Poemas de Máscaras
OH FANTASMA!!
Onde está o espelho que pode refletir, a tua máscara que um dia a de cair...
Óh fantasma canta o meu canto e acalenta o meu pranto!!
Patético, é apenas isso o que eu sinto
Patético por acreditar
Acreditar que aquelas minhas máscaras são de verdade
Sou patético pois esqueci de quem eu sou.
A quantidade
De pedras
Que você tem
Nas mãos
É proporcional
Ao tamanho
Da máscara
Que você usa.
As coisas
Que nos
Dizem
Não têm
Nada a ver
Com os
Momentos.
Tem a ver
Com elas,
Com o que
Está por
Dentro.
Às vezes
Demoro
Entender...
“Máscara Da Solidão”
Bom dia!
Todo dia é bom!
Quando recebemos elogios e aplausos
Coração pulsando de felicidades
Alegria dourando durando segundos
Sentimentos e expectativas e atingindo pontos mais altos
E sabe qual é a finalidade
A solidão e depressão
Após receber um fora de quem você tanto ama
O coração partiu-se
O sentimento feriu-se
Em pedaços a cada dia sentimos-o
Batimentos desorientados
Comportamentos irregulares
A máscara da solidão
Sofrer por dentro e sorrindo por fora
Sentimentos tão injustos que nos controlam
Ainda sim,
preso estou eu nesse mundo sarcástico
Até que Quase consegui
Vencer minha dor e a solidão
Até que Quase me perdi
Nessa relação de decepção
“No meio do inverno Sombrio”
#MauroDarg
#RalphThinker
CUIDADOS CONTRA O CORONA VÍRUS
Põe a máscara,
Não tire a máscara,
Não espirre perto de ninguém.
Atchim!.... Atchim!.... Atchim...
Lave as mãos...
Não saia de casa,
Feche o comércio,
Distanciamento total,
Siga as regras que você não passa mal...
Não abandone o álcool em gel,
Use lenço de papel,
Lave as mãos com muito sabão,
Contra o vírus, essa é a melhor solução.
Élcio José Martins
A madrugada é o momento em que arrancamos a máscara do sorriso estendido em nosso rosto durante todo o dia
e nos sentimos à vontade com a face da tristeza.
O que seria dos escritores sem as madrugadas frias?
certamente não seriam escritores.
O que seria dos poetas sem as nostalgias?
digo que não seriam poetas, nem mesmo em fantasias.
É na madrugada fria que aprendemos a ouvir o som
do silêncio, pois entendemos que somos sentimentos,
aprendemos a escutar o universo,
até para criar um verso.
Você usa uma máscara?
Pense você é a mesma pessoa na escola,na igreja e em casa?
Você é a mesma pessoa:ignorantes vão falar claro sou eu; idiotas irão dizer como assim; e você vai falar o que? "E VOCÊ O QUE ENTENDE"
Não poderia falar por que se eu falar uma das minhas máscaras vai cair.
A ressalva do mascarado
Com o Covid 19 por aí, usar a máscara salva
Todo o mundo tá dizendo isso
e nisso não há ressalva:
- Usar máscara tornou-se compromisso!
Ao fazer analogia com o passado
a conotação disso tinha prejuízo.
Ninguém dizia bem do mascarado
agora, todo mundo dele faz juízo!
E se for avaliar bem o bendito
quem a máscara usa se protege...
Então, será que, já era este o requisto?
Se dizem que a tal do invisível salva
e o usuário da máscara ficava protegido,
pode - se ter mascarado aí com ressalva!
Maria Lu T. S. Nishimura
Súplica (soneto III)
Há uma prosa jacente que mascara
O meu poetar sentimental e sedutor
Revirando aquela saudade tão cara
Sumida nas embirrações dum amor
E nesta dura aflição, molesta e avara
Que deixa na boca o tal gosto traidor
Rola sensação picante que não para
Porque não para a poesia com temor
Ah! Sentimento, por que tanto sente
Por que um coração por afeto mente
Tornando mais dorida a trova inteira
Te suplico! -vem silenciar o momento
Cala meu versar, dispersa-o ao vento
Deixai-me manso da minha maneira!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 agosto, 2023, 20’37” – Araguari, MG
Cruel
Não sou veneno, sou verdade crua,
te encaro firme enquanto recua.
Sua máscara cai, sua pose falha,
seu império desaba na própria migalha.
Finge ser lobo, mas late como cão,
no jogo da vida, é só mais um peão.
Quer respeito? Começa sendo real.
Crueldade? Só devolvo o que é natural.
A mulher sempre veste uma roupa,
Ou usa uma máscara!
Que não lhe cabe e nem convém!
Isso que a torna maligna!
Tragada pelo mal,
Torna-se vulgar, insana
Mesquinha e infeliz.
Acorda mulherada!
Máscara -
Trago em mim uma verdade que não quero,
uma verdade a que me dou mas nunca dei,
algo que de mim sei mas não tolero,
uma triste confissão que não farei ...
Tantas vezes que pela vida vou cantando,
mas no entanto, sinto que me morro,
e na verdade, quase sempre pela vida vou chorando,
e quem me vê sorrindo não sabe o quanto choro!
Tem gente que mascara desespero com sorrisos
solidão com festas
vazio com roupas
e falta de amor, com ilusões....
Tire essa máscara e mostre ao mundo
O que ninguém mostrou
Siga em frente e supere tudo
Como ninguém superou
ELE NÃO SE CURVA, NEM SE MASCARA
O sofrimento não destrói um homem. Ele revela.
Revela quem é casca e quem é raiz.
Quem foge, quem culpa, quem se vitimiza — e quem encara.
Alguns vão quebrar. Outros vão rastejar por dentro da própria alma, e voltar de lá sem ilusões, sem máscaras.
Esses já não querem felicidade de prateleira, nem paz de feed.
Eles querem a verdade, mesmo que ela arrebente os ossos.
Hoje todo mundo posa de bom. Mas bondade que nunca foi testada é só conveniência.
Dá fome, dá medo, dá desespero — e você vai ver o que o ser humano é capaz de fazer achando que está certo.
Você diz que é firme, que tem valores, que não se corrompe...
Mas nunca teve que escolher entre tua moral e tua sobrevivência, né?
Então não se iluda: quem nunca foi lançado no fundo do poço não se conhece de verdade.
É no escuro, sem ninguém, que o caráter aparece.
Quem volta desse lugar já não vive pra agradar.
Vive pra ser real.
— Purificação
Máscara do sentir
No canto da sala
o coração dispara
mas os olhares ao redor
continuam a dançar
como se nada estivesse acontecendo
A ansiedade é um peso
uma sombra que se agarra
um nó na garganta
um labirinto sem saída
Alguns falam de ansiedade
como se fosse uma moda
descrevem tempestades
sem nunca ter sentido a chuva caindo
Enquanto uns lutam diariamente
navegando mares revoltos
outros vestem a máscara
brincando de sentir o que não conhecem
É fácil falar do abismo
quando se está à margem
mas para quem já mergulhou
cada respiração é uma batalha
A banalização do sofrimento
silencia as vozes que gritam
transforma o grito em sussurro
o luto em piada leve
Que possamos reconhecer as lutas internas
dar espaço para quem realmente sente
honrar suas verdades e dores
e lembrar que cada história importa.
Na cultura do desempenho e da comparação constante,
a liberdade se mascara em obrigação,
e a subjetividade se redesenha entre autonomia e vigilância.
Num buraco infindo,
Despenco-me,
Por detrás da máscara,
Encontro-me,
No silêncio de um mosteiro,
Ouço-me,
Trajando uma nova vestimenta,
Desnudo-me,
Tempo para tudo,
Refaço-me,
