Poemas Góticos de Amor
Há um silêncio que corre nos dias,
um cansaço de pensar profundo,
preferem os homens a sombra breve
da resposta fácil, como abrigo.
No caminho certo, há pedras e vento,
mas a verdade é um lume que aquece.
Escolhem o engano de olhos fechados,
na ilusão doce que adormece.
Mas há quem busque, mesmo exausto,
no labirinto da mente, o sol nascente,
e encontra na complexidade do mundo,
a pureza de um rio transparente.
Nas margens do pensar, floresce a vida,
onde o esforço se torna luz constante,
e a verdade, lenta, desabrocha,
em cada alma que não se cansa e avança.
Evasão -
No silêncio da minha cama fria,
na loucura do meu quarto sem sentido,
na tristeza da minha casa tão vazia,
caminho passo a passo, em vão, perdido.
Bóiam tantos mortos em torno a mim ...
E oiço alguém desamparado que me fala comovido ...
Alguém que olha com olhos de jasmim,
cujos olhos, cortam o silêncio, como um grito ...
Sua face, escavada, adornada
de solidões ardentes, quase morta,
coberta de cansaços e mais nada,
lembra casas como a minha já sem porta.
Seus olhos de descansos por viver,
de pálpebras frias, pesadas, sem nada,
choram lágrimas de pedra, a arder
em corpos de andorinhas, sós, paradas.
Seus lábios coam água de seus olhos,
sua voz, azeda, balbucia solidões,
o destino, esse, quem lho deu, cheio de escolhos,
cansaços de amargura, tristeza e podridões?!
Nem sei que diga ante dor que é tamanha!
Que triste desencontro! Eu lamento esse dia
que se prende no meu peito, que me apanha,
sempre que escrevo no papel uma poesia!
Estou aqui...
Percebo-te aflito... diga.... em silêncio... percebo-te.
Teus olhos estão tristes... então triste está sua alma...
Estou aqui...
Seu sussurro aflito... Assustado... O que te assusta?
Estou aqui...
Venha ver o Jardim que cultivei para você...
Venha ver as borboletas que enfeitam a paisagem...
Estou aqui...
Olha, esta casinha de sapê...
Um cantinho romântico que fiz para você...
Estou aqui...
O Silêncio da morte
Em um dos leitos que entrei, não pudi deixar de notar um anjinho tão pequeno (prematuro), diferente de todos os outros (com uma sindrome que é fatal nessa situação), também pequenos que ali se encontravam. A maioria dos prematuros sobrevive
m (quase todos), pois tem um tratamento excelente e eficaz.
Por alguma razão desconhecida ainda, seres ( não são humanos!) passam sua gestação consumindo todos os tipos de drogas, mantendo-se ao vício sob qualquer situação. Infelizmente esses anjinhos podem nascer com vários problemas.
Enquanto olhava ele no meio de todas aquelas maquinas que o faziam sobreviver. A enfermeira que me acompanhava, olhou para mim e simplesmente me disse tão baixinho que mal pude ouvir, mas não foi preciso repetir o "NÃO".
Sei que talvêz você está se perguntando "porque ela disse NÃO?"
Realmente também me perguntei naquele momento, mas tive medo com quais outras palavras ela completaria com aquele "NÃO".
Um "NÃO" que foi dito em silêncio por ela, pois não se atreveria dizer "morte".
Voltei meus olhos para o "pequeno anjinho" e...suportei "A Vida", que me enojou naquele momento. Travei uma batalha com o caminho que meus olhos percorriam (anjinho). Como eu Ezequiel poderia aceitar "A Vida" diante da morte refletindo em meu ser?
Um "NÃO" que representava o "Chegar da Morte". Um "NÃO" que atravessou minha couraça de grafeno e alcançou minha criatura.
Um "NÃO" dito em silêncio...rompendo a barreira do som, me atingindo a alma.
Que Deus faça com que esse "NÃO" tenha valor nenhum.
Faça um milagre nesse anjo meu Senhor, que já na origem da sua vida respira a morte. Amém.
O silêncio rodeia o tempo, como quem se apropria de sua sombra. O silêncio tem fome do tempo, e o transpassa como quem implora por um minuto a mais.
O relâmpago para um estado de consciência é como um insight, uma ideia nova e original, que tem o poder de mudar o norte para o sul, o leste para o oeste.
Caminhar sobre a ausência é atravessar um deserto de silêncio e ouvir o eco das miragens. Caminhar sobre a ausência é atravessar a dor do vazio e ouvir o eco das palavras não ditas.
Ele me olhava e eu olhava para ele, como se fossemos espelhos um do outro. Um silêncio profundo refletia nossa conexão.
Cada cor tem um som. O amarelo tem o som de um girassol, o azul tem o som do céu e o verde tem o som das florestas.
Uma metáfora não existe no mundo físico.Mas é poesia latente.
A alma é uma grande rocha, densa, palpável, forte. De dentro da rocha nasce a linguagem.
Nos instantes não lembrados, mora uma lembrança, delicada.
Somos feitos de luz e sombra.
Dentro de cada silêncio, mora uma escuridão que nos ensina.
Dentro de cada sorriso, uma luz que a vida acendeu.
Não há caminho verdadeiro sem tropeço,
nem alma inteira sem partes escuras.
É na sombra que a gente entende o valor da luz.
É na luz que a gente aprende a acolher a sombra.
Ser inteiro é permitir-se ser céu e tempestade.
E ainda assim, florescer.
Lágrimas de um Poeta
Lágrima de um Poeta...
Lágrimas de um silêncio...
Lágrimas de tristezas...
Lágrimas de alegrias...
Lágrimas de reflexões...
Lágrimas jogadas...
Lágrimas em vão derramadas...
Lágrimas de agonias...
Lágrimas de um vulcão...
Lágrimas congeladas...
Lágrimas de uma saudade...
Lágrimas de um sofrimento...
Lágrimas de desilusões...
Lágrimas de poesias
Lágrimas de sentimentos...
Lágrimas de sussurros...
Lágrimas involuntárias....
Lágrimas de inspirações....
Lágrimas de famílias..
Lágrimas de frustações...
Lágrimas sóbrias...
Lágrimas sombrías....
Lágrimas...
Muitas lágrimas....
Lágrimas vivas...
Que escorregam na face de cada um de nós...
E não percebemos porque tantas lágrimas...
Basta abrirmos as janelas do coração...
E deixar o amor entrar....
Basta abrirmos os olhos da alma...
Que as lágrimas não é de estado líquido...
E sim...
Lágrimas da nossa alma....
Descem e não percebemos...
Que são realmente lágrimas...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
A tristeza me consome no silêncio
A alegria se escondeu muito bem lá dentro
Não consegui encontrá-la
Nessa brincadeira de pique esconde eu "mofei".
o dia exausto alimenta o corpo
com o silêncio da morte,
vamos respirando partículas
de angustias,
cada um em seu submundo
particular.
Quero sentir as sombras do vazio
Neste silêncio longo e frio
Quero viver delírios do passado
Como um cisne negro e mal amado
A SOLITUDE
Na solidão silente, ecoa o ser,
Entre sombras, a alma a renascer.
O silêncio, poesia do coração,
Na solitude, encontro a reflexão.
No vasto campo da própria mente,
Dança a solidão, suave e envolvente.
Em cada pensamento, um universo,
Na solitude, descubro o meu verso.
Entre páginas vazias, o diálogo íntimo,
A solidão, um amigo autêntico.
No silêncio das palavras não ditas,
Encontro a paz em suas escritas.
Solitude, trilha da introspecção,
Onde o eu se encontra em comunhão.
No abraço do silêncio, descubro a plenitude,
Em cada instante, celebro a magnitude.
**A Morte Me Conforta**
No silêncio da noite, a morte sussurra,
Um alívio sereno, um fim sem dor.
Ela vem como um abraço, uma ternura,
Acolhendo a alma, num eterno amor.
Não há medo, só paz no seu toque,
Um descanso merecido, um fim de jornada.
A vida, com suas lutas, finalmente desfoque,
Na morte, encontro a calma desejada.
Ela não é inimiga, mas uma amiga fiel,
Que nos guia para além do véu terreno.
Na sua presença, o coração se revela,
E o espírito se liberta, pleno e sereno.
A morte me conforta, como um doce sono,
Onde os sonhos são eternos e a dor se vai.
É o retorno ao lar, ao nosso trono,
Onde a alma descansa, em paz, enfim, se esvai.
Entre a Luz e Ideias
No silêncio da alma, uma dúvida floresce,
Traiçoeira e sutil, como sombra a espreitar,
Ecoa em Shakespeare: "Medo de arriscar,
Nos faz perder o que poderíamos ganhar."
Caminho entre luzes de fé e de amor,
Um mandamento antigo ressoa no ar,
"Amem uns aos outros", a voz ecoa,
No coração sincero, a verdade há de morar.
Na busca pela vida, onde a existência é rara,
Pergunto ao mundo, o que significa viver?
Oscar Wilde sussurra: "Apenas existir,
É o destino de muitos, mas viver é florescer."
Quem é correto, nunca há de fracassar,
Suas pegadas na terra, lembradas serão,
Pois a justiça é uma chama que arde,
Na trilha da vida, um eterno clarão.
Nada há encoberto que não venha a revelar-se,
Nem oculto que não venha a saber-se,
Entre luzes e ideias, sigo o caminho,
Na esperança do porvir, onde a verdade há de brilhar.
Mas quem não se ama, não sabe amar,
Perdido nas sombras, sem luz para dar,
Enquanto eles riem por serem iguais,
Eu rio de volta, por trilhar outros sinais.
- Notório Jhow
No meu silêncio meu luto, minha tristeza por não poder fazer nada pra salvar quem merecia ser salvo.
Remanescente
Eu sou uma sombra no silêncio tenebroso,
que vaga sem sentido num colapso arruinado;
Eu sou um sussurro que ecoa nos destroços,
que se dissipa sob gritos afogados;
Eu sou um entre muitos loucos,
vivendo num mundo de sanidade obscura;
Eu sou um remanescente, vivendo entre os poucos, esperando todo dia, a chegada do repouso!
(14/02/24)
'Renascer"
Na beira do abismo, encarei a escuridão,
A morte espreitava, num silêncio sem perdão.
Mas ali, no limiar da vida e da partida,
Descobri um novo sentido, uma jornada renascida.
Antes, vivia no futuro, adiando a alegria,
Mas no momento derradeiro, vi a verdadeira magia.
Agora, abraço o presente, com gratidão no coração,
O momento é precioso, uma dádiva de emoção.
A esperança floresce, como um raio de luz.
Iluminando cada instante, sem medo ou desluz.
A vida se torna mais intensa e mais colorida,
Cada sorriso, cada lágrima, é uma oportunidade querida.
Na sinfonia do existir, encontro minha melodia,
Celebrando cada nota, com alegria e harmonia.
Assim como a árvore, firme e serena em seu lugar,
Eu abraço o presente, sem temer o porvir ou hesitar.
Ressignificar
No fundo do poço, onde a luz se esconde,
onde os dias são sombras e o silêncio responde,
há um chão que parece fim, o último passo,
mas nele, começa a força, o abraço.
Caída ali, conheço as rachaduras,
as que vêm de fora, as que vêm de dentro.
Sou tudo que quebrou, que a dor revelou,
mas sou também a que, ferida, se levantou.
Aprendo a olhar o escuro sem medo,
a ver que do fundo renasce um enredo.
O peso vira impulso, o breu vira abrigo,
e eu, que me vi perdida, torno-me amiga.
Ressignificar é dar cor ao vazio,
é fazer do cansaço um novo pavio.
É saber que as quedas são caminhos, não perdas,
e que de todo o fim nasce a esperança das veredas.
Então subo, devagar, mas inteira,
um novo olhar, sem pressa, verdadeira.
Do fundo do poço, recrio a saída,
e transformo em luz o sentido da vida.
O silêncio é incrível e, às vezes, precioso, pois não deixa vestígios, não projeta sombras e não oferece margem para que o outro intervenha.
Livro: O Respiro da Inspiração
**Lágrimas e Chuva**
Lágrimas e chuva, em um triste refrão,
Unem-se em silêncio para esconder a dor,
Molham meu rosto, inundam o chão,
Lavando as marcas de um antigo amor.
A tempestade chega, o céu desaba,
E com ela meus olhos também se entregam,
Pois ninguém vê a tristeza que trava,
Quando as gotas da chuva e do pranto se cegam.
Caminho sozinho pelas ruas vazias,
O som da chuva disfarça meus ais,
Ninguém percebe as lágrimas tardias,
Que deslizam no rosto em desatino e paz.
A chuva e eu somos cúmplices fiéis,
Guardamos segredos que ninguém sabe ler,
Pois quando a dor é profunda e cruel,
Só as lágrimas e a chuva podem entender.
O Peso do Silêncio
Na catedral de pedra fria,
onde ecoa o som da devoção,
nasceu uma sombra sombria,
ferida aberta pela ambição.
O pastor, amado pelos seus,
guiava almas pelo caminho,
mas mãos ocultas, cheias de breus,
espreitavam em completo desalinho.
Era noite, um altar sagrado,
um visitante ao fim da missa,
com olhar vazio e passo pesado,
entrou onde a luz se avisa.
Um disparo rompeu o ar,
o rosto sereno ao chão tombou,
a fé tremeu, não pôde evitar,
e o sangue do justo ali jorrou.
O silêncio grita nos muros do templo,
a justiça caminha com passos lentos,
os nomes se perdem, mas não o exemplo,
de um homem que partiu nos ventos.
