Poesia Teu Corpo
"O teu corpo é luz... sedução..."
Com verdadeira fascinação dançamos aquela valsa...
"De quimeras mil, um castelo ergui..."
E nele estamos vivendo há mais de 60 anos...
Amor, amizade, carinho, respeito,
eis o segredo que mantém uma
existência em comum pelos anos afora...
UMA VALSA INESQUECÍVEL...
Marcial Salaverry
Uma valsa que começamos a dançar...
Não conseguiamos parar,
sempre pelo salão a rodopiar...
Nossos olhos não se largavam,
nossos corpos não se descolavam...
Uma valsa tocando alma e coração,
despertando doce emoção...
Num baile de formatura,
amamo-nos com doçura e muita ternura...
Prosseguimos dançando,
e vamos pela vida nos amando...
Uma valsa para sempre lembrada...
Na magia dessa dança,
nosso coração balança...
Ao amor nos entregamos,
enquanto dançamos...
Uma valsa renovando aquela doce emoção
que dançamos com fascinação...
Não queria mais parar,
pois senti que já estava a te amar...
Tentei beijar-te,
mas te esquivastes com arte....
Uma valsa inesquecível...
Perdi-me em tua fascinação,
e entreguei-te meu coração...
Percebi em ti total reciprocidade,
e ganhei teu amor e minha felicidade....
Uma valsa... Aquela valsa...
E prosseguimos pela vida esta valsa bailando...
Lembranças do Clube Transatlantico jamais se apagando...
E como recordar é viver,
estamos sempre a reviver
esse momento de felicidade,
que perdura pela eternidade...
62 anos e até agora nos amamos...
E quem sabe até onde chegamos...
Será até quando Deus permitir
este amor em nosso porvir...
Quantos anos ainda por vir?
Quantos Ele permitir...
Descubro
No teu corpo cálido
A textura do pássaro —
O teu corpo ave
Qualquer coisa de voo
Muita coisa do leve
Prestes a voar
O teu corpo breve —
Flores não nascem no inverno
Com meu silêncio teu corpo conversa
Não vê novidade
Não vê verdade
Mas de minh' alma o fundo enxerga
Onde por tudo procura
E só dúvida encontra
Pedaços de mim num porão
amontoados em fria solidão
Nenhum é meu de verdade
Como é cara a vaidade
E só você que é flor do inverno
Pode me tirar desse inferno
Você que nasceu do gelo
Você que não tem estação
Me guarde em seu coração
E me arranca esse medo
Vazante da madrugada..
Sussurros em murmúrios
Lamentações de desejos.
Desenhados no teu corpo
Atos que deixam espinhos
Tais máquinas corporais
São transpostas nas sombras...
Para as quais desejos são o maior atributo...
as curvas do teu corpo são as mesmas que me acidenta
as curvas de teus lábios são as mesmas que me perco
as curvas do teu sorriso são as mesmas que me acho
teu lábio carnudo
me deixa desnudo
teu conteúdo
me deixa miúdo
meu mento barbudo
n'teu corpo veludo
é tudo
Eu acho que tô ficando louca..não paro de pensar na tua boca na minha.. teu corpo no meu ..tua vida na minha... teu calor misturado no meu ... não paro de pensar no teu sorriso..no teu olhar bandido ..disfarçando tudo.. fingindo...não paro de pensar na tua voz ao pé do ouvido perguntando baixinho se eu quero...se te quero e eu ... brigando comigo ... tentando enganar meu coração que não quero.. mas lá no fundo ...estou me sucumbindo de desejo ...mas o braço a torcer não dou mesmo...
frente a proa embarcava nos sete mares de teus olhares
arpando contra o vento
cruzava n'teu corpo sedento
velejando n'tuas curvas
com o convés aos teus pés
tuas ondas galgavam sem revés
penetrando n'tua maré
cruzando meus oceanos
navegando pelos ares
beijando-me e aguando
NAQUELA NOITE
21/04/2021
Naquela noite
Vi você aquecendo o frio da noite
Com teu corpo nu, tocando Mozart
No piano de Bosendorfer.
Ouvir as melhores melodias
Vindo do seu coração.
Meus olhos se perderam nas curvas
Tortuosas do teu corpo.
Minhas mãos ficaram tresloucadas
Quando atracaram nos teus cabelos.
Teu beijo levou-me à outra dimensão.
Fizemos amor na madrugada
Da lua cheia.
O céu ficou estrelado para nós
Anjos vieram nos abençoar
Poetas recitaram suas poesias
Damas vieram nos felicitar
Cavaleiros vieram nos cortejar
Pianistas tocaram Beethoven
Floristas enfeitaram vosso leito conjugal
Naquela noite
Fiz retrato seu fumado, enquanto
Lia Samuel Beckett na cama.
Produzir uma caricatura sua enquanto
Treinava boxe na sala.
Te fotografei amiúde, quando banhava-se,
Enxugava-se, penteava-se, vestia-se,
Perfumava-se, apanhava um livro.
Estando contigo, fizeste sepultar
Toda a solidão, a tristeza, o medo…
Refez renascer em mim a esperança.
Fizemos amor no dia da festa junina.
Beijamo-nos na orla da praia.
Apoiar-te a tua cabeça na minha coxa,
Enquanto falávamos de poesia nórdica.
Falava sobre as constelações, Os Beatles,
E que estudava medicina.
Fomos assistir a ópera "As Bodas de
Fígaro", de Richard Wagner.
NO ÂMAGO DO SER
No âmago do teu corpo
Tento mascar as palavras
Que as trevas tentam calar
Ouço o sussurro da poesia
Toda volúpia que cabe em mim
Até o âmago do teu ser
Para que o meu olhar
Se perca no nada
Os mundos submersos
Rasgam a carne até ao tutano
Do verbo sentir adentro da iris
Na aparente inércia do meu olhar
MEU AMOR
Amo-te como a lua quer o sol
Como o mar quer a areia
O meu corpo no teu corpo
Tocando o céu numa ousadia despida
Entre um sopro de amor nesta paixão sentida
Com coração, com alma para amar-te assim
Eu só quero amor, meu amor.
Repousa
Repousa, deixa o teu corpo
deitado junto ao meu.
Estende esses braços, pega
em meu pescoço, solta esse
cabelo em meu peito.
Deixa a vida correr.
Permita-se ficar estendendo
tuas pernas, por sobre as
minhas, com os dedos dos teus
pés, massageias os meus.
Deixa o perfume desse corpo,
em minha pele.
Deixa tua boca em mim tatuada.
Repousa junto com teu corpo.
esse amor só nosso, juntos,
unidos por inteiro.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. R.J
Membro honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico da Acilbras - Cadeira - 681
Patrono - Comendador Maestro - Armando Caaraüra
A tua morada, o teu corpo, pode está infestada de cupins, e ela pode ruir.
Cuida da tua casa, teu templo, teu corpo.
É ele o sustentáculo e oráculo do altíssimo.
Efeito dominó.
No ensaio de um poema.
Aguçado é o verso verso que me conduz.
Teu corpo,
Edito nele um efeito dominó.
Obedeço minhas inspirações,
Exploro em teus lábios que me imploram.
E já me acalmo nesse recanto que me segura.
Seus olhos e sua boca me pedem.
Com a ajuda do luar.
Decifro-te com os meus comandos.
Cada aspirar seu.
É o êxtase dos suspiros teus que faço-te delirar.....
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Teu canto
É frio
Na noite as trevas são pura escuridão.
Triste bate teu coração.
Teu corpo treme.
Teu canto é triste.
A solidão insiste.
Marcas profundas
revelam a tua dor.
Só queres um abraço de proteção.
Só buscas carinho pro teu coração.
Queres das lágrimas se esquecer.
Tremula a alma... falta-te calma.
Nuvens sombras... já está outro dia a alvorecer.
Te quero no meu camarim
Me beijando antes do show
Quero salivar de desejo pelo
teu corpo e todos os lábios
que em ti posso beijar.
Quero te ver me aplaudindo,
também quero ler todos
os meus livros de cabeceira,
incluindo os teus.
Quero te ver nos autdoor
das principais cidades do país,
minha musa da literatura,
fonte de inspiração para mim.
Te quero como meu ponto de paz;
meu caos mais bonito.
Contigo sou frágil, leve...
ao mesmo tempo que sou
a pessoa mais forte do universo
carregando o peso do mundo só pra te segurar...
- Já faz um tempo que 'tô
com uma vontade danada
de gritar que eu te amo!
Ela deseja meu corpo nego🍷
Me permita beijar sua boca.
Acariciar teu corpo sem roupa,
me atirar sem medo e sentir toda
intensidade que queima no meu corpo
só de te olhar.
Sentir teu corpo e nele me afogar.
Sentir seu cheiro, seu gosto e me excitar.
Sentindo o pulsar de cada centímetro do teu corpo me impulsionar.
E minha alma louca a te desejar
Me permita na tua pele nega me realizar...
Somente matar o meu desejo, no teu corpo nego me saciar. Me permita passar as mãos, a boca, meu corpo inteiro queima meu nego agora eu vou te devorar.
“Sinos a badalar
Na silhueta do teu corpo que o sino toca
para que dances para mim e rebolando
e que nossos braços se junta
num abraço de amor”
― Michael Vlamis
"apaixonei-me por ti
pelo teu corpo e pela tua alma nua
conseguiste me conquistar
acabei sendo tua".
