Coleção pessoal de MarilinaBaccarat

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A inveja é a dor da felicidade alheia.
Não se importe com ela, pois essa dor poderá voltar para você...
Marilina Baccarat de Almeida Leão (escritora brasileira)

Marilina Baccarat de Almeida Leão (escritora brasileira)

A alegria é a nossa companheira, pois tem que ser. Sem ela, jamais teríamos vivido a felicidade,durante toda a vida, desde a hora em que nascemos...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "É Mais ou menos Assim" página 19
Leia todo o texto aqui:

https://baccaratleo.blogspot.com/2018/09/as-estacoes.html

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasileira

Pois, não sabemos quanto tempo temos, só sabemos dos dias do tempo, que trazem a esperança, não podemos parar o tempo, só nos resta esperar com esperança...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Musicalidade Colorida" página 24

Marilina Baccarat de Almeida Leão - escritora brasileira

É...a luz nunca se apaga, ela vem de cima, pode ser durante o dia dos raios do sol, ou a noite pelas estrelas que iluminam o nosso caminhar... No mundo onde a luz sempre resplandece, a noite é ausente, mas o caminho que nos leva aquele mundo tem a densidade escura e pegajosa de um breu...Essa é a escuridão que brota de nossos corações...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Corre como um Rio página 155

Marilina Baccarat de Almeida Leão

Ninguém é feliz todos os dias, nem mesmo aquela pessoa, que achamos ser. Mas, podemos, mesmo assim, enxergar o belo, que há pelo caminho, que percorremos, em nossa existência...
Ser feliz, todos os dias, não é normal. Ser ditosa, por muito tempo, sim, pode ser...
Marilina Baccarat no livro "Musicalidade Colorida" página 65

Marilina Baccarat de Almeida Leão

Talvez, coisas que não servem para nada sejam as mais importantes... Até as sonhadas expressavam nosso temperamento vital, cheio de alento, incapaz de enxergar as sombras... Seriam elas, também, divididas, esfaceladas, quebradas em mil pedaços, até serem forçadas, algum dia, a recolher os fragmentos e a tentar recompor as sobras... Pois, pessoas só ficariam inteiras, quando aprendessem a vencer as sombras...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Corre Como um Rio" página 45

Marilina Baccarat de Almeida Leão

As odisseias poderão ser um desafio, se ficarmos perdidos em nossos pensamentos, mas, se alinharmos os nossos passos, no meio de todos, que, por ali, passam, conseguiremos transformar nossas romagens em caminhos floridos e coloridos, sem desalinharmos nossos passos, o nosso caminhar..
Marilina Baccarat no livro "Musicalidade Colorida"

Marilina Baccarat de Almeida Leão

Quem é esse inverno, que quer ensinar a beleza da primavera, quando ele é bastante congelado, e nunca avistou o nascer das flores...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "E a Vida TInha Razão"

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasileira

Não deixe que a saudade lhe sufoque, que a rotina se acomode, que o medo o impeça de tentar...
Esse é um trecho de um texto de Marilina Baccarat, escritora brasileira, que se encontra no livro "Escalando Montanhas"

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasileira
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O PRAZER DE AMAR


É um prazer caminhar tendo a certeza de que o amor existe...
Caminhar ao lado de quem amamos, que gosta, também, de andar ao nosso lado, falar de suas inquietudes, alegrias e rebeldias também...
Prosear sobre o amor, sobre a vida...Caminhar por um espaço florido, com flores bem coloridas e algumas brancas e, nele, ir inserindo as nossas alegrias, que, a cada passo andado, começa a bordar recordações...
Já caminhei por várias trilhas e cada uma com seu toque peculiar do amor, seu extremo e conclusão...
Mas, caminhar pelo caminho do coração é diferente, ele tem o seu bordado próprio, cada arremate nos encanta, alguns bem coloridos e outros em branco e preto...
As trilhas do coração lembram músicas e poesias, tudo é belo ao seu derredor, claro, que, em alguns trechos, vamos encontrar o desamor, mas isso é natural e temos que saber enfrentar com amor...
Assim, entre flores e folhas, as histórias de amor vão passando de um até outro, atravessando mares, voando como plumas, tornando o nosso caminhar dourado... Como é gostoso poder caminhar, pelas veredas do coração, tendo, na alma, a paz e a alegria...
O porquê entristecer o coração...Magoá-lo, por quê, pois podemos andar, por suas azinhagas, livres, soltos, podendo ter a oportunidade de observar os pássaros, que cantam, a água, que desce pelas pedras, a encontrar-se com o rio...
Não devemos entristecer o nosso coração, confiar, nele, é o que devemos fazer, pois não há nada mais prazeroso que caminhar por ele e com ele...Assim, sentiremos o amor fluir em suas veias...
São muitos minutos de prazer, que ficam gravados na memória do coração e cada um deles guarda a lembrança de um prazer, que ele nos proporcionou....
Verdadeiros documentos, arquivados em sua memória, que nos remete ao prazer de amarmos...São os momentos, que passaram pelo tempo e não foram percebidos, mas se eternizaram em sorrisos...


Com as batidas do coração, vamos guardando o prazer de poder amar, que voa como uma pluma, dançando com o vento...
Marilina Baccarat no livro "Sempre Amor"

Marilina Baccarat de Almeida Leão
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BIOGRAFIA COMPLETA DE MARILINA BACCARAT DE ALMEIDA LEÃO

Descendente de franceses, a escritora nasceu em São Paulo, Capital, onde viveu sua infância e juventude. Com 20 livros editados. Seu avô, José Baccarat, foi delegado e prefeito de Santos (SP), na década de 1940... Casada com José Almeida Leão, advogado do Banco do Brasil (aposentado) e professor no curso de direito da Universidade Estadual de Londrina... Foi professora de música clássica e canto erudito, com especialização em órgão. É afiliada à REBRA-Rede de escritoras brasileiras... É acadêmica da ALG –Academia de letras de Goiás. Acadêmica imortal da Academia de Ciências Letras e Artes de Vitória –ES, tendo uma das cadeiras patronímicas em seu nome. É acadêmica na Academia de Letras Música e Artes de Salvador –BA. Acadêmica fundadora da Academia Mineira de Belas Artes –MG, da qual recebeu uma cadeira patronímica em seu nome. É, também, acadêmica da ALAF – Academia de Letras de Fortaleza. Acadêmica na Academia de Letras de Teófilo Ottoni – MG. Tendo uma cadeira patronímica em seu nome... Em 2015, recebeu, no dia 17 de janeiro o Prêmio Luso Brasileiro, de poesias, na ilha da Madeira – Portugal. No dia 28 de fevereiro do mesmo ano, recebeu da Associação Internacional de Escritores o prêmio de escritora destaque de 2014. Em 2016, no dia 23 de janeiro recebeu de Portugal, a medalha Luiz Vaz de Camões, por sua contribuição à cultura Lusófona. No dia 27 de fevereiro, recebeu o prêmio de melhor cronista de 2015/2016 da prefeitura de Ouro Preto – MG. – No dia 5 de março de 2016, recebeu da Academia de Letras de Fortaleza, a medalha Raquel de Queiroz, por sua contribuição à cultura. No dia 28 de março de 2016, na Maison Baccarat, em São Paulo, recebeu a comenda de acadêmica imortal da COMBLA – Confederação Brasileira de Letras e Artes, da mesma confederação, recebeu a comenda de “Comendadora” – Recebeu no dia 28 de maio, em Goiânia-Go, o troféu Cora Coralina da Academia de Letras de Goiás...No memorial de Curitiba, em 6 de agosto de 2016, das mãos do secretário da Cultura, recebeu o troféu, por sua ativa e valorosa contribuição à cultura lusófona. No dia 5 de agosto, recebeu a Medalha Fernando Pessoa por sua dedicação e liberdade de expressão e de efetividade em benefício da sociedade lusófona... Em 2017 no mês de março no dia 27 em Portugal, foi empossa como acadêmica no Núcleo de Letras de Lisboa... Em 2017, no dia 14 de maio, recebeu a comenda Conde Cheverny, no Castelo de Gheverny, na frança. No dia 23 do mesmo mês, ingressou no Núcleo Europeu de Literatura... No dia 14 de julho, em Florianópolis-SC, recebeu o prêmio de melhor livro do ano de 2017. No mesmo dia e ano, na Assembleia Legislativa de Florianópolis, recebeu a comenda por sua contribuição à cultura... No dia 25 de setembro na ALAV – Academia de letras de Valparaiso-Chile, recebeu dessa Academia a comenda de Embaixadora Cultural. Academia da qual faz parte como acadêmica imortal, e, agora, como Embaixadora... No dia 6 de abril de 2018, ingressou no Núcleo de Letras de Buenos Aires-Argentina, como acadêmica... Reside em Londrina-PR, chamada de Pequena Londres.

Marilina Baccarat
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Logo, descobrimos que existe a felicidade, onde no silenciar leva o tempo de uma conexão e o fim de uma exclusão, como o desprezo com os lírios, que também são efêmeros...
Marilina Baccarat escritora brasileira

Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Corre Como Um RIo"

A nossa razão

Cada um de nós é responsável por construir a própria felicidade. Nós edificamo a nossa alegria, não podemos colocar, nas mãos de outros, a responsabilidade de concretizar os nossos devaneios... Constantemente, ouvimos pessoas dizendo que não conseguem concretizar seus sonhos, porque muitos não os deixam realizar... Está aí a forte tendência do ser humano, de ir além do permitido, do usável, do sensato, do coerente...Lógico que nem todos são assim, mas, que muita gente age dessa maneira, ah..., isso é verdade..
Quando nos faltar algo, não podemos viver em função dessa falta. Temos que dar uma chance a nós mesmos de sermos felizes, assim, poderemos enxergar bem mais longe, com uma paisagem bem mais bonita, da nossa razão... Muitas vezes, nos oferecem uma mão amiga, mas, mais tarde cobram-nos uma atitude diferente... Tudo tem o seu limite, somos nós os responsáveis pela nossa prosperidade, pois somente nós mesmos saberemos onde encontrá-la... Devemos fazer, para o outro, exatamente, aquilo que desejamos que façam para nós.. Muitos chegam, para agregar coisas boas à nossa vida e não para suprir aquilo, que nos falta...Tudo de que carecemos, isso somos nós que precisamos conquistar...Temos que colocar o nosso olhar, na direção da prosperidade, assim, o que parecia vazio se completará...A nossa razão, para alcançar a fatuidade, está em nossa motivação para transformar limites em novos horizontes... Se assim não o fosse, ele se perderia, se evaporaria e iria se afogar em mágoas e frustrações, não em satisfações de pura alegria, como se manifesta... Poderá sim, levar um dia ou, talvez um ano, mas conseguiremos, com certeza... Não podemos ser como os pessimistas, que dizem que a chuva resultará em lama. Temos que agir como os otimistas, que acreditam que ela servirá para assentar a poeira...



Muitas vezes dizemos que a jovialidade é a razão da nossa vida. Mas, só depois de um longo inverno, percebemos que nada poderá fazer-nos felizes ou nos completar se nós mesmos não nos dermos a chance de sermos feliz, por nós mesmos, com razão, ou sem razão..
Marilina Baccarat no livro "Alamedas do Coração".

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasileira
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O amor é a respiração para nossos corações... Precisamos da paixão, que é o movimento, que nos traz o amor, por alguém, por um projeto, por um sonho que gostaríamos de realizar... Melhor, ainda, quando a paixão é pela própria vida, pois, se não houvesse a paixão, não haveria o amor, que brota da paixão... A paixão é que faz brotar o amor em nossa essência, pois, não adiantaria a calmaria do saber amar, se não houvesse a paixão...Ela é o refrigério para nossos corações. Sem a paixão, o amor não poderia entrar e fazer morada ali... Quem conhece o verdadeiro amor, é uma pessoa corajosa, pois, se ela tem a paixão, estará livre da platidude do comodismo, pois, com certeza, vivencia o verdadeiro amor e, sempre, diz sim à vida, quando há o amor... O amor é a maior das virtudes. É preciso muita audácia, para viver um amor, principalmente, quando a paixão já fez morada no coração e fez com que o amor explodisse ali, transformando a nossa vida, no mais lindo caminhar... O amor é como alçar voos, dentro de gaiolas luxuosas, e tentar se convencer de que o brilho das coisas tangíveis é muito mais bonito, que o das estrelas, que estão no céu, a brilhar... Somos feitos de muitos sentimentos e o mais importante deles é o amor, que é o transbordar da paixão, que habita em nós... Somos constantes, graças ao amor, pois a vida é perfeita, quando há o amor dentro dela... O amor é uma canção interna, que é cantada pela paixão...É esse anseio, que nos faz buscar o amor, dentro das trilhas da vida, aceitando o desafio de amar, sempre, por toda a vida... Cada vez, que dizemos sim ao amor, fazemos a vida girar...
Marilina

Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Sempre Amor"
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O inverno da vida é quando a velhice se aproxima, ele é nada mais do que o sequestro da primavera da existência, que é quando a juventude chega e a beleza da vida se vê em nós, com toda a sua pureza, dando-nos toda a liberdade, sem pensarmos no inverno, que, um dia, chegará, querendo ou não...
Marilina Baccarat no livro "É Mais Ou Menos Assim"

Marilina Baccarat escritora brasileira
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A MULHER E A ESTRELA
Por Marilina Baccarat de Almeida Leão

Por uma porta aberta, olhava a bela mulher de cabelos cor de fogo e mãos com dedos
compridos, os olhos perdidos, buscando, no céu de fim de tarde, quando a noite já
começava a cair, uma estrela. Aquela estrela, que sempre parecia aumentar o brilho, para
que ela, encantada, pudesse estabelecer um diálogo com a Estrela.
Ao encontrá-la, abriria um sorriso, daria uma boa noite à estrela e a conversa começaria,como qualquer outra, contaria do sol ou da chuva, da família e das amigas, quando cansasse, sentaria no batente da porta e respiraria fundo o cheiro do jasmim... Várias vezes,descreveu, para sua amiga estrela, o que era o aroma, só que não adiantava muito,pois a estrela não entendia...Descrevia a aspereza da terra e a maciez da grama, do gosto salgado da lágrima, do doce da fruta, do amargo do jiló, do gelado do sorvete. E então a confusão estava feita:- O que é sorvete?
Sorrindo, a mulher dizia:- Esquece e me fala do que você vê. A estrela então dizia:-
Daqui, durante o dia, posso ver pouco, pois o sol me bloqueia, vejo nuances de cinza,
pontos coloridos, indo e vindo, lentos ou rápidos demais, os ruídos são tantos que me confundo, houve uma vez que quase caí, um vento muito forte passou por mim, senti um cheiro estranho, minhas amigas, que estão aqui, há muito tempo, disseram que são aviões de guerra, senti o cheiro da morte, você já sentiu esse cheiro?
A mulher respondeu que sim, mas, não queria falar sobre isso, era triste demais, não a morte em si, mas, sim, como se morre na guerra...
Para aliviar a tristeza da voz, que sentiu da mulher, a estrela então começou a falar:-
agora mesmo vejo muito bem, você e seus cabelos vermelhos, o branco do que se chama jasmim, e muitas luzes, que, daqui, parecem iguais a mim. A senhora então sorriu com a gentileza dela e descreveu que, da terra, ela via a estrela com um enorme brilho,que a distância fazia com que ela parecesse uma fada ou um anjo. A estrela ficou feliz e disse que poderia vir à terra morar e ser vizinha da sua amiga, sentir os cheiros, a aspereza da terra, o gelado do sorvete e o perfume do jasmim, sentir a vida...
Sábia, a mulher de cabelos vermelhos lhe explicou que, se ela viesse, maravilhoso
seria, contudo, como conseguiria voltar ao céu?
A estrela então respondeu que não poderia voltar, pois, na terra ficaria, mesmo que
fosse jogada ao mar, onde nasce a lua. Ainda, assim, não retornaria e nem sequer estrela do mar se tornaria...
Então a doce senhora lhe pediu que no céu ficasse e iluminasse as noites escuras,
junto com a lua e no dia em que, do céu, ela visse um rasgão de luz, correria e a abraçaria,juntando assim o céu e a terra em poesia única, onde a grama macia a faria repousar sobre os olhos de suas companheiras do céu...E então, eternas, na terra, seria a mulher e a estrela...

Marilina Baccarat de Almeida Leão (escritora brasileira)
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DO NADA

Acabou o amor naquele momento, veio o assombro e a alegria acabou... Naquele instante, tudo acabou do nada e de tudo, só restou o nada...O dia ficou como um breu, uma noite sem estrelas e sem luar, a quebrar o coração dorido...
Então veio o choro, a discórdia e nossas mãos, que estavam sempre unidas, vieram a tremer. E da ambição do amor, surgiu o medo de não mais ter o amor, que sempre tivemos...
Naquela hora, então, veio o silêncio a calar nossos corações... Vontade de poder viver, não do nada, mas de todo o amor... Veio o temor...
Naquele instante, senti o silêncio, que vinha de dentro de você. E o pranto brotou nos seus olhos azuis, como o céu, fazendo com que os meus lacrimejassem, sem cesar, também...
Os meus olhos se afastaram dos seus. Meu corpo, do nada, também se apartou do seu...
Dos braços, que de tudo me abraçaram, por longo tempo, agora, do nada surgiu o adeus...
Do nada, para mim, o mundo acabou e somente senti o barulho do mar, com suas ondas gigantescas, a parecer querer me sufocar...
E do nada, senti o grande sofrimento do vazio do amor, que, para mim, parecia ser eterno e, agora, do nada, apenas sinto o adeus, que deveria ser do nada, mas é do tudo...
Das intermináveis horas pressentidas, do nada, lembrei-me das promessas calorosas, ditas ao meu ouvido, com ternura...
Do nada senti-me órfã, pois, sem amor, do nada, não somos nada e nem tudo podemos alcançar, sem o amor. Pois, ele poderá vir do nada, mas, nos transportará com tudo, para o amanhã...
Nada restou dos infindos momentos em que vivemos esse grande amor, que surgiu do nada e tudo se transformou... Agora, trago a chama em meu peito, das promessas, que vieram do tudo e agora são nada...
Como viver sem esse amor, se nada, dele, restou em minha essência...O porquê não sei. Pois, somente sei que seu perfume ficou impregnado na minha pele... Um amor, que surgiu do nada e tudo transformou, dando-me alento, mudando o rumo...

Do tudo, esse amor chegou pelos caminhos, que percorri...Mas, depressa, do nada se foi...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Sempre Amor"

Marilina Baccarat escritora brasileira
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TEMPO DO AMOR



Constantemente, me perguntam: -Há quanto tempo existe o amor? -Ele vive naquele lugar interdito, onde não podemos alcançá-lo, só senti-lo. Por quê? Não sabemos, pois o amor tem o seu tempo certo de chegar...
O amor tem o tempo em que o mundo foi criado, não importa quanto tempo ele tenha. O que importa é poder senti-lo bem junto a nós...
O amor tem o tempo em que os sonhos começam a nos acariciar, com seu vento doce, que bate em nossa face e nos leva até às alturas alcandoradas...
O tempo do amor é quando começamos a olhar as coisas com mais beleza, na calma da natureza, com interesse de caminharmos crescendo, sempre, no aprendizado de sabermos amar, com o tempo que, a nós, é dado... Tempo de aprendermos acarinhar e sermos acariciada, com todo o tempo do mundo...
Quanto tempo tem o amor? Não é preciso marcar o tempo com os ponteiros do relógio, que giram sem parar, pois, o amor tem o seu tempo de surgir...Ele não respeita o relógio...
As concretizações, que o tempo do amor nos oferta, muitas vezes são nossos lauréis, em outras vezes, são lágrimas, que derramamos pelo caminho, ao ver nosso amor extinguido...Mas, o tempo do amor supera tudo isso, seja tempo de vitória ou de derrota...
Que importa há quanto tempo existe o amor, se tudo é amor em nossa vida. Podemos viver livres, sem medos, porque carregamos a força de nossos desejos e a experiência de que aprendemos a amar, no tempo do amor...
Um dia, quem sabe, poderemos nos dar conta de que andamos inventando muitas histórias para nós mesmas. Isso, para justificar nossas escolhas, nossas frustrações, no tempo do amor, que não tem tempo...
No tempo do amor, construímos teorias, manipulamos lembranças do passado e até inventamos casos. Mas, com o tempo, vamos perceber que, no tempo do amor, não cabe mais desculpas, pois, na torre, na qual se encastela o amor, ela nos protege de tudo e vivemos novas experiências, pois, a porta do castelo, que é o tempo do amor, esteve sempre aberta para nós...



Então, o porquê de nos preocuparmos com quanto tempo existe o amor, se ele vive em nós e nós nele...

Marilina Baccarat no livro "Sempre Amor"

Marilina Baccarat escritora brasileira
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Nossas mentes são imaginárias. Elas são feitas de verdadeiras quedas de água, de onde só transitam nossos anseios, tanto de alegrias, como de tristezas... Corre, como um rio, que desce pelas cordilheiras, lavando as pedras. Assim, elas estão com seus umbrais sempre enfeitados, com rosas, que, agarradas às paredes, dão a volta na porta, enfeitando-a... Tal qual o rio, a nossa imaginativa voa longe, como se tivéssemos um barco a navegar em nossas águas serenas... Ali, como um rio calmo, vai correndo a paz, diante dos raios de sol, que refletem em nós... Dentro, da nossa inventiva, há toda a beleza do mundo... Ali, o nosso barco navega em águas tranquilas.. Os ventos ateiam uma suave brisa, acalentando as sombras de amarguras, que poderão aparecer, vez ou outra... Quando a vaga tormentosa, desse mundo nos aturdir, não nos importaremos, pois estaremos descendo rio abaixo, sempre a favor do vento... Em certas curvas, que o rio faz, parece-nos que estamos em um labirinto, onde os sentimentos se perdem, mas, logo adiante, se encontram, para abarcarem a nossa ventura, sempre decaindo rio abaixo, atrás das alegrias, que a vida nos oferece...
Quando paramos o igarité, deparamo-nos com avenidas coloridas, onde, ali, moram as alacridades e os regozijos... Nessas alamedas, encontramo-nos com nós mesmos, em meio às flores, que brotaram de tubérculos, que estavam intumescidos, onde o céu é bem azul e nós passamos o tempo todo cantando as nossas prosperidades..., assim, como o rio, que canta, quando desce as serras, batendo em suas pedras... Dentro de nossa essência, ali, prendemos todas as nossas satisfações... Porque o rio é assim, corre desde o alto das montanhas, até o vale da ribeira, até desembocar no mar... É esse mar, que nos traz veloz a nossa serenidade... Ali, não há dor, somente amor... Esse rio sabe ser doce como mel... Ele é feito de esperas, é um botão, que floriu em plena primavera... Pequeno grande rio, que sabe espalhar encanto, por suas águas abrandas, distribuindo afagos, com os raios derramados pelo sol do amanhecer...

Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Corre Como Um Rio"
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Não deixe que a saudade lhe sufoque e o medo a impeça de seguir

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasileira