Ruas
Ando pelas ruas como se estivesse em um filme de mau gosto , como se eu não fizesse parte deste mundo, assisto como as outras pessoas como se tudo que eu acredito não existisse mais parece que todos perderam a fé... A fé no amor, a fé nas outras pessoas, a fé que tudo pode melhorar. Quando eu era criança acreditávamos que um dia encontraríamos a nossa princesa , a nossa metade hoje parece que ninguém mais acredita nisso ouve se apenas a palavra "curtir" um curtir estranho como se o curtir fosse somente usar outras pessoas francamente não entendo!!!!
Nas ruas ladrilhadas
Bosques de solidão
Anjos sobre a terra
Roubando coração
Uma doce brincadeira
De ao outro querer bem
Me roubaste o coração
E o seu roubei também
Depois de tudo.
O tumulto das águas que descem
deixam rumores nas ruas da cidade
colocamos ladrilho de palavras boas
encontramos resposta a tudo
uma prece
em pequenas porções
por tudo até aqui.
Que a paz volte a reinar entre nós.
O dia amanheceu lindo
O cheiro do café coado
O beijo na boca antes de ir pro trabalho
Nas ruas, o vento fresco e o orvalho
Como é bom viver!
Cada um com seus sonhos
Cada qual em seus passos
Unidos pelo tempo
Separados pelo pensamento
Tristes e esperançosos
Afogados nos sentimentos
Quem irá dizer que estamos errados?
Vi um passarinho bicando a grama em meio aos cacos
Como ser livre no concreto, ciscando asfalto?
Mas ele quer viver...
Quem dirá que está errado?
Como os andarilhos pedintes,
Com corpos mais belos do que
Qualquer um dentro dos carros
O dia amanheceu lindo
Mesmo estando tudo errado.
Eu tenho andado pelas ruas
Muitos dia e noites sozinha
Eu virei minha face para o que sei que é errado
Tenho fingido não ver a fome, o frio, o velho
Mas nada me assustou mais
Do que ver a mim mesma em frente ao amor
Pode cair a chuva forte
Eu não vou me mover
Eu não recuo frente ao amor
Pode ventar forte
Minha chama mora no coração
Mesmo se eu sofrer
Eu não recuo frente ao amor
Podem transbordar os oceanos
Ou secar toda água em mim
Eu não recuo frente ao amor
E quando eu partir dos braços da realidade
Eu olharei a última vez para o céu
E não temerei,
Pois vivi pelo amor e morri pelo amor.
Ainda que o mundo em dissesse meu fim
eu andaria pelas ruas mesmas
de todos os dias, a esmo e entre
ruas e calçadas, tão suas
me diz o porquê tudo converge em você,
e meus pensamentos se moldam em tua face
roldando o mundo nesse turbilhão de frases
confusas, — no fim o difuso, eu tropeço obtuso
nós pés de um homem sentado na calçada
me olhando feio, sujo, ele sujo, feio
eu sujo, feio; feio e sujo — eu fujo
Bandidos no poder, bandidos nas ruas, bandidos nos tribunais, bandidos no senado, bandidos nas capitais.
Bandidos nas polícias, bandidos nos hospitais, bandidos nas periferias, bandidos nos jornais.
Bandidos por toda a parte, por todas as instituições, bandidos disputando com bandidos, até mesmo dentro das prisões.
Bandidos de farda, bandidos de toga, bandidos de mandato, bandidos de droga.
Bandidos de exportação, bandidos que envergonham toda uma nação.
Bandidos as expreitas, tirando a paz do cidadão.
Bandidos se organizando em partidos, donos de legendas eleitorais, bandidos laranjas lavando imensos capitais.
Bandidos por toda a parte, bandidos que não acabam mais.
Que diabos de democracia é esta???
Para fazer bandidos é o que esta democracia presta.
O grito dos nossos meninos ...nas ruas !!!!
Saem as ruas jovens estudantes
E por vinte centavos errantes !!!
Não!!! Não !! Isso foi começo !!!!
Que das vielas gritavam
O grito era de ódio e repulsa
Contra os nossos mandantes !!!!
Meninos!!!! nos ensinaram .....
Que sem sacrifico e dor
Não conseguem barrar o orifício !!!
De uma política , que exala fedor !!!!
E nesse grito constante....
Desses jovens estudantes ...
Clamando para os 4 cantos!!!
Que não há vida sem dor ...
Saíram pelas estradas, das nossas capitais
Exigindo por vida com saúde
Para a nós, não perecer !!!!
Meninos de uniforme usado !!!
Vindo de escolas poucas e disputadas
Desse Brasil tão amado
Doente e sem ensino !!
Por obra dos nossos governantes
Que só vêem!!!!! Para nós, , com desgosto !!!!!
o rosto de quem lhes convém .....
Não!!!! Não foi isso que nos disseram!!!
Quando candidatos eram !!!
Prometiam mundos e fundos !!!
Com suas falas singelas ....
Elegeram -se e nos enganaram ....
Passaram - se os dias e anos !!!
E o grito na garganta entalado !!!!
Tratavam, nós como porcos ....
Dêem a eles uns trocados !!!!
Digam que é bolsa família !!!!
Assim calam-se os porcos !!!!
Pois comem resto de periferia
Mas nada de ensino ou saúde !!!!
Senão eles ficam espertos!!!!
E vão descobrir a canalhice !!!
Ai....Não os quero !!!nem por
perto !!!
E esses garotos foram vendo
Que era hora ,de para ruas ,ir ...
Enxotando esses maus governantes !!!!
Mostrando a porta para sair !!!!
Saudades do natal em Portugal, das ruas de Lisboa e de Coimbra, do cheirinho da fumaça da lareira, e do frio que gela a face.
Vivo vagando por essas ruas, na esperança de encontrar quem me compreenda. Talvez a solidão tenha me tornado necessitado de pessoas ao meu redor; ou talvez, minha dureza às tenha afastado de mim.
Acorda segunda feira é sua
É folia tem carnaval nas ruas
Guarda a alma nas estrelas esconde a chave na Lua
Uma cidade em total abandono e sem lei... ruas esburacadas, lixo em todo lado, sistema de saúde falido, comercio mal educado, pessoas arrogantes que se postam de donos de tudo...uma cidade voltada para o turismo de loucos que como nós também estão perdidos em meio a tanta sujeira e corrupção....
nene policia
Enfrentando ainda uma ressaca de Políticos corruptos, que me encaram nas ruas da cidade como se botassem medo em mim...
Com o medo eu fiz uma aliança; ele já não faz parte de meus sentimentos e sonhos, pois tornei-me a sua própria essência no convívio que me expunha as suas mazelas...
nene policia
Maior Abandonado
Ele, agora crescido, caminha pelas ruas da vida com uma sensação estranha de vazio. As ruas, como ele, são lugares onde tudo se perde, a começar pela inocência. Quando era pequeno, falavam do "menor abandonado", aquele que, por falta de cuidados e afeto, era deixado à margem da vida. Mas, e o maior? O maior abandonado? Pensando na canção Maior Abandonado, de Cazuza, ele se vê refletido em suas palavras.
Este adulto, invisível em sua dor, carrega o peso da ausência e do silêncio. Não há mais mãos estendidas com a frequência de outrora para aquele que, supostamente, aprendeu a caminhar sozinho. O mundo acredita que ele já esteja forte, que o coração, endurecido pelo tempo, saiba resistir aos ventos gélidos da solidão. Mas quem cuida de quem já não sabe pedir? Quem estende os braços àquele que, por costume, esconde as lágrimas sob sorrisos apagados? Ele caminha, solitário, nas ruas largas, onde ninguém se enxerga. Tal como na canção, busca restos e fragmentos de ilusões. E o que passou, talvez, só ele saiba.
O maior abandonado não grita por socorro. Não em voz alta. Ele anseia por mentiras sinceras, por gestos que, mesmo que breves, o façam esquecer a solidão. Sentado à mesa dos encontros, ele ri das piadas, compartilha olhares, mas, quando as luzes se apagam, sente o eco de uma ausência profunda. Não há mais braços que o envolvam com o calor de antes. Não há olhos que vejam além das máscaras que ele se habituou a usar. E, por vezes, aceita a presença de um corpo, com ou sem amor, apenas para não ficar só. Como migalhas dormidas do pão de outrora. Sua alma clama em silêncio, mas o mundo parece ocupado demais para ouvir.
E assim, ele segue sua caminhada solitária. Pergunta-se, sem respostas, quando foi que deixou de ser digno de cuidado. Em que instante a vida lhe impôs o fardo de carregar sozinho dores que nunca cederam ao tempo? Ele percorre os próprios desertos e, a cada passo, seus ecos se apagam, deixando apenas o silêncio como companhia.
Talvez, no entanto, o maior abandonado não seja ignorado pelos outros. Talvez tenha sido ele quem, ao crescer, aprendeu a se esconder. Talvez a maior solidão não seja a imposta pelo mundo, mas a que ele mesmo construiu, ao deixar de acreditar que também merece colo, afeto e mãos estendidas. E talvez, no fundo, ele reze para que o sagrado o proteja de si mesmo — desse vazio que, por medo ou acomodação, continua a alimentar.
Leonardo R. Pessoa
" NADA! "
Passaram-se já alguns anos e nada, permaneço igual
Tal igual as ruas esboracadas do meu bairro
Já fui tanta coisa mas nada, arranca de mim o que Eu tenho de racional
Como a dita fantasia dos sonhos acordados
Ás vezes me sinto tão insuficiente para mim mesmo
Eu tenho medo de fechar os olhos e abri-los quando velho
Meu pensamento tornou-se insignificante como todo o resto
Perdi meu ser crítico para este senso comum modesto
Ainda ontem tinha catorze e hoje celebro os meus vinte e três
Passei por tantas transformações e lições dos quartéis
Não sei se estas palavras surgem da embriaguez
Mas nada produz um sentimento como se Eu tivesse alguma invalidez
Não me arrependo de ter sido Eu mesmo
Mas de cada acto meu que foram tão pequenos
Quando precisei ser grande fui sereno
Como se Eu fosse as gotículas de águas que chamam sempre pelo o inverno
Os sonhos desgastam-se quando nos desapontamos
A paciência e a persistência ás vezes nos abandonam no combinado
A coragem segue os fracassados
Pois nada ocorre conforme pensamos
No vazio das ruas, no início de 2020, eu sabia que iria perder a pouca liberdade que tinha, mas não por causa DELES, mas pelo povo que ACEITOU e iria determinar o resto dos meus dias.
Eu tenho sumido das redes, das ruas, dos bares.
Tenho buscado a mim mesma no lugar mais difícil de se visitar, o âmago, que por vezes é amargo, mas que assim como o café sem açúcar estou aprendendo a gostar.
Nada contra todos estes lugares, onde as pessoas tanto sorriem, se arrumam para estar em seu melhor, cabelos bem penteados, maquiagens construídas em camadas, perfumes que se misturam no ar; é até admirável a dedicação para ser ornamental.
Tenho apenas neste momento, apreciado mais a cara limpa, as sardas, os linhas de expressão, os cabelos menos alinhados, e os amigos que falam o que pensam sem rodear, que levantam uns aos outros nem que seja a base de chutes, que abraçam pra sufocar, que não medem o riso, o risco, a circunferência do corpo, ou histórico bancário, aqueles que estão dispostos a dividir do melhor ao pior, a ouvir no silêncio e a gritar juntos se precisar.
No final das contas, na multidão, nos pequenos grupos, na solidão e até nas mídias, estamos sempre buscando uma conexão real: conosco, com o nosso mundo, com o mundo do outro e essa colisão de existirmos todos na mesma época, mas ainda assim em nosso próprio espaço e tempo.
