Poesia eu sou Asim sim Serei

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" Lamentar jamais, sou lagarta sonhando ser borboleta
vida rastejante não
o casulo nem sei o que é
minha metamorfose estará na delicadeza dos meus seios
no veneno do meu beijo
na malícia do meu olhar
preparem-se meninos
logo logo terei asas...

Inserida por Nedya

AMOR EM LABAREDAS

Quando amo me entrego
Não puxo o freio
Não sei ser meios
Ou sou tua,
ou sou nada.
Tudo o mais é reflexo de mim
Não sei ser menos antes do fim
Não me permito superficialidades
Mergulho nos teus abismos
Nos meus abismos
E te possuo lá
... Onde a razão não adentra
Onde não se permite juízos.
Onde somente o amor dita as regras
Assim...
... Às surdas, às mudas, às cegas
Assim te possuo
Até que me peças mais
Me implores por tudo
E eu vou
Lá, onde tudo o que cabe somos nós
e o grande amor feito labaredas, agora,
que nos consome.

Elisa Salles
@Direitos autorais reservados

Inserida por elisasallesflor

Sou viajante clandestino
sem rumo, sem direção certa;
desgarrado, extraviado:
Um barco a deriva,
na expectativa,
de no futuro
encontrar meu porto seguro.

Inserida por WashingtonRangel

Só sei daquilo que sinto.
no resto não sou, nem existo.
nada sei, do que não sinto
nem dos lugares onde não estou.

Inserida por mariajoaodumas

NÉGO

Nego, nego... Porque não?!
Nego porque sou negro
... Assim como tição
Chamam-me de preto, como negro...
Sou rei da classe pobre,
herdei as dividas da cruz e as mazelas
da escravidão.

Nego, nego mas não me entrego
... Fui chicoteado, acorrentado,
esquecido no mourão, por isso nego...
Mas, tanto faz...
Nunca respeitaram o meu ego.

Por outro lado... Aonde me apego?
sou desgraçadamente banalizado, pelo seu ego
E o impostamento da minha desgraça
serve para a sua distração!

O que sobra para mim, são dores e lagrimas
subjugadas ao nó is da sua imposição...
Por isso, eu nego...
Nego as facetas do cão.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Sem Dilemas...

Vivo com a cabeça nas nuvens
Sou asas de mariposa
Cabelos de algodão
Sonhos e fantasias
Fé e utopias
versos de poesias...!

Não me admiro que eu não tenha namorado...
Quem seria o aluado
que anoiteceria nos céus e
despertaria no infinito...?

Então não há dilema!
Por nada, nem namorado algum
deste mundo, abro mão dos meus poemas!

Inserida por elisasallesflor

VIDA LOUCA, LOUCA PELA VIDA
❖ ❘ ❙ ❚ ❛ ❜ ❝ ❞ ❡

Adoro ser como sou
Apaixonada pela vida
e por tudo que nela há
Gosto das extravagâncias
Das gargalhadas desmedidas
Dos choros inconsoláveis
Vestidos rasgados
Paixões ensandecidas,
incontidas
Porres de vinho
Bocas mordidas
Mãos amordaçadas
Barras forçadas
( sem ser forçada)
Se é que me entende.
Batidas nas portas de madrugadas
Beijos desavisados
Transas sem palavras
para mim é tudo ou nada!
Tudo que seja quente
Nada que seja indiferente
Frio de congelar
Ou quente de pelar
( o morno me enoja)
Busco os amores possessivos
Transloucados
De sangrar, sorrir, chorar
Poesias que me comovam
Mecham com meu eu
Me transporte
Me translade
Me dê raiva, que seja!
Mas que me dê algo!
Você pensa que sou louca?
Sei lá!
Talvez seja mesmo.
Mas não sou uma louca qualquer
Sou louca pela vida
Pelo que der e vier
Pelos temporais
Pelos vendavais
Pelas calmarias
Do resto, meu amor...
Tudo é resto.
nada mais!

Inserida por elisasallesflor

Como entender...?

Quando amo me entrego
Não puxo o feio
Não seis ser meios
Ou sou tua,
ou sou nada.
Tudo o mais é reflexo de mim
Não sei ser menos antes do fim
Não me permito superficialidades
Mergulho nos teus abismos
Nos meus abismos
E te possuo lá
... Onde a razão não adentra
Onde não se permite juízos.
E
Tão
incompreensível para mim
é que não me queiras
por ser assim.
Intensa demais.
Tua demais.
Aquieto
minha
dor
O que fazer
se não aquiescer?
...E esquecer.
És plano demais para meus oceanos.

Inserida por elisasallesflor

Sou menino criado na cidade
nunca tive uma infância na fazenda
o sertão para mim foi uma lenda
que pairou sobre a minha mocidade.
Conheci o sertão, isto é verdade,
assistindo o cinema brasileiro;
Glauber Rocha me deu esse roteiro
e eu que sou bom aluno fui atrás...
Os chocalhos são sinos matinais
nas dolentes canções do bom vaqueiro.

Inserida por cordel_na_rede

Não se intimide
Não sou tão fatal
Posso te deixar algumas marcas
Mas não será somente com minhas unhas
Posso estigmatiza-lo com o desejo e o amor que sinto por você...
Não tenha medo querido...
Venha!

Inserida por elisasallesflor

Não sou profana
Não sou santa
Não sou mundana...
Sou mulher que ama na loucura e na beleza do amor feito prazer!

Inserida por elisasallesflor

Sou paulista da terra da garoa.

Mas gosto de uma nordestina arretada.

Pense em uma química boa para misturar na madrugada.

Inserida por Coachescritor

Sou como tempestade,
que vem do nada,
faz uma bagunça danada e quando menos se espera, acaba.

E aí vem outra vez,
num outro dia, talvez,
na mesma semana ou num outro mês.
Indomada e imprevisível.

Inserida por maluvianna

Ator
Esse já sou na vida
Mas, se mesmo assim, quiseres me oferecer um papel

Certamente
Nele irei escrever um poema.

Inserida por DeividiLima

SESSENTA

Já fiz sessenta
Agora sou adulto
com formação de velhice e tudo.
É... Cheguei aqui, estou vivo sim!
E tudo que aprendi...
Aprendi com o mundo.
Apanhei de palmatória...
Meu pai, mina mãe, não passavam
a mão sobre a minha cabeça,
e hoje eu agradeço-os, pois com isso...
Aprendi a ser da hora
e não dá cesta.
Penei com meu indulto de vida, mas
aqui, poderei ampliar a maluquice
... Ser velho, é querer ser jovem criança...
Até brinco de esconde-esconde
pena que hoje, a minha
parceira, é a tão esperada saúde.
Aprendi a temer a esperança,
voar na paranóia...
D'aquilo que hoje tornou-se grude.
Recebi um bilhete do presente...
Usando óculos de graus,
e mãos tremulas...
Eu li as cláusulas dos meus apegos...
Minhas manias
meu tempero curto
o silencio p'ro meu pensar...
E o chorar pelo viajar
dos novos defuntos.
O bilhete me chamou de museu
e ainda disse que as coisas...
As minhas coisas!
São misturas, mais que eu.
Ora bolas... Mas que bilhete audacioso!
Eu já fui criança, jovem feliz,
Ao comer, já mordi, pedaço de carne
segurando-o com, as minhas mãos...
Já brinquei de bola de gude,
já tive pião, estilingue, bola peteca
já pulei corda muro amarelinho
já rascunhei o mundo
apenas com um pedaço de giz.
É... Já fui feliz, sim, sim!
Muito feliz.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Sou fã da escrita,da palavra e da frase.
Da vírgula e da crase.
Da letra e do ponto.
Hiato e Ditongo.
Consoante e vogal.
Exclamo de onde isso vem.
Esse amor pela Lingua.
Pelo A,pelo B.
Por que amo escrever?
Interrogo as palavras para obter respostas.
Mas sou impaciente,quero saber agora!!

Inserida por PereiraVinny

INTERROGAÇÃO (soneto)

Indago se a loucura é traça
Aqui pergunto sem saber
Se sou são ou uma farsa
Quem pode me responder?

Que tenho alguma graça
Lá isto é do meu querer
Finjo fingindo chalaça
No fingimento sem ter

Aqui pergunto aos senhores
Quais são os tais louvores
Do poeta mineiro do cerrado?

Sou Luciano Spagnol, alguém
Trago no olhar: - paz e bem...
Porém, quer só ser amado!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
Parodiando Ana Cristina Cesar

Inserida por LucianoSpagnol

JANELA DO EDIFÍCIO

Não sou pássaro...
Não tenho asas, nem sei voar
Mas aqui, no apartamento desse edifício
... Eu pairo sob alturas, e vivo sobre o ar.

Pela janela desse apartamento
meus olhos perambulam o horizonte
e se perdem, pelas ruas, prédios,
luminosos e placas de latas e voltam a vagar
sob o ar, onde o oxigênio do tempo se
mistura com a poluição de fumaça.

Aqui desse apartamento, no meu sedo...
Eu vejo o sol galopando sobre as paredes
dos prédios e o horizonte camuflando-se
sob as sombras do meu tédio...
Eu vejo pássaro vindo da sua mecânica
zumbindo em suas carenagens brancas,
transportando vidas e bombas para
estraçalhar, sua carrancas franca.

Da janela desse edifício...
Eu vejo o transito impedido
Permeando viadutos e pontes
e ao longe, um crepúsculo sob o tempo
de uma tarde sombria, aonde arranha
céus gigantes e casas se camuflam
sob horizonte.

Eu vejo a lua se esgueirando sobre os
telhados, aflorando em seu reinado,
e como se fosse espelho, ela faz
demonstração do São Jorge, dragão
espada e aquele seu cavalo branco.

Aqui de cima, eu fico observando os
mares da vida... Da para ver o semáforo
da encruzilhada assinalando os sonhos
e fazendo do pesadelo, uma parada...
Dá para sentir os pulmões da vida
embebidos pela poluição e stress...
Doentes de bronquites, pneumonia
e outras mazelas clinicas.

Da janela desse edifício...
Dá para ver... Rostos cansados disputando
lugar sob a fila do ônibus e metro, esses
rostos estão voltando do trabalho
da para ver também, rostos apressados e
enfadados correndo para seus empregos.
com medo de perder a hora e embaralhar
seus planos... Da para ver e sentir o mundo
os pergaminhos e os dogmas inventados
por esse ser humano.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Quando afagas meus cabelos
Exala o perfume da minha pele
Demonstra com gestos que sou tua flor,
e beija minha boca com tanta eloquência...
Juro meu amor,
eu poderia mudar o rumo dos ventos,
a direção dos cata-ventos;
pintar as pétalas das margaridas,
transladar a própria vida;
para garantir a eternidade desse momento.

Inserida por elisasallesflor

Leia o que escrevo nas entrelinhas dos meus toques
Se não descobrires quem sou,
saberás ao menos o que és
para mim.
...Todo o encanto do amor que por ti sinto!

Inserida por elisasallesflor