Ruas
Nas sombras do tempo, ele caminhava solitário pelas ruas de memórias desbotadas. Seu coração, um mausoléu de amor, guardava o fogo sagrado por ela. Ela, a musa imortal de seus sonhos, vivia na penumbra de sua ausência, uma presença tão vazia quanto as ruínas de um templo esquecido.
Anos haviam se passado desde que suas vozes se entrelaçaram em canções de promessas e suspiros. Anos desde que seus olhares se perderam nos labirintos da alma um do outro. Mas para ele, o tempo era apenas uma cortina fina entre o que foi e o que poderia ser.
Ela era como a névoa da manhã, presente, mas intangível. Ignorava-o como se ele fosse uma sombra indesejada em seu horizonte. Seu silêncio era uma sentença, sua indiferença, uma espada que dilacerava sua alma a cada dia.
Mas mesmo na morte ficta de sua conexão, ele persistia, seu coração como um farol na escuridão, esperando por um vislumbre da chama que um dia ardeu tão intensamente entre eles. Ele a amava além das palavras, além do tempo, além da própria morte.
Em seu amor, ele encontrava uma imortalidade que transcende os limites do mundo físico. Seu amor era uma epopeia, uma saga de esperança contra toda a lógica, contra toda a razão.
E assim, nas brumas do esquecimento, ele continuava a tecer os fios do seu amor, esperando pelo dia em que a morte ficta que os separava se dissolveria, e eles se encontrariam mais uma vez nos braços do destino, onde o tempo não teria poder sobre o eterno laço que os unia.
Desnatado Natal
Vagarosamente os flocos brancos
vestem as árvores e as ruas.
Pulam sorrisos nas mãos das crianças.
Casas adornadas de esperança
com pisca-piscas de mil cores
estampadas em portas coroadas de azevinho.
Fazem-se partir milhões de pedidos
aos confins da Lapónia,
sonhos embrulhados de inocência,
alarvemente aproveitados
pelo incessante consumismo.
À medida que o vento faz o playback da harmonia,
o Mundo fantasia-se de bondade.
A solidariedade incentiva a humanidade
a um consoado cessar-gelo,
comovem-se corações e Invernos
num calor humano que não aquece a verdade.
E a vocês, que fazem da rua a vossa cama,
das estrelas o vosso tecto, não têm sonhos,
[mas sabiamente observam
esses sociais mendigos corações
nos seus costumes no desnatado Natal],
abro as portas da minha casa,
ofereço-vos a minha mesa,
o calor do meu abraço,
e o sentimento deste poema:
o Natal é uma camuflagem
passageira no coração das civilizações.
Évora-me
da infância
à velhice.
Évora-me
das ruas
até às planícies.
Évora-me
vagarosamente
como um poema
de Amor.
Évora -me
da cabeça
aos pés.
O que eu fiz de errado?
Comprei uma flor linda pra te dar
Nas ruas tão feliz, sai correndo para te encontrar
No caminho parei pra te ligar
Você não atendeu, acreditei estar ocupada .
E estava, mas não imaginava que assim
Não esperava que você pudesse nem pensar em mim
E eu com uma rosa na mão
Te vejo com outro alguém
Cai flor, ficha e razão, me faz chorar
Pensando no que fiz de errado
Ao ser seu namorado
Já apaguei todos erros do passado
Eu quis é te ter do meu lado
Mesmo sendo um fracasso
Acreditei ser dono desse abraço
Se te fazia "tão bem" por que está sendo assim?
O que é que ele tem? vai diz pra mim
Se é só trair por trair, se queria um fim
Por que que respondeu um sim pra mim?
Nesse namoro de ilusão, você quem sai feliz
E eu saindo aqui sem coração
Mina se era pra ser assim
Bem melhor dizer não
Fica com ele
E eu com a solidão
Pensando no que fiz de errado
Ao ser seu namorado
Já apaguei todos erros do passado
Eu quis é te ter do meu lado
Mesmo sendo um fracasso
Acreditei ser dono desse abraço
Havia gente nas ruas, lojas abertas até tarde, luzes de natal, agitação, e como sempre, casais. Casais de mãos dadas, casais abraçados, casais se beijando, casais por toda a parte. Foi estranho, mas pela primeira vez em muito tempo, não pensei "todo mundo tem alguém para abraçar ,menos eu" ,eu só pensei "ainda bem...Ainda bem que estou sozinha, que estou solteira. Ainda bem que as luzes brilham e logo é natal. Ainda bem que as pessoas riem e ainda bem que me livrei de você".
Era surreal estar na Grécia com o mar egeu ao meu redor, as pessoas falando “kalimera” nas ruas, as praias paradisíacas, as colunas do partenon, a mitologia e a história se espalhando no ar com o giro do vento. Se eu estivesse na França, na certa me sentiria parte de um quadro de Renoir, mas eu estava na Grécia e me sentia parte de um cartão postal, um daqueles com uma linda moça sorridente de vestido, e ao fundo, as construções brancas e azuis de Oiá. Eu sou a moça do cartão postal e ela é feliz, extremamente mais feliz a cada dia que passa, e ela ri, ela quebra pratos no chão enquanto dança
“ Sirtaki” , ela vira um copo de raki e admira a glória do Partenon. Ela sobe as escadas de Santorini, nada no mar Mediterrâneo, se ajoelha perante o templo de Zeus, ela tem a persistência de uma espartana , ela é abençoada por Apólo.
"As vezes a vida escolhe...as vezes você escolhe...destino...caminhos trilhados...ruas escuras...campos de brumas...noites estreladas...dias nublados...passos largos...cadenciados...sem rumo...levado pelo vento...pelo tempo...segue a vida...vida que segue...se entregue...descubra a loucura...a fortuna...de viver."🌜💥🌛
A noite que não amanheceu
O Ano é 1945 a cidade Hiroshima-Japão, crianças brincam nas ruas, casais se amam em suas residências, na sala um homem sentado no sofá assiste o último noticiário do dia enquanto sua esposa termina de lavar o resto de louça suja que sobrará do jantar, no relógio já se marca 22h00min PM horas, as ruas em silêncio, um frio percorre todas as ruas iluminadas pelos postes de luz amarela sendo possível ver apenas andarilhos e moradores de rua vagam pela noite, faz-se frio na cidade, tão frio que começa a nevar, uma menina mostra a sua mãe algo voando no céu e lhe pergunta, mãe, aquilo é um avião? Uma estrela? O que é aquilo? A mãe sem ter ciência diz à sua filha que se trata de uma estrela, a criança então fica admirada com tal brilho até que de forma repentina o grande brilho vem em direção à criança e num piscar de olhos a mãe vê à sua filha tendo seu crânio dilacerado, um grande cogumelo de fumaça tomará conta da cidade e seus arredores, o relógio já marca 02:00 AM, todos os postes perderá sua energia, as televisões se apagaram e todos saíram nas portas de suas casas para verem o que estava acontecendo, mas o impacto foi tão grande que todas as famílias foram destruídas em questão de tempo e até hoje alguém pergunta e quando amanheceu? Bem, a partir desta data, nunca mais brilhará o sol naquela cidade, ficando conhecida então como a noite que não amanheceu, o relógio nunca saiu das 02h00min AM pois o céu se tornará cinza para sempre.
Relato de um sonho
Retratado na bomba de Hiroshima
A 7 CHAVES 🔑
Hoje me encontrei nas ruas dos meus pensamentos,
onde, em uma esquina, sempre vejo você passar.
No desencontro dos meus medos,
vivo um dia de cada vez,
um pouco de cada instante,
me revelando através da esperança...
Esperança de encontrar,
em uma parte singela das nossas conversas,
um segredo revelado —
feito de gentilezas, afeto, carícias,
palavras e músicas.
Gosto de você...
mas não como todos gostam.
Gosto de um jeito meu, especial —
guardado a 7 chaves 🔑,
que se revela com ternura e amor 💘.
O amor de um coração
que tantas vezes se perdeu
com medo de ser feliz.
Nada é tão singelo
quanto ver você sorrir...
e, nesse momento, sentir
que você me traz paz.
Que nossa presença
revela o segredo dos desejos
dos casais mais apaixonados —
resgatando o que um dia se perdeu
pelo simples desejo de viver.
Fhayom
A vida realmente surpreende a gente, pega curvas sinuosas, ruas sem saídas, para que possamos encontrar o caminho certo.
E mesmo encontrando o caminho, ainda surgirão dúvidas, questionamentos, será que é o ego querendo nos confundir?
(Fica a dúvida)
Toda a experiência que vivi, mesmo as mais terríveis, angustiantes e dolorosas, me trouxeram para pertinho de mim, atéquando houve uma desconexão de mim mesma, ou quando senti culpa e vergonha por me sentir potente e segura.
Quanta contradição esse mergulho me trouxe! Eu mesma precisei encontrar a resposta e montar todo o quebra-cabeça, peças que perdi pelo caminho, tive que voltar e encontrá-las, o que me tomou um certo tempo.
Algumas situações da vida também me colocaram de frente com meus complexos e inseguranças, relacionados a não aceitação de quem eu sou e a odiar isso, mesmo encontrando o equilíbrio e a paz no perdão e na busca do relacionamento harmonioso com meu autoamor.
Esse amor próprio realmente é uma construção diária, trabalho de ''formiguinha''! Santa paciência!!! (risos).
Mas se eu não tiver, quem terá por mim? É eu que me carrego todos os dias, sejam eles bons ou ruins...
É olhar no fundo do olho da minha criança interior que tem 5 anos e lembrá-la todos os dias que a amo e que pode sempre vir no meu colo quando precisar. Agradecendo por existir e lembrando o quão incrível e única é
.
Apesar de todo o processo doloroso que é olhar para si, é transformador construir e alimentaresseamor.
Hoje amanheci com medo! Medo de você, medo de mim, medo da vida.
Andei pelas ruas e mesmo assim estou com medo. Medo da morte, medo da sorte, e até do velhinho do polo norte, medo da luz do dia,da escuridão da noite, e da solidão e silencio da madrugada, medo do perdão, medo do pecado, estou com medo do céu e medo do inferno. Enfim com medo de tudo, medo até do meu medo...
(Mario Valen - Patife))
Parem de falar do amor de DEUS, parem de enviar mensagens de paz e de amor, vão para as ruas e com atitudes divina espalhem esse amor de DEUS e que as mensagens aqui postadas sejam dita de frente a cada pessoa que encontrar pelo caminho...(Patife)
Dezembro é um mês mágico!
O céu sorri...
As pessoas iluminam-se...
As ruas enfeitam-se...
Cristo nasce de novo em cada coração...
E, por um momento o mundo inteiro parece ter paz!
-Ah, se dentro de nós sempre fosse dezembro!
☆Haredita Angel
“E ele, por onde anda?
- Pelas ruas, pelos portos, pela vida... Amando a todas, menos à mim.”
Haredita Angel
14.01.12
Muitas pessoas vão morar nas ruas porque perderam o emprego e não tem como pagar o aluguel. Como irão procurar emprego e irem ao médico nos primeiros dias se não tem endereço?
Sonho que não venham
nunca mais ser trocados
os nomes dos heróis,
as placas das ruas
e os nomes das nossas
cidades e que entre
nós não haja nunca
mais baleados por
ordem do invasor
que é em si a verdadeira
tragédia para si mesmo.
Há quem perdeu a noção
daquilo que o invasor
faz o tempo todo contra
nós é um crime bárbaro,
Cada poema meu há
de ser mais forte do que
cada míssil pelo invasor
contra a Ucrânia lançado.
Não acolho com a minha
boca fechada e nem com
os braços meus abertos
que os caminhos com
gente mesquinha que
nega a agressão contra
a soberania venham
a se cruzar nesta vida.
Chega desta tragédia
distribuída na terra
dos meus ancestrais
e além fronteiras
desta estúpida guerra
de um invasor que tem
se comportado pior
do que qualquer fera.
Onde idioma ucraniano
não tem escapado
da voracidade e tem
sido forçosamente
obrigado a ser silenciado
por ordem deste invasor
que tem espalhado
a tragédia que é para si
diante dos olhos do mundo.
Por causa de tudo isso
na correnteza das águas
do destino eu atirei
o meu Vinok para a paz
e o amor vir de tanta
dor nos salvar daquilo
que está a sufocar.
sem perspectiva de cessar.
Enquanto isso, os campos
de trigo estão a queimar,
o bombardeio a estourar
e muita gente pelo mundo
afora com tanta mentira
sempre está a compactuar;
e eu não posso me calar
e o algoz tem aprender a parar.
Fevereiro é poesia
que invade a tela da TV,
as ruas e as avenidas,
É mês de celebração
em casa, na cidade ou no mato
com o ritmo do coração
não importa se você
esteja só ou acompanhado
o importante é seguir em frente
e sambando apaixonado.
