Poeta
O poeta é um ser tão egoísta, que mesmo quando ele dedica palavras à alguém, pode estar pensando apenas em si próprio. Ele sabe que soltar as palavras é o “Habeas Corpus” de algumas prisões.
Eu sou chamado de escritor e poeta
Venho até soar romântico
Escrevo tudo sobre o que eu penso
E o que escrevo se torna pra muitos
Uma resposta e uma solução.
Não tenho um discurso tão maduro nem experiência que mude minha direção, sou um poeta menino apaixonado acreditando na força do meu coração;
Meu assédio é literalmente impávido aos sentimentos que amo, baseando-se no seu coração com grandes observações;
Atordôo-me em ter as certezas de que te agradei com minhas palavras tão singelas e carinhosas, porém presenteado com o seu mais belo sorriso;
Por baixo de todo poeta com sentimentos a flor da pele sempre há um romântico lúcido e insano;
Um verdadeiro cavalheiro com honras ao mérito, merecedor de todo um coração carente que possa entender;
O ignorante tem certezas
O sábio tem dúvidas
E o poeta tem hipóteses
Cada um tem suas próprias verdades;
Hoje estou inspirado
Tô rimando urubu e meu loro
Você acha que sou poeta
Hááá.. poeta é meu ovo!
Se eu fosse poeta, pra você iria poetar
Poetando o dia inteiro... Toda hora sem parar;
Mas eu sou um cara esforçado
Palavras bonitas eu busco falar
Mas eu não tento ser poeta
Me desculpa te desapontar;
Já dizia o poeta
"Eu fico com a pureza das crianças"
Eu fico com a gritaria das crianças
Eu fico com bagunça das crianças
Eu fico com o bate-boca das crianças
Criança não precisa esperar
Hora pra falar com outra criança
Crianças são felizes
No Barulho
(autor: Vnove)
E certo estava o poeta:
Castelo de areia.
Um litro de água, um punhado de poeira.
Desenfreio insensato, cadência do ato.
Pó de Hypnos é paz, é fato.
Reflexão do lago,
O fim do cigarro, o último trago.
Momento qualquer, riso de criança,
Calor tropical, todo o afã.
A incessante insônia,
O advento da manhã.
A dor da chaga aperta o peito,
O corpo são, a veste pálida.
O estrondo do trovão, a persona gélida,
A solidão brindando à sua volta —
Das fotos, o responsável pela recolta.
O marasmo.
O silêncio que brota em meio à conversa,
O amarelo que envelhece a camisa, tinge o sorriso
E lhe ocupa as folhas do livro,
É o mesmo que te acorda por entre a cortina,
Que te chama do sonho de volta à rotina.
Se cessa e se inicia a noite, menina.
A leitura de Pessoa te pôs fios brancos no cabelo,
Raciocínio não é bom na juventude, espia.
Faz parte dela, sim, a sua estúpida alegria.
A dura vida doura as molduras dos olhos,
A longa melodia da surpresa no fim,
A duradoura ginga de você fugindo de mim.
Na esquina, o coração do poeta se desfez
Quando viu seu amor partindo
Gritaram: não escreva sobre amor!
Ele respondeu: "O amor vive em mim"
Canto XXVIII – O Brasil da Maturidade
Por Poeta Mbra
Há países que celebram apenas o seu nascimento. Outros compreendem que a verdadeira grandeza está no amadurecimento. Este canto convida o Brasil imaginário a deixar a infância das promessas e caminhar rumo à maturidade de uma nação que aprende com a história, cultiva a justiça e floresce pela responsabilidade de seu povo.
I
O Brasil nasceu entre rios e montanhas,
Sob o céu de incontáveis alvoradas;
Mas o tempo lhe fez antigas perguntas,
Guardadas nas estradas empoeiradas.
Não basta nascer para ser grande,
Nem possuir riquezas incontadas;
A maturidade é uma construção
Erguida por mãos perseveradas.
II
Um povo cresce quando aprende,
Mesmo tropeçando pelo caminho;
Transforma feridas em memória,
E nunca faz da mentira seu ninho.
Quem ama a verdade permanece,
Ainda que caminhe sozinho;
Pois o futuro é filho da coragem
Que enfrenta o espinho.
III
O Brasil imaginário desperta cedo,
Não para repetir velhos discursos;
Mas para plantar novos princípios
Nos campos dos próprios recursos.
Cada cidadão torna-se semente,
Cada criança, novos concursos;
De esperança que não envelhece
Nem se perde nos percursos.
IV
A justiça veste roupas simples,
Sem privilégios ou aparência;
Seu tribunal é a consciência,
Sua força é a transparência.
Onde reina a honestidade,
Floresce também a convivência;
E a paz encontra morada
Na madura experiência.
V
As cidades respiram respeito,
As praças acolhem o diferente;
O trabalho recebe dignidade,
O saber ilumina a mente.
Não se mede um povo apenas
Pela riqueza aparente;
Mas pelo valor que concede
À vida de toda gente.
VI
O Brasil aprende com os idosos,
Escuta o vigor da juventude;
Une passado e esperança
Na construção da virtude.
Não despreza suas raízes,
Nem vende sua atitude;
Pois sabe que a verdadeira força
Nasce da retidão e da plenitude.
VII
As escolas ensinam caráter,
Além das letras e dos números;
Os lares cultivam respeito,
E colhem dias mais seguros.
Cada geração entrega à outra
Valores firmes e puros;
Como pontes lançadas ao futuro
Sobre tempos escuros.
VIII
O campo celebra sua colheita,
A cidade celebra o trabalhador;
A ciência encontra espaço,
E a cultura recebe valor.
O talento deixa de emigrar,
Encontrando solo promissor;
Porque amadureceu a nação
Na força do amor.
IX
Não é um Brasil perfeito,
Mas disposto a melhorar;
Reconhece seus próprios erros
Sem medo de recomeçar.
Toda grande transformação
Começa no verbo mudar;
E prossegue quando o povo
Decide perseverar.
X
Assim caminha o Brasil imaginário,
Não apenas por existir;
Mas por crescer em sabedoria,
Em justiça e em servir.
Porque nascer foi apenas o início,
O chamado é evoluir;
E uma nação alcança sua grandeza
Quando aprende a construir.
Mapeando os Votos da Democracia Brasileira
Com princípios e valores da vida cristã
Poeta Mbra
Mapear os votos de uma nação
não é contar apenas números,
é compreender escolhas,
responsabilidades e consequências.
Cada voto carrega uma esperança,
uma consciência, uma decisão.
E numa democracia verdadeira,
ninguém deveria entregar sua liberdade
sem antes examinar sua própria consciência.
A vida cristã ensina princípios que atravessam
as urnas, os palácios e as ruas:
verdade, justiça, honestidade, misericórdia,
responsabilidade e respeito ao próximo.
Não se trata de escolher pessoas perfeitas,
porque perfeição não existe na política.
Trata-se de discernir caráter, propostas e atitudes,
sem transformar o voto em idolatria
nem o político em salvador.
O cristão também é cidadão.
E sua fé não deveria afastá-lo
da responsabilidade de participar,
mas conduzi-lo a pensar, avaliar
e votar com consciência.
Que nenhum voto seja vendido,
trocado por promessa ou manipulado pelo medo.
Que nenhuma consciência seja comprada.
Que a verdade tenha mais valor
que a conveniência.
Mapear os votos da democracia brasileira
é também mapear os valores
que desejamos ver refletidos no país:
justiça sem dois pesos,
liberdade com responsabilidade,
poder com serviço
e autoridade com caráter.
Porque o Brasil não muda apenas
quando mudam os governantes.
O Brasil começa a mudar
quando muda a consciência
de quem escolhe seus governantes.
Que cada eleitor examine seus caminhos,
suas convicções e suas escolhas.
Que vote não apenas pelo que recebe,
mas pelo que acredita ser justo
para toda a sociedade.
E que a democracia brasileira
encontre cidadãos capazes de discordar
sem odiar,
debater sem destruir,
corrigir sem humilhar
e mudar de opinião quando a verdade exigir.
Mapear os votos é mais que contar votos.
É compreender a consciência de uma nação.
Que Deus conceda ao Brasil
sabedoria para escolher,
coragem para corrigir
e humildade para aprender.
Poeta Mbra
Ser poeta não precisa
escrever tudo o que sente,
mas, por coerência, precisa
sentir tudo que escreve.
O Diplomata Sádico vs o Poeta Apaixonado
O diplomata acende outro cigarro
como quem assina um tratado de guerra.
Aprendeu cedo que sentir demais
é perder território.
Ele entra nos bares
com o mesmo olhar de quem atravessa fronteiras:
frio, educado, perigoso.
Carrega no bolso moedas estrangeiras,
nomes falsos,
e telefones que nunca retorna.
Ama como os governos amam:
por interesse,
por estabilidade,
até surgir algo mais conveniente.
Já o poeta…
o poeta é um idiota continental.
Escreve cartas que ninguém responde,
guarda cheiro em camiseta velha,
e transforma despedida
em patrimônio histórico.
Enquanto um negocia silêncios,
o outro sangra metáforas.
O diplomata conhece hotéis,
o poeta conhece esperas.
Um atravessa países sem pertencer a lugar nenhum.
O outro pertence até demais.
E quando os dois se encontram
no mesmo corpo,
a tragédia começa.
Porque o diplomata manda apagar mensagens,
mas o poeta decora horários.
O diplomata diz:
“não demonstre fraqueza.”
O poeta responde:
“eu só queria ouvir a voz dela mais uma vez.”
Então o diplomata bebe.
O poeta escreve.
E os dois perdem juntos.
De madrugada,
na fumaça torta de um apartamento cansado,
o diplomata observa a cidade como alvo.
O poeta observa como saudade.
Um quer conquistar o mundo.
O outro queria só ter sido amado direito.
Em Paris
"Meu Deus! Quanta beleza..."
exclama o poeta Castro Alves...
Meu Deus! Quanta tristeza...
horror, indignação
achar que a solução está...
nas próprias mãos...
Ou... pior... achar que É a solução.
Não sei ficar quieto
Falo além da conta,
Por isso sou poeta
Sigo gastando palavras
Vou contando histórias,
Assim aliviando a alma
Do que pesa dentro de mim...
Tentaram assassinar um poeta empurrando-o do desfiladeiro, em vão, pois já havia criado pontes com seus versos
