Reflexão de Vela
Três meses sem vê-la. Três semanas sem ouvir nem uma palavra. O silêncio que antes parecia sufocante agora soa como um eco distante, como um barulho de algo que se quebrou e nunca mais voltou ao normal.
O sábado chega e passa como qualquer outro dia. Não há planos, não há expectativas. Apenas um dia a mais, onde as lembranças vão e voltam sem pedir permissão. O celular já não vibra como antes. Não há notificações dela, nenhuma mensagem inesperada, nenhuma brecha para pensar que talvez ainda exista algo ali.
A vida seguiu. Ou pelo menos finge que seguiu. O trabalho ocupa o tempo, os compromissos enchem os dias, mas nada preenche o que ficou vazio por dentro.
Será que ela sente falta? Será que pensa nisso quando deita a cabeça no travesseiro? Será que em algum momento do dia, quando ninguém está olhando, ela se permite lembrar?
Talvez sim. Talvez não. Talvez nunca mais.
E assim mais um sábado se encerra. Mais uma semana se soma ao tempo que arrasta tudo para longe, sem pressa, sem avisar.
A razão é o timão que guia. A emoção, a vela que impulsiona. Mas sem os ventos, nada se move. E não, isso não é sobre barcos!
Quando estou perto não quero vela, mas quando estou longe penso nela o dia inteiro. Estou me afundando nessa confusão da minha mente e não sei o que faço. Tenho medo de perdela e ao mesmo tempo não quero mais está com ela.
há tamanha solidão no mundo
que você pode vê-la no movimento lento dos
braços de um relógio.
Estamos unidos não apenas como vizinhos, mas por um dever partilhado. Manter a vela da civilização acesa enquanto o resto do mundo foi lançado nas trevas.
Quando o universo refaz o seu destino e a natureza faz o seu milagre no nascer do dia, Deus já velava por mim, no repouso da noite mostrava o mistério,
edificando a igreja e a minha família. Deus nos fala através de sonhos e visões, fala na sua palavra, fala no vento, de diversas formas e maneiras. Deus cuida, e o seu cuidado é demasiado, grandioso e gratificante. Obrigado, Jesus!
O futuro é uma vela acesa
Pra que leva a Fé e esperança
Sendo isso a maior riqueza
O passado é apenas uma lembrança
Chega o tempo que temos que florir
Pra florir é preciso ter plantado
A momentos que temos que sorrir
As dores ficaram no passado
Todo dia um novo recomeço
Qual terá seus próprios desafios
Eu recebo somente oque mereço
Vou fazer hoje mesmo meu plantio
Eu aprecio a Justiça! E quero vê-la brotar em todos os lugares. Ela está em cada coração corajoso. Ela se propaga na força da União de quem tem os mesmos valores. A Justiça não é apenas o meio de se manter a paz. Ela é a Paz!
Sim, amo cartas escritas a mão, boquê de flores sem datas especiais, jantar a luz de vela sendo só vinho e macarrão, e aquele desenho bobo passando na tv, respiração sobre meu peito, meus dedos entre cabelos, e um sorriso de canto pra agradecer aos céus, isso me faria tão imensamente feliz, e tão igualmente idiota por querer.
Ah, para acender uma vela, o que é necessário?
É preciso que a escuridão me engula primeiro,
que ela me envolva e me consuma,
que eu não veja sequer o mais tímido raio de luz.
Não, não se pode gerar luz onde não há sombra,
onde não há ignorância,
onde o ser não é forçado a ser,
a querer, a tentar.
A luz existe porque a treva a empurra,
porque sem o medo do escuro, sem o cansaço de lutar contra ele,
não haveria chama,
não haveria sequer o esforço de um gesto.
Um dia compreenderás que a luz mais verdadeira não ilumina, mas vela; que a presença mais poderosa não se impõe, mas sussurra por dentro; e que há mais eternidade no silêncio de um homem esquecido do que nos discursos que se pretendem eternos.
Havia um homem que carregava sempre uma vela para iluminar o caminho das outras pessoas. Um dia, após fazer mais uma vez esse trabalho, a vela dele se apagou ao chegar no destino da outra pessoa. Diante disso, ele se viu no escuro e sem um fósforo para acender sua vela. Ele teria que ficar no escuro até que outra pessoa aparecesse para acender sua vela.
Moral da história: o homem ficou na escuridão. Às vezes, nós iluminamos e cuidamos do caminho do outro e nos esquecemos de iluminar o nosso, de ter o fósforo do cuidado no bolso. O cuidado próprio não é egoísmo. Pelo contrário, é uma necessidade. Quando as situações ocorrerem e a nossa vela se apagar, precisamos ter o fósforo no bolso, que é o nosso cuidado, para sempre acendermos nossa vela e voltar a iluminar o nosso caminho.
Barco a vela
Dentro do meu barco, começo a remar
Numa direção reta
A ignorar a vela que estava presente no mesmo
Manusear um barco é mais difícil do que eu pensava
Perco o meu equilíbrio e o meu barco vira
Caio na água, que surpreendentemente não estava gelada
Puxo o meu barco e retorno a uma superfície
Subo nele de novo e volto a remar
Mas não tem progresso, a correnteza está puxando o meu remo
Luto contra ela, mas depois de tanto tempo, minhas mãos enfraquecem e soltam o meu remo
Entro em desespero, agora não tenho como controlar o meu barco
Então o vento vem e movimenta aquela vela do barco que antes não me tinha utilidade
Começa a ir em uma direção que eu desconhecia
Mas não deixa de ser linda
Ilhas que eu nunca vi
E provavelmente nunca veria
Se eu não tivesse largado
Aquilo que me prendia.
Para quem se alegra e se alumbra à luz do outro, um toco de vela aceso no fundo do sertão é capaz de alumiar o mundo inteiro em silente mistério.
Oração para acender uma vela por um ente querido.
Faça esta oração acendendo uma vela diante de uma cruz, pedindo pelo descanso eterno de algum ente querido.
Senhor Jesus, luz sem ocaso,
que ao acender esta vela,
aos pés da tua Santa Cruz,
possa, a tua misericórdia,
conduzir aqueles que,
partindo desta vida,
aguardam cheios de
esperança a feliz ressureição.
Senhor Jesus,
encomendamos a alma de (...),
para que descanse na tua paz
e brilhe para ele a tua luz.
Amém!
Cada santo quer a sua vela...
Cada tolo tem sua mania...
Conversa em pé de ouvido...
Tem a sua valia...
Se o mato enxerga...
As paredes podem ouvir...
Melhor falar baixinho...
Sorri melhor quem por último ri...
Cada um fala como quem é...
E não faz pouco olhar por si...
Procurando o que convém...
Adiante e mais além...
Cada um sente o frio...
Conforme a roupa que tem...
Cães e lobos comem todos...
Roem os ossos e não deixam para ninguém...
Calar é a sabedoria dos tolos...
Mas falamos bem baixinho para não ofender outrém...
Paschoal Nogueira
Barco à Vela -
Às longas madrugadas eu me dei
num pulsar que me arrepia a solidão
foi nelas que na vida me encontrei
na rota do meu forte coração.
De longe vem o grito da partida
que me traz e que me leva além de ti
minh’Alma numa ânsia proibida
procura o infinito que há em mim.
Ao leme do meu barco vai a dor,
na proa levo a Glória d’outros tempos,
nos mastros vão as velas do amor,
soprando pelo mar, são novos ventos.
Parti p’las madrugadas sem destino
parti rompendo o mar da solidão
num grito que me rasga eu domino
a tristeza que me assalta o coração.
