Poemas Góticos de Amor
DOR
Se o vento soprar silêncio
E me perguntar o que é a dor
Direi no vão momento
Que é ausência de amor.
Mas, se insistir o que é tristeza
Causa de nos magoar
Direi então é a beleza
De sorrir para não chorar
Que são fagulhas de espinhos
Que penetram minh´alma
É a distância do carinho
Do tudo que fez-se em nada
Posso dizer sentida
Que a dor é pranto que cai
Que é todo o mal que fica
Quando todo bem se vai.
No silêncio da noite,
O grito de dor se ergue,
A vítima agoniza,
Enquanto a justiça dorme.
Os espectadores assistem o horror,
Permanecem em silêncio, sem se importar.
Eles se escondem atrás da indiferença,
E deixam a vítima sangrar.
A justiça é cega,
A justiça é surda,
A justiça é falha,
A negligência é uma ferida aberta,
Que sangra e dói sem cessar,
E a injustiça é uma sombra escura,
Que paira sobre o mundo sem parar.
Medita o bardo em silêncio profundo...
Na tarde cinza dum dia sem cor,
a alma chora seu revés sem rancor
mas, o coração se afoga em lago imundo!
Descem lágrimas em pingos de dor...
Cada suspiro é lamento rotundo
e, só a tristeza habita o seu mundo
desprovido da alegria do amor!
Sua alma é noite escura de agonia...
Porém, no fundo, uma luz a brilhar,
traz promessa de novo porvir, pois
a tristeza, embora possa durar,
é passageira como a ventania
que destrói, mas traz beleza depois!
O silêncio, a ausência,
a demora, a desculpa,
a falta de tempo,o tanto faz
e o pouco caso são respostas, são sinais que, às vezes,
não queremos perceber.
Um homem que pensa demais é prisioneiro de sua mente,
percebe no silêncio os detalhes que a vida esconde,
realidades duras, cortantes, como lâminas invisíveis.
A dor se faz constante, uma sombra que nunca parte.
Sinto-me incapaz de iluminar o caminho de outro,
como se minha luz fosse fraca, apagada pelo vento.
A solidão é minha companheira fiel,
na escuridão da noite, ela sussurra verdades amargas.
O peso da vida repousa em meus ombros,
e a tristeza, minha eterna conselheira,
me lembra que o tempo passa, mas o tormento permanece.
Anos se esvaíram, levados por pensamentos desgovernados,
e me pergunto, no fundo desse abismo interno:
será que faço diferença? Será que alguém realmente vê?
Mas, mesmo no caos, há um eco,
uma possibilidade de que o amanhã traga outro tom.
Gritei em silêncio
Gritei por dentro
Deixei as águas salgadas do meu mar particular rolarem para fora da minha canoa devagar
Se não
Se não iria afundar
Meus olhos?
Meus olhos ardiam
meu peito?
Meu peito apertado cada
vez mais
Cada vez mais frio
Dói duas vezes
Descrever a dor.
A face
A face do abismo me beijou docemente, meu vazio logo se apaixonou, o silêncio embalou este romance triste, que até o coração comovido parou para observar.
Dois de novembro
No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.
Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.
Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.
O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.
No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.
🖤
O silêncio é refúgio da alma. Em silêncio nos aproximamos do sagrado. Nele, nos abrigamos no abraço de Deus.
🌹
"A gente nunca se despediu.
Foi o silêncio que passou a
ter entre nós que disse adeus.
Mas não foi apenas um adeus.
Foi metade de mim indo embora".
🌹
Uma hora a gente não aguenta
mais e fala, desabafa.
Chega do silêncio.
Mas algo sempre fica guardado
com a gente.
Sempre.
Porque uma parte de nós é aquilo
que sentimos.
Eu me sentia realmente triste.
Nada no mundo me consolaria.
Não era coração partido.
Saudade de alguém ou
falta de alguma coisa.
Eu estava triste pelo simples e
maior motivo do mundo.
Eu estava só.
"Perdoa se eu não ficar.
Desculpa se não me demorar.
É que o desejo sincero de um silêncio
só brotaassim que eu voltar a confiar."
[...]
Prenda-me,
em teu silêncio
e verei ricamente,
teus esplendores
*
Prenda-me,
Em tua coragem
Porque parte de mim
Não sabe lidar com a dor .
Recomeçar
Após anos em silêncio, após tudo que vivi, retomei várias coisas, mas faltava uma ainda! Após o incentivo de um novo amigo (resultado de um dos meus recomeços) resolvi retomar, recomecei a escrever. Estou me sentindo enferrujada, parece que as ideias já não vêm tão naturalmente! Mas vamos lá, retomar, recomeçar, reescrever minha história!
O que é recomeço? É voltar no tempo, retomar os sentimentos, reviver as lembranças, relembrar a esperança de tudo que é novo e do que ainda não se viveu!
Recomeçar é sentir um frio no estômago, seria o medo do que há por vir? É o riso solto, vindo do âmago, mesmo com o coração envolto numa casca grossa, tentando se defender para não mais se machucar! É sentir alegria de viver, tristeza do outro ser que enfrenta tanto perder quanto ganhar sem saber! É voltar à estaca zero, é pensar que não vai dar conta, que não vai conseguir seguir. É seguir rumo ao desconhecido, destemido, com amigos, ou apenas só! É um laço sem nó. É seguir com medo de tudo, com medo do mundo, mas com coragem suficiente para não retroceder! É seguir em frente, sem olhar para trás, sem no entanto perder o encanto e a experiência de toda a carga do passado! Finito, acabado, passado é passado, mas não há presente nem futuro sem o saber do passado! Começar é apenas uma vez, mas recomeçar pode ser por incansáveis, indeterminadas, diversas vezes; recomeçar a cada dia, a cada novo amanhecer. E por que não ao entardecer? Não há hora nem lugar para recomeçar, basta tentar!
Então, que tal? Vamos recomeçar? O que você quer recomeçar hoje? E para você, o que é o recomeço?
Recomeço, meço, apreço, aprecio, retomo, me arrependo, retorno, ao ponto exato, o ponto do recomeço, sem retrocesso, e só paro com uma condição: alcançar o SUCESSO!
(Viviane Dona da Silva)
24 de julho de 2014
O verdadeiro amor não traz consigo sofrimento, egoísmo, ciúmes ou orgulho. Amar é dar o melhor de si pela pessoa amada, sem necessidade de propriedade ou retribuições. Quem ama confia, respeita e perdoa.
Não consigo imaginar nada mais satisfatório do que amar, e mesmo não sabendo o que o amor significa, sei o que representa. É o que nos faz, no meio de uma multidão, destacar alguém que se torna essencial para nosso bem-estar, e o nosso para o dele. É receber uma atenção exclusiva e oferta-la na mesma medida. Ter uma intimidade milagrosa com a alma de alguém, com o corpo de alguém, e abrir-se para essa mesma pessoa de um jeito que não se conseguiria jamais abrir para si mesmo, porque só o outro é que tem a chave desse cofre. O amor é uma subversão, e seu vigor nunca será encontrado em amizades ou parentescos. Todas as palavras já foram usadas para defini-lo: magia, surpresa, visceralidade, entrega, completude, requinte, deslumbre, sorte, conforto, poesia, aposta, amasso, gozo.
Amar prescinde de entendimento. Por isso não sei amar, porque sou viciada em entender.
Talvez nunca tenhas a oportunidade de ler essas pequenas linhas,
Então vamos lá!
Primeiramente gostaria de parabenizar por mais um ano do meu amor;
Embora, não saibas, mas hoje completamos mais um ano juntos;
Se soubesse disso, hoje lhe daria as mais belas rosas desse mundo;
Se tivesse ciência o quanto a amo, saberia a hora que lhe visitei em sonhos essa noite;
Diariamente lhe sirvo com o melhor café da manhã e adoro isso;
Por quantas vezes te vi acordando todas as vezes que eu fechei os olhos;
Sempre me apaixonei novamente toda vez que via o brilho do teu sorriso;
Nem o mais belo jardim guarda esse seu perfume;
Sei lá, adoro a forma que eu cuido de você, por mais que não saibas!
Fico com medo que um dia descubra o quanto a amo, tenho receio de perdê-la!
Acho bom ver você todas as vezes que olho para o céu em noites estreladas;
Chego até sentir o seu toque no meu rosto através da breve brisa;
Sabe somente essa semana eu lhe pedi em casamento umas dúzias de vezes;
E em todas às vezes sempre aceitou, dizendo: Obrigado por me amar tanto!
Eu nunca me vi amando menos, te amar é como respirar, parece tão normal;
Por isso não me importo se um dia saberás ou não desse amor!
Acho tão perfeito a forma que amo você!
Nesse dia dos namorados gostaria de renovar os votos de amor por você;
Não há um dia que não sonhe com você; tudo tão perfeito!
Desejo que não acabe tão cedo esse amor, que dure por duas eternidades;
Afinal, amar é amar, nada mais, mesmo que não me ames! Eu amo!
Eu nasci para estar calado. Minha única vocação é o silêncio. Foi meu pai que me explicou: tenho inclinação para não falar,um talento para apurar silêncios. Escrevo bem, silêncios, no plural. Sim, porque não há um único silêncio. E todo o silêncio é música em estado de gravidez. Quando me viam, parado e recatado, no meu invisível recanto, eu não estava pasmado. Estava desempenhado, de alma e corpo ocupados: tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude. Eu era um afinador de silêncios.
(Em 'Antes do Nascer do Mundo')
Não mexa no meu silêncio, se não puder lidar com meu barulho. Só eu sei o turbilhão de vozes que habitam dentro de mim.
Existem silêncios que falam e se ouvem mais do que palavras, é aquele silêncio que eu admiro e que quer dizer que não necessitamos de declarar absolutamente nada à outra pessoa.
