Coleção pessoal de Elvoid

1 - 20 do total de 44 pensamentos na coleção de Elvoid

A timidez, inesgotável origem de tantas infelicidades na vida prática, é a causa direta, mesmo única, de toda a riqueza interior.

Emil Cioran
176 compartilhamentos

Todos os seres são infelizes; mas quantos o sabem?

Emil Cioran
171 compartilhamentos

Só tem convicções aquele que não aprofundou nada.

Emil Cioran
224 compartilhamentos

Recalque

Olhe pra você
Refletindo em mim
Apontando os erros
Que condena em si

Olhe pra você
Refletindo em mim
Apontando os erros
Que condena em si

Voa, voa
Voa livre ao ar
És tão leve
Ah! Se eu pudesse...
Asas não mais
Com'as de um tempo atrás
Que te impedem...
O que me impede?

Olhe pra você
Refletindo em mim
Apontando os erros
Que condena em si

Olhe pra você
Refletindo em mim
Apontando os erros
Que condena em si

Olha, olha
Quem não sabe voar
Prende as asas
Em suas jaulas
Olha, olha
Quem não sabe voar
Prende as asas
Em suas jaulas

Henri Solivagant
1 compartilhamento

Não falo curva.

Fred Derico
1 compartilhamento

Sou minha própria firma.

Fred Derico
1 compartilhamento

Respeita minha história.

Lucaos Costa
1 compartilhamento

Inaudível Eco

Sou um mar, sou um lar
E dessa fantasia qu'eu criei
Você se tornou montanha
Sei que um dia eu te alcançarei

Sou um vulcão hostil
E derramei minhas lavas sobre o teu corpo

Vou ilhar você em meus braços
Até que a chuva enfim toque os seus lábios
Formando nuvens cinzas, cobrindo os corpos
Até onde se estendam

Sou um mar, sou um lar
E dessa fantasia qu'eu criei
Você se tornou montanha
Sei que um dia eu te alcançarei

Sou um mar, sou um lar
E dessa fantasia qu'eu criei
Você se tornou montanha
Sei que um dia eu te alcançarei

Henri Solivagant

Limbo

sei lá
as vezes parece que só quer alguém pra culpar
você sempre o certo enquanto eu que vivo a errar
sei lá
sei lá

Henri Solivagant

Zoom

Me da zoom
E faz mais

Daqui cês são quaisquer uns
São tantos poucos
Vários nenhuns
Um pouco de cada outro
Mesmo todos soltos
Não passam de um

Me da zoom
E faz mais

De longe cabem entre os dedos
Todos são pequenos
Se é que existe algum
Em torno do seu corpo inteiro
O que ta fora eu vejo
Mas não sei de tu

Me da zoom
Me da zoom
Me da zoom
E faz mais

Me da zoom
E faz mais

Henri Solivagant

Despersonalize

Amontoados frustrados traumas maus processados
Do seu labirinto de dor que te despersonalizou

Ah.. Seu olhos opacos
Feito nuvens em dias nublados
Ah.. Seu andar meu cabisbaixo
Semblantes pelo chão

Amontoados frustrados traumas maus processados
Do seu labirinto de dor que te despersonalizou
Dissimulado frustrado mantendo a esperança atordoado
Caminho de meias voltas não há resultado

Ah.. Teu grito calado
Feito enfeites guardado cristalizado
Ah.. Esse ar melancólico
De quem procura por perdão

Amontoados frustrados traumas maus processados
Do seu labirinto de dor que te despersonalizou
Dissimulado frustrado mantendo a esperança atordoado
Caminho de meias voltas não há resultado

Henri Solivagant

Caligem

se dessa multidão se fizessem gestos
que desfizessem nossos corpos aos olhos
tod'essas vozes (essas vozes), misturadas ensurdeceriam
e como se as paredes fossem consolar
uma saída desse lugar

é que ainda me sinto meio observado
mesmo desse canto escuro onde eu me guardo
aprecio meus lamentos enquanto aguardo
ainda que não seja a melhor ideia
mas é que eu já, nem consigo mais
pensar direito no havia dito lá trás
mal entendido com o que eu mesmo sinto
até as minhas ideias parecem algo distinto

se dessa multidão se fizessem gestos
como se me desfizesse em uma caligem de uma estrada sem fim
que leva meu fôlego submerso
que leva

e como um gênio d'uma garrafa qualquer
nunca mais voltaria aqui

é que ainda me sinto meio observado
mesmo desse canto escuro onde eu me guardo
aprecio meus lamentos enquanto aguardo
ainda que não seja a melhor ideia
mas é que eu já, nem consigo mais
pensar direito no havia dito lá trás
mal entendido com o que eu mesmo sinto
até as minhas ideias parecem algo distinto

Henri Solivagant
1 compartilhamento

Vicissitude

Não precisa me dizer
Eu sinto
O calor que embaça
Sob céus vazios
Poluído

Espera aí...
Onde pensa que vai?
Sei que está confuso,
Mas por que não espera um pouco mais?

Não precisa repetir
Eu sei que tarde
A lua te suspendia
Sobre um rio
Sinto muito...

O que te levaria a tanto?
Tão longe assim?
Sozinho
Enfim.

Henri Solivagant
1 compartilhamento
Tags: suicídio poema

O mundo é o resultado das interpretações que faço; meu limite, minha alienação, logo eu sou o prisioneiro da realidade que prefiro acreditar que percebo.

Henri Solivagant

Toda vez que a vida começar a fazer sentido, questione sua lucidez.

El Void

Não existem homens/mulheres masculinxs/femininxs, existem pessoas com suas próprias características embaladas em caixas sobre como devem se comportar com explicações sutilmente opressoras.

Henri Solivagant
1 compartilhamento

a incompetencia acusa o esforço de escravidão

Henri Solivagant

Quando as reais intenções do manipulador são percebidas, sua imagem sofre um desgaste perante a vítima.

Eliphas Lévi

Os gêmeos e o labirinto

A mente é um labirinto
Onde as certezas são limites
As dúvidas levam a mais caminhos
Para uns é confortável o beco sem saída
Para outros é claustrofóbico imaginar o fim da linha
Uns são do tipo que percorrem por toda vida
Outros do tipo que morrem antes do fim na vida
A certeza é um abismo no fim desse corredor
A dúvida é um oceano de possibilidades que ainda não se mergulhou.

Henri Solivagant
1 compartilhamento

eu tava passando por uma estrada que dava no topo de uma torre no fim da ponta de um lápis de cores quiméricas interpretadas em braile por um cego que só sabia sânscrito, mas não era hindu, trazia na suas costas um livro enorme sobre as estrelas cadentes de um céu jamais antes visto, o destino de toda a humanidade nas lágrimas esperançosas de uma criança qualquer de um país esquecido e desinteressante que só comia lixo. eu me perguntei, será que deus era um livro julgado pela capa, ou uma história ruim encontrada no lixo? continuei caminhando até o fim dessa discrepância em que me deparei com um abismo cuja profundeza gritava um vazio tão abrupto que seduzia minha alma ao encontro letal do desconhecido desejo pelas notas musicais que o ouvindo nem com sua melhor audição identificaria timbre, o celular começou a tocar, quando atendi a luz do sol invadiu meus olhos e eu disse "Porra! uma hora dessas?".

Henri Solivagant
2 compartilhamentos