Palco
Escrever não é deixar meu ego ter palco.
Não tenho na escrita uma plataforma de autoafirmação.
A escrita pra mim é, primeiramente, um refúgio.
Onde me escondo dos ruídos.
Um lugar de calmaria e autoconhecimento.
Exploração e expansão.
Meu ser, em identidade.
Respirando e expirando.
Tenho a escrita como uma manifestação mais que criativa.
É arte, é vida, é beleza e caos.
Conforto e confronto.
Despedida e saudade.
Acenar e abraçar.
Sentir sem ignorar.
A escrita pra mim é viva.
Um fluido orgânico e intenso da totalidade de quem eu fui, sou e quero ser.
Como ver e não pensar?
Como pensar e não sentir?
Como sentir e não externar?
Como externar e não escrever?
A escrita pra mim ocupa esse lugar.
Um lugar que é só meu, mas o torno compartilhado.
Afinal, nenhuma experiência é individual.
Escrever a minha experiência é, também, experenciar o outro.
Escrever é experenciar o ser.
Ser humano.
Ser gente.
No palco da vida a musica nos ensina a ter ritmo, não para ter fama e sim harmonia, pois vivemos em uma orquestra onde todos fazem a diferença.
No palco da vida, nós escrevemos a cena, Com palavras de amor e esperança serena. Cada gesto, cada olhar, cada emoção, É parte da nossa eterna evolução...
Cléber Novais
Não é apenas seu corpo, esse desnudo espaço que pranteio no universo, palco das minhas alucinações, mas também sua alma, que compartilha com a minha, a versão mais ardente de uma paixão que pode ser sentida pelos poros da pele que eu insisto em querer beijar. Decorar cada aspecto da sua superfície, me deliciar nas encostas que reclinam sobre meu dorso, especular cada pedaço dos seus tecidos, e provar faminto cada sentença do seu gosto.
O tesouro...
Grandes sacrifícios foram feitos em nome do amor,
no palco as cortinas continuavam fechadas enquanto os meus aplausos imploravam por atenção,
em muitos quadros, fotografias e páginas em branco o vazio foi revelado,
de tanto arrastar uma cruz construí um mapa mental,
um navio, um navegador, várias descobertas, depois de muitos horizontes
encontrei um tesouro, "a cura".
"As vezes, as experiências vividas são até parecidas no palco da vida, mas cada pessoa é protagonista do seu próprio destino"
“Há grandeza em ser pilar oculto: sustentar sem aparecer, ser base sem palco, ser necessário sem urgência.”
Chamas amarelas de velas reunidas como lindas estrelas sobre o palco, instrumentos felizmente tocados e aos poucos ganhando vida com algumas músicas tocantes, muito conhecidas, daquelas que já foram ouvidas inúmeras vezes e em vários momentos significantes,
Justificando perfeitamente a interação empolgante que houve entre os músicos e nós da plateia que foi ficando maior a cada instante, então, ficamos imersos em um mundo harmônico, nostálgico, onde a emoção foi se propagando e contagiando a todos ao mesmo tempo
Ficamos com os ouvidos bem atentos e os olhos maravilhados naquele belo momento iluminado, afinado com notas, sentimentos e cordas numa noite memorável, diferente de outras, cada um tocado de uma forma, almas e corações alcançados pela música e a sua força.
No palco da vida,faço amor alucinadamente mesmo estando sozinha e carente.
Todo artista é extremamente
intenso (tanto para a luz quanto para a escuridão).Parece um eterno jogo entre êxtase e agonia.Poesia,fogo,dor e euforia.
Ser “idiota e feliz” aí não é burrice.
É sabedoria disfarçada.
É recusar o palco onde alguns querem brilhar às custas do outro.
O velho medo de subir no no palco da vida.
Sabe aquele medo de cair
Sabe aquele suspiro antes de subir
A perna treme e você sente que sua mãos não vão te suportar
Sinto tudo isso dentro do peito
Como se ele fosse parar a qualquer hora
Está sendo Tam difícil me sentir confortável e mostrar ao outros que estou bem.
Agente finge ao mundo
E cada dia que reinventamos a mentira
De ser feliz de estar bem
O aperto no peito fica cada vez maior
Fica cada vez mais difícil você acorda suado e chorando de madrugada você não controla
Você só quer um colo pra encostar a cabeça e chorar
Você quer um amigo
Você quer ser criança e ser abrasado por sua mãe
Você que começar de novo
Você quer parar
Você quer fugir
E depois de pensar você não quer mais abraço
Você não quer mais ninguém
Você só sente medo
E mesmo assim você se levanta
Sem lágrimas e só espera que quando cair essa vida acabe.
PauloRockCesar
Viver é uma arte
Deste palco fazemos parte
Treinados a sermos artistas
Acrobatas equilibristas
Tecido grosso e listrado
Ambulante de palha e colchão amarrado
Fecha-se o tabernáculo
Continua o espetáculo
Pedras da Labuta
No palco da vida, os contrastes se entrelaçam,
Onde uns têm praias e outros, a labuta sem parar.
Choro e fome afligem os humildes,
Enquanto fama joga prata ao vento no ar.
Tempo impiedoso no ambiente ruge,
Escurecendo lembranças na memória,
O calor arde, o dragão voraz.
Partimos repentinamente,
Sem delongas, seguimos em frente,
O passado não mais nos satisfaz.
Ser feliz é sonho a alcançar,
Sorrir e cantar é a essência a buscar,
Mil invenções borbulham em nossa mente,
Mas é quando a poesia se arrebenta,
Que as pedras, enfim, revelam seu canto apaixonado.
Neste mundo diverso, desigual,
Paisagem que oscila entre luz e sombra,
A música dos destinos ecoa, sem igual.
Quem é próspero vive à beira-mar,
Mas quem labuta sem ter lar.
Quem não chora, passa fome a penar,
Mas quem tem fama, joga prata no ar.
O tempo, implacável, impõe suas marcas,
Nos desafios, construímos nossa história,
Caminhamos sem parar, em busca do lugar
Onde a felicidade vem nos abraçar.
Com sorrisos e canções a acompanhar,
Criamos o verso, a prosa, a melodia no ar,
E quando a poesia ressoa e se liberta,
São as pedras que cantam, enfim, com alma inquieta.
02 de dezembro/ Dia Nacional do Samba
Samba, Brasil !
Entra em cena meu coração
no palco da vida batucando
sons que fazem a alegria
junto ao povo que dança gingando
O samba é do pandeiro
mais agogô e reco reco,
o cavaco só chora ligeiro
pelo banjo que faz o eco,
O samba não tem preconceito
alegra a todos sem distinção,
samba até que não leva jeito
porque traz alegria ao coração
POETIZANDO:
A poesia não pede palco
Não demanda aplausos
É solidão, intimidade e paixão.
É sentimento que freme
Num turbilhão de emoção.
A poesia é marginal...
O poeta capital.
Não possui ser nem autoral
É abstrata atemporal.
No palco da vida, a cortina pesada
Esconde do mundo a face velada.
As máscaras riem, num gesto polido,
Ocultando o abismo de um ser corrompido.
Fantasmas vagueiam, sem corpo ou morada,
São ecos da injúria, da voz sufocada.
Memórias que a fraude tentou sepultar,
Mas voltam na sombra, pra sempre a lembrar.
A mentira se veste de seda e de glória,
Mas sua verdade é sempre provisória.
Em cada fiapo de luz que transpassa,
A máscara treme, a farsa se desfaça.
Pois chega o momento, o ato final,
Em que o véu se rasga, num golpe mortal.
A luz da justiça, farol soberano,
Dissolve a mentira e o poder tirano.
