Música Antiga
Reflexos.
Ainda sentado na mesa da cozinha, já era tarde da noite, dava pra ouvir uma antiga trilha sonora que vinha do rádio no fundo da sala, depois de uns minutos levantei-me e resolvi tomar um banho. Me despi de minhas roupas e liguei o chuveiro. Ali parado com a água fria caindo sobre minha cabeça me fazia pensar sobre muitas coisas que já haviam acontecido ou que ainda estariam porvir.
Me perguntava o porque do tempo passar tão rápido, ou qual o meu papel ali naquele lugar, e até mesmo mesmo me culpava por não conseguir mudar meu destino por mais que quisesse.
Naquele tempo parado eu consegui perceber que olhando para a lâmpada eu podia ver através da água que caia o meu puro reflexo, que só conseguia ficar ali parado olhando e observando até mesmo sem reação, sem palavras, sentimentos expostos ou um semblante de dor. E naquela melodia que tocava no rádio ao fundo da sala eu me afundava mais e mais até chegar a um lugar onde eu me via submerso, como um riacho, lago ou até mesmo um rio, que não se movimenta, mas reflete tudo que está em sua volta.
Um brinde
pelas cicatrizes deixadas.
Várias feridas antiga, exatamente aquelas que pela dor você provocou, em mim.
O simples me atrai
Cheiro de história antiga
Máscaras e adornos
Cores que atraem olhares
De forma orgânica e minimalista
Com ou sem nexo
Basta atrair
Me conduzir a sensações
Entre música e poesia
Arrepio e suspiro
Atrair e permitir
Meus sobrinhos acostumados a tecnologias atuais, param boquiabertos diante da antiga máquina de escrever, lembrança que guardo do meu pai.
- Tia, o que é isto?
- O equipamento que usávamos para escrever, antes do computador.
- Como assim...
Coloco uma folha de papel e começo a digitar.
- Uau! Que irado! Nela a gente pode digitar e imprimir ao mesmo tempo!
Exclamam, maravilhados.
Penso! Que pena os adultos perderem a inocência onisciente, do olhar da criança.
Juntei os pedaços.
Colei-os
Refiz minha vida.
À antiga, dei um adeus de despedida.
Ainda sou pedaços...
Um quebra-cabeças
Montado
Que a qualquer brisa suave
Em mil pedaços se esparrama por todo lado.
Sigo bambaleando.
Na corda bamba da vida
Vivendo... existindo
Me refazendo...
Ao sopro forte do vento...
Às tempestades da vida...
Ao gosto amargo de certos dias...
Sigo... resistindo.
A muitos e muitos ...
E mais muitos ainda,...
Anos atrás.
Eu fazia Edificações na antiga Escola Técnica.
E tinha um colega e amigo meu que era um amôrrr:
Aula no laboratório de Geologia, 12 horas e 30 minutos.
Imagina a fome, com aquele cheiro de enxofre do ambiente.
Na aula podia-se ouvir o som de um mosquito.
De repente papel desembrulhando no final da sala.
De bombom.
Cheiro de chocolate.
Todo mundo olhava pra traz. Era o Niltinho com um Sonho de Valsa aberto.
Ele olhava pra mim e perguntava: _ Quer um pedaço?
Eu só acenava.
Ele lambia o bombom inteiro e dava pra gente. Depois ainda dizia: _ Desculpa, tem três dias que não escovo os dentes, mas você não acha ruim né?
Aff! Que fome!
Imagem antiga do meu interior
Sossego!
Ruas de terra batida, cheiro da poeira fina, barulho de pés pisando o cascalho.
Sombra fresca do caramanchão.
Descanso da lida após almoço farto. Prosa boa ou cochilo. Tanto faz!
Na vendinha da esquina, fumo, cereais, pinga da boa, chapéus…e a caderneta do fiado.
Mães amorosas, pano branco na cabeça, levando os filhos para a escola.
Pracinha coroada pela pequena matriz de São Bernardo.
Janelas e portas sempre abertas, acolhedoras.
Na torre única, ninhos de andorinhas e o toque do sino que me toca.
Repica alegre anunciando uma boa nova?
Ou tange triste no adeus a alguém que sobe para morada final.
Que fica lá no limite da vista.
Entre a terra e o céu.
Como um aviso: É preciso apreciar, sem limites, o que o olho vê ou o coração sente.
A imagem antiga do meu interior, encanta o meu presente.
Antiga alquimia
Criada Pelos antigos
Filósofos e escritores
Em um ritual conceitual
Formado pelo seu
Amor, sangue e magoas
Junto a uma concentração espantosa
Um coração Flamejante
Uma mente enevoada
E Uma escrita detalhista
Forma-se a mais Realista
E genuína Poesia
"Há uma antiga história que se passa através de gerações, ao longo dos anos, séculos e milênios, válida até os dias atuais. Trata-se de uma busca, muitas das vezes interminável, de algo que a maioria das pessoas não sabe ao certo o que é, mas que as motiva a procurar, ainda que involuntariamente, respostas para perguntas que nos afligem no dia-a-dia, tais como: Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Por que estou aqui? Existe vida após a morte? Deus existe? Quem é Deus?!
Muitos são os que procuram ao longo de suas vidas, mas poucos encontram, felizes daqueles que ao encontrarem, cultivem perenemente, tal e qual a chama tênue de uma vela na escuridão. Na maioria das vezes procuramos em diversos lugares, alguns distantes, não raro em peregrinações por outros países (caminhos de Damasco, Jerusalém, Machu-Picchu, Pasárgada ou Santiago de Compostela), outras culturas, outras civilizações, outras religiões, outras filosofias de vida.
E, finalmente, quando alguns encontram o que tanto procuravam e dão por encerrada a busca, constatam que na realidade o que tanto buscavam sempre estivera com eles, muito mais 'próximo' do que imaginavam, no âmago de seu ser, aguardando tão e somente o despertar de sua própria consciência, para que lhes fosse revelada a essência divina, através da comunhão do "eu" menor com o Eu maior, através da sintonia com DEUS, Onisciente, Onipresente, Onipotente!"
Colégio Estadual Regente Feijó – Ponta Grossa/PR
Regente...
De tanta gente...
Aquele de antigamente...
Com seu brilhante Corpo Docente...
Que ensinava, de forma abnegada, seu Corpo Discente...
Aos mais antigos, a sua visão, traz uma saudade permanente...
Devemos “tirar o chapéu” para tantos anos de um trabalho tão competente...
Sou o que sou, porque ali estudei e aprendi que o ensino me tornou mais consistente...
Ah! Regente...
De tanta gente!
Pedro Marcos
Ternura Antiga
Ai, a rua escura o vento frio
Esta saudade este vazio
Esta vontade de chorar
Ai tua distância tão amiga
Esta ternura tão antiga
E o desencanto de esperar
Sim, eu não te amo porque quero
Ai, se eu pudesse esqueceria
Vivo e vivo só porque te espero
Ai, esta amargura esta agonia
Hoje estou em uma nova e antiga etapa em minha vida:
seguir neste caminho o qual não se admite desistências.
O qual joguei pela janela a perfeição...
Quero minutos vividos ao teu lado sem razão...
Se tu cabes perfeitamente em meu coração...
Te quero nesta vasta imperfeição.
DEMOCRACIA. Historicamente, a democracia tem suas raízes na antiga Grécia. Aristóteles já dizia, há mais de 2000 anos, democracia é o governo do povo, para o povo e pelo povo! A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si! No Brasil, a democracia representativa, não esta funcionando. Resta então a esperança de se criar um novo sistema, antes que o caos social atinja seu ponto máximo; aí já era! A democracia representativa hoje; em realista análise, é uma fábrica de corruptos e corruptores. O povo já não aguenta mais tanta roubalheira de dinheiro público. Como filosofia política, poderia ainda ter sua aplicabilidade, não fosse o descaso dos governantes sobre os governados. O que se percebe, em todos os escalões do governo, é o jogo continuado de interesses pessoais, sem nenhum interesse no bem comum. Existem exceções, porém são pouquíssimas e não justificam mais a continuidade da democracia representativa, como sistema de governo no Brasil. Partido político é quando um grupo de pessoas se unem para promover os interesses da Nação, mediante o emprego de um processo específico, com o qual todos se achem de acordo! No Brasil é uma baderna, com políticos sem definição ideológica, partidos sem programas, plataforma ou propostas, tudo isso junto com regras eleitorais que são inaceitáveis para a escolha do síndico de um prédio! Algum inocente aí ainda acredita que o desastre da administração pública no Brasil não tem nada a ver com a democracia representativa que acaba gerando tanta corrupção?
É preciso mudar o sistema com regras, que possam ser praticadas, justas e confiáveis!
Assim é que não pode ficar. REFORMA POLÍTICA JÁ!
Respeito é uma palavra linda. Tão antiga! Não sai de moda e nem deve.
Tem tanta força e energia que é capaz de transformar ignorância em silêncio!
Quem abusa dela sempre terá portas e oportunidades abertas.
Também é o meio mais eficaz de subir degraus do sucesso com dignidade.
Não gosto de ver o seu passado
Pelos cantos espalhados
Parecem histórias inacabadas
De uma antiga balada
E, ainda questiona os meus medos
Com um certo desprezo
Jovem ancião
Envelheceste previamente
Antes de brotar, tua juventude já nasce antiga.
Ideais enrugados, sulcos e promessas cicatrizadas
colhidas no ventre de seu perecimento
marcam a face de uma esperança idosa
que carrega seu esquife rumo a cova inexistente
Sobrevive só e à espreita o cadáver da eternidade
Condenado a vagar
rumo ao não encontrado
rumo ao alvorecer de uma velhice
que tornará jovem outra vez
o cansaço da tua busca
Viceja em tua já antiga juventude
a gargalhada ancestral
de um sorriso desdentado
que se ri, melancólico
da perda
da infante e dolorosa ignorância
que é se conhecer
Se ri o sorriso desdentado
do velho jovem
que anseia pelas lembranças dos dentes
ainda não nascidos de uma criança
que mastigam o vácuo de sua inocência
Dentes não nascidos que não mastigam
a espera
que sorvem o infinito pastoso
da eternidade do instante sem tempo
Envelheceste jovem , previamente
sem no entanto perder tua fome de eterno
que é a única a amadurecer sem idade.
Existe uma frase antiga retirada de uma oração que diz:
“É DANDO QUE SE RECEBE.”
Por que praticamos tão pouco, para não dizer quase nunca essa atitude? Por não acreditar que isso é verdadeiro ou por não possuir essa virtude?
Pense nisso!
Minha Terra
Baependi, cidade antiga
terra de tradição
Casa, lar, mãe e amiga
te guardo no coração.
Contemplo-te ao longe
A Rosário e a Matriz.
ouço o murmúrio de um povo,
que em ti repousa feliz.
Elevo a Deus uma prece
Guarde a tua população,
A Serva de Deus "Nhá Chica"
E a Senhora da Conceição.
Gosto de azinhavre
Sentado debaixo dum pé de pêssego, distraidamente em minha antiga mente, é o que faço exatamente ao recordar de antigamente; embrenhado num sutil sossego, e neste aconchego, chego a me ver pedindo arrego ao tempo. Porém neste presente também contemplo contente o templo de minha singela existência e, nesta já antiga teimosia de viver a aleivosia duma lembrança fantástica de pessoal fantasia, no bem-querer de minha infância elástica, já que quer perdurar eternamente. Independentemente do que fica pendente em minha mente, recordar e se doar ao amor da existência, cuja insistência é a eterna permanência dum vício de amor-sacrifício e clemência. Sinto o prazer ao ver o vergel do local a me satisfazer neste meu jeito-bedel de viver ao reaver um passado presente imortal, e ao desenrolar dum eterno carretel no sentimento de mais um menestrel...
A depressão advém dum remoto além ignoto de automalquerência de aparência ao léu, é uma briga tamanha, apesar de tacanha a fazer constância bisonha ao ato de viver.
Crer de verdade na impessoal verdade traz a veracidade, não fazer o mal, sentar num pomar, sem levar a mal o tamanho do assento que se há de ter, e saborear o ar, deixar o espírito descansar devagar nas asas da paz ao divagar no próprio arfar natural, sem se autocondenar: é a sabedoria que o ser gostaria de obter, mesmo sem nada entender dessa esbórnia-orgia de viver.
Ao praticar o perdão estar-se-á praticando o autoperdão, e isso é parte da felicidade...
jbcampos
