Coleção pessoal de silvano_eising

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Tudo em você

Eu gosto de você
do jeito que você é,
sem precisar mudar nada,
sem precisar tentar ser mais bonita
ou mais interessante,
porque, para mim,
você já tem tudo aquilo
que faz alguém ser especial.

Gosto dos seus cachos,
do jeito que eles caem,
do jeito que combinam com você,
como se tivessem sido feitos
para fazer parte do seu sorriso.

Gosto do seu jeito,
das suas palavras,
do seu carinho,
da maneira como você trata quem gosta,
desse jeito que só você tem
e que eu não sei explicar,
mas sei sentir.

Gosto de te ver jogando,
da sua força,
da sua determinação,
e até daquele seu jeito distraído
que talvez você nem perceba.

Mas acho que, acima de tudo,
eu gosto da pessoa que existe aí dentro.

Da pessoa que me faz sorrir
sem nem perceber,
que ocupa um espaço bonito
nos meus pensamentos
e que, de algum jeito,
se tornou importante para mim.

Talvez eu não saiba dizer
tudo da maneira certa,
talvez às vezes eu repita
que te amo sem conseguir explicar o porquê.

Mas talvez seja justamente isso.

Eu não gosto de você
por uma coisa só.

Gosto do conjunto.

Dos seus olhos,
dos seus cachos,
do seu sorriso,
do seu jeito,
do seu carinho,
da sua força,
das suas manias
e até das pequenas coisas
que talvez você ache sem importância.

Porque foi justamente nelas
que eu comecei a enxergar
o quanto você é especial.

E se algum dia você esquecer
o quanto é bonita,
o quanto é querida
ou o quanto significa para alguém,

lembra de mim.

Porque eu vou continuar aqui,
olhando para você
e pensando que,
entre tantas pessoas no mundo,
foi justamente você
quem conseguiu conquistar
um lugar tão bonito
dentro de mim.

O futuro sorri para quem não desiste de tentar.

Cada pequeno esforço é um passo a mais rumo à conquista.

Mesmo nos dias lentos, a persistência abre caminhos.

Quem acredita no próprio potencial encontra portas onde ninguém vê.

Você deveria, de vez em quando, se olhar com mais calma. Não só para arrumar o cabelo ou conferir algum detalhe, mas para perceber a beleza que existe em cada pedacinho de você. Há algo em sua presença que transforma o ambiente: o seu sorriso tem um jeito de iluminar até os cantos mais apagados, como se fosse um convite para que o mundo ficasse mais bonito. Você é a parte que faltava em muitos momentos, a inspiração que deixa qualquer história mais interessante. É impressionante como você consegue completar o que parecia impossível de se completar, simplesmente sendo quem é. Seu jeito único de existir é um presente raro que deixa a vida de quem te encontra muito mais bela.

Quando a esperança guia, até o impossível encontra um jeito de acontecer.

Persistir é plantar o sucesso que o tempo fará florescer.

A vitória começa no instante em que você decide não parar.

Nada é em vão quando a coragem caminha ao lado da fé.

Sonhos ganham força quando a gente acredita, mesmo no silêncio.

Os sonhos florescem quando a paciência é regada de esperança.

Dentro de quem acredita, o futuro já começa a nascer.

Entre o passo e o horizonte

No silêncio dos dias,
a esperança cresce devagar,
como semente que insiste
em quebrar a terra dura do olhar.

Cada tropeço se torna ponte,
cada queda, lição sutil.
O futuro nasce nos detalhes,
na coragem de seguir, no brilho do abril.

O impossível se curva
ante quem insiste em caminhar,
e o sonho, mesmo tímido,
começa a florescer no ar.

Gritos silenciosos

Por que, vida, me faz sentir
Para depois arrancar tudo?
Por que Deus, se existe, deixa
O coração se quebrar assim?

Eu me entreguei, confiei,
E só restou silêncio e dor.
Diga, acaso há sentido
Ou só somos brinquedos do acaso?

Promessas Não Faladas

Por que, vida, me testas assim,
Abrindo portas que logo se fecham?
Por que, Deus, permites que o coração se entregue,
E o mundo responda com silêncio ou dor?

Eu dei confiança, dei carinho, dei esperança,
E tudo se despedaçou diante de meus olhos.
Será que há sentido nisso?
Ou só somos brinquedos nas mãos de um destino cruel?

Por que as promessas não faladas,
Os olhares que pareciam sinceros,
Se transformam em ausências e despedidas?
Por que a vida insiste em ensinar pelo sofrimento?

Eu grito em frustração,
Procuro respostas, mas só encontro ecos.
E ainda assim, mesmo ferido, eu sigo,
Procurando luz em meio a sombras que não pedi.

A Dor Que Não Tem Nome
⁠Acordo e já estou cansado,
como se viver fosse um fardo antigo.
Cada dia pesa dobrado,
e eu sigo — mas nunca sigo comigo.

O espelho não me reconhece,
me olha com pena, com nojo, talvez.
Meu corpo é só o que permanece
de alguém que já morreu mais de uma vez.

As vozes aqui dentro gritam,
mas ninguém do lado de fora ouve.
Sorrisos forçados imitam
uma vida que há muito não coube.

Tem dias que o ar parece ferro,
e cada passo é um crime lento.
O mundo gira, eu me enterro
mais fundo em meu próprio tormento.

A comida não tem mais gosto,
a música me dá desgosto.
O toque é como espinho exposto,
e o futuro... é um céu sem rosto.

Já tentei pedir socorro
em olhares, palavras, mensagens.
Mas tudo soa tão oco e torto,
como gritar em paisagens selvagens.

E o pior não é querer morrer —
é não conseguir mais querer viver.
É ser um corpo que existe por hábito,
um suspiro vazio, um peso estático.

Se um dia eu sumir, não estranhe.
Foi só a dor que me venceu sem barulho.
A tristeza é uma água que banha
até que a alma se afogue no entulho.

Quando a Última Luz se Apaga
⁠No silêncio que resta após a voz,
Ouço apenas o eco do que fui.
A saudade não fala — ela dói,
Como o peso de um mundo sem rui.

O tempo, esse traidor sem rosto,
Levou tudo o que me fazia viver.
E deixou um coração exposto
A lembrar sem poder esquecer.

Os risos morreram nos cantos da casa,
E os quadros, sem cor, me acusam em vão.
Cada passo é um corte que atrasa
A cura de tanta desilusão.

Eu amei com a força de um naufrago,
Gritei teu nome ao vento surdo.
Mas a vida, com seu verbo frágil,
Sussurrou: "você chegou tarde, é o absurdo".

Já não sei o que sou — sombra, poeira,
Ou só alguém que o mundo esqueceu.
Só sei que tudo que era bandeira
Hoje é trapo que o tempo comeu.

E quando a última luz se apagar,
Que não chorem, que não digam meu nome.
Pois quem morre sem mais esperar
Já morreu bem antes da fome.

⁠Velha Amiga

Não corro da morte,
não tremo ao seu nome.
Ela não é sombra,
é apenas silêncio que chega sem alarde.

A vejo como uma velha amiga,
de passos lentos,
que caminha à margem da estrada,
esperando o dia em que nos sentaremos
para conversar,
como quem reencontra alguém
depois de uma longa jornada.

Ela não me assusta.
Me ensina.
Me lembra que cada nascer do sol é raro,
que o riso de hoje não volta,
e que amar vale mais do que temer.

E quando chegar o momento,
não haverá luta.
Apenas um aceno leve,
como quem parte de casa,
mas sabe que foi inteiro
enquanto esteve.

⁠Quando penso em você

Às vezes, fico perdido nas coisas do dia,
mas aí vem você, assim, sem avisar,
e me faz lembrar que a vida é feita
de pequenos gestos que não dá pra explicar.

É no jeito do seu sorriso,
no silêncio que cabe entre a gente,
no abraço que é casa e ao mesmo tempo
um porto seguro pra alma da gente.

Não é sobre promessas grandiosas,
nem planos que a gente faz pra depois.
É sobre estar aqui agora,
sentindo seu coração bater junto ao meu.

Amar é isso — simples e verdadeiro,
feito de dias comuns que viram especiais,
porque você está ali, do meu lado,
e isso basta pra ser feliz demais.