Poemas Góticos de Amor

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Pelos contos que eu não conto
Dá um desconto ao meu silencio
Não conto dos versos tristes
Não conto da estrela cadente,
Dos girassóis reluzentes
Que reluzem nos meus contos,
Não conto do meu silencio
Pois assim não o seria,
Não conto da minha alegria,
Que não valem nem um conto,
Pelos contos que eu não conto,
Conto pelos e apelos
Só não conto meus segredos
Pelos contos que eu não conto

Inserida por tadeumemoria

Momentos infelizes
tristeza total...
silêncio mortal.

Momentos necessários
pra se compreender
a felicidade,
a alegria,
o inexpremível,
o silêncio maior que o silêncio mortal.

Inserida por RosangelaCalza

⁠A vida é uma poesia
Cuja a morte é o último verso
Cantado em silencio
No mais profundo silencio

Inserida por deckfigueira33

⁠Na escuridão da alma, um lamento ecoa,
Em sombras profundas, a dor se aloca.
No silêncio da noite, os demônios dançam,
Emaranhados em sombras que avançam.

Sangue se mistura com lágrimas frias,
Em um mundo de angústia, onde as almas se perdem.
A lua, testemunha silente do desespero,
Enquanto corações partidos clamam por alívio.

Em cada canto escuro, um segredo escondido,
Em cada suspiro, um grito contido.
A escuridão abraça, sem piedade ou perdão,
Num poema dark, ecoa a solidão.

Mas mesmo na penumbra, há beleza oculta,
Em meio ao caos, uma luz sepulta.
Pois onde há sombra, também há luz a brilhar,
Num eterno conflito, onde a esperança ousa se manifestar.

Inserida por matheushruiz

Enigma lírico

Em seu sorriso melancólico,
vi um fatalismo tácito
seguido de um silêncio morno
incompreensível

Subitamente
revelo-se o crepúsculo de um mito,
o fim da ilusão dolorosa...

A resseca dionísica do um festejo
carnal, onde quase virou apoteose
de um carnaval em Veneza...

Encenamos um ato da tragédia goethiana
a morte do sonho mascarado
que fez do mendico de Fausto
um Rei Lear, em seu apogeu
glorioso de terna insanidade e lucidez
antes da traição lírica da musa
ao poeta da divina comédia
do amor platônico.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Numa noite em Bhopal, o silencio da morte,
O grito do desastre, as vítimas a sorte.

Nas entranhas da fábrica, negligência em teia, a dor das vítimas, humanidade alheia.

Homens de poder, cifrões em mão,
Prioridades distorcidas, sem coração e razão.

Em gastos de guerra, fortunas se vão,
Enquanto em Bhopal, nenhum tostão.

Não é só a tragédia que devasta,
É a falta de humanidade que a decadas nos arrasta.

Líderes em vez de cuidar, preferem guerrear,
E as lágrimas de Bhopal, o mundo ignora ao tempo passar.

Que estas palavras sejam um eco a soar,
Para lembrar que a nossa humanidade devemos preservar.

Que em meio às sombras, uma luz possa brilhar, e em Bhopal, justiça e dignidade novamente possam reinar.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠Eu sou o melhor e o pior de mim.
Barulho e silêncio.
Piada errada as vezes certa.
Caio em tristeza profundas e levanto em alegrias transbordantes...
Sinto muito e muitas vezes nada.
Acredito, desconfiando e acreditando.
Vou para lugares em meio a conversas que ninguém suspeita.

Inserida por AnaCunha

⁠No silêncio do sepulcro,
entre rochas frias e sombra,
ficou dobrado, com cuidado,
um lenço... mensagem que não se apaga.

Inserida por MiriamLeal

⁠O teu silêncio por anos,
a sombra envolvente,
Nunca duvidei mesmo
sem saber ao certo que tu és
e que do caos deste
mundo você me protege
como um Anjo da Guarda
me mostrando nas entrelinhas
que sou por ti muito amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠À Sombra das Estrelas, Chorei em Silêncio

Sentei-me à beira do silêncio do mundo, onde as palavras não ousam sussurrar o nome da saudade. O vento passava, cúmplice, levando consigo as lembranças que ardiam no peito — e ainda assim, eu o deixei passar, como quem deixa ir aquilo que mais ama.

Diziam que as lágrimas evaporam, mas as minhas desciam pesadas como promessas quebradas. Cada gota carregava o peso de um olhar que não voltou, de um gesto que não se repetiu. E ali, sob um céu bordado de estrelas ausentes, compreendi: o amor, quando parte, leva pedaços que jamais se regeneram, apenas se transformam.

Ah, se o tempo soubesse consolar como sabe destruir, talvez eu não me sentasse ali. Mas foi naquele instante, entre a brisa e o chão frio, que compreendi o sagrado da dor — pois só quem sente profundamente, é capaz de renascer do que foi desfeito.

E assim, primo, deixei que as lágrimas corressem não para esquecer, mas para me lembrar que viver, às vezes, é apenas isso: sentir tanto, que se torna divino existir.

Inserida por pensadorposmoderno

Socorro! Meu coração dói em silêncio, minha alma está confusa e minha mente padece!

Um grito silencioso
O êxtase da dor...

Silêncio que mata,
silêncio que alto sussurra,
Entalado no interior, ele ata,
o nó da dor e da amargura.

Entorpecendo a alma,
dilacerando o coração.
Como um temporal que não se acalma,
transborda tristeza e decepção.

Do profundo vem o clamor,
elevo a Deus esse silencioso grito.
Entretanto ouço do Criador
um silêncio constante e maldito.

Perturbadora é essa mudez,
tal que as palavras não expressam.
Redijo esse poema outra vez,
falando de feridas que não se fecham.

Com as lágrimas encalacradas
e um grito silente,
minh‘alma está a gemer.
E por trás das gargalhadas
e uma expressão sorridente,
escondo de todos o meu sofrer.

Dentro de nosso silêncio elaboramos
o que de melhor em nós existe.
O tempo passou e saímos do casulo,
e com persistência rompemos a barreira
que nos separava de tudo e de todos.
Cada qual com seu colorido peculiar,
e sinais de tempos difíceis enfeitando
nossas asas.
E no voar suave e delicado trouxemos
as cores aos jardins, matas, cidades,
lares e até em cavernas escuras; onde
seus habitantes recusam o adentrar da
luz.
E no refletir do sol sobre nós reluzimos
cores que desconhecem.
É no transformar resignado que tudo
muda de verdade, pode até doer, mas
depois de mudança nada será como
antes.
Chega de cinza, preto e branco; tente
ser a borboleta de sua vida e certamente
as cores lhe mostrarão o melhor da vida.

⁠No momento da aflição você diz: Deus não me responde, Deus está em silêncio.
Então quero te lembrar :
"O professor passa a maior parte em silêncio quando o aluno está passando pela prova"

#meuspensamentos

⁠Infância roubada


Nasceu em silêncio, a menina esquecida,
no canto da casa, uma vida sofrida.
Entre gritos e sombras, crescia sozinha,
aprendendo do mundo a parte sombria.

Era o lar um campo de dor e tormento,
onde brigas e mentiras voavam ao vento.
Os sorrisos escassos, a ternura faltava,
e em cada olhar duro, seu mundo murchava.

Um dia sombrio, aos oito, perdeu
a inocência que em sonho, talvez, floresceu.
Um ato brutal que apagou-lhe o brilho,
e fez da menina um doloroso estribilho.

Alvo de aliciamento, de olhares sujos,
eram seus dias cheios de fardos injustos.
Tios e primos, num círculo doente,
roubavam seu riso, seu ser inocente.

E ali, tão pequena, sem voz, sem escudo,
perdeu-se na dor, num silêncio mudo.
Seu mundo ferido, marcado de espinhos,
tornou-se um deserto de poucos caminhos.

Mas ainda que a vida lhe impusesse açoite,
e a infância sumisse em noites sem noite,
carrega no peito uma chama que arde,
de quem sobrevive, ainda que tarde.

A noite chega, o silêncio, os pensamentos tomam conta. Que frio é esse? Está tão escuro, não consigo ver a luz, tento procurá-la, mas não a encontro.
Quando os pássaros começam a cantar, percebo que um novo dia está a chegar, mas a mente cansada de tanto pensar, já não consegue mais descansar, e tem q continuar a trabalhar . O corpo dói, os olhos pesam, o cansaço consome, mas é o cansaço físico ou mental? Acho que é os dois.
Quando o termina o dia, e a luz começa a se apagar, mais um vez a noite chega e tudo se repete, como um ciclo sem fim.

Sou prosa... sou poesia

No silêncio da madrugada sou o caos e a bonança.
Sufocada por nova crise.
Dormindo feito criança.

Ora tempestade… ora calmaria.
Às vezes sou chuva tensa… chuva densa.
Às vezes sou sereno o mais sereno.
Sou alegria.
Sou melancolia,
Ora sou paz total.
Ora, guerra mortal.
Sou prosa… sou poesia.

Nesse mar de variação… vivo inteira o meu dia a dia…

O SILÊNCIO DO NOSSO ADEUS
Há despedidas que não se pronunciam. Elas não se fazem em voz alta, nem se escrevem com gestos dramáticos. Instalam-se na alma como um inverno interior, lento e definitivo.
O silêncio do nosso adeus não foi ausência de palavras. Foi excesso de consciência. Quando dois espíritos compreendem que o caminho já não é o mesmo, o ruído torna-se indigno. Falar seria profanar aquilo que já estava consumado no íntimo.
Há algo de antigo e solene em certas separações. Como nos ritos arcaicos em que o fogo se apaga sem espetáculo, apenas com a dignidade de quem cumpriu sua função. O amor, quando verdadeiro, não se degrada em escândalo. Ele recolhe-se.
O mais doloroso não é partir. É permanecer por instantes no limiar, sentindo que o que foi intenso agora se converte em memória. E a memória não abraça. Ela apenas ecoa.
Nosso adeus foi assim. Um entendimento tácito. Um acordo silencioso entre duas consciências que se respeitam. Não houve acusações, nem dramatizações, apenas a gravidade de quem reconhece o fim de um ciclo.
O silêncio, nesses casos, não é fraqueza. É maturidade. É a forma mais elevada de respeito. Porque quando se ama de modo honrado, até a despedida preserva a dignidade do que existiu.
E assim seguimos. Não como estranhos, mas como capítulos encerrados com sobriedade. Pois há histórias que não terminam em ruínas, terminam em silêncio. E esse silêncio, embora doa, é a prova de que um dia houve verdade.

Preciso ir embora

O silêncio nunca feriu tanto a alma, tornando-se uma verdadeira diabete, a cada dia aumentado a ferida provocada pela ausência. Se um dia isso vai passar? Não sei. O que tenho certeza é que nunca mais a vida será a mesma, pois as rotas dos ventos mudaram de forma definitiva.

Inserida por DanielBalu

É no meu silêncio que encontro o meu barulho.
É no meu calar que escuto as respostas.
E no parar que vejo o quanto já caminhei e que ainda posso caminhar
Falo muito, mas calo ainda mais.
Calo meus barulhos com os meus silêncios

Inserida por deborah_surian