Poemas sobre o Silêncio
Não espere que eu te procure, nem mesmo na calada;
Minhas declarações ficam no silêncio, numa caixa encantada;
Só esse meu olhar teimoso que não esconde quase nada;
Revela os meus medos devastadores e até minha paixão engasgada.
O silêncio é a arma predileta de dois tipos de pessoas:
as sábias e as covardes. É usada pelo sábio para construir,
edificar, criar ou preservar a paz própria e dos demais. É usada pelo covarde
para omitir, fugir, confundir, destruir, manipular ou humilhar.
O SILÊNCIO QUE INCOMODA
O silêncio meu
está em erupção
e escorreu
pela ilusão
Matou os sonhos
matou a quimera
jorrou dias tristonhos
e vida, em espera
Hoje, um vazio
solidão
tácito e frio
Num silêncio
que incomoda
a mansidão...
Luciano Spagnol
Dezembro, 10 de 2016
Cerrado goiano
Poeta simplista do cerrado
Em meio a tantos ruídos, internos e externos,
Ter silêncio é um dom divino, é a paz em movimento;
Um mover sem forma alguma, sem tamanho, nem proporção;
A paz de estar completo, independente da situação;
É a consciência no controle da mente diante do corpo...
Silêncio. Ferramenta fundamental para uma boa comunicação, tanto consigo próprio como para com outros;
Condição indispensável do saber ouvir, sentir e falar.
Ah! O silêncio... é o templo em constante transformação.
Enquanto fico em silêncio
Sobressalta-me os batimentos cardíacos.
Tornando os ruídos tão ensurdecedores quanto o vento lá fora.
Insuportáveis tornam-se os olhos sobrepostos e recaídos sobre mim.
Anestesiada pelo vazio que habita em mim amontanham-se soberbas advindas de um mundo ao qual eu não queria pertencer.
No silêncio fluem os sentimentos. Um silêncio bom é como ouvir apenas as ondas quebrando na praia. Um silêncio ruim é um mar sem ondas.
#filosofiadosurf
Existem dias que o silêncio é nosso maior aliado...
Em silêncio conseguimos vencer a nós mesmos...
O silêncio as vezes, é aquele baú que vamos guardando tudo aquilo que é importante pra nós...talvez nunca usaremos....mas está ali...
Silêncio...sem dizer nada as vezes nos ensina muito.
As vezes desvia o furor...
Acalma a alma...
Afaga o pranto...
Da tempo ao tempo...
Nossas maiores conquista são conquistadas no silêncio.
Na solidão, me esqueço. E nos silêncios com as noites sôfregas, que são povoadas de desejos ávidos, me olho no espelho e me acho dentro do isolamento...
Não percebo os estímulos, não acalanto a ternura, que mora em mim... Não aquieto os meus temores de ser só... Com a solidão, poderei sair por aí, caçando afetos, aceitando sobejos, confundindo não estar só... Trocarei, em sonhos, bilhetes tristes e acordarei vazia de mim mesma... Me perderei na fragilidade, que é o lugar onde encontro a mim mesma...
Sairei, com os pés descalços, braços bem abertos, desviando-me do tempo, buscando por ternura, acolhendo afetos mendigados, para não estar sózinha...
Só para ludibriar o tempo, tendo a bravura, me manterei transtornada, só para enganar o momento e não ter que esperar a vida passar, assim mesmo...
Marilina Baccarat no livro "É mais ou menos Assim"
“Precisamos aprender a ouvir a solidão.
O barulho ensurdece-nos, a balburdia nos deixa feito água no fogareiro, em ebulição.
No silêncio nossa mente entende nossos chamados e nos transforma em fortes, em seres mais astutos.”
Não faremos dos nossos erros
um barranco de lamentações.
Pediremos perdão e no silêncio
sairemos; o que mais deveremos fazer?
Voaremos sozinhos e renasceremos
a cada dia melhor do que ontem.
E na percepção de admitirmos os
erros, é que pediremos perdão com a
coragem de um guerreiro, sem ficarmos
cabisbaixos, olhando nos olhos com a
firmeza dos raios de sol.
O perdão não foi feito para os fracos,
pois eles não admitem os erros.
O simples fato de ficar de atirar pedras
de longe não nos abaterá ,mas nos cansa ,
não gostamos de pessoas covardes.
Se há erros que não são passiveis de
perdão e sim do esquecimento, então
os esqueça.
Mas, temos na lembrança que não
erramos sozinhos .
Se temos uma consciência, lembraremos
sempre do que falamos e fizemos; para
termos a certeza se realmente não erramos.
E jamais devemos colocar o erro apenas no outro.
Não nos tires para covardes ,pois já mostramos
a proporção da nossa força.
Vivemos de lutas diárias e se somos capazes
enfrentar o que a vida nos mostra é porque
fracos não somos.
Só pedimos que nos deixe voar sozinhos, seu
peso em nossas asas são tal quais plumas que
trocamos em pleno voo e as deixamos cair no
desfiladeiro do esquecimento.
É no silêncio que falamos com Deus.
É no silêncio que nos reencontramos.
quando nos sentimos perdidos.
É no silêncio que nossa alma fala
ao nosso coração.
É no silêncio que vencemos nossas lutas.
E quando estamos felizes façamos silêncio
para não alimentar a inveja,pois a inveja
não faz barulho.
O silêncio diz tudo
Mas dá margem pra pensar
O silêncio revelador
Não impede de sonhar
Consegue captar o som
Das batidas de um coração
Que está à espera
Deixa sentidos em alerta
À espera de acontecimentos
Com nada pra dizer
Com tudo pra viver
À espera de você
Silêncio...
Esse teu ar de reprovação
Faz calar a voz da emoção
Em uma boca com vontade de gritar
Cautelosa prudência
Inquietude constante
Estudo das reações
Sonho distante
Silêncio...
Olhe para estrelas
Posso ver você
Todo desejo
A noite ganha vida
Em silêncio imagino você
Diga que pensa em mim
Angustiante conflito
Sinto seu toque
Cheiro seu corpo
Um beijo doce
Invade meus pensamentos
Cabeça a mil
Uma certeza
Você vai lembrar de mim
Desnecessário silêncio
Nada foi em vão
Sim, é melhor calar do que falar, agora entendo porque silêncio é sinônimo de paz.
http://jemedeirosblog.blogspot.com.br/
Meu silêncio não é covardia.
Apenas não desperdiço meu tempo
falando com quem sequer merece
um minuto da minha valentia.
47- Teu silêncio
Teu silêncio silencia a minha alma
Em gritos desesperado e,
Cheio de INTERROGAÇÕES...!
A solidão se concretiza no silêncio.
É a certeza de que só existe ar e concreto,
Entre sua alma e tudo a sua volta.
É o vácuo que pressiona nosso corpo
Contra matérias frias e duras.
Mesmo junto de tantas pessoas,
Mesmo quando falam com você.
A solidão pode ser tão presente,
Que até machuca perceber
A distancia entre o mundo e nosso ser.
Eu gosto é do silêncio.
Eu gosto é de sentar num trapiche bem perto do mar,
Ouvir o vento passar,
As gotas que eu sinto sobre o meu rosto,
Aquele gosto, vida ao mar.
A brisa que invade aquela cidade,
As nuvens que passeiam como que desenhadas pelas mãos de Deus, aquele azul que em lápis de cor nunca se viu.
O som do violão que se mistura a canção que vem do vento.
Tom que gera vida em palavras que se transformam em poesias,
Vida fora do relógio, dentro do propósito e longe da multidão.
