Palco
Meu coração não é palco para showzinhos de quem não sabe ser artista de atitudes para conquistá-lo...
Meu coração é o caminho que dá chances a quem realmente merece viver a felicidade junto a mim;
A vida! É verdadeiramente um grande palco, esperando que façamos um belo epetáculo... Para que ao final desse show tenhamos aplausos infinitos;
Malandro, desce do teu altar de vaidade…
No palco escuro da vida, onde o orgulho é ator, dança o malandro, confiante, num delírio sedutor.
Crê que o sangue de sua linhagem carrega a centelha, que apenas na sua casa nasce a chama mais velha.
Mas o mundo, vasto, ri dessa pretensão miúda, pois a sabedoria não se prende à herança desnuda.
Não é o ventre solitário que molda o engenho, nem o berço dourado garante o desenho.
Há estrelas em vielas, há luz em becos sombrios, há mentes que florescem mesmo entre os desafios.
Quem se vê dono do gênio, numa vaidade tão vã, esquece que o universo cria mais do que uma manhã.
O vacilo é pensar que a sorte tem endereço certo, que o brilho só repousa no teto do mais esperto.
Mas o destino, astuto, tece fios imprevisíveis, e a inteligência floresce em terrenos impossíveis.
Assim, malandro, desce do teu altar de vaidade, o mundo é vasto, e a vida, cheia de diversidade.
Nem só tua mãe, entre todas, concebe a centelha, pois o cosmos gera gênios sob qualquer telha.
A cultura do espetáculo, humilhação e eliminação transformou-se em um palco coletivo para a catarse das sombras humanas.
A sombra coletiva, camuflada de moralidade, encontra no tribunal digital uma forma segura de extravasar pulsões que não foram elaboradas internamente.
O que está por trás desse mecanismo é o desejo de não olhar para dentro, ignorância da própria sombra.
"A política é um palco onde os atores, vestidos de promessas, encenam uma peça de esperanças, enquanto nos bastidores a corrupção e a mentira dançam em harmonia, revelando que os verdadeiros enredos frequentemente escapam aos olhos do povo."
Há quem troca a família pelo o palco.
Há quem troca o lar pelo os aplausos.
Há quem troca a aliança pela a fantasia.
Quem escolhe o vento voa sozinho.
Me chamaram pra eu ir declamar
Fui ao palco sem demora declamei
Fui falar do Cordel que é cultura
E no mundo da Poesia viajei
Alguém disse que eu sabia de tudo
Eu confesso num momento eu fiquei mudo
Mas eu disse que de tudo eu não sei.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
11 Janeiro 2025
Em cena
No palco... em cena.
Encena.
Vaidade.
Saber de cor o texto.
Improviso, talvez.
Ou escuridão.
Marionete.
Fantoche.
Saltando, brincando...
Divertindo-se livremente na multidão.
No vaivém do elenco.
Rotina contínua.
Indiferente...
A vida de milhões de milhões de gentes.
No palco da vida quanta vida escondida...
Quanta vida vazia de vida... perambulando no mundo, cheio de vida perdida nos cantos... puro desencanto... vidas jogadas em qualquer canto... jogadas fora.
Olha bem de perto a vida, olha! O que você vê? Gente a nascer e a morrer. No espaço entre um e outro, se você olhar bem de perto, vai ver os dramas, os conflitos... o escondido na trama.
No palco da vida... como está vivendo você? Encenando uma vida programada que no fim não vai dar em nada? Mal viveu e fim... Cartas marcadas... vida invivida e acabada.
Você... é, você... onde está o seu tesouro? O ouro... o mais puro ouro? Sim, sua vida é o bem mais precioso que há... o tempo entre o seu nascer e morrer... seu ouro.
No sermão do monte, Jesus falou pra não acumularmos tesouros aqui na terra onde os ladrões escavam - eu sempre entendia esse 'escavam' como o ladrão roubando uma arca enterrada num buraco.... agora aprendi que na época em que Jesus falou os ladrões escavavam as paredes - que eram de barro - mais fácil do que arrombar a tranca... não só uma curiosidade, mas também um alerta: como você está 'entendendo' a Palavra de Deus?
Depois das horas que você tem pra viver o que você vai fazer?
Morte, há quem te suporte?
Morte, quem é tão forte?
Morte, em cena...
no palco da vida encena...
um corte!
Morte, o fim
pra você, pra mim.
