Poeta
[Habitantes do Ventrículo Esquerdo e o Manjar Diminuto em Banquete Gelado]
Como poeta era um ótimo filósofo
E como filósofo um ótimo poeta.
Isso significa dizer que nunca foi bom
Em nenhuma das duas coisas.
Mas a questão nunca foi ser bom
Em alguma coisa, a única questão
Que realmente importava, era ser.
Somente um rimante inescrupuloso
Pode especular estrofes
Sem receio de cair em prosa;
Um artífice premeditado da palavra,
Ou pós-ditado, aquele que diz,
Eis o ditador, um versenário,
Vil a cada oração;
Um expoeta que despétala, em camuflagem
Sorrateira, até ser lido e desferir o bote, certeiro,
Inflamado, fatal, injetando antídoto;
Um mero ente, alterado,
Que em algum súbito relance, havia tido o todo.
Então ele constata:
Um milhão e meio de razões para ir
Talvez uma ou meia motivações pra ficar.
Só tenho uma coisa a perder, a inspiração.
E se eu permanecer, ela se vai. Portanto,
Me vou, para que ela fique.
Espero um dia conseguir suportar a mim
E quem sabe muito esperançoso,
Conviver comigo mesmo.
Não precisa ser Esplêndido, mas às vezes é.
Não precisa ser Formidável e Magnífico, às vezes é.
Nossa ecolocalização capta
Os cardumes fartos em espiral
E o esquadrãovagalume
Inda pulsa estridente.
Ela era do tipo persistente insistente,
Não deixaria que nada a deixasse esfriar,
Ela era tipo encrenqueira valente,
Ficaria com tudo ou nada iria bastar.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
POEMA DO ABSTRATO
O poeta não se alveja...
Pega-se ou se tem
- É um misto de beleza
E tudo que não convêm.
A histeria dos loucos...
- A insensatez dos príncipes
A fobia dos eunucos
O esmolar dos pedintes.
- Na mão do tacanha do grão.
À beleza que se mistura
Verte o riso dos pagãos
-- Junto à alma em ternura
Aufere sal da terra ao pão.
A velhice é uma flor, que murcha com o tempo, ela é um presente de gregos.
Mas o poeta resiste, com seu cérebro atento
Aproveitando o momento, enquanto a inspiração flui
E as palavras saem, como um rio sem fim.
(Saul Beleza,)
Não sou poeta,mas,
faço verso e rima.
Brinco com texto ,
e uso a alma
no contexto
Na criatividade
fiz meu caminho.
"Poetizar" ....
enalteço à vida!
Mesmo sozinho
Amor...
Sou poeta e estou a fim de compor
Um poema para você meu amor.
Nossa maior vitória é amar,
Nosso medo é tudo acabar.
Vivo a sonhar, vivo a acreditar
O dia que eu hei de te conquistar.
Penso tanto em você mais tanto
Que às vezes eu me esqueço de viver.
Não vejo a hora de beijar sua boca
E viver essa paixão louca.
Essa noite eu tive um sonho,
Sonhei com você.
Que pena!
Mas só em meus sonhos
Eu consigo lhe ter.
A distância do nosso olhar,
Não se compara com todo amor
Que eu tenho para te dar.
Quando te vejo
Passo a ter em mente
A noção dessa dor
Que todo poeta sente
Que a tudo entristece
Que fere a alma da gente.
O que você senti quando lê, diz muito mais sobre você do que sobre o poeta que dedilhou cada palavra lida...
O poeta
Era um menino do qual
Não entendia a diferença entre o bem e o mal,
Entre a dor e a esperança,
Entre o adulto e a criança.
Ele um dia viajou
E se apaixonou.
Seu primeiro namoro foi curto.
Ele chorou por aquilo não ser justo.
Quando se despediu do seu primeiro amor,
Ele sentiu tanta dor
Que suas lágrimas levaram a calma
Lavando sua alma.
Foi quando a esperança perdeu
E por uma menina sofreu.
Percebeu o quanto era complicado
E não quis mais ser amado.
O tempo passou
E ele não mais se apaixonou.
Até você aparecer,
A primeira ferida parou de doer,
E ele conseguiu amar mais uma vez,
Se ela vai te dizer? Talvez.
O medo ajudou a levantar
Uma barreira que só ele pode quebrar.
falar de amor da boca pra fora, você não ta apaixonado, Simplesmente você e um poeta, que ainda não amor !
- Sou uma poeta analfabeta
E do resto eu jogo aos porcos
E nesse jogo de porcos
Eu sou o resto do analfabeto
De um poeta.
