Música Antiga
Ao olhar uma foto antiga, percebo como o tempo passa, é o tempo passa, alias o tempo passa não só pra mim, mas pra todos. Aprendo que não restou só as boas lembranças, linhas de expressões no rosto ou feridas na alma, há muitas reclamações quanto ao tempo!
O tempo é tão sábio que ele nos deixa marcas, dizem que o tempo tudo cura, e creio que isso é verdade, mas em sua sabedoria o tempo não só cura, ele nos deixa cicatrizes, umas maiores, outras menores, afinal de contas quem nunca foi marcado pelo tempo, né. Cicatrizes... as cicatrizes são marcas de que tudo passa até mesmo grandes dores, elas estão carregadas de emoções, que em sua grande maioria são de aflições, conflitos, mas existem marcas capazes de extrair sorrisos, alegrias, é existem, essas são marcas de vitórias, que muitas vezes resultadas de grandes sacrifícios!
O que desejo que aprenda é: que não importa qual seja sua marca ou de que modo ela foi causada, aprenda que o tempo além de curar feridas ele nos traz grandes experiências, e que você é hoje resultado dessas experiências, aprenda que com o tempo, seu olho irá enrugar, mas não o brilho do teu olhar ou do seu sorriso , o tempo existe não para tirar sua alegria ou causar dor, mas ele existe exatamente pra te ensinar, que só se aprende com o passar do tempo.
Vamos viajar no passado
Vamos nos amar na moda antiga
No tempo que Quando
As coisas quebrava
sempre tinha um
Jeito de concertar
Nao nesse mundo
Onde quando algo quebra
Jogam no lixo
DIA CHUVOSO
Olhando a chuva, minh'alma é pura tristeza.
Uma cantilena que lembra antiga canção,
invade suave e devagarinho o meu coração.
A chuva tece na vidraça linda renda de Veneza.
Tua imagem se faz presente em mim, lentamente,
vejo além da janela teu sorriso lindo e tão amado.
As minhas mãos tristes tocam o vidro gelado,
nele buscando talvez o calor de tua mão ausente.
Mãos que tão suavemente me acariciavam.
Pernas que se entrelaçavam, me aprisionaram.
Olhos onde eu naufragava e me perdia em mim.
Relembro teus beijos que do chão me tiravam.
Teus braços que com sofreguidão me apertaram!
Saudade! Nunca houvera amor tão grande assim.
Verluci Almeida
P.S.
Com este soneto 'Dia Chuvoso', ganhei o primeiro lugar
no 3º Concurso de Poesias da Comunidade "Navegantes
das Estrelas", no ORKUT em março/2006
Mais um dia começa.
E em nossos corações
uma antiga promessa:
Viver novas emoções!
Ler novos livros,
escrever novos versos,
compor novas canções.
Melodias nunca antes vividas,
Citações nunca antes versadas,
Páginas ainda não foleadas.
Personagens desconhecidos
Histórias, as mais loucas inventadas.
Desejar o sabor do novo,
experimentar um querer diferente,
Aproximar o que está distante
Afastar o que está iminente.
Iminente por acabar
Acabar com o que há de triste,
sentimento cansado, frágil e doente.
Que venha o novo então!
um novo pensar,
um novo sentir,
um novo agir, um novo presente!
O RATO MEDROSO
Conta uma antiga história que um ratinho vivia tenso com muito medo do gato. Foi consultar um mágico que o transformou em um gato.
Problema resolvido?
Claro que não. Agora ele tinha muito medo do cão. Voltou ao mágico que o transformou em uma pantera.
Problema resolvido?
Outra vez, não. Agora ele passou a temer os caçadores. Voltou ao mágico que desta vez o transformou em..........rato novamente! Disse para ele em seguida:
- Nada que eu fizer vai resolver seu problema. Você só tem a coragem de um rato.
APRENDIZADO:
Há pessoas que só tem a coragem de um rato. Para elas todas as decisões serão procrastinadas, viverão inseguras e nada do que se faça irá mudar isso.
Perderão oportunidades valiosas por medo e falta de confiança em si mesmas.
Luz Antiga
Eu só queria que você cuidasse
Um pouco mais de mim como eu cuido de você
Cuidar é simplesmente olhar
Pro mundo que você não vê
Pra medir o amor não existe cálculo
Um mais um pode não ser dois
Futuro é linda paisagem
Desejo que não é sonho é mera ilusão
Se não sabe
Se afaste
De mim
Se ainda cabe
Me abrace
Enfim
Só ligue se tiver vontade
Só venha se quiser me ver
Mentir é pura vaidade
De quem precisa se esconder
Se não sabe
Se afaste
De mim
Se ainda cabe
Me abrace
Enfim
Será que eu vejo apenas o que você não vê?
Eu não entendo como você não pode perceber
Que eu não sei mais
Eu não sei mais, eu não sei mais
Eu não sei mais, eu não sei mais
Eu não sei
O sangue é o rio que irriga a carne
E a alma é a terra de um morro
É luz antiga ao fim da tarde
Essa saudade sem socorro
Se não sabe
Se afaste
De mim
Mas antes que seja tarde
Nos salve
Do fim
"Gratidão - Sentimento dos nobres de Alma"
Frase antiga mas que sempre se aplica,
mesmo num mundo, onde mostrar-se grato
é coisa rara. Parece que nada contenta as pessoas,
e auxiliá-las é apenas nossa obrigação.
Uma pena pois, o que deveria ser algo bom
retorna como a frustrante sensação
de ser aquele que "quebra os galhos"
e é procurado somente em caso
de se precisar de uma "mão".
Cika Parolin
História antiga
No meu grande otimismo de inocente,
Eu nunca soube por que foi... um dia,
Ela me olhou indiferentemente,
Perguntei-lhe por que era... Não sabia...
Desde então, transformou-se de repente
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para frente...
Nunca mais nos falamos... vai distante...
Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa,
E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,
Que ela tenta dizer-me qualquer cousa,
Mas que é tarde demais para dizê-la...
A casa escondida atrás da rua trás tanta lenda antiga, mas ninguém sabia que ali morava tanta história de vida.
- Casa
A chuva começou sem aviso,
como uma visita antiga que ainda sabe o caminho.
As gotas caem lentas no vidro,
escorrem como pensamentos que eu não contei pra ninguém.
Lá fora, os prédios parecem quietos,
observando a cidade de ombros baixos.
O céu tem cor de lembrança...
meio cinza, meio azul desbotado,
igual às tardes em que eu esperava
pela janela
o sol voltar,
sem pressa.
O cheiro de café se mistura com o cheirinho de chuva,
e por um instante tudo parece caber nesse pequeno silêncio:
a infância, o riso de alguém que ficou longe,
as músicas que tocavam no rádio
na velha cozinha.
No fundo, acho que gosto dias assim,
em que o tempo desacelera
e a gente se encontra em pedacinhos:
num reflexo, num gole,
numa lembrança que ainda sabe meu nome e me chama:
— Ana?!
(Tarde chuvosa)
No Reflexo da Varanda
O som das crianças sobe leve,
como lembrança antiga do riso solto —
brincam embaixo do bloco,
e cada eco é um sopro de vida.
Na TV, o jazz — Lost in Whiskey Nights —
derrete o tempo,
faz a noite respirar em notas lentas,
como se o vento também improvisasse.
A cidade lá fora pisca, infinita,
um colar de luzes que se estende
até onde o pensamento alcança.
E ali, no vidro, estou eu —
entre o reflexo e o horizonte,
entre o silêncio e o som.
Escrevo um diário que também me escreve,
palavras que nascem do jazz,
da solidão boa,
da brisa que entra pela varanda.
E percebo:
a vida também é uma canção de fundo,
tocando suave,
enquanto a cidade inteira
dança em silêncio comigo.
Me ama ?? ha ha ha
amor a moda antiga, Put'z neem criança acredita, sabia que contos de fadas são ilusãooo??? éeeer... só espero estar sempre tomando as decisões corretas.
Eiii.... #Fica ai com esse tal amor, que eu vou ali sentar e esperar o meuu, se demorar eu levanto e vou atrás , se corre atrás do que se queer , no meu caso amor de verdade!!!
Eu sou feita de instinto,
de faro aguçado e alma antiga.
Eu sou o silêncio da floresta,
o grito que ecoa na mata,
a fúria da loba ferida
e a sabedoria da anciã que não se cala.
Eu já fui queimada, expulsa, ignorada,
mas renasci em cada cinza,
cada lágrima salgada me curou,
cada rejeição me mostrou a direção,
cada abandono me ensinou a retornar…
pra dentro.
Corro com as lobas, sim,
mas também sei andar sozinha.
Sei farejar mentira de longe,
e quando me calo,
é porque estou me preparando para rugir.
Tenho carne, alma e memória,
sou feita de recomeços,
de promessas que só eu ouvi,
de sonhos que escondi nos ossos,
mas que hoje dançam em minha pele.
Eu sou mulher. Selvagem. Inteira.
Com rachaduras, mas inteira.
Não preciso ser salva.
Preciso ser vista, respeitada,
amada com a mesma intensidade
que me derrubaram um dia.
E se for pra caminhar comigo,
que seja com coragem.
Porque meu caminho não aceita passos frouxos.
A Lenda da Velha Programadora de COBOL
Dizem que, nos porões esquecidos de uma antiga repartição pública, ainda ecoa o som de teclas sendo pressionadas... mesmo depois de todos irem embora.
Reza a lenda que, nos anos 70, uma programadora brilhante — e obcecada — trabalhava sozinha madrugada adentro escrevendo linhas e mais linhas de código COBOL para sistemas bancários e governamentais. Seu nome desapareceu dos registros, mas seu legado, não. Ela recusava-se a aceitar qualquer linguagem moderna. “COBOL é eterno!”, sussurrava com os olhos arregalados e mãos calejadas.
Um dia, após uma atualização do sistema que apagaria seus programas legados, ela trancou-se na sala de servidores e... desapareceu. Nunca mais foi vista. Alguns dizem que morreu ali mesmo, em frente a um terminal que ainda pisca uma mensagem enigmática:
PROCEDURE DIVISION.
DISPLAY "I'M STILL CODING..."
Desde então, sempre que alguém tenta migrar um sistema legado sem “respeitar” o código original, o projeto sofre bugs inexplicáveis, falhas repentinas e, em noites silenciosas, escuta-se uma respiração pesada e o som de uma tecla ENTER sendo pressionada... devagar e com força.
Muitos tentaram reescrever o sistema. Nenhum voltou ileso.
Aviso:
Se encontrar um terminal antigo rodando COBOL sozinho no meio da madrugada...
NÃO TENTE INTERROMPER.
A velha ainda está codando.
Aqui e Agora
Uma melodia antiga, suave,
traz de volta a infância:
o tênis da moda,
a mochila que brilhava no recreio.
Dizem que já vivemos
o melhor da vida—
e hoje, por um instante,
isso quase faz sentido.
Mas talvez seja só o olhar
que mudou de lugar,
o mundo continua,
nós é que crescemos.
Resta o presente,
esse instante que pulsa.
Futuro, passado?
Deixo ao vento.
Só importa este agora,
e o que os outros pensam
eu jogo fora.
A idade antiga nos destinaria ao exílio, porque nos contaminamos com a erudição, assim como os romanos, e só temos calos no coração...
A idade média nos provaria na fogueira, à sorte de chamas purificadoras, pois pintamos o melhor de nós e enviamos a quem possa se iludir com apenas um clique; feitiçaria de último escalão, devo confessar...
Na era moderna, nós submergiríamos em (In)confidencias sem amor, ilumin(ismo)ados por velas não românticas, sentenciados a revol(uções)ver em toda a parte uma forma de não terminarmos independen(cia)tes um do outro.
A Pré-história seria perfeita?
Juntos em uma caverna, sem eira nem beira para preocupar ... pelo menos até experimentar na "pele" a inferior diferença da tanga para a calça, que não afasta certos perigos, em especial, os que possam surgir de uma flexão de joelhos ...
Tantas reflexões que só fazem pensar que nasci em bom tempo, te encontrei no instante preciso e os momentos que tivemos foram providencialmente perfeitos para a porção de felicidade que você tanto procura.
Uma imagem mais antiga para personificar meu cerne solitário.
Quando me entristeço, aquieto-me. O silêncio é meu relicário!
Quando percebo que não sou inteiramente bem-vindo, eu vou embora sutilmente.
Se desapareço é porque as palavras perderam o sentido e o companheirismo tornou-se um ausente.
Não invisto energia em um jogo que não me satisfaz…
Quando me afasto é porque pequenas atitudes, aos poucos, me deixaram para trás!
Peço Licença aos Deuses
Peço licença aos deuses da poesia...
Da poesia antiga e também da poesia contemporânea...
Peço permissão para entrar. Eu simples mortal perante vos poetas...
Me Contento em entrar pelos fundos.
Ou mesmo assistir-vos
Mas peço permissão aos deuses que aceitem este cavaleiro errante,este Dom Quixote moderno...
Eu peço licença...
O Haka da Terra na cop 30
O grito que vem da Nova Zelândia ecoa no mundo.
É o haka, voz antiga do povo Māori,
que atravessa oceanos e chega até Belém,
trazendo o mesmo pedido que a floresta faz em silêncio:
respeitem a Terra.
O haka não é apenas uma dança.
É o coração pulsando no corpo do povo.
É o som da alma quando o homem lembra que também é natureza.
Cada batida no peito é um trovão chamando à consciência.
Cada olhar feroz é um espelho, perguntando:
O que você tem feito pela vida que te sustenta?
Na COP30, esse grito se transforma em símbolo.
Símbolo da resistência dos povos que nunca deixaram de ouvir a voz da Terra.
Símbolo da união entre culturas que sabem que o planeta não é propriedade —
é mãe, é lar, é vida em movimento.
O haka é o despertar.
É o rugido da floresta, o choro dos rios,
o sopro dos ventos pedindo respeito.
É o lembrete de que somos filhos do mesmo chão
e que lutar por ele é lutar por nós.
Hoje, o haka ecoa em Belém.
Ecoa nas ruas, nas vozes, nos corações.
E cada batida de pé no solo é uma promessa:
a Terra viverá — porque nós decidimos lutar com ela.
