Palco
Aquele foi um tempo bom. A rua era o palco da vida, desfrutada pela criançada: correndo, brincando, fazendo algazarras. Quanto a noite chegava era preciso voltar... Mas a vida ficava guardada nos bancos das praças, arborizadas, e nos quintais floridos fartos de frutas maduras - que faziam a festa da meninada.
A rua já foi o palco da alegria, da liberdade e da vida. A rua já foi palanque das travessuras, artes, brincadeiras e algazarras da meninada. Quando a noite chegava, era a volta pra casa; mas a vida ficava guardada nos bancos das praças arborizadas, nos quintais floridos cheios de frutas maduras e na certeza de que nada roubaria delas a criatividade, a naturalidade, a simplicidade e a inocência, que as fazia donas do palco e do mundo.
Liberdade já foi rua - palco da vida, e dos quintais de frutas maduras - a festa da meninada. Foi um tempo em que a vida não cabia nos limites que os pais queriam - mas todos os excessos encontravam a coerência que a vida exigia e queria!
É ótimo estar no palco e ouvir os aplausos de alegria, acontece com frequência, isto para quem é artista, mas às vezes é preciso afastar um pouco e observar anonimamente detrás da cortina, pois assim, sem a ilusão da fama, poderemos entender melhor o que se passa diante de nossa vida.
Popularidade
Quando saio numa capa de revista, você me ama!
Quando subo no palco e faço meia hora de show, você suspira!
Quando estou rodeado de amigos, você se orgulha!
Mas no final você quer estar junto a mim pelo poder!
Pelo que posso te dar!
Pelas portas que posso abrir!
Pelo conforto!
Pela influencia!
Será assim até as cortinas se abrirem!
Quando escancará-la, sairá como se nunca houvesse me conhecido!
Sua admiração não é por mim é pelo que almeja!
Sou popular, como um cigarro que se consome!
Sou falso como qualquer amizade interesseira!
Efêmero e rápido como qualquer poder!
Que acaba e precisa de mais para se sustentar!
Quando saio numa capa de revista, você me ama! Quando subo no palco e faço meia hora de show, você suspira! Quando estou rodeado de amigos, você se orgulha! Mas no final você quer estar junto a mim pelo poder
Neste teatro nem tudo são flores, nem tudo são amores, nem tragédia, nem drama, mas no meu palco só tem sentimento, festa e samba!
No efêmero palco da existência, o dia de viver desvela-se como uma dádiva única: o hoje. É na efervescência desse momento presente que tecemos a trama das nossas experiências, entrelaçando sonhos e realidade. Assim, o hoje se torna o epicentro da nossa jornada, o lugar onde a vida pulsa com vigor.
O amor, esse sentimento intrínseco à nossa essência, também encontra sua morada no hoje. Cada batida do coração ressoa a melodia da afetividade, convidando-nos a mergulhar nas profundezas desse oceano emocional. Nesse dia, os laços se fortalecem, e a beleza das relações floresce como um jardim em plena primavera.
Contudo, a complexidade humana traz consigo a necessidade de reconciliação. O hoje se torna o cenário propício para o ato nobre de perdoar e pedir perdão. Nas interações intrincadas da vida, reconhecer nossas falhas e estender a mão da compreensão é um gesto de coragem. O perdão, qual bálsamo para a alma, liberta-nos das amarras do ressentimento, permitindo-nos avançar com leveza.
Portanto, que cada nascer do sol nos lembre da preciosidade do hoje. Que cada batida do coração ecoe a sinfonia do amor. Que, no palco efêmero da existência, o perdão seja o protagonista, transformando o hoje em um eterno presente de oportunidades para viver, amar e reconciliar-se.
O palco pode até parecer assustador, mas lembre-se: as boas histórias são contadas por aqueles que não têm medo de se levantar e falar.
E em meio à minha observação, perco-me entre o palco e a platéia.
Seria um mais atraente que o outro?
Ou tudo não passa de mera impressão?
(Fabi Braga, 16/03/2014. Editado.)
A arte na política é o eco das vozes silenciadas, o palco onde as ideias desafiam os poderes estabelecidos e as emoções se tornam manifestos de mudança.
"Saia do palco e veja a vida com o olhar da plateia, corrija seus erros e assim poderá reconstruir uma nova história"
Tô achando que o Facebook virou um púlpito, uma tribuna, um palco, uma vitrine, um dedo apontado para o outro e o ego implorando por aplausos. #ovariocheio
"Cada um de nós é palco.
Cada um de nós é altar.
Cada um de nós é demônio.
Cada um de nós é anjo.
Gente é assim; luz e sombra...
Gente vive assim; entre o santo e o profano
sem distinguir!"
☆Haredita Angel
"Púlpito não é PALCO pra artista, tampouco PICADEIRO para palhaços. Quem teme ao Senhor sabe que a obra é Ele quem faz."
—By Coelhinha
"Cuidado com RECONHECIMENTO. Profeta faz a obra e sai de cena, porque no Palco?! Quem tem que BRILHAR é CRISTO."
—By Coelhinha
