Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
La muerte
Não tenho medo de escuro
Nem de barulho
Nem de ladrão armado
Mas ultimamente até minha sombra me assusta
Impossível não se molhar em suas
feminices... não saborear os sóis
de seu corpo, não degustar-lhe as luas....
o vinho de seus duplos arrebóis...
Impossível não descalçar as luvas
e afagar devagar seus caracóis...
e lento-lento saborear-lhe as uvas
com você de sandálias nos lençóis...
Impossível não lhe dizer que tudo
vira uma gargalhada, sobretudo
quando lá não está o seu sorriso...
Impossível dizer que são eternas
as rosas... pois que perco a classe e o siso
se toco a grife e o charme dessas pernas...
Gárgulas Não Sabem Amar
e só de pensar
que nada que eu faça
vai mudar o que você fez
tento me lembrar
de todas as vezes
que não foram sua vez
eu não sei
quem tu és
mesmo assim
seguirei apesar das diferenças
pois,
eu, vou te engolir a seco
eu, vou devorar o seu medo
eu, só de pensar em ti
acabei petrificado aqui
voa, voa
gárgula
encontre uma parede
antes do dia chegar
coração de pedra
não consegue
perdoar
Solo
Até onde vai seu ego?
Morrerás em torno de seu orgulho?
Não sei até onde durará essa inspiração de roteiro, os conceitos de honra sempre os mesmos.
O pensamento solene morreu, e ressurgiu em forma de aparência.
Enquanto vangloriarem o egoísmo não existirá flora.
O empenho para o desenvolvimento dessa condição entristece e adoece, desencanta a messe.
não tenho corpo pra fazer carão
minha pele cansa meus ossos
moem de desanimo a cada psiu
e estalo o pescoço mal ajustado
na beira da cama
não vou nunca ser uma velha safa
meu irmão chama o vazio de neutralidade
eu e meu irmão não gostamos de neutralidade
eu fico deprimida ele também
quando me assusto com minha mudez (vazio)
diante do vazio do outro
penso no meu desespero que assusta
Palavras não ditas
Caladas pelo medo
Vontades não reveladas
Desejo mantido em segredo
Porque lutar?
Se não é reciproco
Porque insistir?
Se não é correspondido
É correr e não alcançar
É lutar sozinho
É frustração ... desilusão
É vontade de gritar
Mas saber que é em vão!
____________ Juliana Rossi Cordeiro
Mulher
Que nasce no seio de luta
E transforma o mundo em coragem
Mulher
Guerreira
Que não foge a luta
És arma
És fogo
És terra
És chão
És mulher.
Em busca de inspiração
Não encontro as palavras
Elas fogem da minha mente
Não consigo espressa-las
Sentimentos vêm e vão simplesmente
Os adjetivos não enxergam os substantivos
Os advérbios de escondem dos verbos
As rimas perderam sua autoestima
As estrofes brigaram com as palavras
Não vejo mais lindas flores pelo caminho
As paisagens perderam seu colorido
As borboletas estão sem asas para voarem
A poesia e sua beleza estão encobertos
Mas um novo dia irá surgir
Com novos olhares e perspectivas
A inspiração para escrever e sentir
A Poesia e suas formas cognitivas
Basta um simples sorriso sincero
Um coração que só quer amar
E no momento certo que espero
Que a minha inspiração volte a brilhar
Seu jeito é meigo
E para mim, mais que cordial
Quando te conheci
não imaginei que seria tão especial
De repente
O tempo passou
E nada do que você aqui escreveu
Minha mente apagou
Tudo com você foi diferente
Até meus bons pensamentos que estavam ausentes,
Hoje estão mais frequentes
É triste que não sei até você chegar
Mas indiretamente eu ainda vou te falar
Não foi difícil por você me apaixonar
Quanto mais o tempo passa
Mais quero te sentir
Mesmo que esteja distante
Sinto você aqui
Ainda quero uma oportunidade,
De poder te apreciar
Aproveitar o tempo perdido
E de lindos versos a ti declamar
De: Elder de Jesus
Para: mais bela mulher, Ellen
As vezes me pego pensando naquilo que eu não disse. Nos poemas inacabados e nos pequenos pensamentos que viraram linhas rabiscadas em meus cadernos escolares; daqueles tipos que nunca tardam a serem amassados e jogados fora, mas que formam raízes difíceis de se retirar e que acabam por voltar à ponta do lápis de quando em quando.
Acho que as palavras tem vontade própria. As vezes parece que simplesmente não é a hora de escrevê-las. Nesses momentos, penso que elas estão se resguardando para a frase perfeita, esperando para tornarem-se aquelas palavras que, quando lidas no momento certo, estremecem a alma e transbordam o coração.
Não seriam dessas raízes que surgem as melhores poesias ?
Aquelas que conquistam o desejo dos olhos e se instalam no coração, mas escolhem o momento certo de perpetuarem-se no papel.
Tudo passa...
Dores, amores e conquistas...
Não aprendemos que o melhor
Da Vida esta em fugir da maré
e viver os momentos.
Não é que eu queira fugir
Não é que eu queira parar
Mas dentro de mim
Tudo parece desmoronar
Meu coração acelera
E eu perco a lucidez
E neste sufocamento
Me encontro mais uma vez
É que o futuro é tão dependente deste momento
E é um fardo tão grande os meus pensamentos
Que minha alma é levada ao vento
E minha mente vem a pulsar.
"E há sempre um
(o mais intratável) que não desiste
e escreve versos
Não gosto destes loucos.
(Torturados pela escuridão, pela morte?)
Não é mais fácil ser feliz sem dor, é melhor.
Difícil é ser feliz sem nunca ter tido dor nenhuma.
Nem haveria poesia...
às Musas não interessam
drenagens, deixam alagar livremente
com o que sobrevém: a água do instante
subjectivo
quando o poeta era uma fera luminosa
e Veneza, sobre a laguna, a porta para o Levante
com seu tráfego de peregrinos imateriais – que também traziam
as laranjas douradas, a seda, a musselina
porcelanas, aço, pimenta
incenso e alívios
a cidade detinha um colégio de sábios
que sabia, em dialecto próprio, ser a magia
este palácio mergulhado nos silêncios
meio submersos
e que apenas a ciência da leitura paulatina
poderá ser o escafandro glotal e sinal que soltará
da grosseria eloquente
o espanto oculto do poema
Não há corpo igual. Não há cheiro nenhum no mundo que colmate o meu vício por ti. Não há tragédia igual. Drama incorruptível.
O tamanho de tudo, encaixe perfeito, a dimensão do conjunto e a distância entre opostos.
tua corda prende a primeira hora
e retira da carne minha
o trato das tuas crianças
se não tomasse o nome do meu olho a planta
teu feitiço não funcionaria
trato tua terra com patas largas
que me dão caroços
e fruto à tua burocracia
se não tomasse o nome do meu olho a planta
teu feitiço não funcionaria
de resto
pensava não
com o cérebro
com o corpinho
úmido e mole
que nem ela
nem a lesma
eram fortes
como o tardígrado desidratado
que vira e amara
no espaço sideral
Não sei se lavo as mãos,
Ou esfrego o corpo.
Se me isolo então
E me entrego todo.
Talvez assim
cheio de mim
viva mais um pouco
Até voltar a saber
o que não fazer de novo.
André Luz
