Ruas
deprê
vejo as ruas escuras
e na pele, vento gelado
me faz temer amanhã.
sombras e passos
marcam esse momento
nostálgico.
Hoje parece ser ontem,
ontem parece ser distante,
não chego e entristeço.
no túnel interior,vejo futuro,
sinto medo,fujo de tudo
e não me acho!
Entre as ruas que costumávamos passar, os lugares que gostávamos de frequentar, as musicas que vivíamos a escutar e as risadas que pareciam não cessar, cedem ao silencio assustador da solidão. Talvez amor seja um lance de sorte, um pênalti decisivo onde se sente uma explosão de sentimentos, medo, euforia, tristeza, alegria, vontade de gritar e de chorar. Ele respira fundo, se prepara, olha e chuta. - Na trave ! Mas foi por tão pouco, o atacante merecia o gol, o goleiro e a torcida adversaria vibram com toda intensidade. Atras de todo fracasso, sempre existe multidões em êxtase. A felicidade de um e a tristeza do outro, é inevitável, não há como negar. Seja no futebol ou no amor, só entre pro jogo se tiver disposto a suar a camisa, a não desistir, a virar placares, a calar a torcida adversaria.
Suas ruas são tão limpas
Belas são as suas avenidas,
Exemplo para todo Brasil.
Suas ruas são tão limpas,
Capital modelo de limpeza viu!
Esse local de gente bonita,
Encanta pelos cartões postais.
Do Ipê amarelo, campos e colinas...
Curitiba, ornamento vivo nos Natais!
Seu ar gelado em pleno verão,
Não disfarça seu estilo europeu.
Manhãs acanhadas sem emoção,
Fascina quem visita o seu apogeu!
Suas mulheres encantam ao desfilar,
Vestidas com véus amarelos naturais...
Cabelos que o Brasil quer imitar,
Nas pretas, índias e castanhas, são artificiais!
Ruas, becos, vielas
É grandiosa ela, gigantesca!
Suas cores que vibram, seu céu...
que céu.
Azul com cinza, colorido das casas
e vermelho. O vermelho que não gosto.
Vermelho dela, que volta e meia lava ela e que motiva a queda daquela pesada, gelada e salgada lágrima.
Corpo estirado no chão!
Mais um menino morreu, cena alterada, o porco de farda atirou e falou "É bandido!"
Prova implantada e enquanto agoniza — Essa arma não é minha, senhor...
Era tarde!
Pobre menino, sua voz ecoa na consciência do gambé, bradando "sou estudante, senhor!"
Ele sabe... A mãe que chorou, a favela que acordou, a vida que ele tirou, os fantasmas que para si levou.
Para eles suplico em prece encarecida:
Não o deixe dormir, não! Ele tem que pagar!
Farda macabra, mãos eternamente manchadas. — Lamentamos o caso... Disse o Governador.
Genocídio, violação, desrespeito...
Ainda sim, adoro as cores dela e imagino um futuro de igualdade pro povo que vem de lá.
Paz é utopia, eu quero é respeito para ela
Respeito pra favela!
Jovem Princesa que de sua janela obervava;
O moço plebeu, pelas ruas a cantar
Seu pai aproximou desta e gritou
"com este daí, tu não podes amar nem casar!"
Olhou para o Rei e logo lhe disse;
Disfarçando vossas expressões
"Olhe para mim, meu pai!
Para vós prometo que nunca cumprirei tais ações."
A moça desolada foi para seu quarto
E após jogar-se na cama,
Pôs a mão em seu peito e falou baixinho
Que ele era a única pessoa que ela ama.
Tentar diagnosticar problemas alheios é entrar em ruas sem saída, procurar resolvê-los é ingressar num labirinto.
Ruas do passado
As ruas do meu passado
Não tinham sequer asfalto
No máximo pedras com piche
E a constante falta d'água
Nelas as brincadeiras não paravam
Do pique bandeira a roda gigante
Nas calçadas de barro o tal triângulo
Intensos jogos de bola de gude
Tempo dos cachorros vira-latas
A troca de figurinhas uma rotina
Todos os cantos campeonatos de várzea
Época que ficou cravada na história
Estação das flores
A primavera chega com seu colorido
As ruas estão repletas de flores
Não sei quais as que mais se admira
Fico extasiado em meio aos colores
Após a cor cinza das nuvens carregadas
Vejo os lindos jardins com pudores
Mesmos sendo eles os protagonistas
Humildes são canteiros e bastidores
Estação que mais embeleza a cidade
Aquece os corações das lindas moças
Haja buquet de flores em toda parte
Dom Ruam da vida se assanha todo
Essa linda estação é muito confortante
Um preparo para as paixões ardentes
O verão espreita para unir essas gentes
Mas só é possível com a primavera quente
O caminho
Caminhando pelas ruas sem muita alegria
Sabendo de todas as possíveis limitações
O princípio pode ser sinal de um cruel final
Nos tombos da vida com prováveis variações
Remove e contorce provocando o pobre ser
As veredas da vida inútil anuncia a maldição
Restauração e destruição sem fim deixam duvidas
Recôndito futuro o assombra com contradições
Terra movediça sem a firmeza esperada
Absorve toda essa louca vida na calada
Tremula no escuro da incerteza está à vida
Desprendendo com intensidade a triste alma
Os seus ossos ainda confiam e seguem firmes
Eles o mantêm de pé nesta dura e árdua labuta
O alicerce mais sólido provoca o epílogo do filme
Para assim poder dar a volta por cima nesta vida
Gosto do efeito da bebida na madrugada, que me faz andar zig zag pela calçada. As ruas do Rio ficam mais interessantes e naturalmente desvio dos buracos da calçada...mas às vezes atrapalha...
Árvores com querubins e bolas coloridas, ruas iluminadas com enfeites de todos os formatos, mesas repletas de frutas e comidas temáticas. Tem amigo secreto e troca de presente, as mães organizam a ceia, as avós tricotam as roupas e os pais decoram a casa. As crianças correm ao redor da árvore, o cachorro late, o gato mia e o papagaio não para de tagarelar. No fim do ano, tudo fica mais bonito, mais colorido... na faculdade o ritmo já é de férias! No trabalho, as atividades não parecem ser mais tão monótonas assim. As lojas, embora cheias, são nessa época do ano mais prazerosas. Isso se resume em três palavrinhas mágicas FIM DO ANO! Esse é o momento de pagar as pendências, nada pode ficar para trás. Perdoe aquela briga, esqueça aquele rancor. É natal, meus caros, e o que vale é o amor. Não fique preocupado em sentir saudade, nesse momento todo mundo fica mais sensível, isso é uma verdade. Então que tal fazer algumas doacões? Doe cobertor para quem sentir frio, dê comida para quem tem fome, doe abraço para quem ta na escuridão, doe beijos para quem tem carência e doe afetos para quem não tem amor. Se tiver lágrimas! que seja de FELICIDADE. Se tiver vontade! que seja de ESTAR PERTO. Se passar vergonha! que seja por se DECLARAR. Se ficar incomodado! que seja de tanto SENTIR CÓCEGAS. Se tiver luta! que seja pelos seus sonhos... se tiver que brigar! que seja para ajudar alguém... se precisar gastar! que seja com presentes e se for preciso morrer, que seja por amor. Que 2017 traga novos SONHOS, desáfios, pudores.
Que 2017 traga novos VENTOS, momentos, sabores.
Que 2017 traga novas PESSOAS, saudades, realidades.
Que 2017 seja um ano de muito LOUVOR, FERVOR E AMOR!
Que a gente possa mudar o caminho, mas jamais desistir dos sonhos.
Que a felicidade seja constante entre a família e todos os amigos. Que a paz permeie nossas mentes e nossos espíritos. Que a vontade de viver seja tão necessário como é o amor para o coração. Com açucar e afeto eu desejo para você: FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!
Prisão mascarada
Ruas postes, esquinas viradas.
Vejo cabeças, pés e mãos.
O que vejo são vãos.
Mascarados de graças baratas.
E liberdades santificadas.
De olhos afobados apontados.
Para os doces pecados.
De viver como se fossem vigiados.
E isso aumenta a fome, a vontade.
A desordem se faz.
Por querer demonstrar um cartaz.
Quando obviamente.
“O que é?” não se responde por si.
Natural é ir, vir.
E ser no estado de estar.
Demonstrar, acorrentar.
Soletrar, balbuciar, dá no mesmo.
Infelizmente ainda é uma criança.
Chora sempre alto, com a esperança.
De um prêmio, seria um biscoito?
Seria por que tem dezoito?
Anda contando os passos para mostrar.
A liberdade que tem ao andar.
Pobres são os que são.
E aqueles que se esforçam para estar.
No ato de apontar, remoer.
Planejar o libertar.
Esvair-se á toda a liberdade.
E desta forma de dentro para fora.
Cidade Itinerante
E naquelas ruas e nas estacoes do metrô, o amor ecoa na boca dos amantes, entre os trilhos da cidade itinerante.
E ali, naquele mundo que é so deles, os amantes de brilho de sol, encobrem os dias cinzas e falta de amor ao redor. ...
“ Andando pelas ruas, no escuro da noite sentindo o sereno batendo em meu rosto em meios turbilhões de pensamentos que se perdem, buscando se encontrar...”
... Um pedido. ..
Temos que refletir naquilo que pedimos, um menino que andava pelas ruas, pois havia perdido seus pais muito cedo, vivia de esmola e pedindo favores, mas sempre pensava em ser rico e bem sucedido, o tempo foi se passando até que um dia teve a sorte grande e ganhou uma considerável riqueza, porém junto com isso veio os problemas de saúde, que estava associado a riqueza adquirida, passado o tempo, de joelhos no chão, pediu que não queria mais aquela vida, porque não tinha a saúde para desfruta-la, nisto soou uma uma voz em sua consciência: "filho sabeis o que pedirdes, pois quando EU senti-lo merecedor, talvez não queiras mais".
... sivi...
Na escuridão de mim
Vejo teus olhos
Distantes léguas, ruas...
Na loucura de ter-te por perto
Te caço entre grades, tetos.
Sou refém das minhas loucuras
Loucos, tortos devaneios.
Me aprisiono na saudade
Me acorrento nas memórias
Lembranças,
Enlouqueço na vontade
Obsessiva, delinquente...
Muros, portas se trancam
Se fecham,
Me perco na agonia
Sem rumo,
Só o passado a minha frente.
Procura sem limites
Sem medidas,
Não há espaço, não há luz.
Só réstias,
De um sonho esquecido
Perdido,
Na história do tempo.
