Coleção pessoal de BrendaOliveira

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Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.

Fernando Pessoa
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Tags: alma sinceridade

Eu fiz tudo por amor
Cada passo, cada loucura
Cada lágrima, cada sorriso
Cada toque, cada sensação
Cada tentativa

Brenda Oliveira
Tags: amor tentativas

⁠Bastaria você pedir 
E eu não daria mais um passo
Você não sabe o poder
que tinha nas mãos
E que toda a minha loucura 
Era na verdade uma tentativa 
De te ter pra mim de novo

Brenda Oliveira

⁠Eu teria ido muito longe por você
Muito mais que fui

Brenda Oliveira

⁠Se não fossem palavras, seriam rabiscos, manchas de tinta, o que for
Ela sempre encontraria um jeito de se expressar
E a forma como se expressa 
ou o que provoca em si mesma
Não é culpa de ninguém
Não é um peso
Ao contrário, é libertador
É suave como um bálsamo
A sua única busca é
Poder ser quem é
E sentir o que sente

Brenda Oliveira
Tags: liberdade expressar

⁠Eu adoro as sensações que você consegue provocar em mim, todas!
E eu não me importo com definições de certo ou errado
Só consigo pensar no quanto isso é único 
E do quanto esse contato m ajuda traduz partes de mim que geralmente são esquecidas

Brenda Oliveira
Tags: provocação desejo

⁠Nossas conversas me inspiram
Deixam minha alma poética
Me libertam da ilusão de ser
Trazem de volta o movimento 
Arejam meus esconderijos
Me fazem sentir leve
Apesar das ambivalências

Brenda Oliveira

⁠Já não sei se o que passou foi um minuto, uma hora ou uma vida. Tudo o que nos envolve, é relativo demais para que eu possa compreender.

Brenda Oliveira

⁠Quero ouvir o que você tem para falar, 
Sem julgamentos
Quero falar o que tenho para dizer, 
Sem bloqueios.

Brenda Oliveira

Só quero conseguir aceitar
que essa estranheza
é algo que eu posso lidar. 

Brenda Oliveira

⁠Roubei-lhe a caneta e a tinta
Fugi por suas brechas
E necessito dizer-lhe
Antes que ela me tome
Ela tem medo de si mesma
Evita seus abismos
Ignora sua vozes
Refuta seus desejos
Quer apagar-lhe da alma
Mesmo sabendo 
Que ainda não consegue.

Brenda Oliveira

⁠Com você consigo sentir
que o mundo lá fora
é apenas o mundo lá fora
E que o universo inteiro 
cabe aqui dentro
a cada vez que você me diz “vem”
E eu respondo “vou”.

Brenda Oliveira

⁠Sou um pássaro em pleno voo
tentando aprender a arte de fazer ninho.

Brenda Oliveira

⁠Preciso me desmanchar 
Para permanecer inteira

Brenda Oliveira

⁠⁠Não leve ela tão a sério
Não considere tudo o que ela fala
Preciso te contar que ela
Viciou-se em intensidades
Anda de mãos dadas com o desgoverno
Acostumou-se a impermanência
E que, por hora, já não a reconheço mais.

Brenda Oliveira

⁠Ela é tão intensa que chega a sangrar
A dor que provoca em si mesma virou fonte de prazer
Ela exagera na emoção só para se revirar 
Apaixonou-se pela ebulição, pelo calor do corpo
Ela não não se conecta com a calmaria, não porque não consegue, mas porque não quer.

Brenda Oliveira

⁠Não consigo entender que parte dela só se reconhece em você.

Brenda Oliveira

⁠Ela é liberdade e aprisionamento
Intensidade e calmaria
Ela é o que me revela e o que me esconde
Ela é alívio e perdição
Ela se derrama para me conter
Ela é o eu desejo e o que não 
 

Brenda Oliveira
Tags: desejo esquecer

⁠⁠Se ela pudesse te falar o que pensa
E o quanto ela quer te provocar de volta
Se ela pudesse dizer o que sentiu ao ouvir tua voz
E o quanto isso foi inquietante
Se ela pudesse sair dessa prisão
Ela faria tudo de novo, loucura por loucura, desejo por desejo
Ela te devoraria sem esperas
Roubaria teu ar sem receio
Contemplaria cada parte da sua geografia
Se perderia nas suas ondas
Em uma cadência arrebatadora
Até que o corpo e o tempo não soubessem mais
os limites do início ou do fim.

Brenda Oliveira
Tags: poesia erótica

⁠Brasa que incendeia meu corpo
Loucura da minha loucura
Vontade da minha vontade
Desejo do meu desejo

Brenda Oliveira