Reflexão de Vela
Se a liberdade é a luz que nos guia, que o imposto seja uma vela acesa pela escolha, e não uma sombra que nos cega na penumbra da imposição.
A beleza da vida as vezes passa despercebida quando não somos capazes de vê-la nas coisas mais simples.
A luz trêmula da vela
Reflete nos tímidos pingos
De chuva na janela...
O vento corta a noite fria
E o "diz que diz que"das folhas
No nosso antigo jardim
É como uma canção de saudade de ti... Um doce lamento,
Que ecoa no meu peito...
E é minha única companhia
No que restou do nosso leito...
Uma vez uma pessoa importante me disse: Filha a vida é como uma vela uma hora estamos acesos, mais com um só sopro ela pode se apagar.
Indubitavelmente, a prática de iluminar uma vela em vez de proferir maldições à escuridão é, sem dúvida, uma metáfora rica em significado simbólico e moral.
Tal adágio sugere uma postura proativa e construtiva diante dos desafios e adversidades da existência humana.
Contudo, é imperativo salientar que a atitude de acender uma vela não implica em negação ou minimização da existência da própria escuridão.
Pelo contrário, ela denota um reconhecimento da dualidade inerente à condição humana, onde a luz e a escuridão coexistem, cada uma com seu papel e significado na tessitura do tecido da vida.
A luz de vela é efêmera, assim como a luz das estrelas, mas a luz natural é duradoura, ainda que em tempos nublados.
A Dama de Ouro
Flechas de fogo suspendem-se perante a guerra
Ao vê-la transitar em meio aos corpos
Soldados presumem um ser angelical onde seus lábios citam
O caminho do alvorecer, o horizonte mais belo
Olhos que pairam os corações mais esbeltos e poéticos
Aves propõe a enfileirar-se para presenciar
Por onde movimenta-se o seu perfume, desmancha as dores
Os cachos são banhados em ouro fino com pétalas de orquídeas ao final
Seu rosto macio pairou nas memórias do velho soldado
Lembranças do seu grande amor em verões passados
O rosto da amada em ternuras expressas
Seu olhar alegra-se após décadas
Por um curto momento retornou ao por do sol nas colinas
Uma voz libertina o diz para sorrir e viajar nos mares cristalinos dos céus
Colidir com as nuvens enciumadas por seu grande amor
Onde duas almas amavam-se em uma roda gigante tocada pelo universo
Enlaçando um véu por suas cabeças no caminho da eternidade.
Difícil mesmo é olhar para foto dela e pensar que existe a possibilidade de nunca vê-la pessoalmente, dói só de imaginar, e ao mesmo tempo que venero seus traços numa imagem penso em como será quando nos olharmos pela primeira vez.
Me dê um beijo, estamos indo sem vela
Um beijo, estamos indo sem vela
Tem fogo em nossa porta, amor
Talvez eu não te veja, mas eu tô indo pra guerra
A vida é como uma vela queimando, então saia, cante, dance, beba se assim desejar e faça sua chama queimar intensamente.
Acendi a vela
Peguei duas taças
Uma garrafa de vinho
Na vitrola, Manhattans.
Na vivenda com a dama
Noite adentro de amor
Braços entrelaçados
Brinde, minha flor.
Naufrágio
Sem rumo em um barco que não é a vela.
Em um simples barco de papel onde foi guardado sentimentos.
Foi afogado por marés de dores e porquês.
Girando em torno de sentimentos que causam confusões.
Cada vez mais tonto por conta da ilusão que foi o girar de um gira-gira e o balançar de um balanço.
Por mais que não alcance mais o seu sorriso e seu olhar,continuo a lembrar.
Afogando sozinho nesse barquinho de papel que me foi deixado.
Me sentindo vazio,sem mudanças,são ilusões?.
Será que houve entendimento ou foi apenas um tanto faz,pois ficamos mais distantes e frios.
Tentando similar polo norte e Polo sul nunca nos encontramos.
Um homen de verdade cuida da sua amada como uma joia rara, pq não ia suporta em vela com outro cara, a morte não é uma opção, mas enfim fica a questão.
A esperança é como uma vela acesa no coração. Mesmo nas noites mais escuras, ela brilha, lembrando-nos que a luz está sempre por perto.
