Poeta
ARTISTA DA ESCRITA
Poeta, o artista da escrita
Em alguns momentos alegria
Outras vezes muita tristeza
Em versos, o retrato da vida.
Por vezes vive sem família
Tem como irmão a natureza
Do esplendor do Sol, a beleza da Lua
Das simples estrelas ao majestoso cometa.
Das árvores da Mata Atlântica
Ao cantar solitário de um sabiá
Do voo astuto de uma águia
Às andorinhas no ar em revoada.
Sobre amor escreve e fascina
Com carinho o casal ele aproxima
Idoso em versos os valoriza
Cascata em poesia as eterniza.
É difícil falar da sua existência
Dono dos versos, não da vida
Seu trabalho silencioso e solitário
Remédio para cicatrizar sua ferida.
Oh poeta
De palavras doces
De alegres fantasias
E gestos precoses
Tivessem os Deuses te enviado
Numa outra altura
Não destilava eu certamente
Agora esta amargura
Oh poeta dos olhos brilhantes
Olhos que falam
Olhos gritantes
Quisera eu perder-me neles um dia
E desde então,
Existo nesta agonia
De não saber existir
Oh poeta, doce poeta
Que em mim vês a salvação
Não vês que minha alma doente
Em busca de absolvição
Renegará mil vezes o prazer
Pois na esperança
De merecer um dia mais conhecer
Este é meu fado
Meu jeito triste de ser...
POETA DO AMOR NILO DEYSON
" Quero fazer aquele amor gostoso
Com você, sabemos os caminhos,
Cantinhos no corpo de nossos prazeres;
Porquanto nos conhecemos bem,
Vamos fazer de tudo, inclusive um
Neném. "
Frankestein e Drácula nasceram em 1916 numa casa de Genebra, onde o poeta Percy Shelley, a sua amante, Mary Wollstonecraft, Lord Byron e o seu amigo John Polidori passavam o Verão. Sem nada para fazer, inventaram um concurso de histórias de terror para passar o tempo. As dr Byron e de Shelley perderam-se, mas as de Mary e Polidori, dois escritores medíocres, tornaram-se clássicos da literatura. Polidori teve pouca sorte. O seu conto chamava-se The Vampire (O Vampiro), mas a sua ideia foi aproveitada, mais tarde, por Bram Stoker, que se celebrizou com ela, enquanto o verdadeiro autor ficou irremediavelmente sepultada no esquecimento.
[Em "Curiosidades do Mundo", Editorial Notícias Quarto Minguante; página 35]
POETA
Igual poeta,
faço poema.
Rasgo minh` alma,
lanço meus verso,
longe do quarto,
dentro de mim,
sem lucidez,
sem os desvios,
e sem frações.
Múltipla… inteira...
encontro - me!
( 14/01/2019 )
DEVOLVA-ME
(E foi assim que um poeta virou livro. Inspirou outro poeta)
__Devolva-me as palavras doces
e as mais puras gargalhadas...
que te tocaram-lhe os ouvidos!
__Devolva-me !
__Devolvam-me os beijos que com sofreguidão te dei.
__Devolva-me!
As carícias que só eu soube (ou não soube),
mas que desenhei em seu corpo
as marcas da felicidade efêmera.
__Devolva-me!
E se quiseres, te devolverei também os beijos e os abraços.
__Conceda-me uma noite apenas!
E daquela estrada, peço que me retornes de onde parti contigo,
Pois não sei mais voltar, estou perdida.
__Devolva-me!
__Devolva-me a direção do caminho!
O lirismo épico do poeta
Um belo céu azul se forma no infinito
As folhagens das árvores a balançar, fazendo cair ao chão
Pequenas folhas-filhas
O sol ardente expõe a claridade do dia
O vento forte sacode a frondosa árvore na minha frente
O ronco do motor do carro que desce
Desvairado, o declive do Iracema
Nem cisma em ofuscar
O belo dia de sexta-feira
O conflito das lagartixas na parece
Do muro, saltando em largo voo
Rumo ao jardim ainda em formação
Belas Mensagens bíblicas ecoam
Do Corcovado
A rede se coloca na minha
Companhia, solitário
E faminto de tudo, de imaginações
Líricas ao perceber o colibri riscando os céus
O chilrear sincronizado dos bem-te-vis
A descida lenta e calma
Das aves, colorindo o firmamento
Combinando beleza rara
Fazendo nascer do âmago do poeta
A exuberante raridade, reluzente
Mágica e extasiante suavidade do prazer
Fazendo florescer irradiante
Da mais excitante reminiscência
Fértil e louca
Que o presente é incapaz
De retratar em versos épicos
O sangue quente e exuberante
Que há de jorrar do meu
Peito rasgado
Palpitante e suavizado
Em razão da ternura que paira
Num momento de rara felicidade
No recanto belo e aconchegante
À espera do meu anjo
Que perambula nas vielas do Amor
Fraterno.
Não me chame homem.
Sou poeta…
Não sei se sou mais ou menos que os homens?
Mas não falamos do mesmo fenômeno
HOMENAGEM A PABLO NERUDA
Marcial Salaverry
PABLO NERUDA...
Um poeta... Um mito
Marcial Salaverry
Para de Neruda falar,
é preciso poetar...
é preciso conhecer do amor,
todas as maneiras,
todos os meandros...
Desde o amor desesperado.
até o louco amor apaixonado...
O amor não correspondido,
o amor só subentendido...
Neruda do amor não fala,
ele abre a mala,
e o desnuda...
assim é Neruda...
Conhece tudo do amor...
Desde o frio, até aquele cheio de calor...
Fala com simplicidade,
mostrando do amor a verdade...
É fácil seus poemas entender,
basta sabê-los ler...
Suas entrelinhas captar,
ensinando como amar...
Há que se ter sensibilidade,
há que se "ver" a saudade...
É preciso sentir na alma,
a vibração de seus versos...
É aí que está a grande beleza,
pois ele nos dá a certeza
de que um amor verdadeiro,
tem que ser vivido por inteiro...
E que o amor de um momento,
sempre deixará um lamento...
A obra de Pablo Neruda
destina-se às almas poetais...
Meio termo não existe,
esse é o sentir que persiste...
Neruda será amado
ou odiado...
Como são os amores...
Sempre naquela tênue linha
o amor e o ódio separando...
Marcial Salaverry
Poeta!
Ah, doce escultor das letras!
Leva-me sempre em tuas asas
nem imagina as loucuras
Vividas em um coração, que muitas
vezes nem quer voltar prá casa...
Meu doce poeta !
É prá você que escrevo agora
Perceberá que falo dos teus devaneios
Nas entrelinhas dos dissabores,
de amores escritos entre versos...
rimas e anseios.
Meu poeta!
Tens idéia do que o teu poema faz?
me faz voar em tuas asas por todo
infinito,dormir nas estrelas
viver o sonho mais bonito...
Te espero num verso qualquer
Nesta longa e misteriosa ...
Caminhada do amor...
Onde guardas no peito tanta dor
no teu sensível coração... Poeta!
aut. Marllene Rodrigues
Direit. Aut. Reserv.
POETA NILO DEYSON MONTEIRO
" Estive tanto tempo à te procurar e te achei,
Óbvio que seria lindo terminar essa novela sendo contigo feliz para sempre; pena que não é novela, pena que não é sempre e para sempre estarei tanto por não poder ainda...à ida...partida...
O Luíz se formou
Além de cordelista
Psicólogo, poeta
É guerreiro que lutou
Nunca desistiu do sonho
Pois ele sempre acreditou
Pequena homagem a você, Luíz!
Parabéns!
