🔑,
que se revela com ternura e amor 💘.
O amor de um coração
que tantas vezes se perdeu
com medo de ser feliz.
Nada é tão singelo
quanto ver você sorrir...
e, nesse momento, sentir
que você me traz paz.
Que nossa presença
revela o segredo dos desejos
dos casais mais apaixonados —
resgatando o que um dia se perdeu
pelo simples desejo de viver.
Fhayom
Poema QUINTANARES
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei,
Que há até uma encantada,
Que nem em sonhos, sonhei.
Mas se a mim me permitir,
A vida em redemoinho,
Quero me ir levemente sorrindo,
Como se vão aquelas folhas outonais,
Que varrem as ruas centrais da cidade que habito.
E se não for por ventura,
Que o coração se reparta,
Quero que arda em fogo árduo,
A pungente alegria, daqueles que se embriagam,
Simplesmente enamorados na claraboia da lua.
Há tanta coisa escondida, nestas ruas que andarei,
Até mesmo a própria vida, feita uma canção atrevida,
Que quiçá, talvez um dia,
Com as próprias mãos tocarei.
Carlos Daniel Dojja
Em Homenagem a Mário Quintana
Muitas pessoas vão morar nas ruas porque perderam o emprego e não tem como pagar o aluguel. Como irão procurar emprego e irem ao médico nos primeiros dias se não tem endereço?
Amor tão assim
Andando por esse ruas de vielas
As 5h da manhã
Com chuvadas a cair do céu
Ao caminhar rapidamente em passos largos
Nós vamos chegar
E assim poder se maravilhar com tamanha beleza q é vc minha vida
Tu és um colírio prós os garota
E assim digo que vc está em meu coração
Perco-me smp em seus olhos brilhantes novamente
Eu já caminhei pelas ruas, já fui longe daqui, conheci muitas paradas, com gente ruim já convivi... Já passei por muitos Estados, com bandidos já me deparei, com alguns deles, até na "porrada" entrei, já fiz muita loucura e muitas besteiras, até ameaças encontrei... Em minhas andanças, já bati e também já apanhei, tudo faz parte da minha vivência, pois com essas experiências, a minha ingenuidade larguei... Aprendi que nem toda pessoa é confiável, mesmo aquelas que te abraçam e que possuem um sorriso amável... Sim, por isso o meu estilo de vida em um certo dia mudei, não porque eu não gostasse, mas porque cansei de ver gente ruim com uma bela face, as mesmas que viviam tentando tirar proveito da minha bondade, puxando o meu tapete e torcendo para que eu chorasse... São as minúcias de nossa vida, pois se com o ruim já caminhaste, não se assuste se um dia, com ele, alguém também te comparaste...
Chuva nas ruas renovam os dias, lágrimas nos olhos purifica a alma. Água salgada a torná-la sempre doce.
Crianças são gigantes futuras estrelas da nação!
Levando papas e milagres entre ruas de reis!
Tentam descobrir os mistérios as certezas!
Carregando suas crenças que lhe fazem seguir!
