Palco
Na vida, é preciso saber quem merece estar no palco e quem deve permanecer na plateia. Alguns até tentam se projetar, subir, chamar atenção, mas talento, essência e propósito não se improvisam. Quem não nasceu preparado para brilhar, até pode aparecer por um tempo, mas jamais se sustentará na luz que não lhe pertence.
Será que eu pensei?
Em como chegar no final do arco-íris
Nas letras que dançaram no palco do céu
No vento que trouxe o cheiro das flores
Na abelha que fez, o tal do doce mel
Será que eu pensei?
Nas luzes entre as sombras no humilde lar
Que tinha um poeta, que me fez sonhar
Com aquela cantiga, tão angelical
Será que eu pensei, terá um final?
No palco da vida, não se deixe enganar por atores com fáceis espetáculos;
Muitas vezes o que lhe são apresentados, são para te iludir e não serão seus aliados.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
Já fui hippie, já fui rei;
No palco da vida, já dancei;
Vivi, errei, aprendi, acertei;
Quanto sorri e chorei!
Engana-se quem pensa, que nessa vida, ensinamento não encontrei.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Me chamaram pra eu ir declamar
Fui ao palco sem demora declamei
Fui falar do Cordel que é cultura
E no mundo da Poesia viajei
Alguém disse que eu sabia de tudo
Eu confesso num momento eu fiquei mudo
Mas eu disse que de tudo eu não sei.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
11 Janeiro 2025
Vir.
Vida,
Planeta,
Grande teatro,
Palco de ilusões,
Parecem ter corações,
Mas sempre vivem em aflições.
Precisamos de boas intenções,
Já Chega de falar palavrões
Necessitamos de perdões,
Mais colaborações,
Boas funções,
Boas ações,
Canções,
Morte,
Fui.
VIDA DE ARTISTA
Vida de artista é chora, sorrir sofrer
É Correr atrás de um palco
De alguém para ouvir
O que temos pra dizer.
Antes do aplauso tem as lágrimas
E suor, da labutar do fazer.
Do querer fazer bem-feito
Para a si mesmo convencer.
Como gaivota no céu, um cometa seduz,
A bailarina se move, se solta no ar,
No palco da vida, seus passos conduz
E faz a arte sutil de se equilibrar.
Cada giro, um voo livre, um suspirar,
Seu corpo, sopro etéreo, rima dissonante,
Seus braços, a poesia de se reinventar,
Em cada salto, um verso instigante.
Seus pés tocam o chão com firme doçura,
Deslizam suaves como fina melodia,
É dança, é luz, é mar, é coragem e ternura.
Bailarina, sua beleza é arte que apraz
No palco da vida, força e candura
De um sonho que ao vento se faz.
Poema para Matheus Nachtergaele
No palco, ele não pisa — ele flutua,
entre o sagrado e o profano, entre o verbo e o silêncio.
Carrega nos olhos a vertigem dos séculos,
no peito, a febre dos que fazem da arte um destino.
A dor não o curva, o abismo não o afoga.
Ele dança sobre os cacos da ausência,
recolhe os vestígios de um nome que nunca partiu,
e os devolve ao mundo em cena, em chama, em fúria.
Seu corpo é verso, sua voz, uma carta esquecida,
um eco de todos que amaram sem resposta.
Ele encarna o que o tempo desfez,
e do esquecimento faz rito, faz oferenda.
E quando as cortinas se fecham, a luz permanece,
porque há almas que não pertencem ao mundo,
mas insistem em iluminá-lo,
como se viver fosse um último ato de redenção.
Quando o altar vira palco, o mensageiro vira animador, a mensagem vira entretenimento, o rebanho vira fonte de renda e o culto vira maldição.
Quem anda com propósito não disputa palco, não se perde em comparações.
Não entra em competições vazias, nem mede seu valor pelos aplausos dos outros.
Segue em silêncio quando é preciso, confia no processo e espera o tempo certo.
Quem permanece fiel ao seu caráter, à sua essência e aos seus princípios
não perde nada do que está alinhado ao propósito.
Não precisa gritar nem provar nada mesmo que ninguém veja
porque quem sabe para onde vai não precisa de aprovação externa.
Quem anda com propósito não disputa palco, não se perde em comparações.
Não entra em competições vazias, nem mede seu valor pelos aplausos dos outros.
Segue em silêncio quando é preciso, confia no processo e espera o tempo certo.
