Coleção pessoal de I004145959
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O cérebro se prende ao que ameaça; o que acalma passa despercebido.
Somos moldados para notar o perigo antes da beleza.
Nossa espécie se adaptou para temer, não para admirar.
Quanto mais perto, mais visíveis os defeitos; quanto mais longe, mais visíveis as virtudes.
A convivência desnuda o que a distância oculta; por isso, julgamos mais os que vemos de perto.
Tendemos a notar falhas, não virtudes; o que incomoda prende, o que encanta escapa.
Há quem viva de apontar erros: é a forma mais rasa de sentir superioridade.
Há quem viva de autópsia moral: abre os defeitos dos outros para não dissecar os próprios.
O mundo é aleatório, violento e muitas vezes sem sentido.
A vida não é cinematográfica. Ela é caótica.
E você é o improvável protagonista.
Na fome, a autenticidade vira luxo.
Há ideias que dão status a quem as defende — palavras ao vento para quem tem vida remediada e vive distante da realidade dos menos favorecidos.
Vida no improviso, destino impreciso.
Cena digital
Nas redes sociais, a integridade perde o seu valor. Corpos não se encontram mais; a libido se desfaz, o amor pelos likes nos satisfaz.
Alimentam ressentimentos, fabricam pertencimentos, governam sentimentos.
Gente livre não se curva, não se captura; ressentidos se deixam domesticar.
Há quem não queira libertar; usa ressentidos para formar partidos.
Quem lidera pelo ressentimento não liberta: aprisiona, alinha, captura.
Liberdade produz sujeitos; ressentimento produz rebanhos.
O ressentimento é o cimento do pertencimento político.
Ignorar é fácil, difícil é reconhecer a própria ignorância.
Cuidado: nem sempre é indiferença, mas olhos armados, distância calculada.
Uns calam porque se inspiram;
outros calam porque conspiram.