Ruas

Cerca de 1945 frases e pensamentos: Ruas

Já era Tarde; os falatórios pelas ruas cessaram,
as passadas apressadas pelas calçadas sequer pareciam ter existido.
O silêncio era sólido, impenetrável, melancólico...
Suas paisagens que um dia foram verdes e das mais belas vistas
tornaram-se apenas outros lugares, afinal de contas,
o que é um lugar bonito caso não existam observadores?

Os ruídos de seus Aposentos eram constantes, quiçá ritmados
Fazendo assim que a solidão viesse a ser um personagem,
Não o típico personagem de diversas falas e reviravoltas,
Mas um personagem que se mostrara sempre presente no seu drama e trama.

Horários e datas já não lhe faziam mais sentido, já que não havia pelo o que esperar.
Abandonara o uso de relógios,
na verdade, sequer lembrava a última vez os usara.
Não obstante, se pegava pensando:
"Relógios só nos são úteis caso queiramos chegar em determinado minuto, segundo."


Apesar de tudo, via uma certa beleza na sua companheira solidão
Junto a ela, seus pensamentos fluíam, não como água no córrego,
mas como a água que atinge o chão e foge em todas as direções e sentidos.
Tornou-se peculiar desde que ficara tão sozinha.

Acreditava que suas observações sobre a vida, depois de adotar a solidão como um mascote,
tornaram-se mais concissas e certeiras, mas quem sabe?
Não havia ninguém com quem pudesse discutir sobre,
Não havia sequer quem pudesse descobrí-la, estudá-la, sentí-la,
Até mesmo adorá-la.

Não esperava por momento algum,
já que achava a transição entre duas eras igualmente importante as tais,
porém, sabia que a solidão juntaria suas coisas e iria embora, não de forma abrupta,
mas juntando as coisas devagar, na medida em que a Vida nasce novamente.

Inserida por outranuvem

Diretamente das ruas Porto
anda curtir o nosso o som,
isto é rap interventivo
sente o poder da criação.

Inserida por TiagoSuil

Te encontro nas ruas até de olhos fechados
Sinto tua presença e a lembrança que eu tenho de você
Me faz querer te abraçar
Querer te encontrar
Das coisas que digo sobre a gente ter coragem
Às vezes me esqueço e quando vejo um outro dia clareou
E eu fiquei aqui
É difícil viver as verdades do mundo
Quando o seu coração não se sente à vontade

Inserida por Babbimarxx

Loucura é fazer todo o dia o mesmo percurso, passar pelas mesmas ruas, esquinas e pessoas.
Loucura é ter medo de aventurar-se diante da vida. É querer o mundo, mas não mover um dedo para sair do lugar.

Inserida por leandromacielcortes

Sim, Deus fez o céu Com ruas de ouro... Mas, não para mostrar que seremos ricos. E Sim, para mostrar o quão insignficante isso hà de se tornar.

Inserida por SamuelMenestrel

O verdadeiro cão de raça

Nas ruas dos subúrbios
Existem vários cachorros,
Desde os bem tratados
Que só comem rações,
E vão sempre ao petshop.
Até os mais maus tratados,
Que só comem nos lixões
E tem as ruas como os seus sexshop.

Os de raças tomam vacinas,
Vira latas! Só nas pracinhas.
Os de raças andam limpinhos,
Vira latas! Todos sujinhos.
Os de raças vivem de dengo,
Viras latas! Quase de vento.
Os de raças morrem de câncer,
Viras latas! Morrem de fome.

Esta luta pela sobrevivência
Mostrou-nos o outro lado da vida,
Antes de qualquer interferência,
Pense na opção escolhida.
Analisando o modo de sustento,
Vemos os verdadeiros cães de raças.
Os vira latas sempre surpreendendo,
Foram eleitos os donos da marca.

Inserida por 81024673

A carta

Tenho uma mania nostálgica de ligar memórias às pessoas em pontos nas ruas ou lugares que passo de carro, sobretudo quando estou dirigindo em horários calmos, cujo transito é quase nenhum, tentando me perguntar o que fez aquela pessoa quando passou ali? Faço isso sempre que penso em alguém que se foi para sempre. Porque é como se eu dissesse a mim mesmo, eu passo agora aqui, mas ela não passará mais.
Dá até vontade de escreve uma carta tentando-me desculpar por não ter me despedido corretamente. Por sinal a gente vive tanto em torno do nosso próprio ego que nos esquecemos até de perceber as outras pessoas quando estamos juntos delas.

Fui a mais um desses grandes encontros de” amigos antigos”, nem todos estão afastados lógico, sempre nos vemos, conversamos e temos amizade diária, mas na sua maioria é óbvio que perdemos o tato de como chegar; como diria o poeta: “No rio da vida, passou muito água sob a ponte”, e com as águas, foi embora toda intimidade propícia das grandes amizades. Daí que você descobre que se quiser mesmo vai encontrar desculpas para não puxar conversa com esse ou aquele; percebe que se fizer um esforço vai ter todas as razões para continuar com um grupo seleto aqui ou acolá e não vai perguntar nem como vai para aquele ou aquela da festa. Tem sido assim com todo mundo. Parece que com os anos, certas coisas ainda permanecem presas na memória. Não é privilégio só meu – vejo essa mesma condução com outros tantos amigos... “Se ele não fala, eu também não falo!” Termina a festa e mais uma oportunidade foi perdida. Sabemos que foi maravilhosa, a festa! Mas não conversei com todo mundo. Talvez nem quisesse ultrapassar a barreira daquele meu grupinho seleto.

Nas cartas de Marco Polo para o monge Sifu, perguntou-se sobre a razão da tristeza. E o velho monge respondeu: “Se você quiser, vai encontrar uma desculpa ou outra para continuar triste. Provavelmente estará certo sobre suas razões. Provavelmente todos estarão certos sobre haver desculpa suficiente para ficar triste a vida toda. A razão sempre existirá forte para aqueles que querem continuar tristes...”

Muito corretamente Sifu queria dizer que se você quer continuar certo sobre suas razões, haverá de encontrar respaldo para tudo. Porque ninguém vai satisfazê-lo nunca. As pessoas não nasceram para preencher nossas vidas completamente. Daí que é apenas opção sua manter-se longe de tudo e de todos. É opção sua, escolher quem ou quais farão parte de sua caminhada nessa vida. Mas, todos, de algum modo com prazo curto ou longo, terão que cuidar da sua própria jornada com ou sem você. Daí elas também terão suas próprias desculpas e suas próprias razões para não falarem como era antes com você.

Por isso pensei na carta que deveria escrever para cada um que deixei passar. Muita gente deixa para sentir falta, culpa ou remorso quando não tem condição alguma de sentir... quando a vida leva essa ou aquela pessoa do nosso convívio. Todo dia criamos a desculpa que amanhã ou depois eu falo. Eu resolvo.
Provavelmente muita gente tem seus motivos para não falar com esse ou aquele. Todos serão válidos, até porque muito certamente eles terão também os mesmos argumentos que você ou eu tenho para não fazer nada a respeito. E assim o tempo passa como um relógio acelerado. O mundo não será o mesmo. Nem eu ou você muito provavelmente passaremos mais mais por aqueles mesmos lugares; não deixaremos mais marcas em lugares ou situações em que ambos estivemos presentes... As desculpas ganharam da gente.

Inserida por xandrejp

Ah! ...

...Se pudesse
Saí às ruas
Pichar os muros
Com versos.
Contagiar
A alma
Daqueles
Que por covardia
Esconde-se
Não pinta o mundo
Com cores vivas
Nem descreve
Numa tela
A poesia da vida.
Deixando o medo
Ter tanto efeito
Que nem cabe
Num embrulho
Mal feito.
E se afunda
No abismo
Dos sonhos adormecidos
Em passados esquecidos...

Inserida por Irarodrigues

“Primavera chegando, flores desabrochando, espalhando perfume, colorindo, ruas, parques e jardins, dando novo tom aos nossos dias. Venha ser primavera também! Permita que esta estação se instale em você, desfrute da primavera do viver, deixe a alma florir, é tempo de desabrochar as mais belas flores carregadas de carinho, bondade e Amor. Seja flor, espalhe o perfume da fé e esperança, abra os olhos contemple as cores bonitas da vida. acrescente brilho, intensifique as cores, exale perfume de doçura, sorria mais, encante-se, cante, se solte, emane amor. Faça seus dias tornarem especiais, apaixone-se pelo viver deixe o melhor de voce crescer e florescer, ”

Inserida por GilCamargos

Pra que procurar Pokémon nas ruas, os "monstros" estão sempre atrás dos homens comprometidos

Inserida por tamidetamara

"A tradução das ruas em suas esquinas à cada oportunidade e seus suspenses. A cada caminhada o calor do asfalto, suas lojas fixadas e suas casas derrubadas. Oportunidade a cada esquina... A cada entrada... Você, seu objetivo vai te levar as vezes sem procurar o que queria, mas o que realmente queria você por lá. Não imagine, deixe acontecer; pois os mesmos pés que te fizeram ir embora são os mesmos que vão te fazer voltar."

Inserida por andrenj

O amanhã não muda
E amanhã tudo será igual,
O sol no mesmo lugar, a girar sem pressa,
As ruas terminaram nas mesmas avenidas de sempre,
As casas estarão à contemplar, os mesmos turistas,
As crianças à procura do mesmo ideal,
Diversão...
Na esquina um mendigo a cantar em uma viola velha,
As pessoas a colocar níqueis no chapéu, velho e sujo...
O engraxate fofoqueiro a contar a ultima noticia, ao seu pobre freguês.
O ambulante a gritar em um mega-fone suas ultimas ofertas,
A policia em sua ronda matinal,
A cabelereira com meia dúzia de clientes, a esperar por um penteado qualquer,
Os velhos jogando cartas na praça central,
As garotas a desfilar com seu Jeans azul marinho desbotado,
Os rapazes a beber em um boteco qualquer, falando de mulheres e futebol,
Mas num canto qualquer da cidade,
algo de estranho acontece,
Um homen de meia idade, cansado da rotina,
Resolve mudar a vida,
E descobre que só se muda a vida, encontrando-se com a morte,
Do ultimo andar ele olha o céu azul turquesa que se forma,
há anos no mesmo horário,
Indicando uma chuva intensa das três da tarde,
E num ultimo suspiro modifica monotonia vivida por todos.
Uma morte não estava nos planos daqueles seres,
Agora os turistas olham para um cadáver, as crianças experimentam o medo que a morte traz,
As casas se inflam de tristeza, o mendigo toca agora um som fúnebre,
E os níqueis já não fazem parte do show,
O engraxate arrisca um motivo,
O ambulante fecha seu humilde comercio pela primeira vez em 10 anos,
A policia já não sabe o que fazer,
A cabelereira não tem idéias para penteados,
Os velhos adiam sua apostas,
As meninas trocam o jeans por um vestido negro,
Os rapazes trocam o futebol por um sincero pesar,
E o homem de meia idade, agora estirado na rua do sossego,
Conseguiu finalmente mudar aquilo que mais o afligia,
O rotina do lugar em que vivia.
Mesmo que seja só por um dia,
Afinal amanhã tudo volta a ser igual..

Inserida por Hidalgo

Tudo apagado, tudo tão escuro e negro, ao olhar na janela ouço apenas sons pelas ruas, neste momento falta energia na casa também. As pessoas se apavoraram, uns voltam com medo, outros vão em busca de sei lá o que e onde, eles curtem essa história de andar no escuro, outros evitam por medo. Não me falta luz, essa inspiradora que por vezes dá voltas dentro de mim, enquanto ela estiver acessa como a simples chama da vela que me acompanha neste escrito, eu não temerei.
Agora me bateu um medo, pois olhei para a vela, e isso me deu medo, percebi que mesmo essa luz linda tem fim. Mas não é de seu fim que tenho medo, tenho outras velas aqui ao lado, e agora temo apenas em saber que se a chama da vela tem seu fim na última gota de cera, o que farei com a chama que há dentro de mim, será que há muita cera a envolvendo, será que apagará com o tempo. Agora temo esse dia chegar.

Oras, não vou cruzar os braços, pois se é que ela poderá apagar por falta de cera não será, vou à rua, vou a luta, vou aos amores, vou arrodear me desses que tem sido minha cera, vou buscar as mais densas. Os amores mais firmes, as amizades mais companheiras, o trabalho mais árduo e também seus antônimos nas pessoas das decepções, dos falsos, são as inspirações que não permitem minha chama apagar. Here I Go, por que o pavio está aqui dentro de mim, é meu coração e esse anda quente demais para permitir apagar.

Inserida por MaelAzevedo

Tenho andado pelas ruas sem saber aonde ir,
Preciso sonhar pensar, acreditar e sorrir.
A perplexidade do mundo e da vida me apavora,
Enquanto a dor da saudade me invade e me devora.

Olho para todos os lados, só vejo seu rosto,
Procuro desviar o pensamento e o olhar e não vejo outro rosto.
Minha vida se tornou rotina, a solidão é minha companhia,
Trago no coração uma triste melancolia.

Quero voltar para casa e encontrar a luz do meu dia,
Porém entre idas e vindas, percebi que perderei mais um dia.
Não se engane coração, a sua amada não viria.

Inserida por Fatichetti

E pelas ruas desse lugar incomum eu andava tão tristonha e naquele momento vi um vendedor ambulante passar e então resolvi comprar um sorriso, mas o vendedor ambulante me enganou, pois em troca do belo sorriso comprado, ele levou todo o meu amor.

Inserida por pensandoemtudo1

Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos ofereciam recompensas, hoje em dia pedem votos.

No meu temperamento vai um pouco de pimenta. Não é todo mundo que gosta, não é todo mundo que aguenta.

Inserida por CantorEduardoCosta

Vou voltando sobre a sombra da noite da escuridão
Caminhando pelas ruas sem nenhuma razão
Começo a refletir o que faço aqui
Sem expressar aqui o que sempre escrevi
Olhando para o céu tentando descrever
O amor e a saudade que sinto por você
Vejo uma estrela
Que brilha como os teus olhos
Que podem dizer como é difícil amar você
Se amar é sofrer , sofrerei por você.

Inserida por myshhitomi

Andei pelas ruas mais escuras, pelas avenidas menos movimentadas. Atravessei obstáculos, bati, apanhei, sofri, chorei, sorri. Senti os medos mais profundos, e enfreitei-os. Congelei no frio, fui torturada pelo calor. Machuquei meus pés, cansados de tanto andar. Carreguei minha cruz como nenhuma outra pessoa pode carregar.
A vida não me engana mais, não mais. Desistir não é meu forte, prefiro arriscar a minha sorte.

Inserida por camillasousa

Quando chove e a chuva transforma em lama a poeira das ruas, o cheiro da terra molhada me traz a impressão de que estou revisitando lugares onde já estive em outros tempos e em outras ocasiões. A chuva que borrifa o chão e que tem o poder de revelar as lembranças de ontem me provoca uma sensação real de que eu já vivi dias melhores.

E por assim amar tanto a chuva que, quando chega, chega como um presente, nestes dias de sequidão e fumaça me recinto do som da garoa batendo no telhado e embaçando a vidraça da janela por onde eu vejo e espero esse tempo seco passar. Quando chover de novo eu quero estar desvestido a caráter e me envolver neste espetáculo como um personagem atuante da cena e não como mero espectador.

É tempo de estiagem no cerrado. É tempo de fogo, frio e calor ao mesmo tempo no planalto central. É tempo de nariz sangrando, de ar rarefeito, de casa empoeirada, de tosse, pigarro e de garganta seca ao Deus dará. É tempo de fuligens de queimada flutuando na brisa fraca como se fossem bruxinhas negras a pousar quase que propositalmente nas poucas superfícies brancas que ainda temos para olhar.

Chove chuva! Chove sem parar. Chove e lava a minha alma repleta de tanta vontade de ver este céu desabando. Caia como gotas prata e faça brilhar a pouca folhagem que ainda vigora. Chove, porque de tanta secura o cerrado padece e por sua falta chora.

Sendo assim, só me resta esperar que em breve o céu se feche, escureça e a chuva se derrame em minhas mãos como uma bênção. Quero provar o sabor das nuvens novamente. Desde agora já estou pronto para ser engolido por qualquer temporal que venha sem aviso. Se a vida é como uma chuva que cai intensamente e logo passa, viver é quando a gente se lança no meio da tempestade e se deixa molhar sem medo.

Inserida por reneevenancio

"RUAS DESERTAS"
Pobre mulher de todas as esquinas que andas a vender? o aspecto do teu amor?
Ninguem o quer. cheira o esqueleto e o suor.
Pobre mulher de todas as ruas que andas a vende? carne de calafrio?
Ninguem a quer. cheira o poço frio.
Pobre mulher de todas as garras que andas a vender? A tua solidão?
Ninguem a quer. trazemos-la no coração.
Pobre mulher de todas as esquinas ja sem carne nova como as outras meninas. . .
Ninguem te quer! cheiras a terra. cheiras o siencio. cheiras a cova.

Inserida por Poisonblue