Ruas

Cerca de 1946 frases e pensamentos: Ruas

Enfrentando ainda uma ressaca de Políticos corruptos, que me encaram nas ruas da cidade como se botassem medo em mim...
Com o medo eu fiz uma aliança; ele já não faz parte de meus sentimentos e sonhos, pois tornei-me a sua própria essência no convívio que me expunha as suas mazelas...
nene policia

Inserida por nenepolicia

⁠O conforto que você tanto procura nas ruas e nas pessoas, está em Deus!

Inserida por elvis_alves

⁠Maior Abandonado

Ele, agora crescido, caminha pelas ruas da vida com uma sensação estranha de vazio. As ruas, como ele, são lugares onde tudo se perde, a começar pela inocência. Quando era pequeno, falavam do "menor abandonado", aquele que, por falta de cuidados e afeto, era deixado à margem da vida. Mas, e o maior? O maior abandonado? Pensando na canção Maior Abandonado, de Cazuza, ele se vê refletido em suas palavras.

Este adulto, invisível em sua dor, carrega o peso da ausência e do silêncio. Não há mais mãos estendidas com a frequência de outrora para aquele que, supostamente, aprendeu a caminhar sozinho. O mundo acredita que ele já esteja forte, que o coração, endurecido pelo tempo, saiba resistir aos ventos gélidos da solidão. Mas quem cuida de quem já não sabe pedir? Quem estende os braços àquele que, por costume, esconde as lágrimas sob sorrisos apagados? Ele caminha, solitário, nas ruas largas, onde ninguém se enxerga. Tal como na canção, busca restos e fragmentos de ilusões. E o que passou, talvez, só ele saiba.

O maior abandonado não grita por socorro. Não em voz alta. Ele anseia por mentiras sinceras, por gestos que, mesmo que breves, o façam esquecer a solidão. Sentado à mesa dos encontros, ele ri das piadas, compartilha olhares, mas, quando as luzes se apagam, sente o eco de uma ausência profunda. Não há mais braços que o envolvam com o calor de antes. Não há olhos que vejam além das máscaras que ele se habituou a usar. E, por vezes, aceita a presença de um corpo, com ou sem amor, apenas para não ficar só. Como migalhas dormidas do pão de outrora. Sua alma clama em silêncio, mas o mundo parece ocupado demais para ouvir.

E assim, ele segue sua caminhada solitária. Pergunta-se, sem respostas, quando foi que deixou de ser digno de cuidado. Em que instante a vida lhe impôs o fardo de carregar sozinho dores que nunca cederam ao tempo? Ele percorre os próprios desertos e, a cada passo, seus ecos se apagam, deixando apenas o silêncio como companhia.

Talvez, no entanto, o maior abandonado não seja ignorado pelos outros. Talvez tenha sido ele quem, ao crescer, aprendeu a se esconder. Talvez a maior solidão não seja a imposta pelo mundo, mas a que ele mesmo construiu, ao deixar de acreditar que também merece colo, afeto e mãos estendidas. E talvez, no fundo, ele reze para que o sagrado o proteja de si mesmo — desse vazio que, por medo ou acomodação, continua a alimentar.

Leonardo R. Pessoa

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Pra quem já te viu andando descalço pelas ruas, teus sapatos altos hoje não diz nada.

Inserida por Colicigno

⁠" NADA! "

Passaram-se já alguns anos e nada, permaneço igual
Tal igual as ruas esboracadas do meu bairro
Já fui tanta coisa mas nada, arranca de mim o que Eu tenho de racional
Como a dita fantasia dos sonhos acordados

Ás vezes me sinto tão insuficiente para mim mesmo
Eu tenho medo de fechar os olhos e abri-los quando velho
Meu pensamento tornou-se insignificante como todo o resto
Perdi meu ser crítico para este senso comum modesto

Ainda ontem tinha catorze e hoje celebro os meus vinte e três
Passei por tantas transformações e lições dos quartéis
Não sei se estas palavras surgem da embriaguez
Mas nada produz um sentimento como se Eu tivesse alguma invalidez

Não me arrependo de ter sido Eu mesmo
Mas de cada acto meu que foram tão pequenos
Quando precisei ser grande fui sereno
Como se Eu fosse as gotículas de águas que chamam sempre pelo o inverno

Os sonhos desgastam-se quando nos desapontamos
A paciência e a persistência ás vezes nos abandonam no combinado
A coragem segue os fracassados
Pois nada ocorre conforme pensamos

Inserida por MONTEIROPH

⁠No vazio das ruas, no início de 2020, eu sabia que iria perder a pouca liberdade que tinha, mas não por causa DELES, mas pelo povo que ACEITOU e iria determinar o resto dos meus dias.

Inserida por acvomotta

Nas ruas, o que mais se vê são pessoas andando
sem coleira.

Inserida por roys

⁠Eu tenho sumido das redes, das ruas, dos bares.
Tenho buscado a mim mesma no lugar mais difícil de se visitar, o âmago, que por vezes é amargo, mas que assim como o café sem açúcar estou aprendendo a gostar.
Nada contra todos estes lugares, onde as pessoas tanto sorriem, se arrumam para estar em seu melhor, cabelos bem penteados, maquiagens construídas em camadas, perfumes que se misturam no ar; é até admirável a dedicação para ser ornamental.
Tenho apenas neste momento, apreciado mais a cara limpa, as sardas, os linhas de expressão, os cabelos menos alinhados, e os amigos que falam o que pensam sem rodear, que levantam uns aos outros nem que seja a base de chutes, que abraçam pra sufocar, que não medem o riso, o risco, a circunferência do corpo, ou histórico bancário, aqueles que estão dispostos a dividir do melhor ao pior, a ouvir no silêncio e a gritar juntos se precisar.
No final das contas, na multidão, nos pequenos grupos, na solidão e até nas mídias, estamos sempre buscando uma conexão real: conosco, com o nosso mundo, com o mundo do outro e essa colisão de existirmos todos na mesma época, mas ainda assim em nosso próprio espaço e tempo.

Inserida por ChristieWingler

⁠Depois da pandemia muita gente esquisita tem jogado os gatos e os cachorros nas ruas. É a mesma coisa de jogar os filhos pequenos pra fora de casa, pois são vulneráveis tanto quanto as crianças; não podem se defender e nem mesmo se virarem dignamente. Mas isso tem troco, não fica por isso mesmo, não, de jeito nenhum, porque há a lei da consequência, que é a lei do retorno, a mesma lei de causa e efeito.

Inserida por reconceituando

⁠Tanta tristeza espalhada entre as ruas frias da cidade… Onde poderemos ir caminhando desprotegido na beira do abismo… A vontade é de desaparecer com a noite. O que devo fazer se tudo é tão… escuro. Estamos simplesmente apavorados, agindo com a mesma coragem de uma criança doente debaixo dos pingos de chuva, com o destemor de um pequeno gato em meio a seus ferozes predadores, feito uma folha solta ao vento. Seremos sempre jovens pois nunca compreenderemos tudo, correremos em algum momento sem enxergar o caminho, entregando nós mesmos ao mural de tristezas. Caminharemos ao lado dos sinceros sinais de dolorosos sentimentos, mas que irão carregar junto a si seguros sonhos lúcidos, que desesperadamente pedirão ao nosso coração que se realizem, e ele sem reclamar, abraçará nossas lágrimas e nos levará para caminhar de mãos dadas com a brisa do mar, vestindo roupas largas para flutuar no constelado céu. Ele dará tudo de si, pois sempre será aquele que lutará durante uma vida para te fazer viver. E mesmo ao machucá-lo, talvez até em excesso, nosso coração indefeso existirá profundamente, mas não destruirá, mesmo golpeado pela mais afiada faca, ameaçado pela mais pungente dor, ainda ao deixarmos ser levado pelo sopro incolor do pranto, carregando-o pela forte maré, ele irá bater, lutando para nos despertar usando alguns dos nossos singelos sorrisos perdidos. Ele está exposto ao mundo por você, exposto a tristeza de uma guerra, exposto ao quase irreparável, ao partir de alguém que amamos ou da fita cassete que não mais funcionará… existe apenas um de você no mundo e esse coração que bate é a prova do quanto você precisa viver.

Inserida por AlanRodrigo2

⁠É nós nas ruas, nosso punho erguido, nosso ato é político, chega das arbitrariedades do racismo, estamos unido!!!

Inserida por elizete1598

⁠

Enquanto andava pelas ruas cinzas da cidade, as pessoas passavam por mim como se fossem flechas, rápidas e implacáveis. Seus rostos eram borrões, expressões perdidas no turbilhão do dia a dia. Eu, porém, estava em outra dimensão. Não era uma dimensão fantasiosa, com dragões ou castelos flutuantes, mas um espaço interno, silencioso e profundo, onde meus pensamentos vagavam livres, descolados da realidade imediata.

O ritmo frenético da cidade, o barulho constante dos carros e o apito distante de uma sirene, eram apenas um murmúrio distante, um fundo sonoro para a sinfonia silenciosa da minha mente. Recordações, sonhos, planos futuros – tudo se misturava em um fluxo contínuo, um rio de consciência que me carregava para longe do asfalto e das pessoas-flecha.

Vi uma mulher com um casaco vermelho vibrante, uma mancha de cor em meio à monotonia cinza. Por um instante, nossa visão se cruzou. Ela não era uma flecha, mas um ponto de luz, um pequeno desvio no fluxo constante. Senti uma pontada de conexão, um breve momento de humanidade compartilhada, antes que ela desaparecesse na multidão, voltando a ser mais uma flecha no fluxo.

Continuei andando, absorto em meus pensamentos, até chegar a um pequeno parque. Ali, o ritmo desacelerou. As pessoas caminhavam mais lentamente, algumas sentadas em bancos, outras alimentando os pombos. Ainda sentia a distância, a sensação de estar em outra dimensão, mas a cidade parecia menos ameaçadora, menos frenética. O parque era uma ilha de calma em meio ao caos.

Sentei-me em um banco, observando as folhas caírem das árvores. A cidade das flechas ainda estava lá, ao meu redor, mas dentro de mim, a outra dimensão permanecia, um refúgio tranquilo em meio à agitação do mundo exterior. E, naquele momento, percebi que talvez essa fosse a única maneira de sobreviver à cidade das flechas: mantendo um pedaço de mim em outra dimensão, um lugar onde a paz podia existir, mesmo que apenas dentro de mim.

Inserida por eliette_ribeiro

⁠Palavras são ruas, frases são pontes e as conclusões podem ser precipícios... Quem já não andou por ruas, atravessou pontes e depois caiu? Levante-se! Você ainda tem que caminhar... JESUS é o caminho!

Inserida por PauloDomingos

RUAS TÊM CORAÇÃO DE PEDRA
Não espere nada do seu amor por elas
A não ser cimento, asfalto
E uma família nova
Na casa de um velho conhecido
Quando menos se espera
Uma RUA muda de SENTIDO.

Inserida por ostra

Pobre poeta...


Ai de ti pobre poeta...
Qual um arlequim chora pelas ruas de
muitos carnavais a solidão da alma....
Ouve-se uma musica ao fundo de suas
interpretações espetaculosas
São dedilhos de piano longínquos...

Que são trazidos pelos ventos de outros tempos...
Por que choras se tua vida tu a desenhaste em
canções carnavalescas?

Lamentas o que poderia ter sido ...perdeste tua colombina

Vem...levanta-te pega teu violino e acompanha as melodias que
São trazidas e como se fosses a brisa beija o rosto de tua amada

Deixa que o perfume das rosas do jardim perpetuem
Este momento perene...quem sabe assim ela terá olhos pra ti?
Ai de ti pobre poeta que escreves poemas à luz da Lua...

Inserida por celinavasques

Teresina, cidade que guarda em suas ruas a história e a alma de um povo, onde o passado se entrelaça com o presente, revelando a beleza da continuidade e a força da transformação.

Inserida por lirioreluzente

⁠⁠O mundo corporativo é como um Motoboy nas ruas da cidade de São Paulo, enquanto uns avisam que a sua porta esta aberta, outros chutam o seu retrovisor.

Inserida por paulitoos2

Nas ruas iluminadas pela néon da cidade, somos agora uma extensão da máquina. Nossos olhos, janelas para uma realidade virtual, onde sonhos e pesadelos se entrelaçam. Somos espectros digitais, conectados por fios invisíveis, numa dança frenética de dados e informações. A tecnologia nos prometeu um paraíso digital, mas encontramos labirintos de código e incertezas.

Inserida por ianviotoquerubim

Vou chover junto com essa chuva e derramar minha vontade do carinho seu,
rodar pelas ruas molhadas, enfrentar a estrada,
imaginando o beijo que a gente não deu.
E quem sabe eu chegue inteiro, sem a metade do meu coração, que é seu.

Inserida por alemedeiros

Por onde tu andavas?

AMOR PRÓPRIO

"Antigamente andava pelas ruas, esquecida e sem destino. Ia tropeçando em fantasmas em anjos caídos. No mundo de ilusão, estava desconsolada, estava abandonada, vivia sem sentido. Porém, você chegou a minha vida e curou todas as feridas." Música: Você é minha religião.

Inserida por claudiaberlezi