Coleção pessoal de MarilinaBaccarat

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PARABÉNS, MULHER!

Não pelo oito de março,
nem pelo beijo e pelo abraço,
nem pelo cheiro e pelo afago.
Mas por ser o que és...

Húmus da humanidade,
Raiz da sensibilidade,
Tronco da multiplicidade,
Folhas da serenidade,
Flores da fertilidade,
Frutos da eternidade...

Mulher forte e lutadora.
Mulher conquistadora.
Mulher guerreira.
Mulher sem fronteira.
Mulher pobre, rica.
Mulher branca, mulata, negra...
Mas sempre orgulhosamente MULHER!

⁠A CORAGEM É FORTE E DOCE
A verdadeira coragem se demonstra pela maneira como uma pessoa enfrenta a batalha da vida. Convém não confundir a coragem com a temeridade! A primeira é calma e constante, lúcida e criativa, enquanto a outra se apresenta desesperada, agressiva, muitas vezes irrítada. A coragem nasce da fé, da vontade e da disposição para agir e seguir adiante.Enfrenta os obstáculos sem enfraquecer e resiste ao tempo sem perder o valor e o sabor.Raciocina antes de tomar uma decisão e permanece íluminada pelo ideal. Resumindo, ter coragem não signífica não sentir medo, e sim ter a capacidade de avançar apesar do medo. Então, o melhor é seguir em frente, colocar a ídeia em prática e colher os frutos resultantes dessa atítude.Se eles serão doces ou amargos, ainda não sei. só sei que até o amargo pode se tornar doce quando a gente não desperdiça a oportunidada de, pelo menos , TENTAR!

Marilina Baccarat de Almeida Leão, no livro "ALAMEDAS DO CORAÇÃO ,
Um lindo dia, com coragem e alegria, gente amiga de todos os cantos...

⁠"Por fora tenho tantos anos que você nem acredita.
Por dentro, doze ou menos, e me acho mais bonita.
Por fora, óculos; algumas rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos.
Por dentro sou dourada, alma imaculada, corpo de modelo.
Por fora, em aluviões, batem paixões contra o peito.
Paixões por versos, pinturas, filosofia e amigos sem despeito.
Por dentro, sei me cuidar, vivo a brincar, meio sem jeito.
Não me derrota a tristeza; não me oprime a saudade;
Não me demoro padecente.
E é por viver contente que concluo sem demora: é a menina que vive por dentro, que alegra a mulher de fora!...

Para todas as meninas maduras que conheço,
um feliz dia das crianças.
❤❤❤😜😜😜💋💋💋

⁠ Se eu tivesse o poder de aumentar a noite, gostaria de enchê-la de sonhos...
Sonharia com a minha infância, iria passear na chuva sem molhar os meus cabelos...
Suprimiria os sapatos e molharia somente os pés, na enxurrada que descia, junto a sargeta ...
Sonharia que estava passeando em um jardim só meu, onde ali teria muitas borboletas de todas as cores e flores mil...
O sonho é uma experiência maravilhosa, que possuímos e devemos aproveitá-la...
Gostaria de sonhar numa noite que fosse só minha, ampliada adentrando o dia...
Ah, como seria bom poder ter a noite aumentada, somente para poder sonhar...
Dizem que até os bebês sonham. Mas, certamente, eles sonham com anjos, e, quando sonham, sorriem...
Como gostaria de ter o poder para aumentar a noite e poder presumir, durante todo o seu andamento...
Sonhar com campos verdejantes, onde as flores refletem o seu frescor e expelem o seu perfume...
Queria um campo que fosse só meu, para poder correr atrás de borboletas, entre as flores e sentir os seus vários perfumes...
Como são lindas as borboletas, com suas asas coloriveis e cintilantes, quando pousam nas flores e, o sol reflete em suas cores...
Se me fosse dado o poder de aumentar a noite, colocaria, no sonho de cada ser, somente jardins floridos, pássaros cantantes e paisagens maravilhosas, como se tivessem sido pintadas por grandes artistas...
Ah, se eu tivesse o poder de avolumar o crepúsculo, baixaria um decreto: É proibido ter pesadelos, somente devaneios...
Compraria todos os marasmos do mundo, os que estivessem acontecendo na vida de outras pessoas e os transformaria em aspirações...
O meu maior desejo, sempre, foi o de aumentar a noites, para que eu pudesse conseguir enche-las de fantasias perfumadas, como perfumadas são as flores...
Seria uma noitada aumentada somente de idealizações, onde as ilusões rolariam soltas, completa de percepções recheadas de felicidades e alegrias...
Marilina Baccarat de Almeida Leão Escritora brasileira no livro Com o coração aberto

As mães nunca morrem, apenas saem de cena, apagam as luzes e fecham as cortinas, nos deixando sozinhos no palco da vida... E, a bruma que desce, envolvendo o momento, encobrindo nossos olhos, do que antes era visível e, agora é impalpável... Em nosso eu, retumba, antigos sons, contando-nos histórias antes de dormir, ou chamando-nos para o banho... Dizem que tudo passa, mas, as mães não passarão... Elas apenas entardecem junto com o pôr do sol... Mas, estarão para sempre junto à nós, caminhando pari passu, com a nossa alma e nosso coração...

⁠A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive.
Marilina Baccarat de Almeida Leão "escritora brasileira)

⁠Sairei, com os pés descalços, braços bem abertos, desviando-me do tempo, buscando por ternura, acolhendo afetos mendigados, para não estar sózinha... Só para ludibriar o tempo, tendo a bravura, manter-me-ei transtornada, só para enganar o momento e não ter que esperar a vida passar...assim mesmo...
Marilina Baccarat (escritora brasileira)
No livro Vértices dotempo

Enfim, esperarei o futuro chegar, assim como os pássaros esperam o verão para voarem livremente, e os bulbos entumecidos que esperam a primavera para florescer e exalar o seu perfume.
Marilina Baccarat (escritora brasileira) no livro E a vida tinha razão

⁠Esse tempo, que nos deu tempo, para seguirmos, com o brandão em nossas mãos, até chegarmos ao pódio do tempo e lá colocá-lo, sem que apagasse...

Marilina Baccarat de Almeida Leão Escritora brasileira no livro Velhas Portas pg.135

⁠Esse tempo, que nos deu tempo, para seguirmos, com o brandão em nossas mãos, até chegarmos ao pódio do tempo e lá colocá-lo, sem que apagasse...
Ali chegamos...Com a chama em nossas mãos, lutadoras que somos...
Colocamos a tocha na pira do momento, como vencedoras, que sempre fomos...

Marilina Baccarat de Almeida Leão Escritora brasileira No livro
Vértices do tempo página 136

⁠O esperançar do sol, em nossas vidas, é como se estivéssemos a caminhar pelas quatro estações do ano, cada uma com sua peculiar coloração...
Todos nós esperamos o raiar do sol em nossas vidas, queremos, sempre, que o dia seja ensolarado, esperamos ser felizes...
Esperamos pelo sol, pois suas cores nos atraem, emanando alegria...

MARILINA Baccarat de Almeida Leão Escritora brasileira. No livro Esperando o Sol pg. 25

⁠Seja feliz do seu jeito

As nossas escolhas, muitas vezes, se baseiam
em puras fantasias. Acreditamos que a felicidade, por
exemplo, está na balada da moda, na batida pesada
da música, na turma bacana, que nos faz companhia,
sempre que saímos na noite...
E, assim, deixamos de fazer o que, realmente,
gostamos para agir como marionetes, frequentando,
sempre, os mesmos lugares, que milhares de pessoas
visitam... E lá vamos nós, também...
Ora, as pessoas são diferentes umas das outras,
cada uma tem um gosto, o gostar não é igual para
todos! Se formos a um evento, que esteja lotado, nos
faz bem, para outros, pode fazer o contrário...
Não podemos nos divertir de acordo com as
convicções alheias. Como diz o ditado: “Fulano dança conforme a música”... Agirmos, por nossa própria
vontade, é o que devemos fazer, sempre. Nunca seguir contra o nosso desejo...
Se tivermos anseio de irmos à uma festa, vamos, pois, vai nos fazer bem, é sinal de que estamos afim de curtir aquela festa e isso nos fará bem...
Quando a pretensão de dançar aparecer, vamos
dançar, tal qual as borboletas, que dançam ao bel-
-prazer do vento, por livre volição...
Nosso anseio, se for de irmos a uma balada, vamos sem culpa e sem medo, afinal, quem paga nossas
contas somos nós e não os baleeiros de plantão...
Se acaso, quisermos ficar em casa, assistindo à um bom
filme, vamos ficar. Devemos fazer a nossa vontade e
sermos felizes do nosso jeito...
Temos que viver as nossas vidas, tal qual as flores...
As flores nascem no excremento, entretanto são puras
e perfumadas. Cada uma com um perfume diferente e
cores variadas, parecem estar alegres, apesar de terem
nascido no estrumo... Elas extraem do adubo fétido
tudo aquilo que lhes é importante, útil e saudável, mas,
não permitem que o azedume da terra, mal cheirosa,
manche o frescor de suas pétalas, lindas e perfumadas...
Assim, como as flores, devemos extrair, dos
nossos momentos, a chance de aprendermos a ser
bem-sucedidos, do nosso jeito e rejeitar o que não
temos vontade... Não devemos deixar que tirem o
nosso perfume, transformando-o em ópio...
Sejamos ditosos com o nosso jeito de ser, vamos seguir o exemplo das flores, deixemos que os
outros vivam como espinhos, mas, nós, vamos ser
venturosos, do nosso jeito, seguindo o nosso querer,
almejando, somente, o que nosso Eu desejar...

Assim, seremos, sempre, prósperos com a nossa habilidade de
sermos felizes, como as flores o são...

⁠Coisas incriveis acontecem todos os dias para quem acredita e, coisas pequenas tornam-se grandes quando feitas com amor...
Marilina Baccarat de Almeida Leão Escritora brasileira

⁠Transformamo-nos muito, adquirimos mais desenvoltura para tratar os assuntos que a nós interessa. Escolhemos as trilhas que devemos seguir, e com muito mais sabedoria...
Por isso somos como o rio e o mar...Conquistamos a nossa tão sonhada autossuficiência, assim como o mar e rio Usurpam as suas...
Marilina Baccarat no livro "Corre como um rio"

⁠Conheçam-me, olhando em volta, não nos meus olhos, mas ao meu redor, pois, sem palavras, hoje, agora, aqui, eis o melhor de mim...Fora, daqui, só há frio...Só o frio...

⁠O eu de mim
que me olha com os olhos
a parecer serem os meus?
hahaha, já sei,
você é o eu de mim,
que habita na minha
essência, querendo me
trazer a tristeza
Você está enganada
A tristeza já está indo
embora. Não sinto
saudades dela
Eu já estava
cansada da sua mania
irritante, de se intrometer
em tudo , de sujar tudo
de cinza pisando em
silêncio amassando a
grama verde com seus pés
enormes. Venha, pois eu já
começo a vislumbrar a
alegria. Venha, aprender
com a dor, a respeitar a
Dor humana e serei o eu
de mim



A MENINA QUE GOSTARIA DE VOAR


Mariana era uma menina, que não tinha asas,
mas, gostaria muito de voar, de poder ter asas...
Tal qual os pássaros, gostaria de voar, para po-
der, no infinito, voar e saber o que haveria atrás das
nuvens, que ela avistava como, se algodão fossem...
A menina, sem asas, morava em uma casa ama-
rela, cujo portão e as janelas eram pintados de azul...
A casa de Mariana tinha duas janelas, que davam
para a rua e duas que, através delas, podia se
avistar o quintal da casa e os pássaros, que, lá, davam
rasantes, para pegar algumas sementes...
Ali, em uma das janelas, ela avistava o quintal,
onde os pássaros pousavam...
Gostaria muito de conversar com eles, perguntar como faria, para que pudesse ter asas e poder, ao infinito, chegar. Voando...
Nessa casa amarela, em que Mariana morava,
havia um lindo jardim, onde pássaros, sempre, vinham visitá-lo, principalmente, o beija-flor, para tirar
o néctar das flores, que sua mãe havia semeado...
Certo dia, enquanto sua mãe aguava o jardim,
com a mangueira, Mariana tinha, em suas mãozinhas,
um pequeno regador, para ajudar a mãe colocar água
nas flores, que estavam lindas e perfumadas...
A casa era pintada de amarelo, mas, Mariana tinha apele cor de rosa, como todas as meninas, com
asas ou sem elas, aliás, seus cabelos loiros realçavam
com sua pele rosada... Seus olhos azuis combinavam
com o azul do portão e das janelas, onde, vez ou ou-
tra, algum passarinho resolvia fazer seu ninho...
Como ela gostaria muito de ter asas, resolveu,
certo dia, conversar com um lindo pássaro azul, que
pousou em sua janela e, olhando para ela, ficou...
Mariana se aproximou e logo puxou conver-
sa com o lindo passarinho: – Olá amiguinho, como
posso fazer para ter asas como você as têm, para que
eu possa voar também, como você?
E não é que o passarinho entendeu o que Ma-
riana perguntou e lhe disse que, asas, a gente nas-
ce com elas... Não seria possível colocá-las e, muito
menos, comprá-las, a não ser que ela arrumasse um
anjo como seu amiguinho, quem sabe ele consegui-
ria, para ela, um lindo par de asas...
Mariana pensou, pensou, mas não foi trouxa,
logo bolou um meio de poder conversar com algum
anjo: – Quem sabe se eu subir em uma roda gigante
bem alta, conseguirei me encontrar com algum anjo,
que me dará um par de asas...
Certo dia, foi ao parque de diversão e, com mui-
ta vontade de se encontrar com um anjo, subiu na
roda gigante... Lá, em cima, a roda parou e Mariana,
com tanta vontade de poder encontrar um anjo, até
teve a impressão de que havia visto sua asa.. Mas, era
uma parte das nuvens que envolvia a roda gigante...
Havia uma mangueira frondosa, na frente da
casa amarela, a casa onde a Mariana morava...
E por ser mangueira, mangas davam, não peras
ou ameixas, mas mangas, amarelas, alaranjadas...
As mangas eram suculentas, lacrimosas, pin-
gando mel, eram tão perfumadas e doces...
Quem por, ali, passava, ficava adocicada com o
mel, que pingava das suculentas mangas...
Ficaria sumarenta, perfumada com o doce perfu-
me, que exalava das mangas alaranjadas, amareladas...
E, por não ter asas, a menina voava como po-
dia... Abria livros e viajava pelo mundo, através das
estórias, que lia em uma coleção vermelha, de capa
dura, com lindas estórias, de meninas, que consegui-
ram ganhar um par de asas e voar para o infinito,
para poder, por detrás das nuvens, conversar com os
anjinhos, que se tornaram seus amiguinhos...
Virando as páginas desses livros, Mariana ob-
servava lindas figuras e se deslumbrava com aquilo...
Sentia como se estivesse voando e, pelo cami-
nho, encontrando-se com um anjo, de asas longas, que
sorria para ela... Como ela gostaria de ter aquelas asas...
Quando parava de virar as páginas do livro, que
estava lendo, parecia que tinha, em suas mãos, peda-
ços da asa do anjo, que ela houvera encontrado pelo
caminho da sua imaginação. Nas páginas daquele li-
vro, que ela acabara de folhear e lê-lo...
Ela quisera poder voar até a frondosa mangueira
e, de lá, poder avistar, de cima, da mangueira, os pas-
sarinhos pousarem no chão, para ciscar as pequenas
sementes, que sua mãe jogava por lá, para que eles
pudessem se alimentar... Ali, também, eram coloca-
dos pequenos pedaços de frutas, que sua mãe, cuida-
dosamente, partia e lá deixava, para os pássaros...
Assim, a menina, da pele cor de rosa, seguia so-
nhando, em um dia, poder ter as asas de um anjo e
poder voar até às alturas, onde nasce o arco-íris...
Quem passasse em frente à casa amarela, de ja-
nelas e portão azul, jamais saberia, que, ali, morava
uma menina, com a pele cor de rosa, que gostaria de
ter asas, mas, não as tinha, possuía o imaginar de cada
página soberana, de um livro... Mesmo sentada em
sua cama, olhando para o céu, se achava senhora de
si, coroada de estrelinhas, tinha certeza...
Mariana, a menina rosa, sabia que, em seu mundo
imaginário, era rainha. E, em sua casa, entre seus
livros, alada era e asas tinha...
Marilina Leão (es no livro "Pérolas Cultivadas" página 237

Enfrentar as tempestades
Nas esquinas, onde a coragem se faz presente, para que possamos enfrentar todas as tempestades, sejam com
trovões, ou não...
Temos, então, a capacidade de nos reerguermos
e enfrentarmos as arestas da vida com toda a intrepidez, que, a nós, é doada...
esquinas, onde a coragem se faz presente, para que
possamos enfrentar todas as tempestades, sejam com
trovões, ou não...
Temos, então, a capacidade de nos reerguermos
e enfrentarmos as arestas da vida com toda a intrepidez, que, a nós, é doada...
Marilina Baccarat de Almeida Leão, escritora brasileira, no livro
"Vértices do Tempo"

A ROSA SONHADORA

⁠A rosa tinha muita inveja das outras flores, pois, quando passava pelos jardins e observava as flores, dançando ao bel-prazer do vento, que ora soprava em brisa leve e, em outras passava com rajadas fortes, fazendo-as rodopiar...
A rosa indócil, somente queria pertencer àquele mundo, que ela admirava, mas desconhecia o porquê de haver espinhos em seu caule e não tinha como dançar com as outras flores, quando o vento chegava...
Certo dia, a rosa determinou, sem muito raciocínio, extrair todos os seus espinhos. E, mirando-se, no espelho, sem perceber o sangue, que escorria, pensou: – Estou com ar mais aprazível, um verdadeiro porte de rainha, agora poderei dançar...
E, assim, aproximou-se das outras flores, toda faceira, com um sorriso. Mas sua surpresa foi grande, quando, todas as outras flores, lhe apontaram os dedos, mostrando-lhe o sangue, que escorria em seu caule. Não era o que ela esperava... Afinal, ela era a rainha das flores, justamente pelo perfume e os espinhos...
As flores, virando-se, para ela, perguntaram, em uníssono: Retirar seus ilustres espinhos, por quê?... Eles lhe faziam, além da sua beleza insólita, a tão respeitada rainha de todas nós...
Agora, somos flores sem reinado e sem rainha, não temos a quem idolatrar e você está ferida!
A coitada da rosa, ferida, agora, sem reinado e sem coroa, por querer ser igual às outras flores, que não tinham espinhos e, sem eles, elas dançavam ao desejo do vento, livres e soltas, como ele gostaria...
Jamais seria igual às outras flores, pois tinha espinhos, mas era a rainha, com certeza, de todas elas... Não perdeu a sua altivez, não mais seria rainha, porque o que a diferenciava, das outras, era o mais importante, aos olhos de todas as flores... Os espinhos, que ela havia retirado é que a tornavam diferente...
Naquele mesmo dia, a rosa, que sentia muita dor, por causa da retirada dos espinhos, morreu... A noite se findou, um novo dia raiou, com um maravilhoso sol e outra rosa nasceu, bela, cheirosa e com todos os seus espinhos, sendo eles a sua coroa...
As flores ganhavam, agora, uma nova e reverenciada rainha... Haviam esquecido a rosa sonhadora...

Marilina Baccarat de almeida Leão, no livro "É Mais oui Menos Assim

⁠Passagem do Tempo
O flamejar de uma flama,
Que foi acesa no caminho,
No tempo certo que aclama,
O Sumo que ficou no tempo.
Marilina Baccarat


Dando a volta por cima, temos orgulho de nos reinventarmos, aguerridas, que somos...
Jogando, pelas veredas, o dissipar-se que restou do tempo inútil...
Isso é o reverberar de uma chama dourada, que foi acesa em nossas vidas, flamejando, em nós, a luz de uma tocha, que um dia foi crescida e, jamais deveremos deixa-la expirar...
Na passagem do tempo, seguimos assim, carregando, em nossas mãos, uma archote, com a expectativa de alcançarmos o pódio e vencermos o andamento...
Um facho, que, ao passar pelas mãos de todos, ao chegar em nossas mãos, continuamos levando-o, e ele chegará ao pódio com a vitória do sucesso, vencendo o momento em nós mesmos...
Nós mulheres, quando nos olhamos no espelho, vemos como estamos lindas, não há uma que não se ache bela, radiante, pronta para uma nova vida, repleta, plena de amor próprio, como merecemos, fulgurantes e lutadoras, sempre...
Ao vermos o lampadário aceso, nosso olhar fica mais brilhante, nossa luz irradiante, a cada vez que sorrimos, pois é o reflexo dessa chama, que, um dia, carregamos e jamais poderá apagar-se...
Ao olharmos o dia nascendo, com todos os seus lampejos, é motivo de muito orgulho e imensa alegria e gratidão, à vida, por termos o cintilar de uma tocha, que um dia apagou-se, mas, novamente, se acendeu...
Daí para frente, não permitiremos que a chama feneça, seguiremos firmes, sem jamais deixar que a luminosidade, desse candelabro, se apague algum dia...
Esse lampadário sofreu alguns acidentes, quando alguns obstáculos surgiram em nossas veredas, nos quais poderia ter-se esvaído...
Mas não feneceu, seguramos firmes nele e seguimos pelos sentidos da vida...
Mas, após esses empecilhos, recuperou-se e voltou a ser uma tocha maravilhosa, de uma luz radiante...
Que, ainda, vai iluminar, por muito tempo, os nossos caminhos, na passagem do tempo, que nos deu tempo, para podermos seguir adiante...
O resplandecer, dessa flama, é como se fosse um novo dia, onde realizamos um sonho, que já era acalentado, há alguns anos, a passagem do tempo...
Sem vacilar, corremos, para podermos chegar ao pódio e colocar a tocha na pira e sermos produtivas, com o tempo, que a nós foi dado...
Esse tempo, que nos deu tempo, para seguirmos, com o brandão em nossas mãos, até chegarmos ao pódio do tempo e lá colocá-lo, sem que apagasse...
Ali chegamos...Com a chama em nossas mãos, lutadoras que somos...
Colocamos a tocha na pira do momento, como vencedoras, que sempre fomos....
Agora, é só aguardar para que a luz dessa tocha ilumine nossos caminhos...
Para o desfecho, que já vislumbramos e temos a certeza de que tudo se firmará...
Pois a chama dessa tocha alumiará nossos passos e chegaremos bem sucedidas ao final...
Assim como o rio, que reverbera o reflexo do sol, nós, também, reverberaremos o nosso amor pelo tempo, com essa tocha, que, em nossas mãos, estava e conseguimos vencer o tempo, chegando lá...
Ela, para nós, representa nossos luzires, graças ao rebrilhar dessa chama...
Soubemos vencer todos os percalços da vida com sua luz, a alumiar os logradouros...
Saímos mais fortes de qualquer conjuntura, pois vencemos o tempo e chegamos até o final da luta, vitoriosas...
Pois, sempre, fomos lutadoras, e, ali, chegamos...
Não deixamos a chama, dessa tocha, fenecer...
Essa luz, que um dia quis se apagar, mas, agora, reverberá-la-emos...
Pois ela acendeu, em nós, a chama da esperança, que se havia enfraquecido...
Passamos, pelo tempo, mas, o tempo não passou por nós...
Pois, desviou por outra trilha, poque tínhamos a chama acesa em nossas mãos, justamente para enfrentarmos o tempo e sermos vencedoras...
Na passagem do tempo, somente as corajosas saberão enfrentar...
Atiramos, pelo caminho, as horas inúteis do tempo, agrerridas, que somos...
Sabemos que o valor da chama não está no tempo em que dura, mas na intensidade com que tudo acontece, em nossas vidas...
Saímos mais fortes de qualquer conjuntura, pois vencemos o tempo e chegamos até o final da luta...
Assim fizemos: jogamos pelo caminho, as folhas douradas do tempo, e, corremos para atingirmos o pódio o mais cedo possível...
Pois, recebemos, tudo isso, de quem reverberou em nós e acendeu a tocha, para iluminar nossos caminhos... E, seguindo pela passagem desse tempo, jamais deixaremos que essa chama feneça...