Poemas de Morte Poetas Conhecidos
Lá estava eu, cara a cara com a morte
Olhando no fundo de seu crânio eu disse:
Obrigado, morte, esse inferno já não fazia mais sentido
Agora, ao seu lado, aproveito a paz e a liberdade de um mundo melhor
Ao lado de anjos ou demônios, pouco me importo
pois os demônios de verdade me chamavam de querido, de amigo, e de filho.
Bem ou mal, amor ou ódio, vida ou morte, Deus ou Demônio, ou VOCÊ? Quem pode mais?
Menos: seria VOCÊ.
Exaltam de um Deus do bem, do amor e da vida. A grande maioria falsifica a sua personalidade coletiva em busca somente de ambição individual e maligna.
Se é o Demônio que domina o todo o mal, o ódio e talvez a morte, para que nesses pobres ter essa herança na mente?
Seria Deus também um Demônio ou são filhos de uma mãe Deus envolvida por um Demônio pai?
Todos qualificados filhos de Deus, protegidos por essa divindade.
Disputa da guarda...
Que poder esse Demônio possui que tanto os envolvem, ou desenvolvem ao nascer?
Se dizem Filhos de um Deus da perfeição; Repletos de defeitos cruéis, profundos e obscuros. Por que correr nas veias esse negativo DNA?
Se existe uma salvação desse tal Demônio, por que podem optar e escolhê-lo internamente?
O porquê dessa semente mal germinada ainda não sabem...
Que castigo infernal, impostos a esses meros filhos do mal! Seria apenas uma breve passagem mortal, com reversa devolução à sua terra natal e a seu pai anti-celestial.
Ímpios e puros sempre praticam e ofertam a paz. Pare de mentir para si. Não seja o dono da verdade e enxergará a suprema piedade necessitada, que nunca te admite a veracidade de toda a realidade.
Todos iguais, o planeta pede paz.
Salve sua alma enquanto há tempo no seu minimo tempo ou alimente sua vida de condenação.
A Morte é um Diálogo entre
O Espírito e o Pó.
“Dissolva” diz a Morte — O Espírito “Senhora
Tenho uma Ideia melhor” —
A Morte duvida — Impreca desde a Cova —
O Espírito se vira
Só deixando — como prova —
Um Casaco de Argila.
"Vida, aqui as horas passam
rápido, não penso muito
na morte pois é inevitável, e nem
sei como o tempo funciona lá"....
Não tenho medo da morte, porque ela
é inevitável. Hoje estou aqui, e em um piscar de olhos deixarei de existir neste mundo constante. Em algum lugar longínquo ou talvez pouco distante estarei.
Na lembrança de quem me amava lá com certeza permaneço, e quando a cortina desse grande show chamado vida se fechar, todos saberão que nada em minha vida foi em vão.....
O luto não é só sobre a morte de alguém, mas sobre a morte de coisas que existiam dentro de nós, pode ser um casamento, um projeto que não deu certo...entre tantas outras perdas que vivemos na vida
Sei que o melhor a se fazer é viver esse momento, não lute contra, sabe aquela fase meeega clichê, mas que diz : "Aceita que dói menos, nunca fez tanta sentido como no luto, pode parecer pesado, mas assim como a morte, e a dura realidade.
Não adie, não engula, não deixe pra depois, chore sempre que achar necessário, é isso que vai te fazer renascer.
Infinitamente é a capacidade de Jesus
de morrer
de ressuscitar
de vencer a morte
e de retornar um dia para nos buscar
Jesus veio com uma única finalidade
De nos libertar de nós mesmos
O tempo afasta
Gasta, amofina.
A morte afasta
Nefasta, cretina.
A felicidade afasta
Outrora, menina.
"Há uma fatalidade caótica, tanto na vida quanto na morte"
"O amor é um absurdo misterioso, quando é recíproco!!!"
“sobre o nada da morte
aos homens indoutos,
a outros crédulos:
a razão e a ciência informa:
não há descanso na morte,
apenas inexistência
vaco cósmico, buraco negro
nem solidão nem medo
nem esperança supra física
nem segredo metafísica
ou revelação sublime
a morte é o fim da ilusão eterna
é um encolher dos ombros de Deus
e um esticar das pernas dos mortais
com tudo dito ainda escutamos
dos amigos: "descanse em paz,
meu rapaz."
não espero corda nem discorda
isto é poesia, antídoto para ilusão.”
Não sou cristão nem ateu, sou poeta!!!
Não tenho cor nem ideologia
Não sou a favor da morte
Nem a favor da vida, sob a pena capital
Da neutralidade e da covardia
Se julgo as razões de outrem
Faço isto à revelia...
A discussão sobre a morte
Falamos da morte como inexorável,
às vezes tentando ignorar
sua postura austera,
intransigente, inquebrantável...
Não há entre os homens vivos
nem entre os mortos, entre sábios ou tolos
alguém que saiba responder,
além de delírios ou hipóteses
o que é a morte, nem o que lhe segue,
qual sua verdadeira causa ou intenção...
Poetas e pensadores, não raro a descrevem,
arriscam seus palpites, outros falam em tese:
“a morte é o fim de tudo, ou início de nada.”
a sonhos e a pesadelos se atribui teorias,
doutrinas bem intencionadas...
a morte poderia ser, mas ela não é
não há Por vir, nem De vir,
tudo é abismo e talvez....
Mas se a vida ignorasse a morte,
se não houvesse pesar nem temor,
físico, metafísico ou moral?
A morte não seria o que é
nem o que não é...
a morte é apenas uma rima
que o homem tenta decifrar...
mas lhe falta tempo, espaço e sorte.
Evan do Carmo
....um ponto final na poesia,
.....a morte da musa, o grande poema.
.........suspenso na eternidade
.................o silêncio irreprimível,
............entre ecos do acaso...
...........a fuga do poeta...
.....enigma inconfessável.
SENTIDO, PRA QUÊ?
Sentido, qual é o sentido
da vida, da morte,
da guerra e da busca
pela paz?
Cada vez que vejo,
leio ou penso sobre
a guera, e seus motivos fúteis
sobre os seus mortos
concluo que nada faz sentido
nem a vida, nem a morte
nem a guerra, nem a paz
que nunca se alcança.
Depois de chegar a esta conclusão
o que um homem deve fazer?
Lutar pela paz, confortar
com a esperança celeste
os enlutados, vítimas das guerras
inúteis e cruéis ou calar
diante do absurdo diário
ao perceber que ninguém se preocupa
se outros genocídios estão em curso
no oriente, ou se uma guerra nuclear
pode nos exterminar a qualquer momento?
O que estamos fazendo aqui
seres racionais, expectadores passivos
da nossa própria destruição?
As ideologias religiosas nada conseguiram
para educar os homens no caminho
da paz, da ética e da justiça
o que se vê são etnias se matando
cada uma com um deus diferente
mas semelhantes em sua inutilidade.
Ainda é igual a barbárie teológica
entre professos cristãos e muçulmanos
homens de QI elevado pregam a supremacia
das raças, e proclamam o intelecto humano
superior ao instinto animal.
Encontrar o sentido para vida
talvez seja apenas mais uma tentativa em vão
ensinar as crianças que todos os homens são iguais
já que que os homens não dão ouvidos
são instruídos, doutores em arrogância
todos são peritos em pregar a diferencia
entre pobres e ricos, negros e brancos.
Não compactuo com esta humanidade
desumana e intolerante,
quero o raiar da inocência das crianças
quero preservar o mundo perdido
onde o pão pode ser divido em partes iguais,
onde a flor não precisa ser arrancada
para se presentear alguém
como forma de demonstrar afeto.
Assim deve viver todo poeta.
"Quanto a mim
já me livrei das garras da morte
tenho apenas os pés calejados
de esperança
que ainda caminham
rumo à eternidade da espera
... não sofro mais de ansiedades."
A dor do viver é mais cruciante,
mais incômoda e dolorida
do que a dor da morte.
A dor da morte é certa, curta,
infalível e repentina,
traz a paz e o sossegar do morimbundo,
do enfermo, do desvalido.
Enquanto que a dor de viver é incerta,
imprevista, demorada e dolorosa...
...consciência viva, constante,
de uma natureza-morta..
"Assim como a morte, o amor não pode ser explicado, cada um o conhece de uma maneira. Portanto, não se pode entrar no amor e na morte mais de uma vez e viver para narrar os fatos, assim como é impossível entrar duas vezes no rio de Heráclito..."
Evan do Carmo
MORTE À METAFÍSICA DA MORAL
"Se existir de fato, como dizem as religiões,
um paraíso ou alguma recompensa pós morte, esta deveria ser dada a todos os homens que viverem algum tempo aqui neste inferno."
MORTE LEVE, NÃO DOLOROSA
Assim dizia um poeta,
este poeta que não era triste
nem viva sorrindo à toa
o poeta não era de muitos amigos,
tampouco de muitos amores.
Contudo, ao atingir a maturidade,
quando se viu saciado de dias
falou em uma conversa com Deus,
Deus esse que ele pouco incomodava
com suas necessidades de homem mortal.
Então disse o poeta, sem nenhum traço de melancolia:
Eu, de fato posso concluir com bastante satisfação
que a vida me foi agradável, até muito mais além
daquilo que eu desejava. Usufruiu de quase tudo
aquilo que é possível ao homem desfrutar:
tive filhos e esposa-amante.
Fui contemplado com o dom maior
reservado aos deuses entre os homens,
música e construção, poesia e espiritualidade,
fui pai e avô, usei com equilíbrio
tudo que dá prazer a carne e ao espírito.
Tive tempo e coragem para declarar meu amor
a quem de fato o merecia. Fui bom amigo,
marido dedicado e leal.
Fiz música e poesia para todos,
nunca calei diante da injustiça
em bora a tenha cometido em algum momento
por confusão mental e falta de critério..
Sempre tive coragem moral para defender minhas convicções
para pedir perdão e conceder a quem de mim necessitou,
creio que agora estou concluso, no verso e na prosa.
Então que a morte seja breve, embora leve não possa ser,
mas para mim não será dolorosa.
Evan do Carmo 13\12\19
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