Poesias de 20 Linhas

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⁠O Senhor Da Dor !
Sob As Faces Do Fascismo


Tenebrosas são as linhas que mapeiam a tua face aterradora
Por qual tende a vociferar injurias maltrapilhas,
Ostentadas mentiras descabidas
Que em preces nutrificam a violência
O preconceito e a fome de sentença
A inculpar os mortos que ainda nos restam livres
Padecentes da tua maldade doentia
Sempre vivos relutantes a te negar...
Só lhe resta então renegar tudo do que nunca você foi,
Ou, restrinja-se ao nada, do que nada você é,
Para que um dia... Quem sabe...
Fazer-se ser senhor do que coisa alguma um dia será.

Inserida por ManolloFerreira

'JOSÉ ERA SINOPSE'

José era sinopse,
linhas vazias,
extinção.
Apanhara estrelas,
sonhos avulsos.
Jogara com o destino.
Equilibrou partidas.
Abandonou-as.
Caiu,
levantou-se...

José era sinopse
Imbuíra melancólicas pressuposições,
caminhos tortuosos,
veredas.
Correra de encontro aos ventos,
equilibrando-se em cordas,
fumaredas.
Sem orações,
abraços,
ou reiterações...

José era sinopse,
mas transformou-se é compêndio,
documentários.
Fixou amor,
caracteres,
permanência.
Redige a própria história.
Com seus conglomerados temas,
tenta haurir reflexões,
escrever trajetórias,
poemas...

Inserida por risomarsilva

'PROSAICO'

Linhas trançadas e o azul meio amarelado amorna o infinito.
Acima das águas turvas, acinzentada com as mãos entrelaçadas no medo. Tenta gritar, mas ele afugenta-se.
Direciona-se à alma, espetando o sol sem reflexo.
Mutilado em pensamentos, o azul subterrâneo transforma-se ...

E a pausa, agora loucura, fez-se revoada.
O trilhar da esperança, face oculta dos sonhos, deixa a clarão do rosto sombria.
E a fantasia da felicidade, fez-se gelo.
Escorregadia rumo à mãe terra, esfacelando-se no ar.
Voltando de onde outrora saiu medonho.
É assim que direciono o teu rosto: prosaico e sem flores.

Inserida por risomarsilva

'MORFOLOGIA''

Olhar perfurante,
Cabelos negros,
Rio escaldante.
Aproxima essas linhas...

Nesse luar...
Quero você,
Baralhando paisagens,
Misturando essas frases...

Abraça-me com palavras,
Letras dos meus dias,
Metamorfose de magma.
Cria expressões...

Converte o presente:
Dor ausente!
Vem ser: vocabulário,
Meu dicionário de dados!

Inserida por risomarsilva

Há sempre manchas
Manchas nos tetos das nossas casas
Casas imperfeitas
Com suas linhas retas
Dessas, que na pressa do prazo estipulado
São quase perfeitas
Pois o "quase"
Quase sempre existe
E liga os fatos por linhas tortas.
Triste enredo!
Inimigo do atraso
O retrato em 3 por 4
De erros esquecidos nos desvãos da vida
Entra a luz pelas janelas
Basta olhar de perto
Retratados na memória
Guardando em segredo a tudo
O certo e também o errado
Todas, por obra do acaso, tem paredes tortas
Onde penduramos nossas redes
Onde perduramos a tanta preguiça
Vendo a vida passar por ali
Eu, daqui de onde estou
Vejo que há sempre uma volta
Uma volta no voo dos pássaros
Uma volta a mais no linho da rede
Um inseto preso na teia de aranha
Dando voltas e mais voltas
E só isso
Pois tudo que importa é o resultado
Oculto atrás da porta
Findos prazos, cumpridos a todos os compromissos
Porque "sempre" é muito tempo
E o tempo não volta
Justamente aquele que sempre sobrava
Agora falta
Não há mais lugar pra folhas mortas no quintal
Todas elas já foram varridas
Não há mais lugar pra belas folhas novas
As árvores já se encontram abarrotadas
Não há vagas para flores em nenhum jardim
Não há mais lugar pra água em nossos jarros
Não há mais lugar pra erro em nossas vidas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Rabiscando a vida.

Rabiscando
Sobre as linhas retas
Que não posso ver
Vindas lá da luz do céu
Encobrindo o breu, que nos convida
Com palavras que não posso ouvir
Nada é incrível, no entanto
Elas são tão claras
Quanto a cara imprecisa
De sorriso obscuro
Escondida, atrás do muro da vida
Quanto o brilho do ouro, que não tenho
Mas eu sei quanto estão lá
Vou rabiscando em desenhos
Solução pra tantos medos
Quantos enredos mirabolantes
Entretanto, nada inverossímeis
Pois eu sei o quanto estão elas
Sob a luz das velas
Sob o malho de cinzéis
Prontas pra se revelar
Talvez como simples rascunhos
Sob a força dos punhos
e a constãncia da vontade
Essas, em linhas não tão retas
Pois a verdade se curva
Pra se alinhar com o horizonte
Azulado e verdejante
Cujo limite do olhar não alcança
Não alcança de olhar aberto
É preciso um pensar mais longe
Pra poder enxergar
O que esteve tão perto
Mas oculto sob o malho dos cinzéis
Quantos céus e quantos outonos
Verão teus olhares mornos
Teus ouvidos vitrificados
Quantos vasos queimarão teus fornos
Carentes de um olhar mais puro
De enxergar no escuro
Encobertas pelo breu que te convida
A enxergar de forma assim, tão clara
A cara da vida?

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

FLOR DE ALGODÃO...
⁠Sutileza na escultura, flocos, capucho, lã ou eflúvios em vapor?
Linhas tênues cirzidas em brancura...
Ou encaixou nuvens numa flor?

Inserida por LeoniceSantos

⁠Lua minguante é sorriso...
Beijo quando está cheia...
Não há linhas, traços, corrosão, melancolia, ondas, portos, holofotes ou equações...
Sol e lua vivem em chamas, galanteio em pleno cosmos, tempestade é condimento e zomba dos muros.

(Leonice Santos)

Inserida por LeoniceSantos

PARA VÊ-LA FELIZ

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Busco em sua expressão as mais fluentes linhas
de alegria e leveza, um caminhar seguro,
sem o muro de sombras que o mundo institui
para todos os rumos de quem se procura...
Quero tempo e jornada pra lhe ver completa,
ver a luz de su´alma sobre todo o rosto,
folhear em seus olhos uma linda história;
um agosto vencido pela primavera...
Todo sonho tem asas, procure as dos seus,
há um fogo escondido, remova essas cinzas
e verá quantas brasas aguardam seu sopro...
Meu amor não aceita não lhe ver feliz;
é a lei que despacho e tem que ser cumprida;
minha vida se apaga sem a luz da sua...

Inserida por demetriosena

PRIVACIDADE

Que o cônjuge saiba
em linhas gerais,
o que você faz,
é transparência...
Se o cônjuge sabe
a cada vez,
o que você fez,
é imprudência...

Inserida por demetriosena

"Eu venho e lhe escrevo.
Nessas linhas te vejo.
Em minhas palavras me perco.
Fito seus lábios, fantasio um beijo.
Peço-lhe uma chance, minha felicidade eu vejo.
Tua negação me veio.
A tristeza me pegou de um jeito.
A solidão é me um berço.
Me deito.
E na escuridão, perdido, só teu brilho eu vejo.
Sua alegria é meu desejo.
Por ti, grita meu peito.
E para tentar amenizar minha dor.
Eu venho e lhe escrevo..."

Inserida por wikney

O balé dentro das quatro linhas

Movimentos que fazem o corpo flutuar sobre o verde e debaixo da luz do sol, que tem um céu azul e algumas nuvens a passar...

A trás da esfera que gira, voa e desliza na grama, homens com músculos forte como de um cavalo de corrida, corre para apanhá-la, e, passar adiante... Com os pés hábeis e o equilíbrio dos braços, o olhar fixo e um rápido raciocínio, conseguem efeitos que faz a voz chegar ao limite da adrenalina que corre nas veias destes jovens que tentam dar o seu máximo para ver a bola sendo engolida pela rede.

Inserida por nereualves

⁠Se eu tivesse a chance de dar razão
ao meu coração, eu escreveria as
linhas da minha história com mais
cautela e perfeição...

Deixaria tudo na medida, amaria
sem exageros... Programaria
todos os meus passos e não
deixaria nascer espaços para os erros;

Mas como não somos dono do próprio
coração, sigo adquirindo experiências
para evoluir com emoção os sentimentos
de paixão!

Inserida por JULIOAUKAY

⁠"Uma pessoa com gosto musical eclético é aquela que possui várias linhas de pensamentos, que seu gosto varia e não se restringe a um determinado ritmo, vertente ou opinião. Um fator de relevância é que várias pessoas se prendem a um mundo onde existe apenas uma verdade e geralmente a própria, e do ponto de vista geral essa não é a verdade absoluta, o que se deve fazer é conhecer outros pontos de vista, não é obrigação que o indivíduo goste do que está escutando, mais sim conhecer e respeitar, é inconcebível criticar e julgar o que não se conhece."
(Mário Luíz)

Inserida por Comodoro

Rugas

Essas linhas que aparecem no rosto e em todo o corpo,
Chegam para todas as etnias e classes sociais e,
Têm o nome de rugas.

E não são rugas de chorar, de sentir e sorrir
São da idade, do tempo que passou e não volta
Então, para que mentir?

Se não sentiu, não chorou e não sorriu
Elas iriam estar aí, do mesmo jeito
Com ou sem esmeros.

Pra que mentir?
Dizer que veem junto a experiência
Fazendo história e blá, blá, blá!

Pra que olhar-se tão vulgarmente,
E desculpar-se das próprias rugas
Provando da baixa autoestima.

Se tens a preocupação de justificar as rugas
Através dos ritos de passagem que envenenou o corpo
Conta outra! É resto, é o espírito que já está morto.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Sutil artesã

Este livro que com os olhos abraço
vagando entre linhas e espaços
me comoveu ao encontrar uma fotografia
apreciei um rosto
não sei bem se plebeu ou nobre
não me interessou
o que me encantou
estava atrás, o encosto
a almofada colorida
amarela, cor de ouro
com florzinhas de vergel amanhecido
O meu peito de orgulho, inflou
era ela
a almofada resguardada, sem desgaste, impávida
ela, tão distante, tão antiga e tão bela
que cosi e talhei por puro gosto.

Inserida por MariadaPenhaBoina

"Na pauta do ar
Há linhas da espera.
Há tanto coisa a ser dita,
descrevo emoções.
Há tanto a escrever espoes reflexões ..
Cada espera das volta do tempo,
No calendário dos meus últimos dias
Será preciso contar!"

Inserida por rian_souza

⁠"Entender que será resiliência entre tantos pensamentos alheio....
Atrás de você há linhas paralelas que vejo o impossível entre nós.
Amar é incondicionalmente é puro sentimento que nós faz parte da vida".

Inserida por rian_souza

Mas,só preciso falar
em poucas linhas,
antes do sol raiar:
Foi em um piscar de olhos
que comecei a te amar.

Inserida por Sarinhahh

Poesia na veia

Poesia é um Pensamento criativo expressado em linhas claras e objetivas; as vezes nasce da passagem rápida de um trem bala mental; a principal exigência entre o lápis e o caderno é ter uma imaginação fértil e poderosa.
Pode ser um conto, um canto, a história de um abraço, um beijo ou até mesmo um engano; ela expressa a vida e a morte, a dor e a sorte, a paz e o amor, assim como o medo e o terror.
Na poesia, a cultura é ascendente, reluz energia positiva, cresce e pega formas diferentes em cada mente que aprecia; tem seu peso intelectual reconhecido; nos seus versos carregam a sabedoria de mentes fortes que imortalizam pessoas, situações, vivencias, sonhos, amores,etc.
Eu vivo, eu canto, eu danço, eu viajo, eu desejo, eu amo, eu acredito; então eu paro, penso e escrevo.

Inserida por Ricardossouza