O Poeta e a poesia
A poesia mente
o poeta é sedutor
a palavra engana
o poema ri
e o ponto de referência
é o porto que não se vê
mas está lá, ancorando corações
a poesia mente, mas faz um bem danado...
Numa manhã fria de maio,
em casa do poeta Evan do Carmo,
nasceu a poesia.
Nasceu à revelia
do poeta e da musa
Ruiva de cor e de olhos negros
deram-lhe o nome de felicidade
contudo, poderia se chamar
Giovanna ou Beatriz
Nasceu com enfado
nasceu com preguiça,
mas nasceu sorrindo
não como outrora
a Ninfa nasceu feliz,
não nasceu chorando
como a poesia de Hamlet,
E por que isto se deu?
É que a loucura humana
em celebre audiência
encontrara-se à noite com a lucidez
firmaram um acordo solene
e tiveram como prova a consciência
doravante viria ao mundo
apenas filhos saudáveis
pois o mundo se rendera tardiamente
à carência da cultura e à indigência.
Para o poeta, a rima é uma possibilidade, não uma necessidade!
Não é poesia aquilo que a rima obriga, por linhas melódicas, mas a soma das duas essências, poeta e poesia.
Evan do Carmo
Ser poeta não é escolha,
não se trata de opção,
ser poeta é uma condição
imposta pela poesia.
Não há liberdade de escolha,
ou somos poeta ou não.
Tudo que o poeta come
é poesia
seja pão, macarrão
qual grão, melancia 🍉
Tudo que o poeta faz
é poesia
Seja arpão pra pescar
violão pra tocar
ou cordão que se fia.
Tudo que o poeta pensa
é poesia.
Quem diria
que um dia
eu vivesse
esta magia.
Tudo que o poeta fala
é poesia
Qualquer hora
Seja noite
Seja dia.
Tudo que o poeta quer é fantasia
Faz do sonho seu quinhão
Seu bordão de euforia.
A casa do poeta é a poesia
onde mora a liberdade
longe das amarras
da senzala
ele canta e nunca cala
sua ode à alegria
Tudo que o poeta come
é poesia
seja pão, macarrão
qualquer grão, melancia 🍉
Tudo que o poeta faz
é poesia
Seja arpão pra pescar
violão pra tocar
ou cordão que se fia...
Tudo que o poeta faz
é poesia
Tudo que o poeta quer é fantasia
Faz do sonho seu quinhão
Seu bordão de euforia.
A casa em que o poeta mora é a poesia.
Conquistou liberdade
Sem pedir alforria
Não se poeta a poesia quando
Triste está o coração de um poeta
Ele apenas se cala
Mergulhando assim
No mar do seu silencio
POESIA ENTRE DOIS LÁBIOS!
By Harley Kernner
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Eu amo querer ser um poeta, me sinto bem com as letras, até comprei um anel de compromisso para os meus verbos que falam de amor...
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Mas nos momentos das minhas fraquezas, sinto vontade de divorciar dos meus poemas de rosas, e me transformar
no verbo "AMOR" que seus lábios tanto pronunciam, em um dialeto que poucos conhecem, porque ser vaidoso aqui é bem mais fácil do que amar de verdade...
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Eu não seria mais aquele poeta de pele cinzenta no inverno, nem de pele resseca no verão, seria eu como as suas palavras, sendo refrescadas por suas salivas, e perfumadas por seu batom da cor da pele..., mas meu amor por você superou até o extremo das vaidades.
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Que confusão!
Os homens não consideram o amor de uma mulher, não valorizam o abraço suado daquela que incansavelmente cuida das suas roupas e fazer sempre um novo prato para o agradar...
Eu queria tanto me aquecer em seus lábios, e contar para eles um sonho que o meu coração teve na noite passada...
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Mas enquanto o trem dais dez não chega, eu continuo me perdendo nas poesias, me encontrando as escondidas com meus sonhos de menino, e namorando a esperança de um dia escrever uma poesia bem especial, só para você, mas não escreverei em papel, nem usarei a caneta, mas sim, será escrita entre dois lábios!
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Harley Kernner
Arquitetura de Poesias
Escritor Particular
Poeta Sem Livros
Você é poesia
Que não precisa de rima.
Você é poesia
Que não precisa de poeta
Pra ser bem escrita.
Você é ímpar
Como poesia.
A poesia tem uma cumplicidade secreta
com o POETA, de sofrimento, alegria,
tristeza, sorriso, lágrima, saudade,
lembrança, nostalgia e mesmo assim
enobrece a alma...
"A tristeza é mãe da poesia
Mas se o Poeta, mesmo triste
Não as faz assim
Seu problema não é de alegria
Tem dias em que o Poeta
Está passando por uma frase ruim"
Edson Ricardo Paiva
Quando esquecido o poeta se cala
Silencia a poesia
a beleza murcha
a primavera é um inverno frio e sem cores...
O silêncio do poeta...
o poeta observa o mundo
sempre com olhos atentos
transforma o que vê em poesia
em versos derrama alento
#ESCREVO #PARA #TI
Na vida me fiz poeta...
Nos sonhos, poesia...
Falo de tristezas...
Falo de alegrias...
Poesia tem vida...
Vida tem amor...
Tem sucesso...
Tem fracasso...
Também tem dor...
Uma transformação sem fim...
Ir do alfa ao ômega...
Ver na tristeza...
Beleza...
Ver na alegria...
Maresia...
Sangrar a dor em flores e formosura...
Celebrar a aliança entre o real e os sonhos...
Transformar as lágrimas em suspiros...
Vitrine dos sentimentos...
Felicidade já tem nome...
Só não posso revelar...
Talvez a sua não seja a minha...
Quem poderia revelar?
Mas não posso ser tudo quero...
Não posso fazer tudo que penso...
Quando fico triste me sinto poeta...
Então vivo intensamente esse momento...
Se eu só falar de alegrias...
Aonde a angústia irei pôr?
A vida precisa e tem sede de loucura e poesia...
Os dias não só são feitos...
De pássaros voando...
Sob nossos passos...
Tem algo rastejando...
Poesia é feita para sentir, e não para ler...
Mas isso...
Poucos conseguem compreender...
Sandro Paschoal Nogueira
A menina e o poeta.
Quando eu lhe conheci, você já era poeta.
E eu a poesia que se iniciava.
Que pena!
-A iniciação dos meus versos não coube em você poeta!
Você ansiava a poesia pronta.
☆ Haredita Angel
Poeta sem vergonha
Disseram-me que eu deveria
ter vergonha de escrever poesia
porque a minha escrita é comum,
Graças ao meu bom Deus
que muitos dizem me entender, diferentemente da tal
pessoa que disse não gostar
e desconfio que ela não sabe ler.
Ler não é o ato isolado de ler,
existe gente que só de escutar
ou até simplesmente tatear
sabe com maestria entender,
Na vida só se pode dizer
que sabe ler só se você
de fato consegue entender.
A tal infeliz ainda ratifica que
eu deveria ter vergonha do que
escrevo e de ser chamada de poeta,
Vergonha mesmo eu não tenho,
porque ser poeta sem vergonha
é só para quem nasceu com talento.
A alma do poeta
é Berimbau
na mão da poesia,
Só de te ver
o coração e a mente
jogam Capoeira,
sem querer
de vista te perder.
Ser poeta em plena
quarta-feira é fazer
da rotina a real poesia
do seu dia-a-dia,
Se não tiver caneta
e papel na mão,
Beba café e coma
um docinho gostoso
para alegrar o coração.
Ao poeta Cruz e Sousa...
A poesia é interminável
Nasci Julieta infinita
Do nascer do Sol
Até o morrer dele
Filha de toda a inspiração
Cresci poética pelas mãos
Do negro que escreveu
No mar o soneto etéreo
A poesia é inefável
Nasci imperfeita, artista
Do tom da clave de Sol
Alçando a harmonia solene
Serva de cada excitação
Louca por tuas mãos
Feita das tuas linhas
Estrela suspensa
Que com brilho o mar ilumina
Cada vez que tu me olhas:
o teu olhar me arrebata, fulmina
Como as ondas do mar se integram
E tanto fazem com as espumas
Não que elas desapareçam,
Uma passa a pertencer a outra
- se revelam -
Assim é o mistério de amor
Que tanto me entrego...,
Passando assim a ser mais tua
Do que todas as nereidas desnudas
Que por ti passaram...
Contigo nos reúno, e nos possuo.
