Reflexão de Vela
Mil beijos
Afogado em beijos
A mil o coração
O rosto afogueado
Leio, desejo vê-la.
Quiçá, amá-la.
Êpa! Alto lá!
É que já a amo
apenas por tê-la assim.
Mil beijos, onde os queira sentir.
E não aceito que a nada te obrigues
“Ao vê-la com uma criança nos braços, a forma como cuidava do sobrinho, o tempo parou.
Os meus olhos brilharam — não por novidade, mas por confirmação.
Era como ver o futuro com nitidez.
E dentro de mim, uma voz sussurrou com firmeza:
'Tu sempre soubeste que era ela.
E agora, mais uma vez, o universo reafirma.'”
Perdido Dentro De Mim
Perdido dentro de mim, sem vela, sem norte,
caminho em espelhos que sangram a sorte.
Meu peito é um bosque de névoa e vazio,
onde a alma se esconde, chorando em frio.
As vozes que escuto são minhas, e não são,
sussurros antigos de outra versão.
Amores que tive — ou apenas sonhei —
flutuam no escuro, mas nunca os toquei.
Meu coração grita num canto fechado,
ecoando memórias de um tempo apagado.
O amor que me resta é sombra e punhal,
um beijo que corta, silêncio fatal.
E quando me busco, não sei o que vejo:
um vulto cansado, sem luz, sem desejo.
Se volto ao meu corpo, não sei se é meu fim.
Pois sigo perdido, perdido dentro de mim.
Copyright By Izaias Silva
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Ritual de Entrega
Apaga as luzes.
Acende a vela.
Sente o calor da chama e diz meu nome em silêncio.
Desnuda tua pele como quem se despe da razão.
Fecha os olhos.
Imagina minha voz guiando teus desejos.
Passa os dedos onde minha boca estaria.
Devagar. Obediente.
Cada toque é meu comando.
Cada suspiro, tua oferenda.
Sussurra: "Sou tua."
E deixa que o feitiço te leve.
Porque agora, és minha
no corpo, no querer…
e no prazer que só eu desperto em ti.
Amar pela metade é como tentar acender uma vela sem chama.
É como entregar um cálice vazio e chamar isso de vinho.
Ou se ama com todo o ser — ou se deve ter coragem de admitir: não é amor.
Assim como a vela na escuridão, é o Amor de Deus em nosso coração.
Não ofusca os que estão ao seu redor, mas aponta uma direção.
Para que através da minha chama, eu possa acender a sua.
Basta encostar nossos espíritos em agradecimento a D'us.
Que ela se propagará.
Assim é o Amor Divino, espalha luminosidade sem perder a própria Luz.
Amen🙏
A avelã da aveleira, avelaneira ou avelãzeira
Parece até brincadeira, o que mais quero é vê-la, ver cá, vem cá Avellar
Deixa o vento bagunçar teu cabelo, meu coqueiro!
Avellar deixa a derrota, chega pra cá Vitoria.
Olhinho de gota brilhante do mar
Secou as minhas vistas de tanto olhar!
Molhou meus olhos e algo a baixo do umbigo
Fiz alguns rabiscos, desenhei e escrevi algumas coisas que queria te dar, nenhuma delas cabiam em um só papel
Poderia te dar o que tenho no peito, mas coração só bombia o sangue
E cérebro bombeia sorriso que insisti em me dar.
CUIDE DO SEU AMOR
Autora: ( Profª Lourdes Duarte)
Quem não cuida das flores, irá vê-la murchar
Da mesma forma é um grande amor a quem a vida negar
Plante seu jardim, entre espinhos, as rosas brotarão
O amor quando é amor, os espinhos vencerão.
As flores refletem bem o que é vida e o amor
O tempo que não volta atrás e os amores que se vão
Decore sua alma conserve seu jardim
Com flores, rosas e jasmins, mas não te esqueças de mim
A rosa é a rainha entre as flores a mais bela
Mas quando chegar o inverno não terá o perfume dela
Da mesma forma é o amor quando não é alimentado
Para continuar vivendo com coração amargurado
Mesmo despedaçadas as rosas exalam seu perfume
Assim como o amor guardando no coração destroçado
Como as pétalas a cair no chão num jardim descuidado
Cuide do seu amor como flores no jardim.
Nossa mente é como um barco a vela, se o timoneiro não estiver no comando, quem determina a direção do barco é o vento.
nas asas cegas
a traça sonda
sobre a luz da vela
a misteriosa beleza
o lúgubre destino
a sua morte inesperada.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "nas asas cegas")
Quero vê-la mesmo com toda a tua palidez. Quero tê-la mesmo faltando-te a lucidez. Quero tocá-la mesmo com toda a tua languidez. Quero encatá-la nem que seja pela última vez.
É Festa!
Os moradores do planeta assopram mais uma vela,
Mais uma dança do movimento de translação na história,
Fogos de artifícios rabiscam o ansioso teto da meia-noite por todos os lados,
Risos, ritos, gritos, abraços e votos por todos os cantos,
A fé do povo que acende a vela,
A dor do povo que chora na capela,
A fome do povo que morre na panela,
A alegria do povo que sacode a canela,
A esperança do povo que navega na caravela,
O amor que mora no peito que é só dela,
Intuição é o silêncio da sabedoria e seu tom é em talento de guia, não precisa necessariamente vê-la e ouvi-la, basta senti-la, se percebê-la encontrará passividade, esta nasce de uma consequente fé, de uma intrínseca certeza, embora não vista é evidente, clara e eficiente, é uma sublime jóia, se te orientar por ela, identificando-a por consequência, esta certamente te livrará das desmotivações ilusórias, sugerida por ela, te protegendo em sua música e essência nascente, pois que certamente esta é uma mãe em nosso caminho.
Palavras ecoam na minha mente...
Lidar com a vida como um barco a vela deixando o mar te levar...
Sendo sincero vivemos apenas no reflexo de um espelho...
Nas sombras do espelho pode se ver o amanhã e suas brechas deixadas por nossas almas...
A verdade que guarda a luz de tuas facetas...
Ilusão que surgem quando terminar a esperança.
Tudo que importava era a felicidade.
Alguns dias, minha infância parece muito distante. E outros, eu quase consigo vê-la. A terra mágica da minha juventude. Como um lindo sonho em que o mundo inteiro parecia uma promessa...
"Numa corrente de orações acenderei nessa noite uma vela e pedirei pela restauração da saúde dessa pessoa que tanto sofre com enfermidades”
Toinha Vicentina (1911-1998)
