Poema sobre Cultura
Ser feliz...
Busca real de todas pessoas,
em todos os lugares do mundo.
Sem distinção de cultura, nível social, nível intelectual ou etnia.
A verdadeira busca de todo ser humano!
INCELENÇAS NA SENTINELA
Muita cultura nordestina
A Bahia está incluída.
Urandi também faz parte,
Pois sua terra está inserida.
Todo povo tem a cultura
De como enterrar defunto.
Urandi também tinha a sua,
Veja como era o assunto.
Velório antigamente
Era muito traumático,
Porque ficava angustiante
Com o ritual dramático.
Bebia muita cachaça
E cantava o tempo inteiro.
Batucava fazendo caixão
E o povo era um desespero.
Na hora que morria
Colocava vela na mão;
Abria porta e janela,
Ainda fazia muita oração.
Dava banho dentro de casa,
Enchia boca e nariz de algodão,
Estendia o corpo no banco
E atava a cara e pés com cordão.
Cobria o corpo com lençol,
Acendia do lado um candeeiro.
Até a mortalha ser costurada,
Saia a procura de um coveiro.
Só enterrava com 24 horas,
Não preocupava se ia feder.
Se o caixão ficasse pesado,
Caçava uma vara pra bater.
Muitas vezes transportava na rede,
Atava cordão de São Francisco,
Carregava também em escada
Embrulhado com pano de risco.
Só enterrava com sete palmos
E a família toda vestia luto;
Chamava quem morreu de finado
E hoje esse nome nem mais escuto.
CULTURA EXTINTA
Durante a escravidão
fazia cerca de pedra;
carregava pedra pesada
que nem trator arreda.
Fazia cerca de madeira,
tão junta, que chega veda.
Fazia casa de enchimento,
dormia em cama de jirau,
cobria casa com palha
ou com casca de pau,
fechava porta com vara,
rezava pra livrar do mau.
Dormia em couro de boi
ou em colchão de palha,
bebia água de cabaça
ou de pote numa galha,
cozinhava em panela de barro
e fazia renda sem uma falha.
Antigamente não tinha carro,
Iam pra São Paulo a pé.
Iam à Lapa de pau de arara
ou caminhando pela fé.
Comia farinha com rapadura,
pagava promessa e cheirava rapé.
O gado era criado solto,
vaqueiro tocava boiada,
passar perto de arco-íris
tinha sexualidade trocada,
acreditava em superstição,
a mulher vivia confinada.
Dançava forró de sanfona,
fiava linha pra tecer,
cantava cantiga de roda,
fazia penitência pra chover,
jejuava na Sexta-Feira Santa
e dava da comida pra peixe comer.
Moça tinha que casar virgem,
senão ninguém queria ela.
Se galo cantasse fora de hora,
tinha rapaz raptando donzela.
O pai escolhia o noivo da filha,
e na última, quebrava a panela.
No outro dia da fogueira,
rodava a cinza com coroa.
Fazia simpatia pra saber
se as águas seria boa.
Fazia compadre e batizado;
e apagava o fogo com garoa.
Usava pedir a benção,
tinha confissão de pecado,
fazia muito benzimento,
mulher quebrava resguardo,
mascava fumo e pitava cachimbo,
havia arataca e mundéu armado.
A cultura mudou muito
com a chegada da televisão.
Em Urandi começou na praça
com Diógenes, na sua gestão.
Ficava na parede da prefeitura
e o povo sentava até no chão.
LAPINHA DE URANDI
A arte de fazer presépio
é uma cultura popular.
Imitar o morro da Lapa
é uma inspiração secular.
Narra o nascimento de Cristo,
fazendo a maquete do lugar.
Faz morro de papel
com pintura artesanal.
Essa tradição católica
comemora o Natal.
Coloca areia, enfeites
e planta pequeno arrozal.
Tem o tempo de armar
e o tempo de desmanchar,
mas o Dia dos Santos Reis
sempre precisa esperar.
Recebe muita visita,
até reiseiro pode chegar.
Tem gente que solta foguete,
um sinal de lapinha no lugar.
Acende vela toda noite
e até reúne pra rezar.
Coloca imagem pra frente
e depois vira para voltar.
O reisado de antigamente
cantava na porta ao chegar;
fazia ritual ao Menino Jesus,
o dono da casa mandava entrar;
oferecia bebida e comida
e uma prenda tinha que dar.
Essa cultura está acabando,
ninguém quer continuar.
Está ameaçada pelos jovens
que não gostam de apreciar.
Os idosos vão todos embora
e a cultura gosta de acompanhar.
A desvalorização da escola pública e dos profissionais de educação, arte e cultura é nítida, manifestando-se na diminuição de salários e na ridicularização social.
Atribuir a culpa exclusivamente à população é uma simplificação capitalista.
A felicidade atrelada à satisfação dos desejos é um paradoxo numa cultura obcecada pela busca constante por mais e mais.
Nenhum objeto traz plena gratificação.
Ancestrais nossos parentes de sangue, de origem, de cultura, de dons, de essência, de raiz.
É necessário entender de onde vem tua ancestralidade para compreender tua essência, teus costumes, teus dons, tua sensibilidade mediúnica, tuas manias, teu gosto.
Sete gerações, sete linhagens diferentes, sete essências, sete culturas.
Não force tua natureza, o sangue que corre em tuas veias carrega a essência de tua origem como ser humano, aceite quem és e torne-se quem quer ser, mas saiba, que tua ancestralidade te acompanhará.
Boa sorte na tua busca, aceite tua origem para ser quem você quiser ser usando todo potencial de tua ancestralidade.
A cultura, outrora um agente catalisador de transformações sociais, progressivamente evoluiu para se converter em um instrumento de sedução.
Sua finalidade atual não reside mais na iluminação intelectual das massas, mas sim em atrair e cativar seu interesse.
Em vez de satisfazer necessidades preexistentes, sua função é gerar novos anseios, perpetuando um ciclo de insatisfação constante.
A subordinação integral da cultura filosófica à agenda política suscita um potencial dilema, no qual a busca pela verdade objetiva e a análise imparcial se encontram em risco de comprometimento.
Este fenômeno sugere a possibilidade de uma influência desmedida de visões ideológicas particulares sobre o discurso filosófico, resultando na supressão da pluralidade de perspectivas e na prevalência de posicionamentos políticos preponderantes.
Tal cenário compromete a integridade da reflexão filosófica ao relegar a primazia da análise crítica e da exploração multifacetada de ideias em prol da adoção acrítica de premissas políticas específicas.
Amassai feito banana
a curta cultura humana,
Espremei desesperados
gota a gota
Os postulados, teoremas
e tratados de uma vez.
E vede se esse sumo
mata a sede devida.
Nordeste minha morada
da cultura e da beleza
tem água doce e salgada
e no sertão tanta riqueza
quem fala da terra amada
ou não entende de nada
ou é burro por natureza.
Quando eu perco pra mim
A sociedade culpa a desestruturação das mentes em acumular cultura inútil, é mesmo assim, a quem possa redimir, eu me enquadro no cartel destronado, a covardia, o medo, o desconforto do desconhecido, a carência dos conceitos necessários, o recuo perante a imensidão infinita, resumo em alimentar uma pobre marmita, da ignorância, do desânimo, cada dia se formaliza um processo, arranjos mil, mas eu, um povo do retrocesso, não sei, nunca tentei e nunca saberei, o sabor da luta, o valente da labuta, a que status e altura, pois o povo, eu, bem sei cavar a sepultura.
Não queria depreciar a auto estima, trazer lamentações e murmuras, apresentar amarguras, não sou advogado dos problemas, não tenho pacto com a morte embora cheira forte e nem admiro o fogo ardente, Deus disse ter feito o homem um pouco menor e ele capaz de governar o mundo, mas os dedos são diferentes, o destino fez concepção de gente, a maneira singular, pobre e vulgar da fraqueza se apresentar, o homem assim, sou triste quando perco pra mim.
Giovane Silva Santos
Se desconhece a cultura
nossa porta está aberta
quem quiser literatura
o cordel é quem te flerta
se for falta de ternura
o nordeste tem a cura
que já vem na dose certa.
A cultura tem um valor intrínseco.
Alguns não têm acesso, por falta de oportunidade.
Outros, pela ignorância.
Teófilo Otoni, terra de talentos
Um eco da arte mineira
Reduto de cultura artística
Tempos de ouro na música
Popular brasileira
Jovem guarda nos anos 60
Movimento de revelações
De talentos na música
Retratando saudades e amores
Ternura e paixões
Em meio ao turbilhão
De talentos surge o bom
Rapaz do vale do Mucuri
Com suas belas canções
Tão bem representava
Nossa amada Teófilo Otoni
A princesa do Vale do Mucuri
Terra do amor fraterno
Em versos e prosa
Do te amar demais
Ser um bom rapaz
Mas o mundo é grande
Do tamanho do talento
De Geraldo Nunes
Desbravador da arte
Da música e cultura
Que nos fez refletir
Sobre os brados fortes
Dos animais debaixo
Da cama na noite
Que se danava
E no fim a cobra mordeu
A velha e a história
Acabou num triste fim
Saudades da musicalidade
Das belas letras e melodias
Cordel minha terra.
Eu sou filho do mato
Da terra da cultura
E quem não a entende
Sem ter desenvoltura
E fala do nordeste
Nem sabe da fartura
Lembra de pouca chuva
Poeira, chão rachado,
Mandacaru e palma
(Coroa de frade) espinhado
Caatinga, capoeira
(Unha de gato) estirado
Se chove o ano todo
Estrada é agonia
Buraco em buraco
E todo carro chia
Vamos falar do tempo
Tudo logo esfria
Mas assim é que é bom
Neblina no distrito
Nem dá pra ver escola
Fica logo aflito
As crianças na chuva
De bota faz bonito
Já vi frio de quatorze
Sensação térmica 8
Tem quem acha, é quente
Vigi, povo afoito
Tem aquele que treme
Só levanta no açoito.
De touca na cabeça
Cachecol no pescoço
Doze meses tem o ano
E vale o esforço
Um quarto é de sol
Chuva no resto moço
Já consegue decifrar
Com quê foi revelado
Nada é melindroso
Não está disfarçado
Pra não ficar nervoso
Já volto arretado.
Palácio. Sonhos de menino
De repente um sonho
O cenário é de cultura
A bela imagem que se
Desenha na praça Tiradentes
À noite a fonte jorra
Para o alto águas coloridas
Sob acordes de uma bela
Ária que encanta
O banco de cimento
Alimenta a esperança de
Grandes amores
Do outro lado a casa da
Arte exibe as aventuras
Da era do gelo
Filmes e animações
Tempos de reminiscências
Recordações artísticas
O poder econômico sepultou
O lazer, a cultura, arte
Sonhos do Menino
Do Mucuri deixam
Rastros de saudades
Oh, Palácio de lembranças!
Mil e coloridos que impregnam
O tempo de outrora, amor e sedução
No coração a lembrança
Da grama bem cuidada
O verde exuberante
Da beleza que exala
O Néctar do prazer de criança
Oh, Palácio Tu és
Eterno em nosso tenro
E plangente coração
