Palco
Eu não passo de um mero espectador, sentado à beira do palco, aplaudindo a vida por todo o seu talento, mais uma vez.
No grande palco da existência, o passado permanece como um ato já representado, o presente se desdobra com a tinta fresca dos nossos papéis atuais, e o futuro, como uma trama em suspense, espera ser meticulosamente encenado pelas decisões que fazemos agora, delineando o enredo da nossa jornada teatral.
Sou amante da dança
Amante da música
mas nunca pensei em ser um palco
Para alguém ser minha estrela.
Eu vejo um mundo um palco um grande teatro, onde todos ouvem as mesmas falas ensaiadas num espelho invertido e quebrado por dentro, olhar o reflexo não vai mostrar o brilho do vidro, talvez você não concorda e continua ou talvez é melhor ficar calado no esquecimento.
A virada é composto de mudanças, neste cenário o palco enfeitado será apresentado o declinou do século.
Títulos, fama, dinheiro, o palco da vida tem um cronograma das etapas de cada tempo. Hoje é o melhor espetáculo a ser apresentado.
A quem faz um gesto um aceno esperando elogios, no palco da vida nenhum esforço será vão a plateia será o teu melhor.
No palco da vida você será a plateia no teu picadeiro, você sempre você vai rir nas tuas apresentações vividas ontem hoje e demais dias no palco da vida.
Lembrando você não é um palco das atenções vivido, então vai caminhar com teus semelhantes na estrada da vida compartilhar água e o pão.
'JANELA II'
A vida sempre leva,
o olhar p'ra vida aquarela,
janelas embaçadas.
Palco - pessoas cruas-,
não veem o clarão da lua.
Andam a despedaçar-se.
É o olhar circular,
"a vida pendurada na janela."
Corações crus,
fixados nas ruas desertas...
Bebe-se uma tequila,
a fome é lembrar dela:
pobre vida!
Na madrugada ornamentando sequelas.
Recriando canções,
há de sonhar com elas,
bravejando capelas,
sons oblíquos,
imensidão que não se vê...
Mudanças no tempo,
cancelando querelas.
Invisíveis nos olhos,
- a tal janela -.
E como se perdem!
Sem quê e sem porquês.
Ela tem atiradores,
sabor perspectiva p'ro mundo,
forma nas tempestades.
A janela só tem sentido fechada...
'PALHAÇO'
Seu universo,
controverso.
Alegria de palco.
Levando alegria,
sinestesia.
Exteriorizado...
Escondido,
nos seus malabarismos,
absorvendo aplausos.
A comédia terminou,
a face congelou,
vida real...
Falta elementos,
tudo fingimento!
O cômico não é angelical.
Ego indignado,
tudo abarrotado,
Ele transformara-se...
Comédia da vida sem alma,
sem calmas,
Particípio.
Sem séries,
nas suas imterpéries.
Sem gesticulações no espelho.
O palco é agora colinas,
e as tantas neblinas,
fez do palhaço homem...
ARTE PANDÊMICA
No alto do palco da alma
Segue o artista da vida
Poesia que acalma
Encurtando avenidas
Harmoniza a plateia
Ainda que distante
Encoraja a peleia
E permite ir adiante
Mesmo em teatros vazios
Emoção não se negue
A provocar arrepios
Pois a tua arte prossegue.
GOL DE PLACA
Quanto talento folclórico
É coisa que não se esvai
No palco do Boqueirão
Num cumprimento eufórico
Lá vem um “só vai, só vai”
Com um positivo na mão
Aqui se faz metafórico
Numa pirueta não cai
É mais um gol do Jorjão!
ARTE MÁGICA
Chegado o tempo de novos valores
Rica homenagem num palco em cores
Bem ali mesmo: alados na rua
Voam vestindo a poesia antes nua
Novo sentido: parcos aparatos
A todos vocês temos que ser gratos
Trabalho divino com pouca folga
"Renasce" a cultura: muito em"Polga"
E vai da comédia à vida trágica
São bem mais que atores na "Arte Mágica"!
✍️Só saímos do PALCO quando os outros atores que interpretam a PEÇA DO TEATRO DA VIDA juntos já não precisam mais do nosso papel. Outros nos substitui.
🌹❤️
A bailarina e o pianista
Eu sou a bailarina,
dançar me faz flutuar,
estar em um palco
é tão mágico...
Conheci ele,
o pianista,
seus olhos
são doces,
e ele toca divinamente.
O encanto foi
de imediato,e assim
nasceu a nossa amizade.
Ele tocava para mim,
e eu dançava para ele,
um momento único,
nosso,no ambiente,
pairava a felicidade...
A música e a dança
combinavam perfeitamente.
Viajando aqui e acolá,
trocas de confidências,
olhares,abraços,
carinhos...por fim,
um beijo!
Que beijo gostoso!
A arte uniu
dois jovens
corações,que
juntos aprenderam
outra arte,
a de amar...
Nosso amor assim
nasceu,entre
danças,palcos,
canções e aplausos.
Nosso amor é
iluminado,encontro
predestinado por Deus.
Juntos na arte,
Juntos naqueles
dias onde há
lágrimas e dor,e
juntos na alegria,
quando olhamos
as pessoas sorrindo
e aplaudindo a
nossa arte e o nosso amor."
Uma certa noite, conheci em cima de um palco o dono de uma voz especial.
Eu que naquela noite só desejava um locutor que falasse corretamente meu nome...
Acabei me apaixonando.
Por um acaso você estava lá.
Conheço uma escritora que toda noite antes de dormir imagina finais prazerosos e intensos, mas infelizmente essa história terminou assim.
Procura-se um bom escritor capaz de reescrever essa história e um bom locutor, capaz de dar vida a ela.
O palco da sociedade contemporânea é um mosaico de poder e fragilidade, onde representantes, outrora espelhos do povo, muitas vezes se transformam em artífices da alienação. A massa, sedenta por ídolos e distrações, torna-se presa fácil de ideologias que a manipulam, transformando-a em mera peça de um jogo de ambição e banalização.
A violência, antes restrita aos cantos sombrios da marginalização, irrompe em plena luz do dia, alimentada por conflitos que se perpetuam em nome de verdades distorcidas. A idolatria, outrora reservada aos deuses, agora se estende a figuras efêmeras, que ascendem e caem em um piscar de olhos, enquanto a esperança, como uma chama tênue, luta para não se apagar.
Pensadores e guerreiros, outrora aliados na busca por um mundo mais justo, agora se digladiam em um campo de batalha onde a espada e a letra se confundem com a bala. A luz da razão se esvai diante da escuridão da ignorância, e a verdade se torna refém das mentiras, em um embate onde as cores se misturam em um turbilhão de caos.
O povo, outrora detentor do poder, agora se vê subjugado por forças que o alienam e o marginalizam. A resistência, como um grito sufocado, busca romper as amarras da opressão, enquanto a paz, um sonho distante, se esvai diante dos conflitos que se alastram.
Em meio a esse cenário sombrio, a esperança teima em resistir, como uma semente que brota em solo árido. A luta por um mundo mais justo, onde a verdade e a luz prevaleçam sobre a mentira e a escuridão, continua a pulsar no coração de guerreiros e pensadores, que se unem em busca de um futuro onde o povo, enfim, retome o poder que lhe foi usurpado.
A VINGANÇA DOS DEUSES
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente o artista cai no palco. Ou cai do do palco. Silêncio completo; público apreensivo; sem iniciativa. Então o artista se reergue, sereno e resignado, e sem nenhuma explicação reassume o palco. Dá continuidade ao show.
Fosse qualquer outro profissional, não de palco, esse não seria o desfecho. O trabalhador não se reergueria; seria reerguido. Não voltaria imediatamente aos afazeres. Alguém lhe daria um pouco d´água, examinaria suas condições de retorno ao ofício, e talvez o dispensasse naquele dia, para ir ao médico. E o médico, por sua vez, atestaria mais um, dois ou três dias, para ele se recompor do acidente que, no fim das contas, não foi mais do que um susto.
Há momentos em que os deuses trocam de lado com os mortais. Enquanto estes têm que amargar sozinhos as próprias quedas no inferno de suas solidões, os mortais se acercam de anjos e benfeitores no céu de uma solidariedade ora espontânea, ora por força de lei. É claro que as presentes linhas tratam de grandes artistas, e de outro lado, funcionários de boas empresas.
A vingança de um deus está em ele saber ser humano, mais do que um ser humano sabe ser deus, nessas horas. O grande artista, quando sofre o tombo e se reergue para continuar, transforma esse momento na parte mais aplaudida em seu show.
