Coleção pessoal de MarilinaBaccarat

1 - 20 do total de 336 pensamentos na coleção de MarilinaBaccarat

Fiz um acordo com o tempo, combinei com ele, pois vai fazer frio por esses dias. Pedi para que ele passe bem devagar e me deixe ver os ipês, que ainda estão floridos, neste final de outono. Que ele me deixe admirar as flores de maio

Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Escalando montanhas".

⁠Dia 14 de fevereiro, é dia da amizade.

Amizade verdadeira é um bem maior... É aquela que, mesmo passados quarenta anos, ainda nos abraçamos com a mesma destreza...
Amizade é parte de uma ópera singular, espetáculo mágico, que sintetiza a magnitude do comedimento, em nossas vidas...
Ela é uma sinfonia harmoniosa, que se contrabalança nos escorregões, que a vida nos dá... Assim como uma sonata bem interpretada, que chega a nos levar às lágrimas, a amizade é como uma sonata bem definida...
A amizade é uma cantata, que preenche a vida, é uma canção com acordes afinados, que traduz o brilho do nosso cerne, de forma altamente visível... Dentro da amizade, as vozes não se calam, a beleza é deslumbrante, só há flores e perfumes, dentro de amizades verdadeiras...Tudo, ali, é colorido... Mesmo estando distantes, do outro lado, só vamos encontrar alegrias, quando nos encontramos, mesmo tendo passado muitos anos...
Parece que passamos para o outro lado da vida, onde só há, paz e felicidade...
A amizade, é o libreto de uma ópera, em uma apresentação única, emocional...

(Texto de Marilina Baccarat De Almeida Leão)
Escritora brasileira premiada no Brasil e no exterior.

Marilina.Baccarat de Almeida Leão

⁠Se a vida nos causou muitas feridas, também nos ofereceu os remédios e beijou nossas cicatrizes...
A vida, também nos deu presentes, enfeitou-nos a existência e nos mostrou o caminho da felicidade...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro O Eu de Nós "

Marilina Baccarat de Almeida Leão

⁠ Quando começamos a nos doar em amor e dar atenção, para os outros, começa a paz de ser e viver...Ouvimos, com o coração, alguém, que esteja precisando de algo, sentimo-nos útil...
Marilina.Baccarat escritora

Marilina Baccarat escritora brasileira

⁠ Apresentação
Se voltarmos o nosso olhar, para dentro de nós mesmos, vamos relembrar de cenas, que fazem o tempo parar de correr, que fazem com que esqueçamos tudo à nossa volta...Viagens, que podemos relembrar mil vezes e voltar atrás e revivê-las novamente...
Não haveria outra forma de viagem, outro jeito de imaginar, como seria o nosso “EU”, se não pudermos vivenciarmos tudo, mas tudo mesmo, como uma viagem sem fim...Escorregar para dentro de nós, pois do contrário, não seria o nosso eu, a sentir...
É como se estivéssemos em uma estação, a espera do trem, que nos levaria para dentro de nós mesmos...
A mala, onde carregamos as recordações, o perfume, o som das vozes na estação...Então, é quando tudo se faz silêncio e somente uma luz acesa nos lembra que estamos na estação e não há mais ninguém...
Só nós com os segredos de viagens, que levaremos para dentro de nós mesmos, no silêncio dos sentimentos...
Uma luz acesa nos lembra que estamos ali, e não há mais ninguém... Só nós e nossos segredos...
O nosso “EU” a nós pentence, não haverá heideiros para as recordações, que há dentro dele...
Uma pequena ponte, nos levará até ele, é uma ponte, que se oferece a nós, larga, aberta para que possamos entrar, e, no entanto, falta-nos a coragem, mesmo que fosse só para sentirmos um pouquinho da nossa essência, que habita em nós... A abertura oferecida, a possibilidade de irmos...Só para olharmos...
Vamos dar o primeiro passo, para atravessarmo essa ponte, em direção ao desejo de sentirmos, bem de perto o nosso “EU”...Embora a porta aberta nos convide a entrar, parece que algo nos segura, como se ferros houvesse em nossos pés a adentrar...
Se não formos, não saberemos... Se ficarmos, não seriamos o “EU” de nós...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro " O Eu de Nós

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasileira

⁠Lanço minha partitura na curva da vida e, às vezes, quando a apanho, para executá-la, descubro que ela está completamente em branco...
Não há como não me entristecer, tenho vontade de desistir...
Com o coração marejado, eu fico a marejar o tempo, arrumo o que for possível, na partitura da vida, ajeito, da melhor forma que move os meus sentimentos e deixo, para o amanhã, a harmonia dela...
Perdi-me, exatamente, no momento em que tentei restaurar essa folha em branco. Eu já conhecia o seu sorrir para mim, mas, havia-me esquecido como era...
Comecei a restaurá-la, com suas notas estéreis, que, com a pauta feita de linhas tranquilas, fizeram calar a minha alma...
E foi, então, que comecei a ouvir o canto, que vinha das encurvadas e tive certeza de que as notas haviam ficado presas em seus obstáculos...
Um canto cheio de candura, que me presenteava, quando vinha de encontro a mim...
Trecho de um texto de Marilina, no livro "Vértices do Tempo" página 47

Marilina Baccarat escritora brasileira

Marilina Baccarat escritora brasileira

⁠Pequenos gestos, fazem toda a diferença,
Algumas rosas em uma jarra,
Uma bacia repleta de
amor- perfeito
Uma caneca com margaridas...

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora

⁠ Tudo o que a vida nos dá e dela adquirimos, permanecerá em nós...Sejamos pacientes, porque a vivencia, não é algo que se possa presentear ou obrigar a aceitarmos...Ou sequer a entender...
Ela é única e pertence exclusivamente a nós; do contrário, não seriamos o Eu de nós...
Marilina Baccarat no livro O Eu de Nós

Marilina Baccarat escritora brasileira

⁠Mesmo assim, por isso mesmo, aprendemos que tudo passa...O tempo não passa sozinho no relógio e na contagem desenfreada dos dias...
Passa, tão rápido, e com ele passamos nós e tudo o que vivenciamos em nossa caminhada...
Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasileira, no livro "O Eu de Nós " página 15

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasileira

⁠Do Que Somos Feitos?
Pelas andanças da vida, pergunto-me, hoje, do que somos feitos?
Somos feitos de memórias. Algumas, nem sabíamos que ainda estavam lá, intocadas. Talvez, alguma reminiscência atávica, que carregamos em nossos genes, memórias da infância, quem sabe?
Lembranças, que nossos ancestrais nos deixaram, gravadas em nós, como faz um canivete em uma pedra ou num tronco de árvore.
Quem somos nós, afinal? De que matéria somos feitos?
Somos feitos, sim, de esperança. De insondáveis desejos, muitas vezes, ocultos. Noutras, bem visíveis, estão eles lá, à espera de que o realizemos.
Somos feitos de sangue, suor, músculos, força de vontade.
Alguma desesperança, algumas decepções...
Mas, somos feitos, principalmente, de um material impalpável:-lembranças de nossas andanças, pela infância, juventude e, quando nos tornamos adultos, saímos pela porta da frente, com esperança no futuro.
Ou será que somos feitos do nosso mundo interno,
onde carregamos, na nossa inconsciência, memórias?
Não sou eu capaz de responder a essas questões, que me tenho feito ao longo das minhas andanças...
Mas, ando sendo capaz de pescá-las, eu mesma, lá, nesse fundo insondável, infinito e misterioso de mim mesma...
Porque somos feitos de memórias. Algumas, nem sabíamos que ainda estavam lá, intocadas.
Feitos, somos sim, de esperança e sonhos, de insondáveis vontades, de realizar nossos desejos, que, muitas vezes,estão ocultos. Noutras, lá estão eles, nossos desejos, bem visíveis,à espera de que os concretizemos.
Andamos à procura do que fomos, do que somos e do que seremos. Mas, não precisamos correr atrás para sabermos do que somos feitos...
Somos feitos de desejos, só não sabemos como resgatar o tanto de nós mesmos que ferimos e deixamos escondido...
Agora, é correr atrás do tempo perdido, procurando buscar, lá, no passado, o que ficou escondido e se transformou em dúvidas... Mas, agora, temos a certeza do que somos feitos...
Vamos continuar nossas andanças pela vida...

Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Andanças pela vida"...página 170

Marilina Baccarat de Almeida Leão, escritora brasileira

⁠Que não faltem flores

Hoje, nesta noite fria,
Enquanto o frio outonal
Está lá fora,
Prometo a mim mesma,

Não deixar que faltem flores,
Nem que seja eu mesma,
A dá-las a mim
Dar-me-ei esse prazer,

Já que me faz tão bem vê-las,
Senti-las, sentir o perfume,
Que exala delas.
Quero flores em cada canto da casa,

Pequenos gestos, fazem toda a diferença,
Algumas rosas em uma jarra,
Uma bacia repleta de amor-perfeito
Uma caneca com margaridas.

Em um dia de frio, como este,
Prometo jamais me esquecer de mim,
Nao deixar que os tropeços do caminho,
Me solapem, me sufoquem,

Ou me façam afastar de quem eu sou,
Nunca abrir mão do que gosto,
Que são as flores...Flores, muitas flores,
Para enfeitar o meu mural.

Das ínfimas coisas, sem importância,
Mas, que, para mim, são fundamentais,
Para que eu viva sempre com flores à minha volta.

Ainda que com meus tantos defeitos,
Falhas e idiossincrasias, que às vezes tenho,
Que não me faltem flores!

Marilina Baccarat de Almeida Leão setembro de 2020
Escritora brasileira.

Marilina Baccarat, escritora brasileira

Cheguem mais perto, convido-os a atravessar a
ponte. Aqui, as vozes se calam, a beleza é deslumbrante, só há flores e tudo está colorido. Venham,
vamos passar juntas, o céu está azul e, do outro lado,
só vamos encontrar belezas da natureza, vamos encontrar paz e alegria!
Aqui, o silêncio é necessário, palavras não saem.
Venham com calma, caminhemos por entre essas
flores e sentiremos a bruma, que cobre o ar, como
um cortinado de tule, fino e transparente.
Quando a brisa nos envolve, a pele se arrepia e
fica úmida com o cálido vento, que vem do mar.
Não parem, venham, a mesa está posta, xícaras
e um bule de chá esperando por nós, do outro lado
da ponte.
São, hoje, meus convidados, não, não parem!
Venham, não tenham receio do frio. Ouçam, no
murmúrio do vento gélido, a suavidade com que os
ramos balançam, exalando um exótico perfume da
terra, que está úmida.
Continuem caminhando, a passos lentos, com
cuidado, para que possam sentir o perfume, que exala
das pétalas de flores, que se espalharam pela ponte.
Há pequenos bulbos intumescidos, debaixo da
terra fértil, esperando a primavera, para que possam
finalmente brotar.
Ainda faz frio, é cedo ainda, fechem os casacos, mas se acheguem. Aqui é meu esconderijo, para,
que, venho, sentir o perfume da terra molhada, das
pétalas, que estão espalhadas sobre a ponte.
Quando tudo parece feio, tórrido, seco, ao subir
pela ponte, é como se eu saísse de mim e adentrasse
em um mundo encantado. Sem lugar para a tristeza,
para o desalento ou para o desamor.
Esse jardim, que fica do outro lado da ponte,
é só meu, a mim, pertence. Mas, hoje o compartilho
com vocês, que só veem uma parte
ínfima de mim.
Atravessem a ponte, venham, estou esperando.
Quando chegarem, sentem-se, fiquem à vontade. Segurem as chávenas de chá, cuidado, estão quentes! Beberiquem, em pequenos goles, sorvam delicadamente.
Conheçam-me, olhando em volta, não nos
meus olhos, mas ao meu redor, pois, sem palavras,
hoje, agora, aqui, eis o melhor de mim. Fora, daqui,
só há o frio... Só o frio...

Marilina Baccarat de Almeida Leão, no livro "Atravessando Pontes" página 16

⁠Passado remoto
O passado está distante,
Uma chama, que se consome,
No advindo e presente,
Assim, tornamo-nos silente.
Marilina Baccarat

Sentimos que o passado está bem próximo e,
então, notamos uma tremenda inseguridade, ao lembrarmos do que, para trás, ficou... Andamos, muitas
vezes, ansiosos com as passagens pelos alvitres do
presente, que leem todos os nossos acontecidos e,
assim, estamos sempre apreensivos...
Pegamo-nos pensando: – Será que não deveríamos ter agido de outra maneira, lá no passado,
que, para nós, foi um decorrido considerado macambúzio. Vamos emergindo-nos, ali, e nos sentimos, totalmente, inseguros, pensando que não vivemos como deveríamos.
Mas, todo o tempo atual, em que vivemos, vem
com essa dúvida, essa insegurança, apesar da certeza
de termos agido certo...
Em nosso íntimo, quando o passado abrolha,
temos a real certeza de que tudo o que foi feito estava
correto. Mas, continuamos achando que perfizemos
tudo errado, quando, na realidade, não estava...
O passado é mesmo assim... O que carregamos,
dentro dele, são tempos de restauração, de inovação...

Marilina Baccarat no livro "Vértices do Tempo" página 15

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasileira, premiada no Brasil e Exterior
Tags: passado distante

⁠SER E VIVER
Uma das maiores artes, de ser e viver, é saber abrir mão das realidades, que não servem mais, como o rancor, a inveja, para receber com gratidão uma nova realidade, e depois abrir o coração para se doar com amor... É estar aberto para receber e reconhecer as pequenas e grandes coisas, que chegam ao nosso caminho, com gratidão, mesmo que não estejam dentro das expectativas... dar atenção, carinho, uma palavra amiga, sem esperar nada em troca...
O dia se inicia, quando acordamos, qualquer que seja o horário... Nunca é cedo, jamais é tarde; simplesmente é o tempo. O passo atual é o mais importante, pois não há o último passo...
O próprio elo da vida, que é o amor e a paz, é mais importante, vital e livre...
Quando começamos a nos doar em amor e dar atenção, para os outros, começa a paz de ser e viver...
Ouvimos, com o coração, alguém, que esteja precisando de algo, sentimo-nos útil...
No final do dia, quando a noite chega, antes de colocarmos nossas cabeças em nossos travesseiros, experimentamos a paz, sobre tudo, como os momentos e oportunidades em que permitimos ofertar o nosso tempo, com carinho...
Depois, poderemos dormir com alegria e paz no coração, pois praticamos a arte de se doar e, de fato, somos privilegiados...
Afinal, as pessoas especiais não têm medo de ser vulneráveis, não temem dividir conhecimentos, compartilhar sonhos, ideias e alacridades... sabem que não são únicas, mas que fazem parte de um todo... elas têm prazer em estender as mãos... A qualquer hora, dia ou lugar, podemos agir com o coração...E tendo a certeza de que o amor e a paz, são o que faz a vida ser maravilhosa...

Marilina Baccarat de Almeida Leão, escritora brasileira

Nas curvas que o tempo faz,
Na música do momento,
A partitura se desfaz,
Restaurando com o vento.
Marilina Baccarat
Lanço minha partitura na curva da vida e, às vezes, quando a apanho, para executá-la, descubro que ela está completamente em branco...
Não há como não me entristecer, tenho vontade de desistir...
Com o coração marejado, eu fico a marejar o tempo, arrumo o que for possível, na partitura da vida, ajeito, da melhor forma que move os meus sentimentos e deixo, para o amanhã, a harmonia dela...

Marilina Baccarat de Almeida Leão,escritora brasileira

⁠Ser gentil pede coragem!!!

Admiro aqueles que se arriscam a ser gentil e dão o melhor de si,apesar dos possíveis tropeços e perdas da vida. E, a cada dia, descubro que ser gentil é um dom que deve vir acompanhado de muita coragem!
Não basta estarmos ao lado de alguém e ser gentil, precisamos merecer a sua confiança. Precisamos exercitar a honestidade e, principalmente, o respeito com o próximo.
É verdade que todas nós muitas vezes não temos coragem e podemos cometer enganos, mas, quando o amor ao próximo é grande, precisamos tomar muito mais cuidado para não errar.
Muito mais difícil do que estar ao lado do próximo e ser gentil é ficar por inteira e ser sempre absolutamente gentil e corajosa. Isso significa simplesmente que devemos ser responsáveis por aquilo que cativamos. Pense nisso.

Marilina Baccarat De Almeida Leão

Marilina Baccarat de Almeida Leão escritora brasilei

⁠Como gostaria de ter o poder para aumentar a noite e poder sonhar...
Sonhar com campos verdejantes, onde as flores refletem o seu frescor e expelem o seu perfume...
No livro" Com o Coração Aberto"

Marilina Baccarat de Almeida Leão, escritora brasileira

As mães nunca morrem, apenas saem de cena, apagam as luzes e fecham as cortinas, nos deixando sozinhos no palco da vida... E, a bruma que desce, envolvendo o momento, encobrindo nossos olhos, do que antes era visível e, agora é impalpável... Em nosso eu, retumba, antigos sons, contando-nos histórias antes de dormir, ou chamando-nos para o banho... Dizem que tudo passa, mas, as mães não passarão... Elas apenas entardecem junto com o pôr do sol... Mas, estarão para sempre junto à nós, caminhando pari passu, com a nossa alma e nosso coração...

Marilina Baccarat de Almeida Leão - escritora brasileira

⁠Se és capaz de me sentir bem perto,
Embora longe um dia me encontrar,
Se só te embalam sonhos mil, que ao certo,
Verás que sabes mais e mais me amar".

Marilina Baccarat de Almeida Leão - escritora brasileira, no livro "Sempre Amor "

Marilina Baccarat de Almeida Leão Escritora brasileira, no livro "Sempre Amor "

⁠Atrás de uma mulher forte, habita uma menina que soube se reinventar.

Marilina Baccarat De Almeida Leão
Escritora brasileira premiada no Brasil e no exterior

Marilina Baccarat de Almeida Leão, escritora brasileira