Poeta
SEU POETA
Sou poeta do seu coração
Escrevendo desejos e emoções
Buscando delícias no sentimento...
Sou o poeta da sua vida
Misturado numa química linda
No seu suave e tão doce olhar
E sem explicações vou traçando
Linhas dessa grande transformação
Para que verdadeiramente entenda
Que sou poeta do seu coração!
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Revelações em maravilhosas cores
O encontro da boca e do beijo
Sem entender esse mistério
Eu sou poeta sem explicação!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
PEQUENA HOMENAGEM
Não sou poeta muito menos aboiador e nessa seara vou me aventurar como uma simples maneira de homenagear aos moura de Zé Moura que no céu já foram morar.
No raiar de um ano de bonito inverno o dia já estava a clarear e lá para as bandas da localidade juá, Zé Moura e seus filhos estavam a se preparar a trazer o gado que na seca estava a vagar. ChIquinho e Neto iam a frente e Alcides e Alberto na retaguarda para não facilitar e deixar o boi escapar. Naquele exato instante Antônio e Joãzinho que eram os filhos mais novos no curral estavam com o leite a tirar e na cozinha da casa Ana Araújo e Maria Amélia a cozinhar e a preparar o café da manhã para a turma poder tomar. Era uma vida dura que dava até para reclamar, mas tinha também muitas alegrias para poder contar e só em ter uma família tão unida melhor tesouro não podiam encontrar. E,hoje, toda essa felicidade a mãe terra veio a deixar e agora vive no céu a morar.
Ô saudade!
Tudo que é belo atrai o poeta, assim todas as mulheres lhe fascinam, contudo, apenas a musa lhe completa, a sua noção errônea de completude.
A Eliot
O poeta ressurge das cinzas das horas
do niilismo absurdo, da sombra do mundo,
no fim da aurora.
Canoa virada, naufrágio profundo
do centro do abismo,
sem forma ou lirismo, anuncia o futuro.
Se pensa desiste, monólogo tão triste
enfado e desânimo.
Descansa do verso,
é um santo professo na prosa frugal
recita Homero, arrisca um refrão
desprezo fatal.
Não bebe mais vinho, não é abstêmio
sempre foi boêmio na noite discreta
amou sua musa, na lua minguante
não foi bom amante,
mas foi bom poeta.
Uma prova de que até poeta bom pode ser estúpido,
é o fato de Vinicius ter tido sete mulheres..
e nenhum verdadeiro amor!
RIO DE JANEIRO
Evan do Carmo
Que poeta passaria sobre ti, adormecido
em tuas ruas estreitas, a um mar imenso?
Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.
Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.
Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.
Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?
Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.
Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?
Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.
Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.
Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.
Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?
Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.
Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?
Consumimo-nos por algo maior que nós mesmos — pela posteridade, pelo futuro ausente.
Ser poeta é mergulhar no abismo e reconhecer,
no seu riso frouxo, o eco dos aplausos do caos,
sentir no âmago do desespero,
e mesmo assim se sentir contente.
Acredito que o bom escritor, o poeta, o artista como um todo, precisa ter vivido uma outra realidade. A realidade dura da vida, da busca pelo sustento, o sofrimento, a tragédia, a pobreza, sim, necessariamente a pobreza. Observando os grandes espíritos, as grandes personalidades, percebe-se que todos aqueles que conseguiram chegar a um patamar alto no que diz respeito à sutileza, à beleza, à singeleza, à sublimidade da arte em sua essência, são pessoas desse tipo.
Fernando Pessoa carrega uma tragédia pessoal, uma esquizofrenia consciente. José Saramago traz a luta ideológica, o contexto social de pobreza, a perseguição e a fuga.
No meu caso, a tese não é teórica. Perdi meu pai aos onze anos e fui trabalhar como pedreiro com um tio, na Bahia. Isso não é metáfora, é biografia. Está contado em dois livros meus, Eis um Homem e A Morte do Meu Pai, sendo este o mais recente.
Observando o outro lado, o contraste se impõe. Oscar Wilde viveu na orgia intelectual, cercado de conforto, exagero e facilidades próprias de uma elite privilegiada. Enquanto viveu nesse ambiente, não produziu nada de essencial. Foi apenas quando foi preso que escreveu seu verdadeiro livro, A Balada do Cárcere de Reading.
Artistas atuais, não me venham com o argumento de que é o dom que faz a arte. É a existência que faz o artista e, consequentemente, o artista produz a arte
Errar, errar e errar faz parte da vida; mas continuar errando, sem aprender, já dizia o poeta, é burrice
Poeta é aventureiro,
não quer nem saber de dinheiro,
vive igual os animais,
tanto fez e tanto faz,
só quer viver em paz!
Pobre poeta e pescador,
Que no mar da vida
Pescou amor e sentimentos,
Mas também dor e sofrimento.
Com seu barco cheio de vaidades,
Esqueceu-se das veleidades
Escondidas no porão,
Carcomidas de solidão.
Mas triste é saber a verdade.
E entre vários raios e trovão,
Veio vindo a tempestade,
Jogando águas na embarcação.
E aqui se vão as saudades
Dando lugar ao terror
E às necessidades
Para não se morrer de amor.
Primeiro, tudo de ruim
Ao mar fora jogado:
As brigas, ciúmes, infelicidades;
Tudo tirado de mim.
Depois se vão
Os versos rimados:
Declamação, declaração.
E se vão também
Os sonhos da realidade:
Desilusão, destruição.
Destituição e desdém
Além da eternidade.
Para não morrer
Nas mágoas que criei,
Vou atirando às águas
Do mar a se revolver
Todo o meu pesar,
Tentando assim me salvar
Do fim que bem eu sei...
Atiro todas minhas idades,
Todo o afeto e carinho
Recebido e dado.
E sem mais agrado,
E sem identidade,
Eu fico sozinho...
... São e salvo, com frio,
Num silêncio profundo;
Navegando pelo mundo
Com o meu barco vazio.
Uma Verdade Diferente
Quando se é poeta, aprende-se a perscrutar além do que apenas pode ser sentido. Aprende-se a sentir-se, a sentir a natureza e tudo o mais.
Quando romantizei a realidade e a crucifiquei, chamaram-me poeta — e eu, que nem sequer o sou.
Até a verdade precisa de ser suavizada, moldada. Riram quando confundi o sol com a lua; mas, se lhes perguntasse pelo sol, mostrar-me-iam a lua.
Esta é a verdade que muitos definem e poucos abraçam.
Nem toda a beleza se revela por inteiro. De ambos os lados, não há verdade.
E eu, que uso a metáfora — olhos para sentir, coração para ver — não fui compreendido. A minha verdade é diferente.
Cada coisa representa uma forma. E, havendo tantas formas, já não sei: se uma falta, ou se outra nunca foi verdade.
Esta é a realidade —
uma verdade diferente.
O Poeta na Cama...
Quero
despertar feras
no teu corpo!
Enquanto chove lá fora...
Esta noite eu quero
Riscar
fósforos
na tua pele!
Nutrir
o teu mais louco desejo
Ser -permanecer-ficar-cantar-viver-feliz
teu alimento!
Te dar de beber
na boca...
chocolate quente
Pra espantar o frio
indecente!
Eu de poeta não tenho nem o nome
Eu de poeta não tenho nada!
Por que não é meu
este verso que nasce
involuntário
do meu peito!
E hoje está cada vez mais presente
feito a humidade de um rio caudaloso!
De poeta eu não tenho nada
nao bebo vinho
não grito na calçada
nem me escondo em grupos
ou concursos literários!
Sou egoísta e reservado
Pensem o que quiserem
Eu apenas vivo o meu verso
feito o trovão no final da tarde!
William Marques de Oliveira
Falso Poeta
O que possuis?
Nada!?
Farfalha as tuas cordas vocais...!
Secas!
Por nada!
Como dizes que isto ou aquilo é teu?
Nem és uma imitação falseada
de Cecília!
Tão pouco, o porquinho da índia
de Bandeira!...
Acaso podes tu
humano possuir (?)
as profundezas da terra
e as alturas dos céus?
no pequeno terreno teu?...
Não sejas superficial!
Acaso podes tu
humano
possuir alguma coisa
se passarás
antes mesmo que esta acabe?
Arqueólogo
O poema é um buraco que sempre existiu
Uma caverna escura na mata fechada
O poeta curioso de cara assustada
Apenas entra e escreve o que viu
Tiago Scheimann,
Caro poeta, sua poesia traz muita tristeza e também muita determinação, senti suas palavras tocar meu coração profundamente, confesso que senti uma certa dor no peito, e também compaixão, talvez porque às vezes também me sinto assim, quebrada, cacos caídos pelo chão. São breves os momentos assim.
Que o amor possa fechar as ranhuras do seu coração.
Carinhosamente, MariLira
