Ruas
Entre ruas desertas, incertas...copos, taças, vinhos...sinto a música que trás teu cheiro, ouço as flores que cantam tua voz !
A NOITE
Almas circulam nas ruas
Sonhos regozijam seus donos
Passa oculta em meus medos
Questiona o que somos
A sombra, pretume das cores, enaltece o luar
Vela, adormece, retarda o meu despertar
Faz o disfarce das dores, me perder sem notar
No sentimento, confundo
No teu silêncio, o barulho
Transcrita oculta em meus dedos
Num sono profundo
Uns dizem que ela resguarda
Outros, porém, que ela é tara
Do apaixonado poeta
Na noite que vara.
De tudo do nada que vivemos, me acompanham. São toneladas de querer, sentir...rua vai, ruas vem e não acaba. São noites, dias após dias, anos. Música toca, sorrisos lembram...silêncio marca ! Não há como fugir, escapar...está em tudo: está no rio, no sol, mar...está nas estrelas, no céu, no luar; te encontro nos pássaros, nas flores. Um doce lembra, sorvetes, chocolates...não há como apagar. Mora em mim, faz morada; me segue, persegue em tardes, madrugadas !
Chuva
Te vejo da janela
Tão linda mas também tão triste
Derramando sua solidão pelas ruas
As vezes quando te vejo
Gosto de sentar em qualquer Lugar e apreciar seu toque
Mesmo sendo tão gelada
Me sinto no conforto de um abraço verdadeiro
Como se você limpasse minha mente de todas as preocupações
E as levasse em bora pelo ralo das ruas
Alguns me chamam de louca
Mas eu só me sinto sozinha ...
Crianças fora da escola
nas ruas pedem esmolas.
Dormem nos bancos da praça,
nos viadutos ao relento.
Dias de frios e vento
cobrem com dores e mágoas,
carentes de amor e pão.
Maltratadas e exploradas,
vagueiam sem rumo e drogadas
matam por alguns trocados.
Crianças sem esperanças,
caminham soltas, acuadas
E cansadas de sofrer
vagabundeiam por aí
porém, ninguém quer ver.
- Inteligência demais assusta!
Parecia um dia normal.
Eu andava pelas ruas da solidão na companhia de minha única amiga. Minha sombra.
Não sei se era mais uma loucura minha, mas - entre passos vagarosos - trocava ideias com ela.
Perguntava e recebia respostas sobre várias situações.
Foi alugando o ouvido de minha sombra que percebi que inteligência demais assusta.
Mas, como assim? - Ela me perguntou.
Eu não me sentia normal entre as demais pessoas.
Acabei me tornando um amigo sem voz.
Ignorado por tudo que eu dizia.
Aquele dom que eu recebi me desespera.
As coisas que falo simplesmente não são compreendidas.
Eles não me escutam.
Do que adianta ter tudo e não ter nada?
Tive que abrir mão de muitas coisas.
Inclusive de minha vida.
Tive que viver segundo os planos de outra pessoa, que não fosse o ser inteligente.
A normalidade não existia para mim.
A inteligência e o pensar comum não combinam.
Eu era um ser estranho. Indecifrável.
Por muito tempo entendi mais dos outros do que a mim mesmo.
Pelo mesmo tempo, eu não suportei ter a sabedoria dentro de mim e não poder passa-la.
Queria gritar ao mundo um pouco sobre o futuro da humanidade.
Queria falar aos ouvidos surdos que a liberdade pode sim existir.
Eu queria muita coisa, inclusive, ser normal.
Do que adianta ter tudo e não ter nada?
Lá fora a chuva
lava as ruas , inunda os campos...
As mesmas chuvas, cujas enxurradas, destroem
são benção, trazem vida
e fazem brotar o grão.
Cika Parolin
Chuva!
Lava ruas, limpa alma, porém, poucos aproveitam.
Quanto tempo não sente às gotas de chuva no meio de seus cabelos, quiçá, escorrendo pelo rosto.
Ah! Desculpe, talvez a chuva estrague a “chapinha” ou o “corte” recente agredido pela “tecnologia” tão presente.
Muitos tem saudade do cabelo original, volumosos, com brilhos e que a chuva inclusive proporcionava mais propriedades de beleza e nada resultaria no acaso.
Mas, como rotina, estamos frequentemente sendo influenciados pela chamada “evolução”.
Felizmente, poucos, mais suficientemente necessários, buscam retornar ao passado, tanto pela sua própria sobrevivência quanto pela vida em seu entorno.
Onde um tomate por exemplo de aparência desagradável, pode ter mais valor que um brilhoso, liso e robusto, resultante do aparato químico em sua concepção.
Mas, ainda a chuva continua e de alguma forma fugimos, assim como fazemos muitas vezes do que esta a nossa frente e por algum motivo não queremos concluir.
Muitos nunca sentiram a gota, que aliás, não se permite o toque, quem dirá a natureza. Pormenorizado, simples atos são deixados de lado. Vejo declarados “amores” que nunca se tocam, não sabem o que o passar dos dedos no olhos proporcionam, assim como na sobrancelha, na orelha. Gestos em resumo de carinho simples, sem entretanto servir de local ou meio para qualquer benefício, mas simplesmente por existir.
Que se faça os detalhes destes toques, assim como a chuva proporciona a todos, um meio de simplesmente dizer “estamos vivos”, já que “muitos” não estão.
Complexo sim, muitas coisas menciono sem entretanto servir de total entendimento, já que apenas promove um apontamento e não necessariamente reflete o que é claro.
Ficaria muito fácil, por isso se chama reflexão. A compreensão faz parte de uma evolução individual e única.
Por fim e não menos importante, deitar a cabeça no travesseiro e dormir é fácil. Quero ver deitar e lembrar claramente dos detalhes que você perdeu.
A chuva é passageira, assim como tudo que a natureza nos proporciona, porém, os resultados perduram pela eternidade dentro de um ciclo.
Sem mais delongas, acredite sempre sem deixar de lado detalhes importantes que fazem total diferença.
Sobreviver no mundo da Terra do Nunca é fácil, muito identificado em todo canto, mas viver na realidade, é para os fortes.
Bom dia 27/07/2016
Andando ontem pelas ruas notei que se não nos apegarmos a Deus, a cada dia vamos matar mais e mais o verdadeiro sentido de compaixão e capacidade de entendimento entre o ser humano a vida a reciprocidade está esvaindo pelas nossas mãos.
São tantas malas, são tantas ruas...
Sem endereço, sem estradas !
Sem rumo, sem história
Sem tu, abandono...
Perdi o caminho...
Só águas,
Sem risos, sem sonhos !
Amor oculto, perdido.
Tentei, fui fundo
ultrapassei, infringir...
Mendiguei, implorei...
Pedi migalhas.
Sem respostas
Só silêncios,
Medos, enganos...
Faltaram palavras.
Sobrou lembranças
Em tardes,
Em músicas tatuadas...
Tocadas !
A lei das ruas é clara, Galvão: Se não for o lixo que orbita minha cabeça de merda, não é arte e eu atropelo mesmo.
Pés descalço .
Ruas sem intervalos
Tempos rompemos , vidas sobre vividas , ínvidas, sorvidas pela atenuante do minuto um instante .
Vidros , pétalas , caminham com a força da gravidade .
longevidade amor não tem idade .
Foge irrompe a realidade , lampejos beijos torrentes .
São ávidos pelo tempo cruzado , olhos existentes , abertos fechados .
D.A
By
Autora : Gislene Pascutti
"Enquanto revolucionários andarem à vagar sozinhos pelas ruas sem saída, de um povo sem cultura; o poder continuará na mão de idiotas."
Pelas ruas, pelos mares, a som dos sons da cidade.
Pelos ventos, pelos ares, todos buscam reciprocidade.
No chuveiro, na cachoeira, debaixo dos pingos descontraídos das águas da chuva.
Na praia, na sala, em uma mente brilhante.
Seja onde for, tem alguém que semeia o amor.
Em pensamento, em ações, em abusivas e gloriosas emoções.
Alguém lida com corações.
Em espírito, em corpo, alguém sente as vibrações.
Em momentos, em lembranças, em dias de esperança.
Alguém sempre renova uma aliança.
Seja adulto, idoso, uma criança, alguém ainda se encanta.
Seja dia, seja noite em meio a uma chuvinha de açoite.
Alguém sabe que apesar de tudo, o amor é o amanhã, o ontem e o hoje.
O amor é o meu, é o seu, é o nosso mundo.
Casas barrocas
Que bom esse dia,
crianças, sorrisos e marias,
subindo a ruas de mão dadas.
Cantando em plena risada.
A esperança e caminhada.
Hoje não nos faltam nada.
Pura a felicidade.
O cheiro de mar invadindo o nariz.
E a certeza da gente.
De gente. Que é gente.
Nasceu para ser feliz.
Brincadeiras lúdicas, sem preço.
Tão simples em plena paz.
Admirando casas de barrocos velhos.
Testemunham alegria de outrora.
Passadas para a novas gerações.
Simplicidade com os pés na areia.
Pular águas que não se misturam.
Sentir as correntes de ventos.
e o atravesso do amor no coração.
Agradecer da vida, o momento..
Caminhando feito corrente.
Pés descalços, e sorrisos quentes.
Onde a idade, já não existe.
marcos fereS
PORTAS DE RUA
Adoro portas espelhadas
Do centro da cidade,
Nas ruas mortas dos fins de semana,
E, passo na rua, sua,
Onde o trem dorme sossegado
E o pipoqueiro nem existe.
Adoro estas portas espelhadas
Onde acomodo os cabelos
E a camisa
Nas
Calças.
E vaio o vento
Que balança a chaminé.
Desperto o meu medo,
De faro aguçado.
Acordo um telefone
Mudo,
Surdo,
Numa sala trancada.
Esperança,
Num desses espelhos,
Estarás amada,
Retocando o batom,
Pela janela oposta.
Se uma igreja está plantada num local onde há muitos menores nas ruas, e não faz nada, o nome disto é omissão.
Ela voltou, ela voltou devagar
Chegou assim ternamente
Que é pras ruas não alagar.
Chove chuva, chove calmanente...
mel - ((*_*))
Se é Carnaval
#11;#11;Os blocos estão nas ruas, meu amor...#11;
Feito os sorrisos que acompanham as lágrimas#11;
ou as lágrimas que acompanham os sorrisos.#11;#11;
Se as pessoas, felizes, sambam suas amarguras#11;
é porque há muita felicidade em trânsito.#11;
E se faço silêncio, é porque hoje é carnaval.#11;#11;
Por que, meu amor, é assim que tem de ser...
#11;Amar com fantasia, fantasiando a perfeição.#11;
Como se o carnaval jamais tivesse fim.#11;#11;
E se é carnaval,
#11;vamos brincar até o dia amanhecer e a noite se cansar de nós.
#11;Depois a gente vai pra casa e se ama como se não houvesse o fim.
Eu só queria poder viver sem ser dependente, queria poder andar pelas ruas sem sentir a necessidade, a falta, a todo o momento sinto a abstinência pulsando no meu peito, a vontade irrefreável, e tudo isto fica claro na minha face, começa a maldita agonia, eu fico desesperado, como se alguém estivesse me sucofocando e arrancando de mim cada parte da minha alma, mas eu tenho que manter a calma, eu presciso conter meus instintos, por mais que neste processo eles me devoram por dentro, tudo isto foi por causa de uma mulher, que com sua doçura e sorriso lindo me encantou e tomou meu coração pra ela, fez de mim dependente, usuário do amor dela, mas ela se compara a um mistério, se assemelha ao um grito no vazio no qual não há eco, se assemelha a uma flecha lançada, uma bala disparada que não volta mais...Se toda está agonia, este sentimento maldito é amar, eu não desejo isto nem para o mais pecador desta terra, se realmente tudo isto é amar como as pessoas dizem , então peço a Deus para afastar de mim esta desgraça, pois se não ha tenho por completo, então prefiro viver sem, eu luto eu movo os céus e se for presciso até o inferno, mas não vejo a pessoa nem sequer mover uma palha...Mas eu insisto, eu puxo daqui, puxo de lá, e acaba por só seu está me esforçando, e chega a hora que nossos músculos se fadigam, caem no esgotamento extremo a tal ponto de não querermos mais nos levantar, e nos afogamos no nosso próprio sangue...É isto que acontece quando damos o sangue por alguém que não valoriza nada..Com isso vem a decepção e o maldito ódio de si mesmo..
